22 jul

Juventude e maturidade

O Raccortubi Group é uma holding italiana com 60 anos de história, que fatura 60 milhões de euros por ano e está entre os líderes mundiais na fabricação e comercialização de conexões em aço inoxidável e ligas especiais utilizadas em aplicações em que altas resistências à temperatura, corrosão e pressão são necessárias, como plataformas de petróleo, refinarias, usinas de etanol, papel e celulose, entre outros. Ao decidir ampliar os negócios para fora da Itália, a empresa selecionou três países para instalar filiais e um deles é o Brasil. Para implantar o negócio no País, que deverá começar a operar em meados deste ano, a Raccortubi escolheu um engenheiro de Materiais de apenas 30 anos de idade, mas com grande vivência internacional.

Formado pela FEI em 2008, Pietro Federico Netto alia a ousadia da juventude a uma larga experiência de trabalho, inclusive no mercado internacional. Sua carreira começou ainda durante a faculdade, quando fez o primeiro estágio na planta de Cubatão da antiga Cosipa – hoje Usiminas – no segundo ano do curso. “Foi a partir dessa experiência que me decidi pela área de Materiais”, conta. Depois de passar pela área produtiva, estagiou em Vendas e Marketing e percebeu que também poderia atuar nesses setores depois de formado.

Ao sair da Cosipa seguiu para um novo estágio na Mangels Divisão Aços, na qual atuou com gerenciamento de projetos. Em agosto de 2008, antes da formatura, foi selecionado para um estágio na multinacional sueca Sandvik e, em dezembro, foi efetivado como engenheiro. Quando a empresa abriu um processo de trainee internacional participou, foi selecionado e, a partir daí, sua carreira deu um grande salto. “Segui para a matriz, na Suécia, em um processo de ‘job rotation’, no qual os trainees ficam 14 meses percorrendo as plantas de maior sucesso da empresa”, ressalta o diretor geral da Raccortubi no Brasil. Com isso, o jovem engenheiro também trabalhou nas unidades da Suíça, Alemanha, Inglaterra e Austrália.

O gestor da filial da Sandvik na Itália gostou do seu perfil e o convidou para trabalhar na planta como Business Developer Engineer, onde ficou como expatriado de maio de 2010 a dezembro de 2012. Com a ida desse gestor para a Raccortubi, o engenheiro acabou seguindo para novas oportunidades na indústria de metalurgia italiana. Agora, a saudade da família e do Brasil, e a vontade de enfrentar novos desafios na carreira, o levaram a aceitar a proposta para instalar a Raccortubi no País. “Fui convidado para ser o gestor da filial desde o start up até o estabelecimento da empresa aqui. Está sendo uma experiência nova e realmente desafiadora, pois, além de não conhecer o processo de implantação de empresas, estamos enfrentando a burocracia brasileira”, relata.

Formação

Apesar das dificuldades, o jovem está otimista com o mercado nacional e com a possibilidade de expandir os negócios, no futuro, para a América do Sul. Para Pietro Federico, a ascensão rápida na carreira deve-se, inicialmente, à sólida formação recebida no curso de Engenharia de Materiais da FEI, mas também foi influenciada pelo fato de ter estudado idiomas, nunca ter parado de se aprimorar, ter demonstrado vontade para sair da zona de conforto e ter tido a possibilidade da experiência internacional. “Como tenho maturidade profissional, muita vontade de aprender e conheço bem o Brasil, acredito que teremos sucesso aqui”, enfatiza.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº19 (pág 21)

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