29 set

Equipes Fórmula FEI falam sobre o projeto às vésperas da competição nacional

Às vésperas da competição nacional, as equipes Fórmula FEI Combustão e Fórmula FEI Elétrico se preparam para apresentar o melhor desempenho na 11ª Competição SAE BRASIL. Breno Borges, capitão do fórmula e membro da equipe desde o primeiro ciclo da faculdade, fala um pouco mais sobre o projeto e a expectativa antes do campeonato.

Por que você decidiu entrar para a equipe Fórmula FEI?

Eu conheci o Fórmula em um kartódromo, antes de ser aluno da FEI.  Eu já conhecia o projeto e gostava bastante da ideia, então vim no FEI Portas Abertas e eles estavam andando com o carro e com certeza foi um dos motivos pelo qual eu escolhi a FEI. Assim que comecei a faculdade, fui conhecer a oficina e entrei na equipe.

Como é o processo seletivo para novos membros?

O processo seletivo do Fórmula funciona da seguinte maneira: os interessados deixam os dados conosco e quando surgem algumas vagas, chamamos para trabalhar por quinze dias na oficina e depois faz prova teórica sobre o regulamento da competição. Não tem pré-requisito nenhum, não precisa conhecer carros ou motor, não precisa conhecer nada. O que você precisa é ter vontade, dedicação, disciplina, querer trabalhar e querer aprender. Estamos com uma lista de 45 pessoas interessadas no projeto que foi feita no Recruta FEI e que nós não esperávamos.  Não chamamos membros novos perto da competição, mas assim que acabar, vamos recrutar novas pessoas.

Os alunos que participam do projeto recebem por isso?

Assim como os demais projetos, o Fórmula participa do sistema de monitoria, então depois de seis meses no projeto, você passa a receber pelas horas trabalhadas no projeto. Normalmente trabalhamos são 6 horas por dia, de segunda a sexta-feira, então você consegue se programar para trabalhar no Fórmula, ir à aula e ainda ter tempo livre para fazer o que quiser, estudar, passear. Quando não estamos em competição, uma semana antes das provas, a equipe toda é liberada para que possa estudar e se preparar.

Qual a maior dificuldade em recrutar novos membros?

Acho que o principal pré-conceito que as pessoas têm, é achar que o projeto vai atrapalhar os estudos. O ritmo é mais puxado e você vai ter que se dedicar mais, mas é o oposto e você cresce muito com o trabalho. Eu mesmo pude realizar três cursos pelo Fórmula que hoje são diferenciais no meu currículo. Outro exemplo, no semestre passado eu não tinha a disciplina “Resistência dos materiais”, mas por causa do Fórmula, já tinha lido muito sobre o assunto, então esse semestre que estou fazendo a matéria, foi bem mais tranquilo entender porque já tinha uma introdução ao assunto.

Equipe do Formula  (2)

As empresas consideram os projetos um diferencial no currículo?

O olhar do mercado é diferenciado para alunos que participam de projetos. Semana passada, participamos do Congresso da SAE com as maiores empresas de engenharia do Brasil e você vê diretores e CEOs de empresas passando em frente aos projetos e se mostrando extremamente interessados no nosso trabalho. A maioria dos membros fixos de projeto, saem das equipes porque conseguiram emprego na área, não é um caso ou outro.

A equipe Fórmula FEI é dividida em Combustão e Elétrico. Como funciona essa separação?

Hoje, trabalhamos com uma equipe única equipe para os dois carros. A separação só acontece durante a competição, uma vez que são categorias diferentes então precisamos de duas equipes. A diferença entre os carros é apenas o motor, um a combustão e outro elétrico, o restante é igual. Se você entra no Fórmula. Você vai trabalhar com os dois carros.

Tendo apenas um campeonato no ano, como é o trabalho da equipe fora do período de competição?

Logo depois de uma competição, temos um momento de organização da equipe e da oficina. A partir daí, temos a etapa burocrática com a FEI: apresentar os resultados do ano anterior e definir o orçamento do próximo ano. O orçamento sendo aprovado, estamos liberados para começar o projeto e toda a parte de compra e usinagem pode ser feita. Depois disso temos que projetar, redimensionar, fazer planilha de cálculo, modelo matemático e vários outros tipos de análise que são necessárias para o projeto e onde aplicamos a engenharia aprendida em sala de aula. Após tudo isso, vem a construção dos veículos, teste e validação. Usamos muito os laboratórios da FEI e temos consciência de que nem toda equipe de SAE possui a infraestrutura que temos aqui.

Formula 2014 Piracicaba (473)Que tipo de financiamento o projeto tem?

A FEI dá financiamento total ao projeto em dinheiro, inclusive com alimentação, transporte, hospedagem e transporte dos carros durante as competições. Em relação a patrocínio de outras empresas, elas podem oferecer serviços, peças, conhecimento ou cursos, mas dinheiro propriamente dito, não.

Quais são as expectativas para a competição nacional que começa essa semana?

As expectativas são ótimas. Fizemos alguns testes junto com outras universidades e os carros apresentaram um bom desempenho comparado aos demais. Os veículos tiveram bons projetos, estão confiáveis e é possível vencer nas duas categorias. Das onze vezes que competimos, ganhamos sete, estamos em busca desse oitavo título.

 

04 set

Equipe Baja FEI se prepara a competição BAJA SUDESTE 2015

Composta por vinte e dois membros, a equipe Baja FEI, heptacampeão na competição SAE Brasil e tetra Campeã Mundial, se prepara a competição regional BAJA SUDESTE 2015, que acontecerá nos dias 17 e 18 de outubro. O Blog da FEI conversou com um dos capitães da equipe, o aluno de Engenharia Enzio Simão, para saber como está a preparação para o próximo desafio.

O que um aluno precisa saber para entrar na Equipe Baja FEI?

A única coisa que exigimos dos alunos que querem entrar no Baja é que sejam dedicados e que estudem um pouco o regulamento da competição. Como tudo no carro é baseado no regulamento, pedimos que o pessoal estude e façam uma prova sobre as regras da competição Baja para testar se a pessoa já tem esse comprometimento e interesse de ir pesquisar, ler, correr atrás, porque tudo que ela fará aqui, será baseado nisso. Não precisa saber apertar um parafuso, ter feito curso técnico ou outra coisa assim, nós ensinamos aos poucos e os membros mais velhos vão passando para os mais novos.

Como é a adaptação de um novo membro na equipe?

Geralmente, um novo membro trabalha por seis meses na oficina para conhecer o carro e saber como é a dinâmica da equipe. Primeiro você precisa conhecer, para depois projetar. O carro é separado em subsistemas, então após esse período de experiência cada membro começa a se especializar em um subsistema, depois de algum tempo você pode, inclusive, virar chefe desse subsistema e tomar decisões sobre as mudanças que ocorrerão no carro.

O que a Equipe Baja FEI tem para oferecer aos alunos?

A equipe Baja FEI tem uma grande vantagem, o know-how de vinte anos de equipe e mantemos o contato com os antigos membros da equipe. Além disso, o professor Roberto Bortolussi nos orienta sobre muitas coisas, muitas vezes quando vamos fazer algo novo, ele nos avisa que aquilo já foi feito anteriormente. Mas a pergunta é: como fizeram? Às vezes, na época, não existiam os meios para ser colocado em prática corretamente ou o conhecimento não era o mesmo de hoje. São fatores que auxiliam muito a nossa equipe.

baja piracicabaRecentemente, o Baja construiu uma pista de testes nova, no Campus São Bernardo do Campo. Por que foi feita essa alteração na pista?

Há muito tempo observamos que a nossa pista de testes não estava nos desafiando no mesmo nível que a competição estava. Conforme as competições foram ficando mais difíceis, nossa pista ficou parada no tempo e por fatores como o uso, chuva, sol, vento, ocorreu um desgaste e os obstáculos foram ficando mais fáceis. Desde o ano passado estamos planejando a nova pista, conversamos com juízes para ter ideias sobre obstáculos e esse ano, após voltarmos do mundial, fizemos o desenho da pista e a ideia saiu do papel para ser colocada em prática. Deixamos a pista novamente no nível que está a competição nacional hoje e muito próxima do que é a competição mundial, então conseguiremos testar o carro e deixa-lo preparado para ganhar a competição.

Como está a preparação para a competição regional que acontecerá em outubro?

A SAE Brasil havia definido uma data para a competição em agosto e já tínhamos feito um cronograma em que o carro estaria pronto há duas semanas. Mais ou menos nessa época recebemos um informativo que dizia que a competição tinha sido cancelada e o carro já estava pronto para ser montado. Como a competição foi adiada, preferimos priorizar outras coisas na oficina e nos preparar para a competição em paralelo. O carro ainda está desmontado, mas todas as peças já estão prontas, pintadas e limpas.

Quais cuidados devem ser tomados antes da competição?

Para a competição, o carro precisa ser montado com o maior cuidado possível para evitar que nenhuma peça risque, normalmente levamos de três a quatro dias nesse processo. Agora os carros para testes na nossa pista, nós montamos tranquilamente em um dia. O carro de 2014 que foi campeão mundial já não participou de competições oficiais esse ano e só usamos ele para testes na FEI, chamamos esse carro de “mula”. Quando vamos testar alguma coisa, não precisamos usar o carro novo para não estragar o chassi ou a pintura, então testamos em um similar. O mesmo chassi só pode ser usado em competições por dois anos, então após esse tempo os carros acabam teste para a equipe.

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Qual a diferença entre o carro da competição anterior e o carro que será montado agora?

Entre a equipe existe uma discussão para decidir qual carro é melhor e como o montaremos para a competição. O carro que preparamos esse ano para o regional é bem diferente do carro que competiu no último mundial, toda a parte de suspensão traseira e a caixa de transmissões será diferente. Mas comparado com o que foi para o último nacional, mudou pouca coisa. No nacional, o carro teve o braço de suspensão quebrado por um tronco que estava na pista, foi uma infelicidade, mas temos que fazer um carro preparado para as adversidades, então agora ele vai para a competição com um braço um pouco mais rijo, de espessura maior e que aguentará um obstáculo como o tronco.  O importante é aprender com os erros.

O que é importante falar sobre a Equipe Baja FEI?

Ano passado tivemos uma quebra grande na equipe, pois tínhamos uma equipe muito boa, mas que perdeu cinco membros que se formaram e, embora estivéssemos preparados para assumir o trabalho, é uma responsabilidade diferente. Acho que um dos fatores que contribuíram para o desempenho não tão bom no mundial, foi o fato de sermos uma equipe nova e um pouco imatura. Esperamos que os membros atuais permaneçam e que no próximo ano a equipe se organize melhor e ganhe o mundial novamente.

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