10 nov

Premiação dos Alunos Destaque – 2º Semestre 2018

A cada ano letivo, alunos ou formados no ano corrente, são indicados pelas chefias dos departamentos do Centro Universitário FEI para serem homenageados pela Instituição com o “Prêmio Destaques Acadêmicos” pelas competências, atitudes, dedicação em projetos, bem como do mérito das ações desenvolvidas em programas acadêmicos durante o ano.

Começando pelo curso de Administração – campus São Bernardo do Campo, que indicou a aluna ALINE CAVALCANTE BRITO FONSECA, para receber o prêmio. Logo no início do curso, Aline foi diagnosticada com linfoma. Criou um blog para falar da doença e depois de um ano e meio de tratamento, estava curada. Formada com louvor no final do ano, Aline se destacou pela sua determinação e pela iniciativa em ajudar pessoas que passaram e passam pelo mesmo problema enfrentado por ela. O Professor Hong Yuh Ching, coordenador do curso em São Bernardo do Campo entregou o prêmio para a aluna.

Hong Adm

Já a indicada do curso de Administração – campus São Paulo – para receber o prêmio, foi a aluna GRETA SANCHES DA COSTA. A aluna teve um artigo de Iniciação Científica intitulado “Desafios e perspectivas para a consolidação das grandes centrais de reciclagem em parceria com catadores nos municípios de São Bernardo do Campo e São Paulo”, apresentado em um dos simpósios internacionais mais importante do Brasil, o SIMPOI – Simpósio de Administração da Produção, Logística e Operações Internacionais.

No Departamento de Ciências Sociais e Jurídicas, a indicação foi para as alunas ROBERTA FRABETTI CAMPOS LIMA e JÉSSICA FABIANO DO ROZÁRIO, que se destacam pelo diferenciado desempenho no projeto de ação social “Crianças e adolescentes institucionalizadas: A trajetória do Lar Pequeno Leão”. Ao longo do desenvolvimento do projeto, as alunas identificaram que crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional são tutelada pelo Estado até completarem a maioridade. Porém, não há o desenvolvimento de um trabalho de preparação e acompanhamento, desses adolescentes, para a vida após institucionalização. Sendo assim, propuseram uma ação que objetiva o fortalecimento desses jovens, considerando os aspectos legais, sociais e emocionais, assim como o desenvolvimento de um projeto de vida. Essas alunas mobilizaram outros estudantes que, de forma voluntária, estarão contribuindo no desenvolvimento das atividades práticas propostas. Essa atitude demonstra o envolvimento e o compromisso dessas alunas com a sociedade e o respeito à dignidade do ser humano. O prêmio foi entregue pela vice-reitora de Extensão e Atividades Comunitárias, Profª. Drª. Rivana Marino.

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A indicada pela chefia do Departamento de Física foi a aluna BARBARA SILVA MENDONÇA do curso de Engenharia Química. Barbara atuou no Projeto “Cursinho FEI” estendendo as aulas de Física para além do estritamente acadêmico, tendo se tornado uma mentora para vários alunos, orientando-os na escolha da carreira e no planejamento de suas vidas. Além disso, participou da introdução de atividades experimentais como parte das aulas de Física dos alunos do Cursinho. O chefe do Departamento de Física, professor Roberto Baginsk, foi quem entregou para a aluna o prêmio.

Baginski

Já o Departamento de Engenharia Civil indicou os alunos da EQUIPE ESTUDANTIL CONCRETO FEI. Composta pelos alunos ANA BEATRIZ ALVES PEREIRA, CAMILA DE ALENCAR E SOUZA, FELIPE EDUARDO OLIVEIRA PINTO, GABRIEL GIACOBINI RAMIRO, GABRIEL PAULINO, GABRIELA PRADO DE OLIVEIRA, GIOVANI FAILE MANCUSO, GUILHERME ANTONIO DOS SANTOS NETO, GUILHERME MELANI DUTRA, GUSTAVO ZERBINATTI AFONSO, LUCAS ANDRADE TREVISAN e NATALIA COLBERT LEAL a equipe participou de todas as competições estudantis realizadas no congresso, conquistando a Primeira Colocação Geral do evento, ganhando assim a Medalha Concreto IBRACON. A equipe também conquistou a primeira colocação nas competições “Aparato de Proteção ao Ovo – APO e Concrebol”. Neste mesmo ano, no mês de março, a equipe Concreto FEI foi pela segunda vez Campeão Mundial do concurso FRC Bowling Ball Competition, competição reconhecida como o mundial estudantil sobre tecnologia do concreto, com equipes das Américas, Europa, Ásia, Oriente Médio e África. O professor Kurt Amann, coordenador do curso de Engenharia Civil e o professor Rui Barbosa de Souza, também da Engenharia Civil, entregaram o certificado aos homenageados.

Kurt - Concreto

Na Engenharia Elétrica o prêmio foi concedido aos alunos GABRIEL DE ALMEIDA SÁ COUTRIN, do curso de Engenharia de Automação e Controle e VINÍCIUS SANTOS BARBOSA, do curso de Engenharia Elétrica. Ambos estão finalizando um projeto de Iniciação Científica que será aplicado para estudo de supressão do tremor de pacientes com a doença de Parkinson. Além disso, os dois foram os que mais se destacaram no desenvolvimento do projeto de controle do braço robótico, que resultou no 2º lugar no desafio que ocorreu durante o CBEB 2018, em outubro, sendo os mesmos o “piloto” e “copiloto” manejando o sistema na competição.

GIOVANNA RIBEIRO GIMENEZ, aluna do curso de Engenharia Elétrica também foi homenageada por ter sido uma das integrantes do grupo de cinco alunas de Engenharia do Centro Universitário FEI que participaram e foram vencedoras do desafio “Siemens Women Experience”, um projeto da multinacional para enaltecer o papel da mulher na engenharia nos dias atuais.

BRUNA CARDOSO PAZ concluiu seu doutorado em Engenharia Elétrica em 2018 e está trabalhando em um projeto de pós-doutorado no Cea-Leti, na França. Durante a graduação na FEI recebeu diversos prêmios de Honra ao Mérito, como melhor aluna do semestre dentre os alunos do curso de Engenharia Elétrica. Recebeu também os prêmios do Instituto de Engenharia e “Prêmio CREA-SP Formação Profissional”. Fez seu mestrado na FEI e teve sua dissertação considerada a melhor do País na área de Microeletrônica, no concurso promovido pelo CEITEC-SBMicro. Ao longo de seu doutorado (2015-2018), publicou como primeira autora 5 artigos em periódicos internacionais e foi coautora de outro artigo no período. Publicou também 8 artigos em congressos de referência na área, como o ESSDERC, o S3S Conference e o EuroSOI-ULIS. Foi Presidente do Capítulo Estudantil do IEEE na FEI, tendo organizado a eventos beneficentes e de doação de sangue, além de plantões de dúvidas para os alunos de graduação.

DAVI ARAUJO DAL FABBRO, doutor em Engenharia Elétrica pela FEI, conquistou o prêmio de melhor dissertação de Mestrado no “XIV Workshop de Visão Computacional (WVC 2018)”, realizado em novembro na cidade de Ilhéus, Bahia. O WVC é um dos mais importantes congressos científicos nacionais sobre Visão Computacional, organizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC). O Professor Renato Giacomini, coordenador dos cursos de Engenharia Elétrica e de Engenharia de Automação e Controle fez a entrega dos certificados aos premiados. 0X9A8719

O Departamento de Matemática também fez a sua indicação e, MAYARA ALVES ROSA NEVES, estudante do curso de Engenharia Química foi a escolhida. Mayara desenvolveu dois projetos de Iniciação Científica: “Um panorama sobre pesquisas em educação matemática: possibilidades para o ensino de cálculo diferencial e integral” entre agosto de 2016 a julho de 2017 e “Proposta de uma sequência didática para o ensino e aprendizagem do conceito de derivada de função de uma variável real” de setembro de 2017 a agosto de 2018. Ambos os projetos são de grande importância para o Departamento de Matemática, pois desenvolvem abordagens de ensino destinadas ao uso em nossas aulas na FEI. Além disso a aluna Mayara, hoje no sétimo ciclo de Engenharia Química, é uma estudante com desempenho acadêmico diferenciado. Até o momento concluiu 42 disciplinas na FEI sem nenhuma reprovação. A nota média obtida nestas 42 disciplinas foi 8,18. O reitor Fábio do Prado foi convidado para entregar o certificado à aluna.

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Os alunos da Equipe FEI, vencedora do “Desafio Acadêmico em Compósitos SAMPE Brasil”, promovido pela SAMPE – Sociedade para o Avanço de Materiais e Engenharia de Processos, em 2018 foram indicados ao Prêmio pelo Departamento de Engenharia de Materiais. Os alunos homenageados foram: ANDREY SAKAMOTO ANTONELI, BRUNO MATHEUS STEFANO LEITE, GUILHERME BERGARO SAGULA DE ALMEIDA, GUSTAVO VILLANI, ISABELA FERREIRA NUNES, JEFFERSON SILVA PEREIRA DOS SANTOS, LUCAS RINALDI RODRIGUES, PAULO ALCIDORI FILHO, PIERINA ALICE FRACASSO, RENATA CAROLINE MOTA SANTOS E ROBERTO ALVES TAVEIRA JUNIOR. Por ter conquistado o primeiro lugar na competição, a Equipe FEI participará do Desafio Mundial que acontecerá em Charlotte, Estados Unidos, este ano. A Equipe FEI é Tetracampeã deste desafio (edições 2014, 2016, 2017 e 2018).

Equipe FEI - Sakamoto

A chefia do Departamento de Engenharia Mecânica indicou o engenheiro LEONARDO AUGUSTO MASSASHI ITO, formado do curso de Engenharia Mecânica, ênfase Mecânica Automobilística no 1º semestre de 2018. Leonardo liderou o grupo de Trabalho de Conclusão de Curso ReTech – EGR sob a orientação do Prof. Silvio Shizuo Sumioshi. O trabalho destacou-se por propor solução inovadora de dois problemas atuais relacionados à utilização de hidrogênio combustível para motores de combustão interna: a produção termoeconômica e o armazenamento do gás. A qualidade do trabalho e seu impacto na melhoria da eficiência energética e redução das emissões, principalmente de motores a etanol, rendeu o prêmio de melhor trabalho de Conclusão de Curso na 61ª Expo MecAut e a 1ª colocação na categoria Estudantil – Educação de Engenharia no Congresso SAE Brasil, entre 40 trabalhos de todo o Brasil. O homenageado recebeu o certificado das mãos do Professor Silvio Shizuo Sumioshi.

Leonardo Augusto - Ackerman

O Departamento de Engenharia de Produção indicou os alunos que participaram dos primeiros projetos da iniciativa “Projeto Aplicado em Supply Chain Management PA-SCM”, criado em 2017 pelo Professor Mauro Sampaio. BEATRIZ TORRES SILVA, BRENNO TONDATO DE FARIA, CAIQUE FUKUDA PORTERO, GABRIEL LEVY, LOUIS MARIE, JOSEPH CHAMBERT LOIR, LUCAS CEDRONI FAVA, LUCAS RODRIGUES DE OLIVEIRA, RENAN CHAGAS LIMA MUSSI. O PA-SCM é uma experiência baseada em projetos que visa oferecer aos estudantes a oportunidade de participar de um projeto aplicado em Logística, Supply Chain Management e Gestão de Operações, que proporciona uma oportunidade para aplicar conhecimentos adquiridos no curso e testar suas habilidades de resolução de problemas em um caso real sempre com a orientação de um professor. Os alunos envolveram-se com motivação e muito colaboraram para os resultados em andamento e já alcançados nos quatro projetos que são: Análise e desenvolvimento de modelo operacional do sistema de planejamento e controle da produção da empresa DECA metais; Revisão do processo de entrega de produtos no last mile, visando reduzir os custos e exposição a riscos de roubo de carga da empresa B2W; Estudo e simulação de cenários no processo de recebimento do centro de distribuição da empresa CEVA Logistics no complexo da GM em Gravataí, RS; Revisão e modelagem da malha logística para distribuição de papel nos Estados Unidos da América da empresa Suzano Papel e Celulose. Para realizar a entrega do certificado aos homenageados, o Professor Dario Henrique Alliprandini, Coordenador do Curso de Engenharia de Produção e membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.

Gabriel Levy - Renan Chagas

Graduado em Engenharia Química na FEI em 2016 e, atualmente aluno do mestrado em Engenharia Química, JOSÉ CARLOS DE ANDRADE NETO, foi o indicado pelo Departamento de Engenharia Química. José Carlos obteve excelente desempenho durante a graduação; seu currículo mereceu destaque no desenvolvimento de um projeto de Iniciação Científica no período de fevereiro de 2014 a janeiro de 2015, que levou à publicação de artigo científico, bem como a apresentação de trabalhos em congressos nacionais e internacionais. Também desenvolveu um trabalho brilhante de conclusão de curso que possibilitou a apresentação em congresso internacional realizado em 2017 em Berlin, na Alemanha e o desenvolvimento de um artigo que está em fase final de elaboração e será submetido a um periódico de excelência na área. Todos esses resultados levaram a aprovação de uma bolsa de mestrado também FAPESP com vigência de julho de 2017 a junho de 2019, sob orientação da Prof.ª Dr.ª Andreia de Araújo Morandim Giannetti cujos pesquisas vêm sendo desenvolvidas de maneira primorosa e resultará na apresentação de diversos trabalhos e artigos. Para premiar o homenageado, o Prof. Fernando Marques Fernandes, membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.

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A aluna LETÍCIA DE OLIVEIRA PAULA, indicada pela Chefia do Departamento de Engenharia Têxtil se destacou na realização do trabalho “Análise do conforto de malhas de algodão produzidas com fios de diferentes tecnologias de fiação” que permitiu estabelecer relações técnicas  entre as características intrínsecas das fibras, dos fios e das malhas com os parâmetros de conforto fisiológico das malhas comumente utilizados em artigos de vestuário, produzidos com fios de diferentes tecnologias: Cardado, Penteado, Compactado, Open End, Sirospun e Vortex. O trabalho trouxe uma grande contribuição ao entendimento das propriedades dos fios produzidos pelas novas técnicas de fiação de algodão. Adicionalmente está desenvolvendo, atualmente, em seu Trabalho de Conclusão de Curso um sistema inovador para economia e despoluição de água em operações de beneficiamento têxtil. O Professor Arthur Tamasauskas, membro do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão, entregou o prêmio para a aluna.

Leticia de Oliveira Paula

Formar profissionais inovadores e capazes de quebrar paradigmas. Esse é o objetivo do Centro Universitário FEI para com os seus alunos. Essa é uma forma de reconhecer e apreciar os empenhos e dedicações que cada um deles apresentaram ao longo do segundo semestre de 2018.

Confira abaixo um breve resumo em vídeo do que foi o evento:

20 nov

Como as expedições lunares contribuíram para a ciência moderna?

Prof. Baginski Lua Linkedin

49 anos após a primeira viagem do homem à Lua, tecnologias espaciais são adaptadas para uso na Terra

Por Prof. Dr. Roberto Baginski, Chefe do Departamento de Física do Centro Universitário FEI

No dia 20 de julho de 1969, o astronauta Neil Armstrong entrou para história ao se tornar o primeiro homem a pisar em solo lunar, dando um “gigantesco salto para a humanidade”.

A alunissagem da missão tripulada Apollo 11 projetou a imagem de que tudo era possível em um mundo que se tornava tecnologicamente avançado. Além disso, a corrida espacial se processava no contexto da Guerra Fria, e a viagem à Lua representava a vitória do capitalismo sobre o comunismo soviético. Porém, do ponto de vista científico, se o dinheiro e os esforços investidos na missão tivessem sido direcionados para sondas automatizadas, teríamos obtido muito mais conhecimento sobre o nosso satélite natural do que o obtido pelas pequenas quantidades de rochas trazidas pelos astronautas. Mas é muito provável que um programa para exploração do espaço exclusivamente por meios não tripulados não conseguisse grande apoio popular, muito menos um financiamento.

Nos três anos seguintes após o inédito feito, mais dez pessoas, em cinco missões diferentes, tiveram a oportunidade de visitar a Lua, até que o interesse do público rapidamente diminuiu e, com isso, o orçamento do governo americano dedicado à NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço) também foi reduzido, inviabilizando a continuação do programa de missões espaciais tripuladas e acarretando na priorização de programas de exploração e ocupação orbitais, como os ônibus espaciais e as estações espaciais Skylab e ISS (Estação Espacial Internacional).

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 Como a Estação Espacial Internacional contribui para a ciência?

A Estação Espacial Internacional (ISS) oferece um ambiente único de microgravidade, permitindo a melhoria da qualidade de experimentos que envolvem cristalização de proteínas, crescimento de células e tecidos, reações químicas ou processos bioquímicos. Um exemplo disso é o experimento MEK (Efeito da Microgravidade na Cinética das Enzimas Lipase e Invertase), realizado pela FEI em 2006 a bordo da ISS.

Além disso, a ISS proporciona condições ideais para experimentos sobre a capacidade de adaptação humana ao espaço. Estes experimentos, que analisam as mudanças fisiológicas em nossos corpos submetidos à microgravidade e a um ambiente com mais radiação espacial do que o encontrado na superfície da Terra, também estuda o ecossistema que seria necessário para uma viagem espacial de longa duração.

Em uma viagem espacial curta, é possível embarcar todos os alimentos necessários, mas em uma missão longa, seria necessário realizar agricultura a bordo da espaçonave e, portanto, é preciso saber como plantas e outros organismos se desenvolvem neste tipo de ambiente e quais medidas devem ser tomadas para garantir as condições de saúde da tripulação.

Tecnologias espaciais são adaptadas para uso na Terra

Há um fluxo constante de tecnologias espaciais na Terra. Por exemplo, as técnicas que permitem a operação de braços robóticos no espaço (os mais conhecidos são os braços robóticos do deck de cargas dos ônibus espaciais) são as mesmas que permitiram que robôs fossem utilizados na realização de cirurgias. Algumas invenções possuem conexão mais evidente com o espaço, como sistemas de localização e de navegação (GPS), mas há também tecnologias mais surpreendentes, usadas para detecção e combate a incêndios ou para tratamento de águas servidas e outros resíduos; estas tecnologias foram testadas na ISS nos últimos dez anos e podem encontrar uso na Terra em breve.

Devemos nos preparar para viver em outro planeta?

A exploração espacial nos ensinou que a Terra é pequena, frágil e muito distante de qualquer outro possível habitat, por isso, estamos muito longe de ter chances reais de iniciar a colonização de outro planeta. Ao contrário das grandes navegações europeias do século XV, em que as naves podiam percorrer oceanos desconhecidos, mas que ainda pertenciam a um ambiente propício à vida, precisaríamos criar todo um ecossistema autossuficiente em outro planeta ou até mesmo dentro da espaçonave, se o local a ser colonizado fosse exterior ao Sistema Solar. Neste caso, apenas a viagem poderia demorar centenas de gerações.

Portanto, em vez de empregar recursos, esforços e talentos para encontrar meios de sair da Terra e destruir algum outro planeta, deveríamos utilizá-los para reduzir o dano que causamos ao nosso lar, garantindo que a vida na Terra seja possível a longo prazo.

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E você sabia? Em 20 de julho de 1969, em decorrência da ida do homem à Lua, criou-se o Dia do Amigo, que explicamos neste post aqui.

11 abr

FEI realiza experimento inédito no Brasil

Em parceria com outras instituições, a partir de um laboratório inaugurado em 2016, a FEI realizou experimentos para um projeto que poderá ser utilizado como rede de comunicação espacial.

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O Centro Universitário FEI, em parceria com a USP e o IEAv, realizou experimentos inéditos no Brasil sobre dispositivos resistentes à radiação. O ASIC SpaceWire, que foi projetado pelo Centro de Tecnologia da Informação (CTI – Campinas) e testado no País pela primeira vez, poderá ser utilizado como uma rede de comunicação espacial em satélites pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

Na FEI, foram realizados os testes de tolerância aos efeitos de dose de radiação ionizante acumulada no dispositivo utilizando fonte de raios-X, no Laboratório de Efeito da Radiação Ionizante (LERI). O IEAv ficou responsável pelos testes de raios-gama, enquanto que na USP foram feitos testes usando íons pesados. O estudo faz parte do projeto de Circuitos Integrados Tolerantes à Radiação (CITAR), financiado pela FINEP, que tem cumprido um papel importante na indústria espacial.

A professora Marcilei Guazzelli, do departamento de Física da FEI e pesquisadora do projeto, destaca que os resultados representam um importante avanço para o País. “Dominar uma tecnologia de uma área estratégica, que é a Espacial, é importante para a soberania de um País. Se não tivermos desenvolvimento de tecnologia própria, ficaremos dependentes de outros países”, destaca. A docente também destaca que os resultados dos testes não servem apenas para área espacial. “Toda essa tecnologia que estamos desenvolvendo também pode ser útil para outras áreas, como a da Saúde, por exemplo”.

Embargo dos Estados Unidos

Um dos fatores motivadores do projeto e da criação do Laboratório de Pesquisas em Radiação Ionizante, na FEI, foram as dificuldades encontradas pelos pesquisadores, entre elas o embargo dos Estados Unidos. “Por conta do acordo que o Brasil fez com a China na área de satélites, sofremos sanções que dificultaram o avanço nos nossos estudos. Por conta disso, ficamos com dificuldades de adquirir dispositivos resistentes à radiação”, revela.

Esta é uma questão bastante importante particularmente para países que se encontram na região da Anomalia do Atlântico Sul, como é o caso do Brasil: “Nesta região há uma falha no campo eletromagnético que faz com que a radiação seja maior que nas outras regiões”, explica a professora. Alguns satélites desligam ao passar por esta região.

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Saiba mais sobre o projeto CITAR

Criado em 2012, o projeto de Circuitos Integrados Tolerantes à Radiação (CITAR) tem cumprido um papel importante na indústria espacial. Ele é responsável pelo estudo, desenvolvimento e capacitação de componentes resistentes à radiação cósmica ionizante, usados em equipamentos enviados ao espaço. Em 2016, o projeto inaugurou um laboratório no campus São Bernardo do Campo, do Centro Universitário FEI, que tem como objetivo reforçar os testes e a capacitação de componentes resistentes à radiação.

“A radiação é uma grande dificuldade para o setor espacial nacional, já que afeta o funcionamento de componentes, podendo causar falhas de comunicação, interferências nas informações e até inutilizando alguns circuitos e equipamentos inteiros”, explica a professora Marcilei Guazzelli, docente do departamento de física do Centro Universitário FEI.

O coordenador Geral do Projeto Citar e Executor do Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer, Dr. Saulo Finco, destacou o empenho da FEI em inaugurar um laboratório de extrema importância para o desenvolvimento científico do País, multiplicando recursos humanos, infraestrutura e estudos para solucionar os problemas encontrados em circuitos utilizados em satélites. “Com este laboratório e os profissionais que estarão operando nele, poderemos estudar os fenômenos encontrados em componentes de satélites”, pontuou o coordenador do projeto CITAR.

E você? Curtiu o projeto? Deixe o seu comentário e fique atento aos próximos posts 😉

Campus de Cima - Twitter

24 mar

Engenheira FEIana é peça-chave na BMW do Brasil

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O sucesso de alunos do Centro Universitário FEI é sempre motivo de orgulho e fonte de inspiração para outros estudantes, professores e funcionários da Instituição. Hoje, apresentamos neste post a Engenheira Mecânica Gleide Souza, formada pela FEI, que tem recebido destaque por suas contribuições ao País, nos avanços das regulamentações e investimento para carros autônomos.

Gleide possui um rico histórico profissional e de conquistas. Foi contratada pela BMW em 2007 com a missão de manter um bom relacionamento com fornecedores do mundo todo, além de coordenar compras internacionais. Após 5 anos, o seu desafio era encontrar um local para a empresa alemã fabricar seus carros no País, frente às adversidades burocráticas, de impostos e legislações. E o êxito dessa árdua missão fez nascer a fábrica da BMW na cidade de Araquari, em Santa Catarina e rendeu um novo direcionamento profissional à Gleide: ela se tornou Diretora de Relações Governamentais da BMW no Brasil.

E os avanços não param!

Agora, em 2018, a BMW deu início à produção do primeiro carro semiautônomo do Brasil. O modelo é o utilitário-esportivo X3 M40i, versão mais equipada do xDrive30i X Line.

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Para a FEI, é uma honra fazer parte da história profissional de Gleide Souza. Leia toda a trajetória da Engenheira FEIana neste link.

22 mar

Novo motor da Renault integra Laboratório de Mecânica

Tweet Bom dia

Os laboratórios de uma instituição de ensino têm papel fundamental na formação dos estudantes, pois são como uma janela para o mercado de trabalho, na qual os alunos terão contato prático com a profissão que escolheram. Utilizar equipamentos, concretizar projetos criados em sala de aula e estar conectado com as novidades do mercado, são alguns dos objetivos.

Na FEI, o investimento e cuidado com os laboratórios reforçam a Instituição como uma das melhores do País, especialmente por oferecer aos alunos equipamentos de ponta com tecnologias que, em alguns casos, são novidades presentes somente no exterior, com previsão de chegada ao Brasil em alguns anos.

Agora, o Laboratório de Engenharia Mecânica da FEI recebeu mais um grande incentivo: um novo motor cedido pela Renault, uma das principais montadoras de carro do mundo.

motor

A conquista nasceu a partir do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) do aluno Rodrigo Fonseca e seus amigos de grupo, que projetaram construir um motor para trabalhar com dois ciclos. O departamento de Engenharia da Renault se interessou tanto pelo projeto, que fez mais somente apoiar, doou um motor da empresa para o grupo, que após a realização do TCC será locado em definitivo no Laboratório de Motores da Instituição.

Segundo Rodrigo Fonseca, trata-se de um motor recente, SCE, que passou a equipar os carros da Renault a partir de dezembro de 2016, para modelos 1.6. É de combustão interna, 4 cilindros e apresenta algumas inovações tecnológicas.

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A cerimônia de entrega, realizada no dia 15 de março, contou com a presença do Gerente de Marketing de Produto da Renault, Rafael Garbosa, além do Reitor do Centro Universitário FEI, Prof. Dr. Fábio do Prado, alunos e professores.

No vídeo abaixo você confere imagens do motor e mais informações. Assista:

O Centro Universitário FEI agradece à Renault pela parceria e parabeniza os alunos pela conquista!

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