01 dez

Aluno de Engenharia Civil da FEI ganha intercâmbio no Programa Fórmula Santander

Fazer um intercâmbio é o sonho de muitos universitários. Os benefícios pessoais e culturais de passar meses estudando em outro país estão diretamente conectados com a potencialização curricular, aumentando assim a empregabilidade. O resultado de viajar o mundo é uma mente mais conhecedora e dinâmica.

O Centro Universitário FEI tem realizado diversas parcerias que proporcionam aos seus alunos a oportunidade de cursar um semestre (dependendo do caso, até mais) em universidades fora do País. É o caso do Programa Fórmula Santander, organizado pela Santander Universidades, que possui a FEI como uma das 53 instituições de ensino cadastradas.

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Gustavo Magalhães Terceto, aluno de Engenharia Civil FEI

O objetivo é oferecer 100 bolsas de estudos internacionais para alunos da graduação e pós-graduação. Os candidatos devem se cadastrar a partir de um edital previamente divulgado pela instituição onde estuda, seguindo os critérios de avaliação do Programa.

Em sua 8ª edição, realizada em 10 de novembro de 2017, um dos vencedores foi Gustavo Magalhães Tercete, aluno do 8º ciclo de Engenharia Civil na FEI. O valor da Bolsa? Aproximadamente 5 mil euros para cobrir custos com transporte, hospedagem e alimentação, além de poder escolher entre as 1,2 mil instituições conveniadas ao Programa em 20 diferentes países.

A entrega do prêmio aconteceu no Autódromo de Interlagos, em São Paulo, onde os participantes também puderam conferir o treino livre do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1.

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O Blog da FEI conversou com o aluno, Gustavo Tercete, sobre toda a premiação e expectativa. Confira:

Como você recebeu a notícia que foi um dos vencedores do Programa Fórmula Santander?

Foi uma notícia muito inesperada devido à grande concorrência para a vaga. Foi uma alegria imensa saber que essa oportunidade surgiu para mim.

Você passará 6 meses estudando fora do País. Já tem o destino definido?

Ainda não, mas estou planejando ir para a Universidad de Alicante, na Espanha. 

Conte-nos um pouco sobre as expectativas de aprendizado neste intercâmbio.

Eu espero aprender muito conhecendo uma cultura diferente! Viver essa experiência ao máximo e aproveitar cada momento.

Na sua opinião, qual a importância da FEI em apoiar esse tipo de iniciativa? O que você mais toma como aprendizado sendo aluno da Instituição?

A FEI tem me apoiado desde o início da faculdade com oportunidades de projetos e pesquisas. Esse apoio foi fundamental, pois pude me dedicar aos estudos de forma integral, o que me propiciou um excelente desempenho acadêmico. Existe uma grande importância nas relações que a FEI estabelece com estes programas de intercâmbio, pois, apesar de ser poucas as oportunidades, ainda atinge alunos de baixa renda que não teriam condições de realizar uma viagem deste porte. 

Qual dica você daria para um aluno que sonha com um intercâmbio estudantil?

Eu diria para ele que se empenhar na faculdade sempre vale a pena. Nós devemos estar preparados para quando a oportunidade aparecer. E nunca perder a esperança, pois novas chances sempre aparecem para aqueles que se preparam. 

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O Centro Universitário FEI parabeniza o aluno Gustavo Tercete, pela conquista, e deseja que esse intercâmbio seja extremamente enriquecedor.

Acesse este post e saiba mais sobre os Projetos de Intercâmbio da FEI

Até a próxima 😉

24 jul

Engenharia colabora com gestão hospitalar

O avanço da tecnologia aplicada à Medicina permite cirurgias minimamente invasivas em áreas consideradas críticas, diagnósticos muito mais precisos e tratamentos que garantem maior índice de cura ou de sobrevida a pacientes. No entanto, mesmo os hospitais com equipamentos de última geração e equipe médica com expertise reconhecida internacionalmente podem ter problemas se os sistemas operacionais, gerenciais e organizacionais estiverem necessitando de uma visão mais sistêmica. Visando melhor eficiência do sistema e assistência aos pacientes, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor/HC/FMUSP) mantém um convênio de cooperação científica com o Centro Universitário da FEI para o desenvolvimento de pesquisa envolvendo aplicação de tecnologia à Medicina.

Por meio de modelos matemáticos, o Departamento de Engenharia de Produção da FEI começa a otimizar o potencial dos recursos humanos e materiais do InCor. O Instituto, mantido pela USP e pela Fundação Zerbini, é um hospital público universitário de alta complexidade, especializado em Cardiologia, Pneumologia e cirurgias cardíaca e torácica. Além de ser um polo de atendimento – desde a prevenção até o tratamento –, o Instituto do Coração também se destaca como um grande centro de pesquisa e ensino. Em média, aproximadamente 80% do atendimento é dedicado a pacientes cujo tratamento é financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Convênio de Cooperação Científica e Tecnológica entre a FEI e a Fundação Zerbini/InCor, assinado em julho de 2012, permite o intercâmbio de conhecimento técnico-científico entre professores do Centro Universitário e médicos pesquisadores do hospital. Uma das atividades previstas no acordo é a ampliação das pesquisas na área de Engenharia de Produção, que tem viés nas Ciências Aplicadas. “O Centro Universitário da FEI considera a saúde um campo promissor, pois a maioria das pesquisas existentes na área de gestão hospitalar brasileira visa apenas o modo de gerir negócios, enquanto a proposta acordada entre as duas instituições tem como objetivo a melhoria dos processos, potencializando os recursos existentes – humanos e materiais – por meio de modelos matemáticos”, informa o professor doutor João Chang Junior, do Departamento de Engenharia de Produção e coordenador do programa na FEI.

Entre os benefícios gerados pela parceria estão a excelência na programação cirúrgica, melhor ocupação dos leitos e salas cirúrgicas, além da gestão desses processos para aprimorar os índices de qualidade, como o tempo de espera e o número de cirurgias, de atendimento e de mortalidade. O projeto tem diversos professores e pesquisadores de ambas instituições envolvidos, além de alunos de graduação, mestrado, doutorado e Iniciação Científica da FEI. “A proposta visa o desenvolvimento e a introdução de inovação em processo de gestão dinâmica do centro cirúrgico, apoiada em métodos de pesquisa operacional, estatísticos e econométricos, que serão monitorados e operacionalizados utilizando tecnologia da informação, de forma a facilitar o processo de tomada de decisão gerencial”, explica o docente.

Segundo o professor doutor Alexandre Massote, chefe do Departamento de Engenharia de Produção da FEI, os profissionais do InCor são altamente qualificados no aspecto da Medicina, mas os modelos de gestão e aumento da produtividade não são o foco desses profissionais e, por isso, muitos recursos talvez estejam sendo subutilizados. Por isso, o convênio com a FEI possibilita desenvolver modelos para o uso adequado dos recursos disponíveis. Até o momento, uma série de projetos foram desenvolvidos para o hospital e nenhum gera a necessidade de investimento financeiro. “A FEI tem um grande compromisso social e a missão de formar engenheiros que transformem o mundo em um local melhor. Todo uso da Engenharia em prol da melhoria da qualidade de vida e que traga benefícios para a humanidade é bem-vindo”, enfatiza.

Entre os trabalhos desenvolvidos está o modelo de gestão que otimiza o uso do centro cirúrgico para aumentar o número de cirurgias com o mesmo recurso existente. O professor Alexandre Massote acrescenta que essas ações repercutem em salvar vidas e, para os alunos envolvidos, é uma experiência espetacular por participarem de um projeto que vai ser implementado e que possibilita, ainda, perceber que a Engenharia pode ser utilizada em vários locais e áreas. “São exemplos que mostram como os problemas hoje são cada vez mais multidisciplinares e necessitam de conhecimento de diversas pessoas”, reforça. Outro benefício gerado pela parceria é a organização da grande massa de dados que o InCor possui e que pode servir de base para conclusões científicas e características da população, possibilitando a criação de novos procedimentos, técnicas e tratamentos. Um dos grandes desafios é tratar uma quantidade enorme de dados e tirar algum indicador que possa ser utilizado para otimizar os processos hospitalares. “Existe uma série de técnicas conhecidas para fazer esse tratamento de dados, mas vamos aplicar técnicas de inteligência computacional para ter melhores resultados com procedimentos já conhecidos”, explica o professor doutor Fábio Lima, também do Departamento de Engenharia de Produção da FEI.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº19 (pág 26)

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