11 fev

Capitão da Equipe FEI Baja fala sobre o dia a dia do projeto

Sheldon Zabulon, 20 anos e aluno do 9º semestre de Engenharia de Automação e Controle, é um dos capitães da Equipe FEI Baja ao lado do aluno de Engenharia Mecânica, Enzio Simão. O Baja é exclusivo para alunos da graduação e ensina na prática o projeto, construção, montagem e manutenção de um veículo off-road chamado Baja SAE. Há três anos e meio na equipe, Sheldon apresenta o dia a dia da Equipe Baja, atual campeã Mundial, e conta mais sobre o projeto. Confira:

Quando surgiu seu interesse pela equipe BAJA?

Assim que iniciei meu segundo semestre da faculdade senti a necessidade de fazer alguma atividade extra sala e foi quando ouvi falar do projeto Baja. Assisti uma palestra, acabei ficando muito interessado pelas conquistas, pelas competições, o trabalho em equipe e decidi fazer o processo seletivo.

Como é o processo seletivo do BAJA?

Inicialmente nós fazemos uma palestra para apresentar o projeto, explicar o funcionamento e história da equipe, as competições, etc. Depois, aplicamos uma prova sobre o regulamento da competição do Baja e os aprovados iniciam na oficina do projeto que é onde ocorre o primeiro contato com carro. Na oficina eles conhecem sua montagem, as fases de construção, aprendem o uso de ferramentas da oficina e são apresentados a todos os subsistemas do carro.

 

Os capitães da Equipe FEI Baja: Enzio Simão, à esquerda, e Sheldon Zabulon, à direita.

Os capitães da Equipe FEI Baja: Enzio Simão, à esquerda, e Sheldon Zabulon, à direita.

 Porque vocês nomeiam dois capitães e não apenas um?

Dentro da FEI a equipe é apenas uma, mas durante as competições competimos com dois carros, por isso precisamos de dois capitães o que acaba ajudando no dia a dia da equipe, pois as responsabilidades não ficam na mão de apenas uma pessoa.

 Como funciona o trabalho em equipe?

Temos a divisão de tarefas e responsabilidades, cada um responsável pelo seu subsistema, mas o trabalho em equipe é mais que isso, é o compartilhamento do conhecimento e integração dos membros do BAJA. Estamos todos sempre focados no mesmo objetivo e em fazer o nosso melhor. Desde 2013, tem uma frase do Pe. Saboia de Medeiros que nos motiva bastante quando estamos trabalhando no projeto: “quod deest me torquet” que no português significa “o que falta me atormenta”.

 

Qual o papel do professor orientador no projeto?

O professor Roberto Bortolucci tem uma grande experiência com o projeto Baja e sempre nos ajuda nos momentos críticos e na solução de problemas, nos orienta em relação às decisões e tem um papel administrativo no intermédio entre a equipe e a faculdade.

Como foi participar das competições e ser campeão mundial em 2014?

Cada competição é importante para nós. Durante o ano nos esforçamos muito e dedicamos muito do nosso tempo para o projeto, então ver os resultados é muito satisfatório e nos motiva a continuar melhorando e inovando. Sem dúvida, a conquista do campeonato mundial foi a principal delas e não dá para descrever a emoção que sentimos.

 Bajafev2015

Qual o papel da FEI nesse resultado?

A FEI sempre nos apoia, seja com a infraestrutura, com a ajuda dos funcionários, ou quando estamos com prazos apertados. Este apoio foi de muita importância para as conquistas da equipe.

 

Bajafev20151

Colocando a teoria em prática: integrante da FEI Baja trabalha no novo carro da equipe.

O que você aprende no BAJA que é diferente da sala de aula?    

Dentro da sala de aula temos a teoria, mas no projeto temos a oportunidade de ir além e aplicar essa teoria na prática, conhecer as ferramentas da engenharia de forma mais aprofundada. Sem falar no desenvolvimento pessoal, as experiências adquiridas nas competições, a oportunidade de solucionar problemas todos os dias e de vivenciar o trabalho em equipe.

O que você diria para os alunos que tem interesse em participar da equipe?

O projeto influenciou bastante na minha formação acadêmica e é uma experiência que eu não trocaria por nada. Então eu recomendo a fazer parte da equipe e os convido a passar em nossa oficina para conhecer melhor o BAJA.

28 maio

O aço em baixas temperaturas

Com o projeto ‘Efeito de temperaturas subzero nas propriedades tensão-deformação do aço-estrutural ASTM A516 Gr 70’, o engenheiro mecânico Lucas Bronzatto Adorno investigou a alteração na resistência e na ductilidade de um aço estrutural típico de vasos de pressão para operações com temperaturas negativas até -85ºC em seu trabalho de Iniciação Científica. Finalizada em 2012, a pesquisa foi desenvolvida com orientação do professor Gustavo Donato e recebeu bolsa do Centro Universitário da FEI. Um ano depois, o aluno concluiu a graduação. O pesquisador explica que as estruturas submetidas a baixas temperaturas são, muitas vezes, projetadas e avaliadas com base em propriedades mecânicas obtidas em temperatura ambiente, o que pode incorrer em perda de realismo nas previsões de falha e vida. Esse cenário torna a investigação de relevância. Nos países com invernos rigorosos a importância do estudo é direta, pois as condições climáticas podem expor os equipamentos a temperaturas negativas da ordem das estudadas. Entretanto, até mesmo no Brasil, caracterizado por clima tropical, a expansão de gases em válvulas e outros acessórios de vasos de pressão e dutos podem causar congelamento local com severa redução de temperatura e potencial para mudança nos micromecanismos de fratura e nas propriedades dos materiais. Para avaliar as propriedades de tensão/deformação em baixas temperaturas, Lucas Adorno realizou ensaios de tração em corpos de prova fabricados com o aço em investigação sob as condições climáticas desejadas. Para tornar possível a execução dos testes, o pesquisador desenvolveu uma câmara climática alimentada por nitrogênio líquido para exposição do material a baixas temperaturas. Para tornar os ensaios ainda mais precisos, o engenheiro desenvolveu e calibrou, na própria FEI, os transdutores de deformações (denominados clip-gages) adequados para a instrumentação das amostras dentro da câmara de ensaio. Os corpos de prova foram submetidos a temperaturas de até -85ºC. Segundo o engenheiro, as propriedades mecânicas obtidas evidenciaram variação inversamente proporcional às temperaturas testadas, além de validarem a câmara e os transdutores como recursos confiáveis para testes em baixas temperaturas na Instituição. “Um projeto de Iniciação Científica faz diferença para a formação do aluno. Gostei muito de trabalhar com projetos, além de ter desenvolvido folderes e apresentações”, reforça Lucas Adorno.

Reconhecimento

Com o conteúdo oriundo de seu projeto de pesquisa, o engenheiro venceu a etapa brasileira do Young Person’s World Lecture Competition, concurso organizado pelo Instituto de Materiais, Minerais e Mineração (IOM3), em parceria com a Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, que reúne jovens cientistas para a apresentação de palestras. Com o título ‘Relevância em quantificar propriedades mecânicas considerando baixas temperaturas para aplicações seguras e eficientes de ações estruturais’, Lucas Adorno destacou a importância de seu estudo. A competição foi realizada em abril de 2013 na Associação Brasileira de Metalurgia, Materiais e Mineração (ABM). Como prêmio, o pesquisador ganhou uma viagem a Londres para participar do Romantic Chemistry Exhibition, realizado em maio do ano passado, e a classificação para disputar a final mundial da competição, em 31 de outubro de 2013, em Hong Kong.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº18 (pág 28)

07 ago

O melhor entre os melhores

Entre sete mil inscritos para o processo seletivo de trainees da empresa de consultoria KPMG, o aluno do 12° ciclo de Engenharia de Produção do Centro Universitário da FEI, Luiz Constâncio, destacou-se entre os melhores classificados na etapa final do processo. Integrando um time de quatro trainees, o aluno venceu a seletiva nacional da competição de cases promovida pela empresa e, com isso, ganhou o direito de disputar a etapa internacional. A etapa nacional consistiu na análise de cases reais do mercado e, durante um período de três horas, era preciso identificar os problemas, analisar os riscos, propor e implementar soluções para uma banca de jurados formada por sócios da empresa.

“Foi uma competição que exigiu uma linha de raciocínio rápido e o conteúdo visto na FEI ajudou a criar as soluções”, explica o estudante que, após vencer a fase nacional, foi efetivado na empresa. Na fase internacional, os finalistas, de 23 países, receberam o desafio de desenvolver soluções para situações reais de negócios. Além de ter novos cases para serem solucionados, a meta de Luiz Constâncio era estar entre as melhores equipes do mundo. A 10ª edição da International Case Competition (KICC), realizada em Madri, na Espanha, atraiu mais de 15 mil estudantes, de aproximadamente 400 universidades.

O aluno ressalta que, apesar de a equipe brasileira não ter ganhado a final em Madri, foi uma grande oportunidade de iniciar a carreira. “É muito gratificante receber o reconhecimento de uma das maiores organizações de auditoria e assessoria do mundo”, enfatiza o jovem, para quem o conteúdo do curso de Engenharia de Produção da FEI é uma bagagem de conhecimento utilizada diariamente na carreira. Esta é a segunda vez que um aluno da FEI participa do KICC e vence a etapa nacional. Em 2012, a ex-aluna de Engenharia de Produção, Larriane Moreira Lopes, participou da competição e foi para Hong Kong representar o Brasil.

Segundo o coordenador do curso de Engenharia de Produção da FEI, professor doutor Alexandre Massote, estes prêmios refletem a qualidade dos alunos do Centro Universitário da FEI, cujo perfil condiz com as expectativas de empresas de ponta como a KPMG. Para a coordenadora de Recursos Humanos da KPMG, Ana Carolina Coelho, os estudantes da Instituição se destacam por três vertentes importantes. “Por serem jovens, apresentam uma visão sistemática do mercado e conseguem abordar outros temas e debates”. Além disso, vêm preparados tanto de forma técnica como comportamental, sabem lidar com a competitividade, conseguem trabalhar sob pressão e com prazo curto, ações que fazem parte do nosso processo seletivo. E, por último, possuem raciocínio lógico rápido, o que se torna um grande diferencial. Acredito que isso é devido à grade curricular da Instituição, que prepara o aluno para atuar para muito além do que lhe é proposto. “Com isso, enquanto muitos acessam o Google, os alunos da FEI pensam e agem”, resume.

22 jul

Brasil ganha prêmio global PEX Awards

Primeiro brasileiro a conquistar o PEX Awards, prêmio global referência em excelência de processos concedido pela International Quality & Productivity Center (IQPC), o engenheiro Bruno Marcelo Peres Arruda é formado em Engenharia Química pela FEI desde 2008. Com o projeto ‘Aumento de Produção de Polisobuteno na Área 1100’, o engenheiro venceu 7 mil inscritos de todo o mundo e garantiu o primeiro lugar na categoria ‘Global Process Excellence Awards – Best Projec Under 90 Days’. A premiação, realizada anualmente, ocorreu durante a Process Excellence Week, em Orlando, na Flórida, entre os dias 20 e 26 de janeiro. Segundo o engenheiro, o prêmio conquistado é o reconhecimento pelos resultados alcançados desde que o projeto foi colocado em prática, no fim de 2011, na planta de polisobuteno (PIB) da Braskem localizada no Polo Petroquímico do Grande ABC. “Com objetivo de aumentar a produtividade da planta, reduzir custo energético e diminuir a variação da qualidade do produto, o projetado era ter um lucro líquido de R$ 3 milhões. No entanto, tivemos como resultado final R$ 17 milhões, sendo R$ 11 milhões de lucro líquido”, enfatiza, ao lembrar que trata-se de um projeto com forte excelência técnica, soluções perfeitas e capacidade de implementação.

Destaque da empresa

Com este mesmo trabalho, em dezembro do ano passado Bruno Arruda garantiu o primeiro lugar no Prêmio Destaque Braskem 2012, que avalia processos que geram resultado com inovação, no qual concorreu com outros 200 projetos de todas as plantas brasileiras da companhia.

14 dez

50ª MecAut da FEI expõe nove propostas de veículos

Nove propostas de veículos criadas por formandos de Engenharia Mecânica Automobilística da FEI foram apresentadas no ginásio da Instituição na noite de ontem, durante a 50ª Expo MecAut, exposição dos projetos de formatura, coordenada pelo professor Edson Esteves.

Ex-alunos da FEI, amigos e familiares dos formandos puderam conferir propostas inovadoras e versáteis, que visam solucionar os problemas do trânsito e menor consumo de combustível e emissão de poluentes.

O júri, formado por profissionais da indústria automobilística, elegeu os melhores projetos em quatro quesitos: criatividade em inovação, conteúdo técnico do projeto, viabilidade do projeto e modelo em escala da inovação.

O grande vencedor da noite foi o Zapp, veículo rodoviário de transporte de carga tem como principal destaque a instalação de um defletor pneumático, capaz de reduzir o coeficiente de arrasto em até 34%, o consumo de combustível em 13% e 12% na emissão de poluentes. Os alunos conquistaram os troféus no quesito “Criatividade e Inovação” e “Viabilidade do Projeto”.

Criadores do Zapp comemoram os prêmios na categoria criatividade e inovação e viabilidade do projeto

O veículo Loaf, desenvolvido para o mercado de vans e utilitários compactos para carga, venceu no quesito “Conteúdo técnico do projeto”. Se vendido no mercado, o carro custaria R$56 mil, segundo um dos responsáveis pelo projeto, o aluno Diego Ferraz de Lara.

Loaf, carro ganhador da categoria “Conteúdo técnico do projeto”.

Já o esportivo Moss levou a categoria “Modelo em escala da inovação”. Com um design arrojado, o veículo tem a proposta de seguir a tendência downsizing.

O carro Moss foi vencedor no quesito “Modelos em escala da inovação”.

Além da premiação aos alunos, profissionais que contribuíram ao longo dos 25 anos de Expo MecAut, foram homenageados pelo Centro Universitário da FEI. O ex- aluno da Instituição, Pascoal Antonio Palladino, recebeu uma placa de agradecimento pela participação na primeira edição da MecAut, além de ter sido um dos autores responsáveis pelo projeto vencedor da Época, o veículo Gênesis. Atualmente, Palladino é gerente de Desenvolvimento de Projeto da Edag.

Além de Pascoal, o professor do curso de Engenharia Mecânica da FEI, Ricardo Bock, o jornalista Cláudio Carsughi e o ex-presidente da Ford Brasil e atual professor de pós-graduação da FEI, Luiz Carlos Mello, também foram prestigiados.

Homenageados da noite receberam placa de agradecimento pela contribuição ao longo de 25 anos da Expo MecAut.

 

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