04 jan

Entrevista com o Gerente da Jaguar Land Rover

Orgulho FEI Cleber_Linkedin

Formado em Engenharia Mecânica pela FEI, Cleber Augusto vive na Inglaterra atualmente, onde atua como Gerente de Engenharia e Desenvolvimento na Jaguar Land Rover. O Blog da FEI entrevistou o Engenheiro FEIano que compartilhou suas visões e opiniões sobre o mercado de trabalho, suas mudanças e principais desafios dos futuros profissionais da área. Confira:

Conte-nos, de forma breve, como foi a sua formação na FEI e como surgiu a oportunidade de trabalhar na Land Rover do Reino Unido.

Após concluir o curso técnico em mecânica pela Escola Técnica Federal de São Paulo, ingressei na FEI onde me formei em Engenharia Mecânica em 1997, quando iniciei minha carreira na indústria automobilística, atuando em conceituadas empresas como Ford, General Motors, Fiat-GM Powertrain, GM Powertrain, Opel (Alemanha) e Maserati (Itália). Atualmente exerço a função de Gerente de Engenharia e Desenvolvimento responsável pelo projeto, validação e certificação de transmissões e embreagens na Jaguar Land Rover em Whitley, Inglaterra.

Você está trabalhando há anos fora do País, convivendo e tendo contato direto com grandes inovações do setor. Sendo assim, como você enxerga o potencial do Brasil? Como as indústrias do exterior enxergam os talentos do nosso país e o desenvolvimento comercial?

Sem dúvida o Brasil e um mercado muito importante para todas empresas multinacionais devido ao seu potencial de consumo, porém a falta de infraestrutura e organização, somados aos altos impostos, aumentam o desafio para qualquer investidor, causando um certo atraso na chegada de inovações tecnológicas. No entanto, buscar soluções em meio a estes cenários, tornam a nossa mão de obra especializada extremamente flexível e adaptável, além de genuinamente criativa. No caso da indústria, noto com frequência maior facilidade dos engenheiros brasileiros a lidar com adversidades, desenvolvendo soluções técnicas viáveis, tanto em prazo quanto em custo. Essa habilidade aliada à competência técnica, é sem dúvida um grande diferencial competitivo, fato comprovado pelo recente êxodo de engenheiros ao exterior, principalmente Europa, EUA, China e Canadá.

O mercado de trabalho mudou muito nos últimos 20 anos, desde que você se formou, porém, atualmente, essas mudanças acontecem em um intervalo de tempo ainda menor, devido aos avanços tecnológicos que são reinventados a cada ano. Como você acompanha essas mudanças? Qual o segredo para se manter atualizado no mercado de trabalho?

Costumo desenvolver trabalhos científicos e participar anualmente dos principais congressos de engenharia automobilística como SAE, CTI Symposium, entre outros. Durante cada projeto desenvolvemos inúmeras soluções que consequentemente servem como base para inovações tecnológicas. Em 2011 durante o SAE International Congress em Detroit, apresentei um paper sobre economia de combustível referente à uma transmissão manual de 6 marchas com apenas 2 eixos, a qual mais tarde transformou-se numa patente de minha autoria. Com suporte da General Motors, esta transmissão hoje esta presente nos modelos Onix, Cobalt, Spin fabricados no Brasil.

Há dois anos a FEI iniciou um projeto chamado Plataforma de Inovação, que tem como objetivo orientar os estudantes da Instituição sobre as megatendências e demandas das próximas décadas, tal como as competências que serão exigidas desses futuros profissionais. Na sua opinião, quais são as principais mudanças que devem acontecer nos próximos anos? Como os atuais alunos de Engenharia Mecânica devem se preparar para essas mudanças?

A globalização e as questões ambientais tornaram o mercado ainda mais competitivo, obrigando as empresas a investir pesado em inovações. Neste sentido, a indústria automobilística tem intensificado as pesquisas no desenvolvimento de carro híbridos, elétricos e autônomos. Em breve essas tecnologias estarão ainda mais acessíveis, abrangendo mais produtos e mercados. No caso dos propulsores, haverá uma migração dos convencionais motores à combustão interna para unidades de força alimentadas por energia elétrica. Portanto, a tecnologia no desenvolvimento e produção de baterias tende a crescer acentuadamente. Neste contexto, a Engenharia Elétrica e Mecânica terão papel fundamental na viabilização destas ideias e na otimização e integração veicular como um todo, pois nunca a eficiência energética foi tão exigida.

Para finalizar, como você vê a contribuição da FEI na sua vida profissional? E qual a dica que você daria para os atuais alunos?

A FEI me proporcionou uma base conceitual sólida e estabeleceu uma forma de aprendizado contínuo que utilizo até hoje. Entender as causas do problema, encontrar soluções plausíveis, definir a melhor estratégia e implementá-la. Tudo isso de forma coesa e organizada. O resto vem com a experiência após inúmeros projetos desenvolvidos com sucesso. Meu conselho para aqueles que estão iniciando é acreditar no seu potencial e nunca desistir, pois com trabalho e determinação os resultados são alcançados. Como dizia Albert Einstein: “O impossível existe até que alguém duvide dele e prove o contrário.”

__

Se inspirou? Então Venha Realizar o Novo com a FEI! As inscrições para o Vestibular do Meio do Ano estão abertas! Clique aqui e confira

Vestiba

25 out

Uma dose de café e muito conhecimento, por favor ;)

cafe-quimica2-linkedin

Na última segunda-feira, 23 de outubro, uma manhã muito agradável e cheia de conhecimento marcou mais uma edição do Café com a Engenharia Química, onde alunos e professores da FEI receberam a palestrante Maria Cristina Nascimento, presidente da ABEQ – Associação Brasileira de Engenharia Química.

O objetivo desse encontro foi promover aos alunos um diálogo com o mercado de trabalho, sobretudo o papel do Engenheiro Químico no desenvolvimento de processos e produtos na indústria. A convidada, Maria Cristina, trouxe duas apresentações com diversos exemplos práticos sobre o tema, abrindo espaço para perguntas de todos os tipos.

usar blog 3

 Maria Cristina Nascimento

Presidente da ABEQ – Associação Brasileira de Engenharia Química

Os questionamentos mais comuns entre os estudantes foram sobre conquistar um emprego e como ser inovador para atender as demandas exigentes em um Engenheiro Químico. Apesar de ser uma área exata, Cristina afirma que é preciso ser inovador e criativo.

“O profissional que vai trabalhar em inovação tem que ser curioso, tem que querer entender melhor, saber melhor. Esse é o perfil. É um profissional que busca alternativas, que não se prende em estudar somente aquilo que lhe foi demandado. Ele também precisa conhecer além do espaço dele, como que o trabalho vai impactar os outros, além da flexibilidade e boa relação interpessoal”, comentou a palestrante.

0X9A0671

Segundo Cristina, as grandes empresas têm apostado muito em perfis jovens em suas equipes, justamente pela inovação das ideias, mas ao mesmo tempo, como um ponto de equilíbrio, sempre haverá dois ou três engenheiros mais experientes.

Essas palestras funcionam como uma janela para o amplo (e concorrido) mercado de trabalho. Mais que isso, os alunos percebem o valor de poderem conversar com profissionais expressivos sobre a área que estudam, como forma de influência nas decisões futuras sobre carreira.

A aluna do 7º ciclo de Engenharia Química, Caroline Alfredo da Silva, comenta: “Ajudou muito a ter uma noção de como funciona na prática, não só para mim, mas principalmente para o pessoal novo da Engenharia Química. Acho que a faculdade permite ter uma visão muito técnica de como o Engenheiro Químico trabalha, então eu acho primordial esse tipo de conversa, poder ter esse bate papo informal, a liberdade de saber como é o dia a dia e se é isso o que queremos para as nossas vidas”.

usar blog 2

O encontro terminou com diversas fotos para recordação, uma visita de Maria Cristina aos laboratórios de Engenharia Química da FEI e uma certeza: compartilhar conhecimento é sempre válido, melhor ainda quando acompanhado de um bom café!

Realize o Novo com a FEI! As inscrições para o Vestibular 2018 estão abertas.

Clique aqui e se inscreva

Vestibular

04 set

Alunos da FEI recebem dicas de carreira com a SAE Brasil

SAE 4

Em 1905, na cidade de Nova York (EUA), nascia a SAE – Society of Automotive Engineers. Essa sociedade foi criada com o intuito de incentivar o desenvolvimento de tecnologias da mobilidade, envolvendo engenheiros empenhados em contribuir com ideias, planos e visões de tendências sobre inovações.

Com o passar dos anos, a SAE foi se fortalecendo e ganhando novos membros, expandindo seus negócios e promovendo provas de diversas categorias, como carros e pequenos aviões.

Em 1991, a história da SAE chegou ao nosso país com a instituição da SAE Brasil, que hoje conta com mais de 6 mil associados e seis mil voluntários, com sede em São Paulo, mas presente em mais de 10 estados brasileiros. A associação organiza anualmente mais de 100 eventos, distribuídos entre simpósios, fóruns de discussões e competições entre alunos de diversas faculdades, incluindo a forte participação do Centro Universitário FEI.

Parte dessa história da SAE Brasil visitou a FEI no último dia 28 de agosto, segunda-feira. Alunos e professores assistiram à palestra de Plínio Cabral Jr, Presidente Regional da SAE, que apresentou mais sobre os projetos e propósitos da Instituição, além de dar valiosas dicas de carreira para os alunos.

SAE 3

          Plínio Cabral Jr, Presidente Regional da SAE Brasil, no Centro Universitário FEI

Houve um momento de grande partilha de conhecimento, onde os alunos que participam dos projetos e competições da SAE Brasil, como Baja, Fórmula e AeroDesign, apresentaram seus trabalhos e relataram aos colegas as atribuições de fazer parte de projetos como estes.

SAE 2

“A FEI é muito forte dentro da SAE. Muito forte mesmo. Em vários eventos que eu participo eu sempre menciono o fato da FEI competir e estar em 1º lugar em várias situações; nacionais e internacionais”- relata Plínio Jr, sobre os trabalhos dos alunos do Centro Universitário FEI

Assista no vídeo abaixo a reportagem feita durante o evento:

23 ago

Debate sobre inovação no IPEI Infoco

Mais uma edição do IPEI Infoco, realizada no campus São Bernardo do Campo da FEI, promoveu a alunos e convidados um debate sobre inovação no mercado de trabalho.

1 ipei

Em 16 de agosto aconteceu o IPEI Infoco, fórum que reúne alunos, professores e convidados da Instituição, em um debate sobre inovação para o mercado de trabalho. Desta vez, o palestrante foi Weber Porto, ex-aluno FEI e Presidente Regional da Evonik, empresa química alemã reconhecida como uma das mais inovadoras do mundo.

Weber abriu sua palestra comentando, com muito bom humor, dos seus tempos de aluno na Instituição. Formado em Engenharia Química na turma de 1981, lembrou de alguns episódios com professores e comentou sobre antigos laboratórios, onde hoje está parte dos restaurantes da área de conveniência da FEI.

2 ipei

Weber Porto – Ex-aluno FEI e Presidente Regional da Evonik

Em meio a esse divertido discurso, Weber já começou com algumas dicas sobre a importância da FEI na formação dos profissionais.

“Na realidade a gente sai bastante preparado para a vida real. Isso que é bastante importe, porque a realidade lá fora é difícil, onde a qualificação dos profissionais não deve ser somente do conhecimento, mas é preciso pensar, raciocinar e inovar”

Falando de inovação, o engenheiro FEIano trouxe exemplos e mostrou um pouco da rotina da empresa onde, na América do Sul e Central, atua como presidente. Para Weber, ser inovador começa com detalhes pequenos, como, por exemplo, um agradável ambiente de trabalho e muita dedicação ao cenário atual em que a empresa/profissional vive. É preciso ser ousado, mas ao mesmo tempo, ter consciência dos passos e decisões a serem tomados por todos na organização.

Confira mais dicas com o próprio Weber Porto, no vídeo abaixo:

Até o próximo post 😉

 

21 ago

Vantagens do Programa de Iniciação

Confira neste texto as vantagens em participar de um Programa de Iniciação. 

1

Vivemos hoje em um cenário que, cada vez mais, exige conhecimento de um estudante universitário. Entretanto, essa demanda nem sempre pode ser atendida apenas com o conteúdo lecionado em sala de aula. É preciso buscar o saber a partir de perguntas. O estudante que assume o papel de questionador e busca solucionar problemas, tem vantagens que podem servir para o seu crescimento, pessoal e profissional, destacando-se no mercado de trabalho.

Para isso, participar de um Programa de Iniciação é uma das melhores maneiras de manter o conhecimento em constante mudança, sempre em alta.

Ao participar do projeto, o aluno desenvolverá uma pesquisa sobre algum tema, relacionado ao seu curso, orientado por professores, mestres e doutores. Uma chance ímpar de trocar experiências.

Listamos aqui 3 grandes vantagens que todo aluno tem, ao ingressar em um Programa de Iniciação. Confira

– Aumento da Empregabilidade

Diferente do que muita gente pensa (ou associa), participar de um Programa de Iniciação durante a faculdade não significa seguir somente a carreira acadêmica. As empresas e seus recrutadores valorizam quem participa desses projetos, uma vez que é necessário ser responsável, ter um olhar crítico e propor soluções de problemas.

– Networking e troca de conhecimento

Imagine que você, ainda no primeiro ano da graduação, já tem em mãos um projeto de estudo no qual precisará o tempo todo estar em contato com professores e alunos da graduação, pós-graduação e, indo além, mestrado e doutorado. Essa é mais uma rica vantagem em participar do Programa de Iniciação, onde o networking profissional vem de forma natural, assim como o conhecimento.

– Apoio para o curso de graduação

Todo o resultado que você obtém com seu projeto de pesquisa, durante a Iniciação, pode ser utilizado de diversas formas. Uma delas é durante o seu próprio curso de graduação, por exemplo: no TCC – Trabalho de Conclusão de Curso. Os dados obtidos, respostas e conclusões sobre determinados assuntos, podem servir de embasamento para o seu projeto no fim do curso, enriquecendo novamente para o seu currículo, voltando ao primeiro item que listamos aqui. Incrível, não é mesmo? Vantagens do conhecimento.

2

No próximo dia 23 de agosto, no campus São Bernardo do Campo da FEI, haverá uma palestra apresentando os Programas de Iniciação da Instituição. Participe e venha evoluir seus conhecimentos!

1

Top posts

Curta nossa página no Facebook

Twitter