Desafios e perspectivas para uma cidade inteligente Reviewed by Momizat on . Com o auditório lotado, Júlio Raimundo, Superintendente do BNDES, e Marcos Prado Troyjo, Diretor da BRICLab, da Universidade de Columbia deram início as apresen Com o auditório lotado, Júlio Raimundo, Superintendente do BNDES, e Marcos Prado Troyjo, Diretor da BRICLab, da Universidade de Columbia deram início as apresen Rating: 0

Desafios e perspectivas para uma cidade inteligente

Com o auditório lotado, Júlio Raimundo, Superintendente do BNDES, e Marcos Prado Troyjo, Diretor da BRICLab, da Universidade de Columbia deram início as apresentações dos painéis do primeiro dia do evento – que tinha como foco as perspectivas de futuro para uma cidade inteligente – mostrando seus pontos de vista sobre o desenvolvimento e expectativas para o futuro. Para Raimundo, o Brasil precisa colocar a sustentabilidade como eixo central de sua visão futura, para assumir a liderança no desenvolvimento sustentável e tecnológico. “É preciso buscar soluções para que tecnologias possam ser promovidas pelo BNDES, adaptando-se para haver uma disruptura”. Na opinião de Troyjo, para um País se tornar intensivo em tecnologia é preciso haver cultura que favoreça a interação entre conhecimento, capital e empreendedorismo.

No painel “A Cidade e o Campo em 2050: Uma viagem no tempo”, um exercício divertido e dinâmico abriu os debates do Congresso de forma contagiante. Rodrigo Magnabosco, Coordenador de Pós-Graduação Stricto Sensu em Mecânica, e Gustavo Donato, Coordenador da Plataforma de Inovação, interpretaram dois argonautas que puderam ir até 2050 para conhecer o futuro e trazer algumas de suas impressões para o evento.

De forma lúdica, os professores dividiram com os presentes um diálogo entusiasmado sobre “o que viram” nessa viagem ao futuro. Plantações automatizadas monitoradas por salas de controle interativas, centros de bem estar com nanorobôs capazes de fazer diagnósticos de saúde em tempo real e o Brasil como referência do agronegócio foram alguns exemplos. Mostrando as ideias vindas do futuro, a dupla arrancou risos do corpo docente e dos alunos, mas sempre estimulando o exercício de pensar como as inovações podem surgir e se estabelecer em nossas vidas.

“Essa foi uma atividade lúdica e sem pretensões. Nós passamos por várias dinâmicas e essa conversa ocorreu de fato”, disse Gustavo Donato, já fora do personagem. Rodrigo Magnabosco reiterou como já tinham feito esse exercício e ficado satisfeitos com o resultado. “Se conseguirmos levar esse espírito para o Congresso, as pessoas podem  se entusiasmar por pensar em 2050”, afirmou.

No painel seguinte – “Os Desafios das Cidades Inteligentes em 2050” -, mediado por William Waack, a palestra foi iniciada com um discurso provocante do jornalista, questionando as estratégias dos jovens para que soluções sejam implementadas até 2050. “O nosso mundo é o da Revolução da Informação. Vocês acham que isso tornou o mundo melhor? Ninguém disse sim. Vocês acabaram de descer do fetichismo tecnológico. Que ideias vocês, elite pensante, têm para levar adiante até 2050?”, questionou.

Abrindo a discussão, Álvaro Toubes Prata, Secretário Nacional de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações apontou sobre o que deve ser central se pensarmos no futuro da sociedade. “O grande desafio das cidades inteligentes é torná-las mais humanas. A única centralidade delas são as pessoas. O campo precisa se aproximar da cidade, mais do que a cidade do campo”, explicou.

Eduardo Navarro, CEO da Telefônica, seguiu com o debate ao falar sobre a evolução que impede os avanços imediatos de implementação de soluções e os entraves que ainda acontecem por má gestão e problemas políticos. “Estamos gestionando essas questões olhando pro passado. Precisamos rever os grandes problemas do ser humano”, disse. Thomaz Assumpção, Presidente da Urban Systems, concordou com a colocação ao afirmar que vivemos vários paradoxos e citou o exemplo da mobilidade urbana, uma questão bem atual. “A solução da mobilidade se dá pela imobilidade. Precisamos descentralizar as grandes cidades”, disse.

Aproveitando a entrada no tópico, o mediador William Waack chamou Wilson Poit, Secretário Municipal de São Paulo, para o debate, questionando se existe um movimento para o crescimento tecnológico mais ordenado em cidades menores, com mais qualidade de vida. “Há tecnologia para melhorar muito uma cidade como São Paulo, mas acredito em um modelo de cidades médias pelo Brasil”, disse.

O debate seguiu analisando tópicos como Big Data, gestão, iniciativa privada e a interação entre Estado e tecnologia. Dentre os desafios apontados, os painelistas mencionaram novos modelos de gestão, a descentralização das cidades e a segurança de dados.

Fonte: Estadão

InfoFEI - Informativo do Centro Universitário FEI