04 maio

Entrevista com o Gerente da Jaguar Land Rover

Orgulho FEI Cleber_Linkedin

Formado em Engenharia Mecânica pela FEI, Cleber Augusto vive na Inglaterra atualmente, onde atua como Gerente de Engenharia e Desenvolvimento na Jaguar Land Rover. O Blog da FEI entrevistou o Engenheiro FEIano que compartilhou suas visões e opiniões sobre o mercado de trabalho, suas mudanças e principais desafios dos futuros profissionais da área. Confira:

Conte-nos, de forma breve, como foi a sua formação na FEI e como surgiu a oportunidade de trabalhar na Land Rover do Reino Unido.

Após concluir o curso técnico em mecânica pela Escola Técnica Federal de São Paulo, ingressei na FEI onde me formei em Engenharia Mecânica em 1997, quando iniciei minha carreira na indústria automobilística, atuando em conceituadas empresas como Ford, General Motors, Fiat-GM Powertrain, GM Powertrain, Opel (Alemanha) e Maserati (Itália). Atualmente exerço a função de Gerente de Engenharia e Desenvolvimento responsável pelo projeto, validação e certificação de transmissões e embreagens na Jaguar Land Rover em Whitley, Inglaterra.

Você está trabalhando há anos fora do País, convivendo e tendo contato direto com grandes inovações do setor. Sendo assim, como você enxerga o potencial do Brasil? Como as indústrias do exterior enxergam os talentos do nosso país e o desenvolvimento comercial?

Sem dúvida o Brasil e um mercado muito importante para todas empresas multinacionais devido ao seu potencial de consumo, porém a falta de infraestrutura e organização, somados aos altos impostos, aumentam o desafio para qualquer investidor, causando um certo atraso na chegada de inovações tecnológicas. No entanto, buscar soluções em meio a estes cenários, tornam a nossa mão de obra especializada extremamente flexível e adaptável, além de genuinamente criativa. No caso da indústria, noto com frequência maior facilidade dos engenheiros brasileiros a lidar com adversidades, desenvolvendo soluções técnicas viáveis, tanto em prazo quanto em custo. Essa habilidade aliada à competência técnica, é sem dúvida um grande diferencial competitivo, fato comprovado pelo recente êxodo de engenheiros ao exterior, principalmente Europa, EUA, China e Canadá.

O mercado de trabalho mudou muito nos últimos 20 anos, desde que você se formou, porém, atualmente, essas mudanças acontecem em um intervalo de tempo ainda menor, devido aos avanços tecnológicos que são reinventados a cada ano. Como você acompanha essas mudanças? Qual o segredo para se manter atualizado no mercado de trabalho?

Costumo desenvolver trabalhos científicos e participar anualmente dos principais congressos de engenharia automobilística como SAE, CTI Symposium, entre outros. Durante cada projeto desenvolvemos inúmeras soluções que consequentemente servem como base para inovações tecnológicas. Em 2011 durante o SAE International Congress em Detroit, apresentei um paper sobre economia de combustível referente à uma transmissão manual de 6 marchas com apenas 2 eixos, a qual mais tarde transformou-se numa patente de minha autoria. Com suporte da General Motors, esta transmissão hoje esta presente nos modelos Onix, Cobalt, Spin fabricados no Brasil.

Há dois anos a FEI iniciou um projeto chamado Plataforma de Inovação, que tem como objetivo orientar os estudantes da Instituição sobre as megatendências e demandas das próximas décadas, tal como as competências que serão exigidas desses futuros profissionais. Na sua opinião, quais são as principais mudanças que devem acontecer nos próximos anos? Como os atuais alunos de Engenharia Mecânica devem se preparar para essas mudanças?

A globalização e as questões ambientais tornaram o mercado ainda mais competitivo, obrigando as empresas a investir pesado em inovações. Neste sentido, a indústria automobilística tem intensificado as pesquisas no desenvolvimento de carro híbridos, elétricos e autônomos. Em breve essas tecnologias estarão ainda mais acessíveis, abrangendo mais produtos e mercados. No caso dos propulsores, haverá uma migração dos convencionais motores à combustão interna para unidades de força alimentadas por energia elétrica. Portanto, a tecnologia no desenvolvimento e produção de baterias tende a crescer acentuadamente. Neste contexto, a Engenharia Elétrica e Mecânica terão papel fundamental na viabilização destas ideias e na otimização e integração veicular como um todo, pois nunca a eficiência energética foi tão exigida.

Para finalizar, como você vê a contribuição da FEI na sua vida profissional? E qual a dica que você daria para os atuais alunos?

A FEI me proporcionou uma base conceitual sólida e estabeleceu uma forma de aprendizado contínuo que utilizo até hoje. Entender as causas do problema, encontrar soluções plausíveis, definir a melhor estratégia e implementá-la. Tudo isso de forma coesa e organizada. O resto vem com a experiência após inúmeros projetos desenvolvidos com sucesso. Meu conselho para aqueles que estão iniciando é acreditar no seu potencial e nunca desistir, pois com trabalho e determinação os resultados são alcançados. Como dizia Albert Einstein: “O impossível existe até que alguém duvide dele e prove o contrário.”

__

Se inspirou? Então Venha Realizar o Novo com a FEI! As inscrições para o Vestibular do Meio do Ano estão abertas! Clique aqui e confira

Vestiba

06 nov

Equipe FEI é Campeã Geral no Congresso Brasileiro do Concreto

Alunos da FEI participaram do maior fórum de concreto do País, destacando-se em 1º lugar

Arquivo 07-11-2017 16 02 34_preview

De 31 de outubro a 03 de novembro, aconteceu no Rio Grande do Sul a 59ª edição do Congresso Brasileiro do Concreto, com a participação de diversas faculdades do País, entre elas o Centro Universitário FEI, apresentando seu projeto de pesquisa em concreto, desenvolvido por alunos da Engenharia Civil.

O CBC (Congresso Brasileiro de Concreto) é promovido pelo Ibracon e já se firmou como o maior fórum técnico nacional de debates sobre a tecnologia do concreto e seus sistemas construtivos.

Para participar da competição, a equipe se preparou desde o início do ano, pois as etapas de avaliação se estenderem entre fevereiro e setembro através do envio de projeto, artigos e estudos, finalizando então com o grande evento, onde diversas categorias foram avaliadas.

Confira o resultado completo da FEI em todas as categorias:

Categoria APO – 1º Lugar

Categoria Concrebol – 2º Lugar

Categoria COCAR – 4º Lugar

Categoria Ousadia – 2º Lugar

Categoria Quem Sabe Faz Ao Vivo – 13º Lugar

CAMPEÃO GERAL – Medalha Concreto: Centro Universitário FEI

concreto Blog

Agora, o próximo passo da equipe FEIana vai além das fronteiras: o Ibracon, organizador do evento, financiará a 5 estudantes uma viagem para Las Vegas, para participação no Congresso ACI, que tem como objetivo discutir as principais novidades e tecnologia em estrutura para concreto. Neste evento, a equipe Concreto FEI vai competir no mundial Bowling Ball, um boliche com bola de concreto, podendo trazer à Instituição o troféu mundial.

Para a FEI, é um orgulho construir esta história de sucesso ao lado dos alunos. Parabéns a todos!

Conheça a equipe Concreto FEI

Se inspirou? Inscreva-se para o Vestibular FEI 2018. Clique Aqui!

Vestibular

25 out

Uma dose de café e muito conhecimento, por favor ;)

cafe-quimica2-linkedin

Na última segunda-feira, 23 de outubro, uma manhã muito agradável e cheia de conhecimento marcou mais uma edição do Café com a Engenharia Química, onde alunos e professores da FEI receberam a palestrante Maria Cristina Nascimento, presidente da ABEQ – Associação Brasileira de Engenharia Química.

O objetivo desse encontro foi promover aos alunos um diálogo com o mercado de trabalho, sobretudo o papel do Engenheiro Químico no desenvolvimento de processos e produtos na indústria. A convidada, Maria Cristina, trouxe duas apresentações com diversos exemplos práticos sobre o tema, abrindo espaço para perguntas de todos os tipos.

usar blog 3

 Maria Cristina Nascimento

Presidente da ABEQ – Associação Brasileira de Engenharia Química

Os questionamentos mais comuns entre os estudantes foram sobre conquistar um emprego e como ser inovador para atender as demandas exigentes em um Engenheiro Químico. Apesar de ser uma área exata, Cristina afirma que é preciso ser inovador e criativo.

“O profissional que vai trabalhar em inovação tem que ser curioso, tem que querer entender melhor, saber melhor. Esse é o perfil. É um profissional que busca alternativas, que não se prende em estudar somente aquilo que lhe foi demandado. Ele também precisa conhecer além do espaço dele, como que o trabalho vai impactar os outros, além da flexibilidade e boa relação interpessoal”, comentou a palestrante.

0X9A0671

Segundo Cristina, as grandes empresas têm apostado muito em perfis jovens em suas equipes, justamente pela inovação das ideias, mas ao mesmo tempo, como um ponto de equilíbrio, sempre haverá dois ou três engenheiros mais experientes.

Essas palestras funcionam como uma janela para o amplo (e concorrido) mercado de trabalho. Mais que isso, os alunos percebem o valor de poderem conversar com profissionais expressivos sobre a área que estudam, como forma de influência nas decisões futuras sobre carreira.

A aluna do 7º ciclo de Engenharia Química, Caroline Alfredo da Silva, comenta: “Ajudou muito a ter uma noção de como funciona na prática, não só para mim, mas principalmente para o pessoal novo da Engenharia Química. Acho que a faculdade permite ter uma visão muito técnica de como o Engenheiro Químico trabalha, então eu acho primordial esse tipo de conversa, poder ter esse bate papo informal, a liberdade de saber como é o dia a dia e se é isso o que queremos para as nossas vidas”.

usar blog 2

O encontro terminou com diversas fotos para recordação, uma visita de Maria Cristina aos laboratórios de Engenharia Química da FEI e uma certeza: compartilhar conhecimento é sempre válido, melhor ainda quando acompanhado de um bom café!

Realize o Novo com a FEI! As inscrições para o Vestibular 2018 estão abertas.

Clique aqui e se inscreva

Vestibular

Curta nossa página no Facebook

Twitter