28 ago

Dicas para quem quer participar de programas de trainee!

Entrar em um programa de Trainee pode ser uma grande oportunidade de começar a carreira com o pé direito. As oportunidades, na maioria das vezes, envolve um salário muito bom para recém-formados, treinamentos extensivos em diversas áreas da empresa e até um cargo gerencial no final do processo. Por conta de todos os benefícios, os programas de Trainee são muito procurados e a seleção pode envolver muitas etapas, presenciais e virtuais.

Por isso, preparamos algumas dicas para você mandar bem nos processos:

Capriche no currículo
O seu currículo é o seu cartão de visitas no processo. Quanto mais bem preparado, maiores serão suas chances. Com o nome da FEI, você já garante ótimos pontos na questão formação superior, mas outras habilidades também são importantes e podem variar de processo para processo. Enumere as experiências profissionais, cursos, línguas faladas e até projetos universitários, quando relevantes.

Mas cuidado para não cair na armadilha de incluir informações falsas. Mentir que fala inglês fluente, por exemplo, pode ser facilmente desmentido com uma entrevista ou até telefonema, enquanto em um curso que você nunca fez pode ser cobrado o certificado de conclusão.

Intercâmbios e projetos voluntários são ótimos pontos a favor que contam, além de suas experiências profissionais, um pouco sobre sua personalidade.

Esteja preparado para testes online
A grande maioria dos processos de seleção dos programas de trainee hoje em dia começa na internet. E, em alguns casos, mais de 90% dos candidatos são eliminados nesta fase, que podem incluir testes de inglês, lógica, matemática e até games interativos que mostrarão aos recrutadores quais candidatos têm as habilidades necessárias para os cargos.

Muitas vezes, estes testes são cronometrados, portanto, estar bem preparado é muito importante para conseguir resolver todas as questões.

As dinâmicas e sua imagem pessoal
Ok, você se candidatou, foi selecionado e mandou bem nos testes on-line. Chegou a hora das etapas presenciais! Agora os recrutadores poderão conhecer você pessoalmente e é muito importante passar a imagem certa.

Antes de tudo, certifique-se de conhecer tudo o que puder sobre a empresa em questão: sua história, valores, missão, mercado… toda informação é válida e pode ser utilizada em algum momento e os recrutadores estão atentos aos detalhes, que podem fazer a diferença.

Muito cuidado também com a aparência e postura. Mesmo as pessoas mais inteligentes podem passar uma imagem ruim em um processo seletivo, se não estiverem vestidas adequadamente. O ideal aqui é o bom senso: cada empresa tem uma característica e exige um dress code. Saiba escolher com cuidado.

Mas estar bem vestido não é o suficiente quando a postura e linguagem corporal não ajudam. Tome cuidado para não sentar de forma largada, dispense balas e chicletes e evite utilizar muitas gírias. Lembre-se, a primeira impressão é a que fica!

As dinâmicas servem para evidenciar nos candidatos algumas características, principalmente no que diz respeito ao trabalho em equipe: quem são os com perfil de liderança, os tímidos, os que não se dão tão bem trabalhando em grupo e até os que se “apoiam” no trabalho dos outros. Nesta fase, é importante saber demonstrar seu ponto de vista, sem tentar prejudicar os outros e trabalhando pela melhor performance do grupo.

As entrevistas individuais
Geralmente, as últimas fases dos seletivos são de entrevistas individuais, que podem ser com o setor de recursos humanos, com os gestores diretos e até com a direção da área pretendida. Em alguns casos, todas essas entrevistas podem acontecer! As dicas acima, de postura, vestimenta e imagem pessoal continuam válidas. E as entrevistas individuais são o momento ideal de você transmitir as qualidades que podem passar desapercebidas nos momentos da dinâmica. Principalmente quando envolverem os gestores da área pretendida procure mostrar que possui conhecimentos técnicos teóricos e práticos, e saiba evidenciar de forma positiva seus pontos fortes e também os fracos. O objetivo dos programas de trainee não é contratar um profissional super experiente e sim alguém com potencial que, após um intenso treinamento, possa ajudar no crescimento da empresa. Procure sempre falar com segurança e firmeza, utilizando dados numéricos e exemplos práticos, características que agradam os recrutadores.

Agora é só começar a se candidatar aos processos! Lembre-se das dicas e procure sempre dar o seu melhor, mas com sinceridade e transparência.

Boa sorte! 🙂

07 ago

O melhor entre os melhores

Entre sete mil inscritos para o processo seletivo de trainees da empresa de consultoria KPMG, o aluno do 12° ciclo de Engenharia de Produção do Centro Universitário da FEI, Luiz Constâncio, destacou-se entre os melhores classificados na etapa final do processo. Integrando um time de quatro trainees, o aluno venceu a seletiva nacional da competição de cases promovida pela empresa e, com isso, ganhou o direito de disputar a etapa internacional. A etapa nacional consistiu na análise de cases reais do mercado e, durante um período de três horas, era preciso identificar os problemas, analisar os riscos, propor e implementar soluções para uma banca de jurados formada por sócios da empresa.

“Foi uma competição que exigiu uma linha de raciocínio rápido e o conteúdo visto na FEI ajudou a criar as soluções”, explica o estudante que, após vencer a fase nacional, foi efetivado na empresa. Na fase internacional, os finalistas, de 23 países, receberam o desafio de desenvolver soluções para situações reais de negócios. Além de ter novos cases para serem solucionados, a meta de Luiz Constâncio era estar entre as melhores equipes do mundo. A 10ª edição da International Case Competition (KICC), realizada em Madri, na Espanha, atraiu mais de 15 mil estudantes, de aproximadamente 400 universidades.

O aluno ressalta que, apesar de a equipe brasileira não ter ganhado a final em Madri, foi uma grande oportunidade de iniciar a carreira. “É muito gratificante receber o reconhecimento de uma das maiores organizações de auditoria e assessoria do mundo”, enfatiza o jovem, para quem o conteúdo do curso de Engenharia de Produção da FEI é uma bagagem de conhecimento utilizada diariamente na carreira. Esta é a segunda vez que um aluno da FEI participa do KICC e vence a etapa nacional. Em 2012, a ex-aluna de Engenharia de Produção, Larriane Moreira Lopes, participou da competição e foi para Hong Kong representar o Brasil.

Segundo o coordenador do curso de Engenharia de Produção da FEI, professor doutor Alexandre Massote, estes prêmios refletem a qualidade dos alunos do Centro Universitário da FEI, cujo perfil condiz com as expectativas de empresas de ponta como a KPMG. Para a coordenadora de Recursos Humanos da KPMG, Ana Carolina Coelho, os estudantes da Instituição se destacam por três vertentes importantes. “Por serem jovens, apresentam uma visão sistemática do mercado e conseguem abordar outros temas e debates”. Além disso, vêm preparados tanto de forma técnica como comportamental, sabem lidar com a competitividade, conseguem trabalhar sob pressão e com prazo curto, ações que fazem parte do nosso processo seletivo. E, por último, possuem raciocínio lógico rápido, o que se torna um grande diferencial. Acredito que isso é devido à grade curricular da Instituição, que prepara o aluno para atuar para muito além do que lhe é proposto. “Com isso, enquanto muitos acessam o Google, os alunos da FEI pensam e agem”, resume.

13 mar

Como reter talentos?

A economia aquecida e a busca frenética por profissionais de todas as áreas no Brasil estão causando algumas ‘dores de cabeça’ para empregadores que, ao mesmo tempo, vivem à procura de mão de obra qualificada e têm de criar estratégias para reter os talentos nas organizações. Esse fenômeno de grande competitividade torna-se ainda mais grave devido aos problemas de formação no Brasil, que não prepara mão de obra suficientemente qualificada e em número adequado para atender às necessidades do mercado. Diante disso, gestores de recursos humanos vivenciam o desafio de buscar os talentos e mantê-los nas empresas pelo maior tempo possível, o que não tem sido tarefa fácil.

Um bom exemplo é a falta de engenheiros, de todas as especialidades, em razão do crescimento de 320% na Engenharia Industrial nos últimos cinco anos no Brasil, fato que causou um descompasso entre oferta e demanda. Apesar de o País ter excelentes instituições de ensino de Engenharia, a quantidade de profissionais formada é insuficiente neste momento de economia aquecida. No entanto, a escassez de mão de obra não se limita aos setores tecnológicos. “O problema no Brasil é complexo e tem múltiplas causas. Entre as mais importantes estão debilidades históricas da educação, que não é suficiente para dotar os indivíduos de uma formação de qualidade”, analisa o professor doutor André Mascarenhas, do curso de doutorado em Administração da FEI.

O docente ressalta que essa dificuldade estrutural na formação de mão de obra qualificada acaba fazendo com que o Brasil tenha poucos talentos que, consequentemente, são muito valorizados e disputados. Para tentar reter esses talentos em curto, médio e longo prazos, as empresas precisam ser mais atraentes, oferecer possibilidades de crescimento e se manterem como organizações qualificantes, que agreguem conhecimento contínuo aos empregados. “Além disso, devem ser mais democráticas e pluralistas e estar atentas aos comportamentos, impedindo assédios e problemas que levem os profissionais a não se sentirem bem no ambiente de trabalho”, alerta.

Devido a essa grande procura, o empregado ganhou maior poder de barganha e, quanto mais qualificado for, mais terá essa condição com relação ao mercado de trabalho. “Para reter essa mão de obra qualificada deve haver um alinhamento do poder das organizações e dos empregados, com a construção de uma situação adequada de trabalho que seja recompensadora”, orienta o docente, que acredita no aprofundamento dessa busca por talentos e sugere que as organizações transformem essas dificuldades em oportunidades, criando estratégias múltiplas e multifacetadas e reconhecendo que devem assumir sua responsabilidade de ajudar a transformar a sociedade.

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