26 mar

Júnior FEI celebra 15 anos com retrospectiva, festa e planos de trabalho da nova gestão

A Júnior FEI comemora 15 anos no mês de março e a empresa celebrou essa data com um evento que contou com a presença de empresários juniores atuais, ex-membros da empresa, familiares, amigos e professores.

A empresa júnior é uma associação civil sem fins lucrativos, composta unicamente por alunos de graduação que tenham interesse em desenvolver suas habilidades profissionais e conhecer na prática como funciona o dia a dia em uma empresa, oferecendo consultoria e desenvolvendo projetos em diversas áreas de atuação. A primeira empresa júnior surgiu na França em 1967 e chegou ao Brasil 20 anos depois. De acordo com o MEJ -Movimento Empresa Júnior, atualmente, o Brasil possui cerca de 700 empresas juniores, compostas por aproximadamente 22 mil universitários que realizam mais de 2.000 projetos por ano. Existem hoje, órgãos que regulamentam o trabalho das empresas juniores como a Federação de Empresas Juniores do Estado de São Paulo, sendo a Júnior FEI federada à FEJESP.

15 anos JR FEI-39

Todos os empresários juniores que estavam presentes no evento de 15 anos da Júnior FEI.

O evento que aconteceu na última sexta-feira, dia 20, reuniu a equipe responsável pela última gestão da Júnior FEI e os membros que assumiram a empresa em 2015 para apresentar os resultados da última gestão e as expectativas para os próximos dois anos. A apresentação também contou a história da Júnior e sua evolução ao longo desses 15 anos e foi acompanhada pelo primeiro presidente da Júnior FEI, o engenheiro civil Felipe Sartori Cigolo: “Os números são impressionantes, os alunos estão de parabéns e a faculdade que apoiou esse crescimento também. Depois de 15 anos, ver todo esse evento, esse pessoal entusiasmado, cheios de gás e com essa motivação toda é muito gratificante.”. Felipe contou que há 15 anos, ele e mais três alunos da FEI, tiveram a ideia de implantar uma empresa júnior na faculdade inspirados por outras instituições e motivados pela falta que sentiam de uma interação maior com empresas e vivência empresarial. A ideia deu certo e após reuniões com a Fundação Inaciana Padre Saboia de Medeiros, o projeto saiu do papel e foi implementado.

Marcello Danelli, aluno de Engenharia de Produção, entrou na Júnior FEI no 2º ciclo e atuou na empresa por dois anos e meio como Diretor de Recursos Humanos.

Marcello Danelli, aluno de Engenharia de Produção, entrou na Júnior FEI no 2º ciclo e atuou na empresa por dois anos e meio como Diretor de Recursos Humanos.

O aluno Marcello Danelli, Diretor de Recursos Humanos da Júnior FEI no ano de 2012, contou como sua experiência na Júnior foi determinante para entrar no mercado de trabalho: “Eu participei de um processo seletivo em que apenas empresários juniores poderiam se inscrever e acredito que o diferencial tenha sido todos os ensinamentos que a Júnior FEI me proporcionou ao longo dos dois anos e meio que passei na empresa. Eu pude relatar não só uma, mas várias experiências e desafios profissionais que eu vivi aqui na Júnior e isso me ajudou a conseguir a vaga.” Marcello completou sua apresentação fazendo um apelo aos familiares para que apoiassem os empresários juniores, porque embora não seja um trabalho remunerado, acredita que a empresa júnior seja um trampolim para a carreira de todos os alunos que participam.

Presidente da Júnior FEI em 2013 e 2014, Matheus analisou sua gestão e seu trabalho na empresa “Acho que a minha gestão, como de todos os outros, começou com um pouco de cautela, fazendo ações menores por conta do medo de errar, mas com o tempo você vai ganhando confiança e partindo para projetos maiores. Temos hoje um grande reconhecimento da faculdade que nos ajuda muito, pois confiam em nós e nos cedem o nome da FEI, que é um nome muito reconhecido. Essa confiança e o fato de representarmos a FEI em nossos projetos é um diferencial incrível que com certeza essa gestão conseguiu trabalhar bem.”. O novo presidente Luis Felipe Ulian conta suas expectativas para os próximos dois anos no comando da empresa: “Independente do cargo que assumi na Júnior FEI, participar de uma empresa júnior já é um diferencial no currículo, principalmente pelo fato de que aqui nós aprendemos e nos desenvolvemos de tal forma que as empresas hoje estão buscando este perfil empreendedor, portanto viver o movimento empresa júnior e se engajar com as oportunidades que aparecerem é um diferencial em seu currículo.”

A empresa júnior atua hoje como um potencializador de carreiras, preparando os universitários que entram cada vez mais jovens na universidade para que adquiram uma experiência corporativa antes de se candidatarem a vagas de emprego em outras empresas. A Júnior FEI completa 15 anos de  desenvolvimento dos empresários juniores  no âmbito profissional e pessoal, aprimorando sua oratória, poder de liderança e trabalho em equipe.

 

 

 

 

 

02 jun

Internet sem complicação

Nos últimos anos, com o aumento da quantidade de informações e serviços disponibilizados através da internet, as interfaces de sites e aplicativos Web estão se tornando complexas e sofisticadas, impactando diretamente na usabilidade dos mesmos. A dissertação de mestrado de Engenharia Elétrica ‘Identificação Automática de Perfis de Grupos de Usuários de Interface Web’, defendida pelo diretor de Tecnologia da Aspbrasil, Fernando de Medeiros D’Angelo, formado em Ciência da Computação, propõe a análise do comportamento dos usuários durante a utilização de interfaces web como forma de entender melhor essa interação.

Considerando que o sucesso ou o fracasso de sites e aplicativos Web estão diretamente relacionados com a facilidade e com a satisfação do usuário para a conclusão de um serviço ou localização de uma informação, o desenvolvimento de interfaces agradáveis e de fácil utilização torna-se importante. Outro fator apontado no estudo que justifica o desenvolvimento de interfaces Web com boa usabilidade é a diminuição de carga dos servidores, uma vez que os usuários concluem as tarefas em menor tempo e utilizam menos recursos do servidor, aumentando a desempenho e a eficiência deste.

O processo apresentado no estudo tem como objetivo identificar, de forma automática, grupos de usuários que possuem comportamentos semelhantes no uso de uma interface Web. Para tanto, foi desenvolvido um processo baseado em algoritmos de Inteligência Artificial que permite capturar as interações dos usuários em uma determinada interface Web, agrupar tais usuários, usando como critério a similaridade no uso da interface Web, e identificar as principais características comportamentais de cada grupo.

“Conseguimos identificar quais são as características mais relevantes para a diferenciação entre os grupos gerados e quais as características mais uniformes e mais dispersas entre os usuários de cada grupo. O processo auxilia o desenvolvimento de interfaces Web compatíveis e adaptadas às características do público alvo”, explica. O mestrando acredita que o processo definido na pesquisa atingiu os objetivos desejados e pode auxiliar especialistas em usabilidade no melhor entendimento do comportamento de navegação do usuário em interfaces Web.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº18 (pág 40)

15 ago

Solventes do futuro

Líquidos iônicos (ILs) são, geralmente, líquidos que consistem somente de íons, definidos como sais cujo ponto de fusão é menor do que 100ºC. Dentre os ILs, encontram-se os líquidos iônicos à temperatura ambiente (RTILs), que são sais líquidos à temperatura ambiente. Os RTILs são constituídos de cátions orgânicos assimétricos relativamente grandes e ânions orgânicos ou inorgânicos relativamente pequenos e que são líquidos na temperatura ambiente devido ao fato de sua entalpia de fusão ser relativamente baixa e da sua entropia de fusão ser elevada. Isso resulta em uma baixa temperatura de fusão. Entre as diversas aplicações estão o uso desses compostos como lubrificantes, fluidos térmicos, líquidos eletricamente condutores em eletroquímica, em catálise e biocatálise e em síntese de nanomateriais. As perspectivas do uso dos líquidos iônicos na Engenharia Química têm como objetivo principal utilizar esses compostos como substitutos dos solventes convencionais.

“A principal característica dos RTILs como solventes é a possibilidade de sintetizar um que apresente as propriedades necessárias para uma aplicação específica. A escolha do cátion e do ânion proporciona a característica particular do RTILs. Estudos na literatura estimam que o número possível de líquidos iônicos é da ordem de 109”, explica o professor doutor Ricardo Belchior Tôrres, chefe do Departamento de Engenharia Química e coordenador de projetos com líquidos iônicos no Centro Universitário da FEI. Segundo o docente, a possibilidade de combinação de milhares de cátions e ânions, juntamente com o aproveitamento de suas propriedades para um determinado processo, proporcionam aos ILs propriedades extraordinárias, que são extremamente importantes em várias aplicações tecnológicas.

As pesquisas envolvendo líquidos iônicos no Departamento de Engenharia Química da FEI começaram em 2010 após a aprovação do projeto ‘Propriedades volumétricas, de transportes e acústicas de sistemas binários contendo líquidos iônicos: estudo experimental e modelagem’, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), sob a coordenação do professor Ricardo Belchior Tôrres. Com a aprovação do projeto e a aquisição de equipamentos, foi possível realizar medidas experimentais de propriedades termodinâmicas de sistemas líquidos contendo líquidos iônicos. O líquido iônico estudado foi o 1-butil-3-metil-imidazólio hexafluorfostato [BMIM][PF6].

A partir de 2012, as pesquisas se intensificaram com a participação da professora doutora Andreia de Araújo Morandim-Giannetti, e o professor doutor Rodrigo Cella, integrado recentemente ao corpo docente do Departamento de Engenharia Química, que também fará parte do grupo de pesquisa. Agora, o grupo trabalha com o objetivo de sintetizar e caracterizar novos líquidos iônicos ainda desconhecidos e não apenas na determinação experimental desses compostos. “Nosso objetivo atual é estudar a possibilidade de sintetizar líquidos iônicos relativamente baratos, pois os existentes no mercado ainda são muito caros. Com a redução dos custos, esses compostos poderão substituir, no futuro, os solventes convencionais na indústria química e petroquímica. Isso abrirá caminhos para uma grande linha de pesquisa no departamento”, explica o coordenador.

Congresso

Os resultados conquistados pelas pesquisas até o momento estão sendo apresentados em conferências internacionais e submetidos para publicação em revistas internacionais. O estudo ‘Syntheses and characterization of new ionic liquids from carboxylic acids and aliphatic amines’ será apresentado no 9th World Congress of Chemical Engineering, entre os dias 18 e 23 de agosto na cidade de Seul, na Coreia do Sul.

27 jun

FEI adquire equipamento inovador para caracterizar propriedades de sólidos

O Centro Universitário da FEI acaba de adquirir um equipamento inovador da Freeman Technology, o FT-4, uma espécie de reômetro de pó que tem por objetivo medir propriedades físicas de sólidos pulverulentos – no estado de pó -, abrangendo inclusive a escala de nanopartículas (partículas muito pequenas). O investimento, de 28 mil libras (cerca de 86 mil reais), permitirá aos alunos de Engenharia Química obter uma formação mais ampla, abrangendo os três estados físicos da matéria (líquido, sólido e gasoso). O equipamento foi apresentado num workshop, realizado no campus São Bernardo do Campo, no final de maio, pelo proprietário da empresa, Tim Freeman.

Voltado aos diversos segmentos industriais, farmacêuticos, agroindústria e indústria alimentícia, o FT-4 ajuda a caracterizar os produtos na forma de pó, evitando problemas nos processos industriais. Segundo o professor doutor Rodrigo Condotta, de Engenharia Química da FEI, o equipamento é o primeiro exemplar comercializado para o Brasil. “Quando fiz meu doutorado no exterior, conheci a Freeman Technology e operei o equipamento por quatro meses. Para fins didáticos e de pesquisa, é o mais indicado entre os que fazem medições semelhantes. Por isso, foi minha recomendação para a FEI, tendo em vista o desenvolvimento de um programa de mestrado inovador na área de Engenharia Química.”

De acordo com a fabricante, o FT-4 utiliza uma metodologia patenteada, que possibilita a identificação de: densidade a granel e fluxo de energia para movimentar (transportar) e misturar pós em todos os estados de compactação – não-consolidado, consolidado e aerado; propriedades de cisalhamento (deformação ou corte); compressibilidade e permeabilidade das partículas; além de permitir o estudo da influência de algumas variáveis de processo, como umidade, atrito e segregação, nessas análises.

Uma das possíveis áreas de atuação do novo mestrado da FEI em Engenharia Química é em Processos Industriais, envolvendo Sistemas Particulados. É aí que o FT-4 fará a diferença. De acordo com o professor, diversas empresas se deparam com problemas no manuseio, armazenagem e transporte de sólidos, mas desconhecem como proceder para resolvê-los. As grandes multinacionais podem recorrer às suas matrizes internacionais na busca de soluções, mas as pequenas empresas não possuem esse artifício. O problema piora quando se processa: “Ao reduzir o tamanho dessas partículas, novos fenômenos surgem. Esse aparelho é capaz de medir algumas propriedades físicas de sólidos (pós), que são indispensáveis no entendimento fenomenológico desses materiais”, afirma.

 

Sobre a Freeman Technology – Empresa britânica especializada no desenvolvimento de pesquisas sobre o comportamento de pó e instrumentos para essas partículas. O FT-4 é um equipamento para teste que reúne três benefícios, combinando um reômetro de pó com uma célula de cisalhamento e um aparelho de teste de compressão e aeração. Isso permite a caracterização de pós de todos os tipos, revelando a complexidade das partículas em contraste às tradicionais avaliações de fluxo. A Freeman Technologies possui mais de 10 anos de expertise em sistemas de medição de fluxo e caracterização de pó.

24 out

Equipe da FEI é bicampeã latino-americana e tri brasileira em competições de robótica

FEI conquistou os títulos na categoria Small Size, em competições que terminaram neste domingo (21), em Fortaleza (CE)

 

 

São Bernardo do Campo, outubro de 2012 – O time de futebol de robôs do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) conquistou neste último domingo (21) dois títulos importantes na área da robótica: bicampeão latino-americano e tricampeão brasileiro na categoria Small Size, durante a X Competição Brasileira de Robótica (CBR) e a XI Latin American Robotics Competition (LARC). As duas competições aconteceram na Universidade de Fortaleza, em Fortaleza, Ceará, e reuniram em diversas modalidades mais de 100 equipes de várias universidades do Brasil e Exterior.

A equipe RoboFEI, da FEI, enfrentou adversários tradicionais, como o time Furgbol, da Universidade Federal do Rio Grande, sete vezes campeã brasileira da categoria. O jogo contra a equipe gaúcha foi de alto nível e o time da FEI superou o adversário ao golear por 4 a 0, na semifinal. Já na final, a equipe RoboFEI enfrentou o mesmo adversário de 2011, a equipe RoboIME, do IME (Instituto Militar de Engenharia), do Rio de Janeiro.

“Diferente de 2011, quando a equipe da FEI venceu fácil por 7 a 0, o jogo deste ano foi disputadíssimo, truncado e muito bem marcado pelas duas equipes”, destaca o professor e coordenador da equipe de futebol de robôs da FEI, Flavio Tonidandel. No tempo regulamentar, o placar terminou empatado em 1 a 1 e o jogo foi para a prorrogação, mas terminou sem gols. Com o empate, a final foi decidida nos pênaltis e na última cobrança o time da FEI marcou e defendeu a cobrança da RoboIME, resultado que levou a equipe da FEI aos títulos.

Em junho deste ano, pela primeira vez, o time de futebol de robôs da FEI avançou para as quartas de final na RoboCup 2012, realizada no México, e encerrou a participação na competição mundial de robótica entre os oito melhores times.

Na categoria Small Size, cada time é composto por seis robôs, de até 15 cm de altura. A equipe RoboFEI conta com 12 estudantes dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e Engenharia de Automação e Controle. Cada robô possui cinco motores e quatro rodas, que garantem estabilidade e aceleração mais uniformes em qualquer direção, além de quatro baterias, de 7,4 volts.

As partidas acontecem num campo com 17,5 m², onde os robôs são comandados por programa de computador executado em tempo real. Duas câmeras, instaladas a quase 4 m de altura, captam as imagens da partida e enviam ao computador, que controla os robôs via radiofrequência.

A categoria Small Size é bastante desenvolvida em todo o mundo por equipes norte-americanas, europeias e asiáticas, e é utilizada como plataforma de desenvolvimento e pesquisa em universidades. A RoboCup busca fomentar e promover a educação, desenvolvimento e a pesquisa em robótica e inteligência artificial.

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