15 Jul

Equipes de Futebol de Robôs da FEI embarcam hoje para a RoboCup 2015

As equipes de Futebol de Robôs da FEI embarcam hoje para a China para competir na RoboCup 2015, competição internacional aberta a países de todo o mundo. Com dedicação média de 6 a 8 horas diárias ao projeto, os alunos se preparam para garantir que os robôs estejam em condições de jogo e apresentem bons resultados.

Os representantes da equipe Robô FEI categoria Humanoide Kids Size posam ao lado dos robôs que irão para a competição.

Os representantes da equipe Robô FEI categoria Humanoide Kids Size posam ao lado dos robôs que irão para a competição.

A seleção para a RoboCup é feita pela entidade organizadora do evento. As equipes interessadas em participar devem enviar um trabalho escrito e um vídeo que descreva o time, os robôs e a maneira como eles funcionam e através desse material são selecionados os 24 melhores times ao redor do mundo.

As duas equipes são compostas por alunos de graduação, mestrado e doutorado e representarão a FEI nas categorias: Humanoide Kids Size e Small Size.

Aluno do curso de graduação em Engenharia de Automação e Controle, Vinicius Nicasso conta que não fazia ideia de como os robôs funcionavam antes de entrar para a equipe e passou os quatro primeiros meses acompanhando o trabalho dos outros membros. “Montei muito robô errado, desmontei e remontei, mas continuo aprendendo e agora tenho essa oportunidade de ir para a China competir na RoboCup. ”.

Os membros da equipe Robê FEI Small Size ajustam os robôs antes da competição.

Os membros da equipe Robê FEI Small Size ajustam os robôs antes da competição.

A competição funciona como um jogo de futebol comum, onde dois times de robôs competem durante dois tempos de 10 minutos. O aluno de Mestrado em Engenharia Elétrica, Isac Jesus da Silva, explica que uma vez que o jogo começa, a equipe não pode mais interferir. “O robô deve ser completamente autônomo, eles têm que ser capazes de se levantar caso caiam, localizar a bola e marcar o gol. É um jogo lento, porque algo que para o ser humano é muito intuitivo, para o robô é muito difícil. ”.

“Atrás de qualquer bom resultado, existiu muito trabalho e tempo aplicados. Acho importante convidar alunos a participar da equipe que saibam que apesar de exigir muita dedicação, quando se atinge um objetivo é um sentimento muito gratificante. ”, completa o mestrando Claudio de Oliveira Vilão Junior.

Os robôs das duas categorias, Humanoide Kids Size e Small Size que competirão na RoboCup 2015 na China.

Os robôs das duas categorias, Humanoide Kids Size e Small Size que competirão na RoboCup 2015 na China.

18 Jul

Conheça a RoboCup 2014!

Referência nacional e internacional em robótica, o Centro Universitário da FEI organiza, em parceria com a Unesp e o Governo do Estado da Paraíba, a RoboCup 2014. A robótica resulta da combinação da Engenharia Mecânica com Engenharia Elétrica e Ciência da Computação, algumas das principais áreas de estudos e pesquisas da Instituição . O principal evento de robótica do mundo, realizado pela primeira vez no Brasil, terá a participação da FEI na competição de futebol de robôs, em duas categorias, small size e humanoide kid.

Segundo o prof. Reinaldo Bianchi, de Engenharia Elétrica da FEI e coordenador do simpósio da RoboCup 2014, “esse é um grande evento científico, em que estudantes, pesquisadores e especialistas têm uma oportunidade de compartilhar informações. As competições são importantes, mas ganha quem aprende mais. O objetivo principal é a pesquisa, tanto que, após as competições, os desenhos dos projetos ficam disponíveis para todos – há uma grande transferência de conhecimento”.

Palestras – Um dos principais destaques da programação do simpósio da RoboCup é a apresentação de Rodney Brooks, criador do aspirador de pó Roomba, robô doméstico de maior sucesso comercial no mundo. Brooks é ex-diretor do Laboratório de Inteligência Artificial e Ciência da Computação do MIT – Massachussets Institute of Technology e fundador da iRobot. Em sua palestra, Brooks abordará a inserção de robôs no ambiente de trabalho.

Futebol de robôs – Desenvolvidos por alunos de graduação, mestrado e doutorado da FEI, os robôs que participarão da RoboCup 2014 tem peças plásticas fabricadas na própria Instituição, com uso de uma impressora 3D, e aplicação e conceitos de inteligência artificial. Os robôs possuem controle mecânico, se localizam por meio de câmeras, e são programados para tomar decisões de forma autônoma. “Utilizamos o raciocínio baseado em casos e o reforço positivo ou negativo, para que os robôs façam as jogadas”, explica o prof. Bianchi. Quatrocentas equipes, de 45 países, estarão presentes na competição que se divide em quatro áreas: RoboCup Soccer, RoboCup Rescue, RoboCup Home e RoboCup Junior.

Olimpíada Brasileira de Robótica – No dia 9 de agosto, a FEI sediará a etapa estadual – SP da Olimpíada Brasileira de Robótica, voltada a estudantes de ensino médio e fundamental. As equipes classificadas disputarão a etapa nacional, em outubro, e podem garantir a participação na RoboCup 2015, na categoria RoboCup Junior.

A programação completa do evento encontra-se em http://www.robocup2014.org/.

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Crédito das fotos: http://bit.ly/1plokXL e http://bit.ly/1jGeO3C

12 Sep

A evolução da robótica

Considerada a terceira revolução industrial, a robótica está amplamente presente na indústria – de carros a alimentos –, nas quais os robôs são responsáveis por tarefas que exigem extrema precisão, como soldas, forjas e pinturas. Além disso, está entre as mais modernas ferramentas da Medicina e propicia que máquinas e médicos dividam os centros cirúrgicos, permitindo que os procedimentos sejam muito mais seguros e menos invasivos. Agora, tem início uma nova revolução da robótica, com o desenvolvimento de pesquisas que visam deixar os robôs ainda mais próximos das pessoas. O Brasil tem aumentado as pesquisas relacionadas à robótica, tecnologia e Inteligência Artificial nas últimas décadas e, com isso, começa a se tornar referência internacional. O desafio dos próximos anos é aliar a produção científica ao desenvolvimento tecnológico, já que os sistemas robóticos deixam de ser máquinas com operações específicas e pré-programadas para serem capazes de se locomover e interagir com objetos e indivíduos. Referência por manter importantes estudos nesta área, o Centro Universitário da FEI trabalha com linhas de pesquisas para fazer robôs atuarem de forma mais autônoma. Com o tema ‘Raciocínio espacial para múltiplos robôs’, o projeto coordenado pelo professor doutor Paulo Eduardo Santos, docente do Departamento de Engenharia Elétrica da FEI, e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), tem como objetivo implantar um sistema robótico com múltiplos pontos de vista de robôs autônomos. “Um robô terrestre terá determinado ponto de vista da cena e vai traduzi-lo em informação para guiar o posicionamento e a navegação dos robôs aéreos que, simultaneamente, farão o mesmo. A soma dessas informações resultará em uma base de conhecimento único, capaz de extrair informações e executar inferências”, explica. Segundo o professor, embora seja direcionada para a comunidade científica mundial, a indústria também poderá se beneficiar desta pesquisa e aplicá-la em inúmeros ambientes. “É possível utilizar este conhecimento em uma linha de montagem com sensores que precisam se comunicar, em sistemas de comunicação aérea, em veículos autônomos não tripulados na busca e no resgate de pessoas, no patrulhamento de florestas, na vigilância das fronteiras marítimas e terrestres e, em longo prazo, até mesmo no desenvolvimento de um sistema automático de monitoramento em, por exemplo, grandes eventos esportivos”, enumera. A pesquisa, que teve início em agosto de 2012 e tem participação de alunos de Iniciação Científica, mestrado e doutorado, assim como pesquisadores de pós-doutorado, está direcionada a várias vertentes que se somarão no decorrer do processo. “Há diversos trabalhos em desenvolvimento, entre eles sistemas de comunicação e controle automático dos robôs aéreos, proposta de sistemas de satisfação de restrições espaciais e sistema que identifica e faz com que os robôs se reconheçam”, pontua o coordenador. Os estudos sobre a semântica dos comandos já começaram e, com base nos dados dos robôs, já foi definido um conjunto de expressões espaciais. O próximo passo é captar a imagem do campo de visão e traduzir expressões em termos de lógica probabilística.

Conhecimento compartilhado

Lucas Malassise Argentim, do 7º ciclo de Engenharia de Automação e Controle, é um dos alunos de Iniciação Científica participantes do estudo. “Tenho pesquisado de que forma os robôs aéreos podem cumprir as tarefas designadas sem que haja interferência humana. O quadrirotor deve ser capaz de voar autonomamente dadas quaisquer condições do ambiente. Como aluno de Iniciação Científica, busco extrair o máximo dessa pesquisa para meu crescimento em áreas não percorridas durante a graduação”, relata. Já o aluno de mestrado em Engenharia Elétrica, Abel Augusto Ribeiro Guimarães, está trabalhando na visão dos robôs e sua pesquisa consiste em avaliar como poderão enxergar a mesma cena e se comunicar para a troca de informações. Para o estudante, o mais importante desta participação é o alcance de conhecimento que a pesquisa vai possibilitar, o que complementará de forma robusta seu aprendizado. Doutoranda da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP), a estudante Valquíria Fenelon desenvolve seu trabalho nos laboratórios da FEI com coorientação do professor doutor Paulo Eduardo Santos. “Estou em um momento que preciso encontrar algo novo que contribua efetivamente para a robótica, ampliando informações e agregando valores”, afirma a aluna, cuja função no projeto é trabalhar na interpretação de imagens para deixar os robôs mais autônomos. Embora não esteja totalmente vinculado ao projeto, o pós-doutorando Murilo Martins utiliza a FEI como instituição sede para o desenvolvimento da sua linha de pesquisa. O pesquisador trabalha no desenvolvimento de software e algoritmos buscando aplicações e resultados práticos. “Depois de passar por todas as etapas de aprendizado, vejo que cada processo foi fundamental para meu crescimento profissional. Ser pesquisador em tempo integral me permite contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento da Ciência”, ressalta.

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Clique aqui para saber mais sobre o Robô FEI

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº15 (pág 24)

09 Aug

Robôs humanoides jogadores de futebol

Desenvolvido desde 2003, o Futebol de Robôs da FEI é uma linha de pesquisa contínua coordenada pelos departamentos de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação, que vem sendo adaptada ao longo dos anos. Projetados e construídos por alunos da Instituição, o grande desafio é produzir robôs com programas cada vez mais eficientes, que os façam jogar de maneira inteligente. O projeto tem crescido ao longo dos anos e, hoje, a intenção é contribuir para o avanço científico e tecnológico dos alunos de graduação e pós-graduação do Centro Universitário.

Há cerca de três anos, o professor doutor Reinaldo Augusto da Costa Bianchi e sua equipe do Departamento de Engenharia Elétrica têm trabalhado no desenvolvimento, na construção e na programação de um robô humanoide capaz de fazer jogadas, baseado nas ações que um ser humano consegue realizar. “Neste processo, temos utilizado a técnica de aprendizado por reforço, que basicamente treina o robô a aprender sozinho, ficar de pé sem cair e ter estabilidade, além de chutar para a direção certa. Temos desenvolvido a programação básica e a de controle de movimentos e ações”, informa o docente. Embora ainda esteja na fase inicial, o robô humanoide já anda, mas nunca competiu.

Atualmente, a FEI tem um time de Futebol de Robôs bem estruturado na categoria Small size, que coleciona títulos brasileiros e ocupa o ranking dos 10 melhores do mundo. Ao longo de quase sete anos nas competições robóticas, já foram desenvolvidos mais de uma dezena de projetos por estudantes da FEI relacionados ao Futebol de Robôs. Em competições, a equipe da FEI participou de cinco campeonatos nacionais, sendo duas vezes campeã, outras duas vezes vice-campeã e uma vez terceira colocada, além de conquistar diversos prêmios em competições menores e demonstrações. “A participação em competições nacionais e internacionais motiva a equipe a desenvolver novas tecnologias e sistemas mais eficientes, estudando técnicas de raciocínio para fazer táticas mais complexas”, argumenta o professor Reinaldo Bianchi.

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Para saber mais sobre o Robô FEI, clique aqui.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº15 (pág 27)

24 Oct

Equipe da FEI é bicampeã latino-americana e tri brasileira em competições de robótica

FEI conquistou os títulos na categoria Small Size, em competições que terminaram neste domingo (21), em Fortaleza (CE)

 

 

São Bernardo do Campo, outubro de 2012 – O time de futebol de robôs do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) conquistou neste último domingo (21) dois títulos importantes na área da robótica: bicampeão latino-americano e tricampeão brasileiro na categoria Small Size, durante a X Competição Brasileira de Robótica (CBR) e a XI Latin American Robotics Competition (LARC). As duas competições aconteceram na Universidade de Fortaleza, em Fortaleza, Ceará, e reuniram em diversas modalidades mais de 100 equipes de várias universidades do Brasil e Exterior.

A equipe RoboFEI, da FEI, enfrentou adversários tradicionais, como o time Furgbol, da Universidade Federal do Rio Grande, sete vezes campeã brasileira da categoria. O jogo contra a equipe gaúcha foi de alto nível e o time da FEI superou o adversário ao golear por 4 a 0, na semifinal. Já na final, a equipe RoboFEI enfrentou o mesmo adversário de 2011, a equipe RoboIME, do IME (Instituto Militar de Engenharia), do Rio de Janeiro.

“Diferente de 2011, quando a equipe da FEI venceu fácil por 7 a 0, o jogo deste ano foi disputadíssimo, truncado e muito bem marcado pelas duas equipes”, destaca o professor e coordenador da equipe de futebol de robôs da FEI, Flavio Tonidandel. No tempo regulamentar, o placar terminou empatado em 1 a 1 e o jogo foi para a prorrogação, mas terminou sem gols. Com o empate, a final foi decidida nos pênaltis e na última cobrança o time da FEI marcou e defendeu a cobrança da RoboIME, resultado que levou a equipe da FEI aos títulos.

Em junho deste ano, pela primeira vez, o time de futebol de robôs da FEI avançou para as quartas de final na RoboCup 2012, realizada no México, e encerrou a participação na competição mundial de robótica entre os oito melhores times.

Na categoria Small Size, cada time é composto por seis robôs, de até 15 cm de altura. A equipe RoboFEI conta com 12 estudantes dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e Engenharia de Automação e Controle. Cada robô possui cinco motores e quatro rodas, que garantem estabilidade e aceleração mais uniformes em qualquer direção, além de quatro baterias, de 7,4 volts.

As partidas acontecem num campo com 17,5 m², onde os robôs são comandados por programa de computador executado em tempo real. Duas câmeras, instaladas a quase 4 m de altura, captam as imagens da partida e enviam ao computador, que controla os robôs via radiofrequência.

A categoria Small Size é bastante desenvolvida em todo o mundo por equipes norte-americanas, europeias e asiáticas, e é utilizada como plataforma de desenvolvimento e pesquisa em universidades. A RoboCup busca fomentar e promover a educação, desenvolvimento e a pesquisa em robótica e inteligência artificial.

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