19 mar

Simulação de dispositivos

Estudante do segundo ano de doutorado em Engenharia Elétrica na FEI, Arianne Soares desenvolve pesquisa sobre os ‘Modelos analíticos de comportamento elétrico estático para FinFETs’, transistor que utiliza mais de um plano para a condução de corrente. O projeto é orientado pelo professor doutor Renato Giacomini, chefe do Departamento de Engenharia Elétrica da Instituição, que também supervisionou o trabalho de mestrado da engenheira eletricista, concluído em 2012, sobre ‘Modelo analítico de resistência parasitária para FinFETs de porta dupla’. A jovem graduou-se em 2009 e, na Instituição, foi estagiária para projetos desenvolvidos na área no Instituto de Pesquisas Industriais (IPEI). Arianne Soares, que possui bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), estuda a ação de diferentes efeitos em dispositivos de ordem nanométrica, tendência tecnológica na fabricação de transistores. A modelagem dos dispositivos tem como objetivo determinar o grau de confiabilidade dos mesmos e compreende, também, a análise de robustez à radiação ionizante, etapa do projeto em que a doutoranda recebe a colaboração da professora Marcilei Guazzelli. Para avaliar a robustez dos transistores, a estudante realiza testes de simulação computacional que reproduzem um dos principais danos causados em dispositivos submetidos ao ambiente espacial. “O recurso ainda é pouco explorado e, por isso, não é tão bem compreendido”, enfatiza. A simulação consiste na descrição física dos transistores a fim de investigar quais os efeitos da radiação sobre eles. A engenheira relata que a tentativa de reprodução dos resultados da radiação é um recurso para tentar compreendê-la melhor, o que exige aprofundada investigação sobre a ferramenta de simulação.

Recursos

As tecnologias para a realização de testes de simulação são recursos disponíveis no Centro Universitário, que possui computadores com melhores capacidades de processamento e software para essa finalidade. “Nos computadores da FEI, com 24 núcleos, cada simulação leva em torno de 40 horas”, comenta o professor Renato Giacomini. Os resultados obtidos com as simulações serão analisados e, posteriormente, os dispositivos serão submetidos à radiação com objetivo de comparar as respostas obtidas com os dois tipos de testes. Para o uso do simulador é informado ao software o valor da energia que a partícula transfere ao material em que penetra. Com os resultados provenientes dessa investigação, Arianne Soares planeja avaliar o uso de dispositivos empilhados na área de eletrônica e, assim, propor as melhores associações dos transistores. A aluna afirma que existe interesse de pesquisadores e empresas da área, pois as configurações dos dispositivos podem influenciar o seu desempenho. Esta etapa do estudo de doutorado possui relação com o projeto desenvolvido por Robson Magalhães Assis em seu mestrado sobre ‘Estudos dos efeitos transitórios da radiação sobre a confiabilidade de transistores SOI’, finalizado em 2013. Com orientação do professor Renato Giacomini, o profissional formado pela FEI estudou a influência da radiação em dispositivos com tecnologia silíciosobre-isolante (SOI). A engenheira realiza os testes de simulação da radiação ionizante sobre os dispositivos de ordem nanométrica em parceria com o estudante de doutorado em Engenharia Elétrica, André Luiz Perin, que analisa o efeito do campo magnético sobre os dispositivos. Também com orientação do professor Renato Giacomini, o engenheiro da computação investiga os efeitos da radiação ionizante sobre os mesmos dispositivos.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº17 (pág 26)

18 mar

Estudo filtra sinais elétricos no cérebro

Com o avanço da tecnologia são criados equipamentos cada vez mais sensíveis e capazes de ajudar a compreender como o cérebro humano é capaz de perceber, pensar e se comportar, colaborando com o diagnóstico precoce de doenças neurodegenerativas. Uma das mais poderosas gravações cerebrais eletrofisiológicas conhecidas atualmente é a magnetoencefalografia (MEG). Técnica não invasiva para a medição in vivo de sinais elétricos das células cerebrais, a MEG se baseia na detecção de alterações muito pequenas (ou fracas) de campos magnéticos amostrados de forma extremamente rápida (1 milésimo de segundo ou melhor). Embora tenha um sinal de alta resolução temporal, os resultados podem ser facilmente contaminados por outras fontes de variação não relacionadas com a ativação voluntária do cérebro, incluindo o ruído externo ou mesmo pequenos ruídos internos, como o olho em movimento, por exemplo. Filtrar esses valiosos sinais elétricos é o desafio dos pesquisadores que investigam a possibilidade de uso da MEG para uma melhor compreensão das atividades cerebrais humanas.

Tecnologia ainda indisponível no Brasil, a MEG foi alvo de estudo do professor doutor Carlos Eduardo Thomaz, do Departamento de Engenharia Elétrica do Centro Universitário da FEI, cujos resultados foram publicados em renomado periódico internacional. A pesquisa ‘A priori-driven multivariate statistical approach to reduce the dimensionality of MEG signals’ objetiva separar, entre todos os sinais captados pelo equipamento, o que é informação relevante relacionada à ativação cerebral sob investigação, por meio do processamento de sinais. “Para medir o campo magnético gerado nas correntes elétricas cerebrais, a MEG possui sensores muito sensíveis, chamados de Superconducting Quantum Interference Devices (SQUIDs). Além de captar os sinais alvos do estudo, esses sensores podem registrar correntes elétricas que não têm necessariamente relação com os experimentos de interesse”, explica.

O docente analisou dois experimentos, que duravam alguns minutos e tinham intervalos de descanso. Um deles foi o de hipercapnia, no qual os voluntários inalavam dióxido de carbono (CO2) e, no outro, os participantes ficavam tamborilando os dedos em uma superfície. Usando a ideia de rearranjar a matriz de dados em pares de classificação que correspondem à representação de tempo variável de fases estáveis, ou estímulo da tarefa específica, o método de extração de característica reduziu significativamente o número de componentes principais do sinal. Assim, a MEG capturou os sinais cerebrais enviados durante todo o tempo de estudo e, para saber quais sinais estavam relacionados às tarefas submetidas (inalação de CO2 e bater de dedos), excluiu automaticamente aqueles que apareceram também durante o descanso dos voluntários, tais como possíveis pensamentos aleatórios e movimentos dos olhos.

“Foi um filtro estatístico que separou o que realmente interessa do que não está associado ao estímulo induzido”, enfatiza o professor Carlos Thomaz. O estudo abre grandes expectativas que favorecem novos estudos com menos exigências de recursos computacionais e análises mais precisas dos sinais para entender as atividades elétricas do cérebro. O docente informa que o equipamento pode ser útil para analisar com mais precisão degenerações cerebrais provocadas por doenças como Alzheimer e Parkinson.

Reconhecimento

Os resultados alcançados pela pesquisa do professor da FEI foram reconhecidos pela Electronics Letters, revista quinzenal internacional da Institution of Engineering and Technology (IET) que contempla resultados científicos e tecnológicos com impacto esperado no curto e médio prazo. A entidade é especializada em publicações de todas as áreas de Engenharia Eletrônica, incluindo Óptica, Comunicação e Engenharia Biomédica, bem como circuitos eletrônicos e de processamento de sinais. Além da publicação do artigo sobre a pesquisa, o professor doutor Carlos Eduardo Thomaz foi convidado para participar da seção de entrevistas da revista, na qual falou sobre o trabalho que desenvolve na FEI, a pesquisa sobre a MEG e projetos futuros. “É uma publicação com ótima visibilidade, e levar o nome do Centro Universitário da FEI reforça a qualidade e demonstra que muitas pesquisas importantes estão sendo realizadas na Instituição”, acrescenta. A íntegra da entrevista do professor da FEI pode ser lida no endereço eletrônico http://digital-library.theiet.org/content/journals/10.1049/el.2013.2700.

Uma década de interesse pelo tema

 

Nos últimos 10 anos, o professor Carlos Eduardo Thomaz tem desenvolvido projetos e pesquisas na área de reconhecimento de padrões em estatística e, quando a Universidade de Nottingham, da Inglaterra, abriu vagas para pesquisadores brasileiros visitantes, em 2012, o docente submeteu um projeto que envolvia processamento de sinais e análise estatística multivariada. Ao ser aceito, o docente trabalhou no Sir Peter Mansfield Magnetic Resonance Centre, que faz parte da Escola de Física e Astronomia da universidade inglesa, onde desenvolveu a pesquisa ‘A MEG multivariate data exploratory analysis based on prior knowledge’ com os pesquisadores Emma Hall, Peter Morris, Richard Bowtell e Matthew Brookes, por 12 semanas. Ao retornar ao Brasil, o docente deu continuidade ao estudo para responder questões pendentes que culminaram na publicação do artigo publicado na revista Electronics Letters.

bO professor enfatiza que esse trabalho só foi possível devido à participação dos pesquisadores do Sir Peter Mansfield Magnetic Resonance Centre, do pesquisador Gilson Giraldi, do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). “Ainda há questões que precisam e podem ser respondidas utilizando a tecnologia disponível na FEI, por isso, pretendo dar continuidade às pesquisas envolvendo alunos de graduação e pós-graduação, principalmente da Engenharia Elétrica. Acredito que poderemos colaborar para a sociedade, pois, analisando sinais deste tipo, haverá avanços que contribuirão para o entendimento do processo eficiente e robusto de reconhecimento de padrões e extração de informação discriminante realizado pelo nosso cérebro”, acentua.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº17 (pág 30)

29 jan

Tecnologia em iluminação

O Plano Nacional de Eficácia Energética do Ministério de Minas e Energia prevê a proibição da fabricação e da importação de lâmpadas incandescentes entre 61W e 100W no Brasil após o mês de dezembro deste ano. A iniciativa tem como objetivo reduzir o consumo de energia no País em 10% até 2030. O plano também prevê que, até 2017, seja planejada a suspensão da produção, importação e comercialização de iluminação incandescente em território nacional, considerada uma das vilãs do consumo energético. A intenção é substituir integralmente essas lâmpadas por opções mais sustentáveis, como as lâmpadas de LED, que são 80% mais econômicas.

Para o engenheiro eletricista Marlon Gaspar, graduado pelo Centro Universitário da FEI em 2011, a medida é sinônimo de trabalho. O profissional, que é gerente nacional para o canal OPTO Semicondutores – Divisão de Diodos LED da Osram, multinacional alemã fabricante de lâmpadas e artigos para iluminação, é o responsável pela avaliação e pelo planejamento de estratégias de vendas em setores em que são utilizados diodos de LED para a industrialização de produtos no País, como os segmentos automotivo e de iluminação. “Um dos desafios envolvidos em meu trabalho é a apresentação das tecnologias em LED aos clientes e ao mercado, uma vez que ainda estão acostumados às soluções antigas”, destaca.

Há seis meses, o engenheiro eletricista trabalha como interface da empresa junto aos públicos de interesse, administrando a cartela de clientes em projetos e demandas. Para desempenhar a função, a formação técnica adquirida ao longo da graduação é fundamental. “A confiança transmitida pela empresa é determinante para a realização da venda e, por isso, é muito importante conhecer os produtos, como funcionam e quais são as suas tecnologias, além de compreender quais são os objetivos dos clientes. A FEI, sem dúvida, é a grande responsável pelos conhecimentos técnicos que utilizo em meu trabalho”, observa.

Marlon Gaspar ingressou na Osram há dois anos e meio como engenheiro de vendas, cuja função era prestar suporte técnico e fazer prospecção e vendas de diodos de LED. “Quero contribuir para a educação das empresas para o uso de tecnologias de LED”, enfatiza, sobre as suas perspectivas profissionais, que compreendem, ainda, a ascensão a cargos de maiores responsabilidades na organização. As experiências profissionais anteriores do engenheiro são relacionadas à área de eletrônica, ênfase de sua formação acadêmica. Antes de integrar o quadro de profissionais da Osram, Marlon Gaspar foi estagiário em Engenharia e técnico em eletrônica na SMS Tecnologia, no Departamento de Engenharia de Desenvolvimento. No entanto, a carreira do engenheiro começou quando ainda tinha 16 anos de idade e trabalhava com máquinas de automação.

Até chegar à empresa alemã, outras três vivências profissionais o prepararam para o mercado de trabalho, com a realização de atividades de vendas técnicas e a calibração eletrônica de sensores de termometria. Para o engenheiro, estar aberto a diferentes possibilidades é uma forma de conhecer oportunidades que estão além do que é planejado, e adotar comportamentos humildes ao buscar projetos e se relacionar com as pessoas também é um princípio valioso para uma carreira bem sucedida. “É importante traçar metas e comprometer-se a seguir em frente. As adversidades e os aprendizados humanísticos e sociais vivenciados durante a minha passagem pelo Centro Universitário me prepararam para ser persistente e buscar meus objetivos”, acentua.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº17 (pág 19)

02 maio

CARREIRAS DA COMPUTAÇÃO ESTÃO ENTRE AS MELHORES DO MUNDO

A profissão de Engenheiro de Software, assim como a de Analista de Sistemas e Web Developer, que são carreiras da área de computação, conquistam espaço no mercado mundial atual. Segundo pesquisa realizada pela CarrerCast.com sobre as 200 profissões mais promissoras de todas as áreas, a Engenharia de Software fica em primeiro lugar. Web Designer aparece em 5°, enquanto Analista de Sistemas ganha a 9ª posição. O 15° lugar está com Web Developer.

Baseada em dados do Bureau of Labor Statistics e de outras agências dos Estados Unidos, a pesquisa levou em conta itens como: mercado e ambiente de trabalho, demanda física, ambiente de trabalho, stress e salário.

Pesquisas revelam que o salário médio anual de um engenheiro de software é atualmente de US$ 87 mil, podendo chegar até US$ 132 mil, garantindo o 25° lugar entre as profissões mais remuneradas, por exemplo.

A Engenharia de Software é uma área da ciência da computação voltada à especificação, desenvolvimento e manutenção de sistemas de software, com aplicação de tecnologias e práticas de gerência de projetos, visando organização, produtividade e qualidade.

A FEI oferece o curso de Ciência da Computação, ideal para aqueles que têm interesse pela área de informática. Sendo assim, os estudantes conhecerão técnicas avançadas de programação, gerenciamento de projeto de software e desenvolvimento de sistemas complexos, participando de atividades teóricas e práticas em laboratórios de alto nível. O curso, composto de oito semestres, é ministrado no campus SBC (noturno), e auxilia os alunos a conquistarem as melhores posições e os melhores empregos do mercado atual.

20 abr

SEMINATEC 2012: SÉTIMO WORKSHOP É REALIZADO COM EXCELÊNCIA

O Centro Universitário da FEI, no campus São Bernardo do Campo,  organizou evento internacional, enriquecendo a vida acadêmica dos alunos.

A FEI realizou, nos dias 12 e 13 de abril, o evento conhecido como SEMINATEC, que tem como foco a tecnologia nas áreas de micro e nanotecnologia. O VII Workshop promoveu a interação entre a indústria, a academia, os centros de pesquisa e desenvolvimento, o governo e os estudantes.

Com o objetivo de buscar por melhorias nas áreas de educação, pesquisa e tecnologia, oSEMINATEC VII apresentou trabalhos autênticos em todos os setores relacionados ao desenvolvimento de micro e nanoestruturas, microssistemas, semicondutores, dispositivos e circuitos integrados.

O Centro Universitário da FEI (campus SBC) contou com a presença de profissionais da área, e docentes da Instituição e outras universidades como: Unicamp e Usp, além de estudantes na área de micro e nano tecnologia.

Com o apoio do CNPQ (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), e promovido pelos Capítulos da EDS (Electron Devices Society) e Solid-State Circuits (SSC) da Seção Sul Brasil do IEEE, pelo Capítulo Estudantil da EDS/IEEE -UNICAMP, pela Sociedade Brasileira de Microeletrônica (SBMicro) e pelo INCT NAMITEC (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Sistemas Micro e Nanoeletrônicos), o evento recebeu grandes nomes nacionais do setor, e personalidades de Institutos e Universidades dos Estados Unidos, Bélgica, Venezuela e França.

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