06 Jun

Programas de Intercâmbio FEI – Como fazer?

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“Um homem precisa viajar por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto…” – Amyr Klink – Navegador, palestrante e escritor.

Fazer um intercâmbio é garantia de aprendizado e evolução para o campo pessoal e profissional. Passar alguns meses estudando em cidade ou país diferente faz com que você tenha uma bagagem cultural diversificada, conhecendo novas pessoas, hábitos, história e cultura local, ampliando assim a sua visão do mundo.

Os alunos da FEI contam com programas de intercâmbio para diferentes destinos, nacionais e internacionais, podendo enriquecer ainda mais a formação acadêmica. Uma vez matriculado, é importante que o aluno interessado em estudar fora da cidade fique atento às datas para solicitações de cadastro, entrega de documentos, regras para participação do programa etc. Como toda viagem, realizar um intercâmbio requer muito planejamento.

Para melhor orientação sobre os procedimentos, conversamos com Tiago Muzilli, coordenador de Relações Internacionais do Centro Universitário FEI. Confira:

  • Qual a sua dica para o aluno que está chegando na FEI e ainda não conhece os Programas de Intercâmbio?

 O Centro Universitário FEI possui acordos de colaboração com diversas instituições no mundo para a realização de intercâmbios acadêmicos, possibilitando que seus alunos realizem parte da graduação em países como Alemanha, Argentina, Canadá, Chile, Espanha, França e México sem custos adicionais na universidade de destino.

Convidamos a todos os interessados que acessem o site da FEI e conheçam os detalhes sobre o programa de intercâmbio. Também sugerimos que venham conversar conosco pessoalmente para que possam esclarecer eventuais dúvidas sobre o programa. É importante que, ao longo da graduação, os estudantes tentem identificar oportunidades de estudo no exterior compatíveis com seus interesses e com suas expectativas de formação acadêmica e profissional.

  • Quais os pré-requisitos para que o aluno faça o intercâmbio pela FEI?

Para participar do intercâmbio, o estudante deve cumprir com pré-requisitos estabelecidos pela FEI e pelas universidades de destino, como possuir bom desempenho acadêmico e proficiência em idioma estrangeiro. Podem apresentar candidatura todos os estudantes regularmente matriculados e que estejam em dia com as obrigações assumidas no Contrato de Prestação de Serviços Educacionais assinado com a FEI.

 

  • Como ele pode melhor se orientar sobre o melhor destino?

ViagemO processo de escolha do destino é um pouco subjetivo, pois normalmente depende da identificação de cada estudante e do que cada aluno busca com essa experiência internacional. Sugerimos que o candidato consulte os programas oferecidos pelas universidades parceiras e observe aquelas onde há disciplinas na sua área de estudo na FEI, considerando que participantes frequentemente encontram matérias relevantes para a formação em outros cursos correlatos. O estudante poderá selecionar disciplinas de diferentes programas na universidade estrangeira, desde que cumpram com os pré-requisitos dessas matérias. Normalmente o ‘melhor destino’ é aquele país ou instituição onde o participante poderá, de maneira integrada e bem adaptada, desenvolver os projetos de interesse, atender um plano de estudos multidisciplinar ajustado e complementar a formação tradicional, encontrar oportunidades de estágio profissional ou acadêmico, interagir positivamente com estudantes e professores etc.

 

  • Quais as principais vantagens e reconhecimento que o aluno pode ter ao realizar um intercâmbio?

A experiência internacional pode trazer enormes ganhos para a formação técnica e multicultural exigida pelo mercado de trabalho, desenvolvendo competências globais que os auxiliarão na condução das atividades acadêmicas e na empregabilidade em diferentes setores da economia. A oportunidade de estudar disciplinas em ambiente universitário no exterior possibilita que alunos descubram diferentes sistemas de educação, conheçam novas abordagens pedagógicas e novos referenciais de estudos. Permite que alunos trabalhem com eficiência em grupos compostos por estudantes de diferentes culturas e idiomas, com respeito e compreensão a essas diferenças. A formação internacional permite que o estudante desenvolva uma visão mais holística das sociedades e dos grandes temas globais, com um melhor entendimento sobre os diversos cenários nacionais e internacionais e, consequentemente, sobre seu papel como agente social transformador, com alta capacidade técnica aliada à visão humana e ética.

  • O aluno que faz um intercâmbio de um semestre acadêmico continua o mesmo semestre que estava atendendo na FEI, no exterior? Como ele repõe essas aulas no retorno?

Os alunos podem selecionar disciplinas visando a dispensa de matérias ou conteúdo complementar à formação na FEI. Em qualquer dos casos, recomenda-se a busca de orientação acadêmica junto a professores, coordenadores e chefes de departamento.

A inscrição nas disciplinas indicadas dependerá de aprovação da instituição de destino, que avaliará a disponibilidade, grade horária e pré-requisitos existentes. O aproveitamento de estudos é analisado individualmente pelos coordenadores de curso ou tutores acadêmicos – professores indicados, e a situação acadêmica do aluno é regularizada no regresso, mediante apresentação do histórico escolar original da instituição de destino com a relação e ementas das disciplinas cursadas e aprovadas (e qualquer material complementar requisitado para a análise de equivalências). As equivalências são concedidas por conteúdo das matérias e a FEI não garante progressão de ciclo no retorno.

Ficará a cargo do aluno a responsabilidade de completar a sua formação no que diz respeito às matérias não dispensadas do programa da FEI, embora haja a recomendação de que o aluno atenda no exterior disciplinas específicas, contextualizadas, complementares a formação do aluno e que não seriam cursadas no Centro Universitário da FEI.

Caso o estudante esteja matriculado no último ciclo (formando) no momento do início da viagem ao exterior, não poderá obter dispensa completa de ciclo por aproveitamento de estudos, devendo, portanto, atender parte das disciplinas do programa da FEI ao retornar para a instituição.

Todas as matérias cursadas no exterior constarão no histórico da FEI como disciplinas extracurriculares cursadas no exterior.

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Para mais informações sobre os Programas de Intercâmbio da FEI, acesse:

http://portal.fei.edu.br/pt-BR/ensino/relacoesInternacionais/programas_internacionais/Paginas/intercambio.aspx

Contato:

Coordenadoria de Relações Internacionais

E-mail: internacional@fei.edu.br

Telefone: 4353-2900 ramal 2234

08 Mar

Aluna de Administração participa de evento do Santander sobre mobilidade internacional

A ex-aluna, formada em Administração pela FEI, Jacqueline de Oliveira Dias dos Santos, participou de um evento no dia 16 de fevereiro com o Diretor Global do Santander Universidades, José Antônio Villasante Cerro. Confira a entrevista com a ex-aluna sobre sua experiência durante o intercâmbio na Espanha:

Qual programa de mobilidade internacional você participou?

Participei do Programa TOP ESPANHA – Edição 2014, promovido pelo Santander Universidades, no qual fui contemplada com uma bolsa de estudos para Curso de Idioma e Cultura Espanhola, no período de 3 semanas, na cidade de Salamanca.


Como ficou sabendo do intercâmbio?

Recebi uma comunicação via e-mail em maio de 2014 com informações sobre a  bolsa e prazo de inscrição para o programa, assim como, dois arquivos informativos: Edital Interno FEI e Princípios do Programa. O processo durou aproximadamente duas semanas. As inscrições no site do Santander Universidades ficaram abertas no mês de maio, o edital da FEI foi publicado em 21 de maio de 2014 e recebi um e-mail confirmando que fui selecionada para a bolsa em 03 de junho. Os critérios de seleção eram atribuídos por cada universidade participante. No caso da FEI, além dos requisitos do candidato, os critérios eram estar no ciclo de curso mais adiantado e ter o melhor índice de desempenho acadêmico. Foram selecionados apenas dois alunos (um do campus de SBC e outro de SP).

Momento da entrega do certificado de conclusão dos cursos de Língua Espanhola e Espanhol dos Negócios na USAL, com classificação “Sobresaliente” (Excelente).

Momento da entrega do certificado de conclusão dos cursos de Língua Espanhola e Espanhol dos Negócios na USAL, com classificação “Sobresaliente” (Excelente).

Quais eram suas expectativas em relação ao intercambio? Elas foram supridas?

Minhas expectativas eram grandes! Recebi a notícia que havia sido contemplada com a bolsa no começo de junho e desde então a ansiedade só aumentava. Eu ficava imaginando como seria o lugar, a cidade, a universidade, os alunos e professores, as atividades que iríamos ter, entre outras coisas. As expectativas foram supridas, todos os detalhes da viagem foram melhores do que eu imaginava, a cidade é encantadora, as construções parecem cenário de filme, a universidade bem estruturada e os professores amáveis e atenciosos.

Onde você estudou e como foi a adaptação na universidade?

Estudei na Universidade de Salamanca (USAL). A adaptação foi tranquila, pois tanto o curso quanto à universidade eram próximos do que estávamos acostumados no Brasil. O processo de aprendizado na sala de aula é bastante similar, o professor explana os assuntos enquanto os alunos vão interagindo durante a aula.  Além das aulas de espanhol, tínhamos uma terceira aula com opção de livre escolha, eu optei por “Espanhol dos Negócios”, foram aulas muito enriquecedoras pois a classe era mista com alunos de diversos países, logo, aprendi não apenas termos da minha área em outro idioma, mas também pude conhecer como é a função de Administração na Espanha e em outros países, o que complementou minha formação acadêmica.

Como foi a adaptação com o idioma? Encontrou alguma dificuldade em relação a isso ou alguma outra?

Assim que chegamos em Salamanca, sentimos certa dificuldade com o idioma pois os espanhóis falavam muito rápido e no começo foi mais difícil de compreender, porém em poucos dias fomos nos familiarizando com a sonoridade da língua e foi ficando cada vez mais fácil compreender o que os professores falavam, as explicações dos guias turísticos, conversa com outros alunos e até mesmo comerciantes da cidade.  Na segunda semana de intercâmbio, percebemos que podíamos compreender o que os espanhóis falavam, porém, em muitas vezes eles não nos compreendiam, foi quando percebemos que precisávamos praticar mais a fala, porque mesmo o espanhol sendo próximo do português não é tão simples manter um diálogo quando se está no país estrangeiro, porém com o tempo a adaptação ao idioma vai ficando mais natural.

Como essa experiência te amadureceu ou transformou de alguma forma?

Amadureci no âmbito profissional, pois um intercâmbio agrega muito ao currículo, principalmente no caso de recém-formados, que podem não possuir muita experiência na área de atuação, mas ter uma vivência internacional sem dúvida propicia uma bagagem valiosa para o crescimento profissional. Ao ser contemplada com essa bolsa, por mérito, não por sorte, enriquece ainda mais a experiência que vivi e me garante que todo esforço e dedicação valem a pena. Observei também que voltei com uma visão mais ampla do meu curso, da universidade, da minha profissão, das pessoas próximas e do mundo como um todo, notei que existem muitas coisas além do que temos ao nosso redor simplesmente, percebi o quão pequena eu sou e o quanto ainda preciso aprender e descobrir, tanto no aspecto pessoal quanto profissional.

Foto tirada na última noite em Salamanca, Espanha.

Foto tirada na última noite em Salamanca, Espanha.

Sentiu diferença entre os estudantes de outros países?

Conhecemos estudantes de outros países, como Alemanha, China, Áustria, França, etc.  Não percebi diferença entre os estudantes, mas foi possível notar que os chineses são muito dedicados e cobram muito de si mesmos para alcançarem os objetivos.

Como foi o encontro com o diretor do Santander e outros estudantes?

Recebi um convite para participar de um encontro com diretor do Santander Universidades no dia 16 de fevereiro desse ano. O evento ocorreu na Torre Santander, em São Paulo, e promoveu um encontro com bolsistas dos programas de mobilidade internacional, estagiários e executivos do Banco Santander.  Tivemos um bate-papo muito agradável no qual aproveitamos para compartilhar experiências vivenciadas no exterior, trocar conhecimentos e explorar a importância do intercâmbio para os universitários.

Quão importante você considera uma experiência internacional?

Uma experiência internacional é muito enriquecedora para qualquer pessoa, não apenas universitários ou profissionais, mas seria interessante se todos tivessem a oportunidade de conhecer outro país. A bagagem de conhecimento e experiências proporcionadas por um intercâmbio são imensuráveis, viver algo novo, conhecer lugares e culturas diferentes nos torna, não apenas profissionais melhores, mas pessoas melhores. Eu fiquei lisonjeada com a experiência que me proporcionaram, não tenho palavras para expressar a emoção que tive ao receber a bolsa para esse intercâmbio, somente quem participa de um programa como esse pode entender o sentimento de alegria, orgulho e gratidão que nos envolve durante e após a vivência no exterior.

Encontro com Vilassante: evento na Torre Santander, com os diretores Global e local do Santander Universidades e bolsistas dos programas de mobilidade internacional.

Encontro com Vilassante: evento na Torre Santander, com os diretores Global e local do Santander Universidades e bolsistas dos programas de mobilidade internacional.

25 Nov

Saiba como é ser um aluno de Administração da FEI

O Centro Universitário FEI tem o primeiro curso de administração do país e mesmo após 74 anos, o curso tem grande reconhecimento no mercado e mantem a excelência em formar profissionais de qualidade. A aluna Alaine Nunes, do 6º ciclo, contou mais sobre o curso de Administração da FEI, falou sobre oportunidades de desenvolvimento profissional dentro da universidade e sobre o mercado de trabalho para Administradores formados pela FEI:

“Eu sempre ouvi falar sobre a qualidade da FEI e tinha vários amigos que prestaram o vestibular aqui, então era algo que eu conhecia antes de entrar na universidade. Sou bolsista integral e fui a primeira colocada para a bolsa, vim conhecer o curso e gostei bastante da grade e da estrutura oferecida pela faculdade.

O que eu posso falar sobre o curso de administração da FEI é que ele é completo: forma o profissional como pessoa e também dá toda a bagagem técnica que o mercado pede. O mercado de trabalho vê o aluno da FEI de uma maneira muito positiva. Atualmente eu trabalho no Banco Itaú e eles selecionam alunos apenas das grandes universidades e a FEI é uma delas. Além disso, FEIanos contratam FEIanos, a minha chefe mesmo é formada em Ciência da Computação pela FEI.

Desde que ingressei na faculdade eu sempre participei dos programas internos que ela me oferecia, então fui monitora de disciplina, monitora da comunicação, fiz intercâmbio e agora faço iniciação de ciência social. O Centro Universitário FEI sempre me abriu portas para conhecer coisas novas e sou muito grata por isso.

aaaSe eu não fosse aluna da FEI, dificilmente eu conseguiria fazer um intercâmbio. Por ter parceria com várias universidades jesuítas em outros países, o aluno tem a possibilidade de estudar em outro país e continuar pagando o mesmo valor da mensalidade da FEI. Recebi a bolsa de estudos do Programa Fórmula Santander que supre muito bem as suas necessidades básicas: passagem, acomodação e seguro saúde. Estudei durante um semestre na Universidad Alberto Hurtado, em Santiago no Chile e optei por fazer matérias diferentes das que eu tinha aqui, mas que eram interessantes para mim. Não tinha domínio algum do idioma, mas voltei falando espanhol.

Eu ingressei na universidade para aproveitar ao máximo tudo o que ela tinha para me oferecer e estou tentando fazer isso até o final do curso. É normal que a FEI seja mais conhecida pela engenharia, uma vez que somos quinhentos alunos de administração comparados a oito mil de engenharia, mas o curso de Administração da FEI é excelente, bem reconhecido e incrivelmente aceito pelo mercado de trabalho. ” .

As inscrições para o Vestibular FEI 2016 se encerram essa semana. Ainda dá tempo de traçar seu futuro aqui: vestibular.fei.edu.br

07 Aug

Alunos de Engenharia da FEI embarcam em agosto pelo Ciência Sem Fronteiras

Um programa de mobilidade estudantil que deseja promover a formação internacional de estudantes brasileiros em áreas de tecnologia e inovação, este é o Ciência sem Fronteiras. Três estudantes aguardando com ansiedade o dia de embarcar nessa, que talvez seja, a maior aventura de suas vidas, esses são Paola, Uendel e Felipe, alunos de engenharia da FEI com destinos diferentes e um objetivo em comum: viver uma ótima experiência internacional.

Uendel Andrade embarca em 14 de agosto para Nashville, USA.

Uendel Andrade embarca em 14 de agosto para Nashville, USA.

O sonho de fazer um intercâmbio faz parte da vida de muitos jovens. Para Felipe Mendes, estudante de Engenharia de Automação e Controle, esse pensamento começou a tomar forma quando ainda era criança e nesse mês de agosto, o sonho se tornará realidade. “Quando apareceu a oportunidade do programa Ciência sem Fronteiras eu sabia que era a minha chance. Tudo correu a meu favor e aqui estou de passagem comprada para o outro lado do mundo. ”, conta Felipe que embarca no dia 17 de agosto para Melbourne, na Austrália.

O período fora do país muda a vida dos estudantes que vão, mas também dos familiares e amigos que aqui ficam. Aluna do oitavo ciclo de Engenharia Civil, Paola Ricioli conta que o apoio da família foi fundamental para que conseguisse a bolsa de estudos, “Eu pensava em fazer intercâmbio desde o começo do curso, mas acabei desanimando da ideia. Quando cheguei no quinto ciclo minha família e meus amigos me incentivaram a melhorar meu inglês e me candidatar. Eles acreditaram em um potencial que eu nem sabia que tinha. ”. A Paola embarca para South Dakota, EUA, na próxima segunda-feira e espera que a experiência lhe permita participar de pesquisas e também desenvolver seu inglês.

A seleção de alunos é feita com base em critérios como o desempenho acadêmico, nota do ENEM, nível de proficiência no idioma estrangeiro. Leonardo Elídio de Souza, aluno de Engenharia de Produção da FEI, embarcou para Kalamazoo, no Michigan – EUA no final de junho e descreve sua experiência até o momento: “Apesar de eu estar estudando em uma universidade americana, me sinto muito bem preparado para acompanhar o ritmo daqui, porque sei que a FEI me preparou para esse desafio. ”.

"Estou há um mês aqui e estou vivendo o melhor momento da minha vida", Leonardo Egídio está estudando na Western Michigan University.

“Estou há um mês aqui e estou vivendo o melhor momento da minha vida”, Leonardo Egídio está estudando na Western Michigan University.

Ao todo, desde o início do programa em 2012, o Centro Universitário da FEI já teve 302 alunos em quinze países, sendo 54 apenas esse ano. O aluno de Engenharia Civil, Uendel Andrade conta que o suporte da área de Relações Internacionais da FEI é de suma importância para os alunos, “Considero o trabalho da equipe de RI indispensável e bastante acolhedor, eles esclarecem cada pergunta e fazem com que nos sintamos seguros e confiantes com o que vem pela frente. ”. Perguntado sobre como acha que será sua experiência, Uendel é taxativo: “It’s gonna be awesome! ”. Que assim seja. O Centro Universitário da FEI deseja uma boa viagem a todos os bolsistas desse semestre.

04 Jul

Notícias da França

Além do Programa Ciência sem Fronteiras, que já enviou mais de 130 alunos para realizar intercâmbio estudantil em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Alemanha, o Centro Universitário da FEI também possui convênios com instituições internacionais para dupla diplomação, como o ICAM – Institut Catholique D´Arts et Métiers – França, onde seis alunos de Engenharia de Produção da FEI estão estudando desde junho de 2013, por meio do Programa CAPES-BRAFITEC.

Recentemente, o professor João Chang Junior, do Departamento de Engenharia de Produção da FEI e coordenador do programa de dupla diplomação com a França esteve em Lille para visitar os alunos Rodrigo del Monaco de Maria, Larissa Moreira Carneiro Rezeck, Marília Buchhorn Cintra Damião, Ahmad Amame, Gabriel Cesar Prédivi e Mariana Forte de Souza, para saber como os alunos estão evoluindo.

A visita foi acompanhada pelo professor Xavier Lefranc (coordenador do programa no ICAM) e o Pe. Olivier Barreau (diretor geral de estudos do ICAM) que apresentaram o campus ao professor Chang, que também visitou a Academia Internacional da Université Lille Nord de France – PRES. A Sra. Florence Bouvet, diretora da instituição e responsável pelo curso intensivo de francês que todos os intercambistas da região norte da França realizam elogiou muito os alunos da FEI, pelo rápido aprendizado da língua ao ponto de ser possível o acompanhamento das aulas nos cursos do ICAM. “Ela nos forneceu uma planilha com as notas e o desempenho de todos os intercambistas, ressaltando que a maior nota foi de uma aluna da FEI, a Marília Buchhorn Cintra Damião (72,5 pontos em 100 pontos), isso nos orgulha muito”, comentou o professor Chang.

Firmado em setembro de 2012, o convênio com o ICAM possibilita a realização de intercâmbios com seis meses ou um ano de duração, além da dupla diplomação, que regulariza o exercício da profissão tanto na Europa como no Brasil.

Conversamos com o aluno Rafael Trentin, que também faz parte do grupo de alunos que estão na França para saber mais como tem sido a experiência no país, tanto acadêmica como pessoal. Confira:

O intercâmbio

“Está sendo bem interessante até o momento (8 meses completados no final de fevereiro), e acredito que só tem a melhorar. Eu amadureci muito com relação a algumas posturas que eu tinha, acho que em uma experiência como esta você precisa, acima de tudo, procurar conhecer gente nova, trocar ideias e querer interagir. Aqui o seu senso de independência desenvolve exponencialmente, mesmo eu que sempre tive uma certa liberdade dada pelos meus pais, no começo foi um choque de experiência pessoal gigante. Fora que eu estou aprendendo de fato uma língua nova. Algumas vezes ainda é complicado entender as gírias mas, de maneira geral, dá pra sobreviver.”

Os estudos

“As matérias das aulas não são semanalmente fixas, igual na FEI. Toda semana muda, mas você acostuma. No primeiro semestre eu estudei matérias mais gerais, um pouco de elétrica, materiais, mas agora estou estudando coisas mais específicas de Produção, como gerência da cadeia de suprimentos, logística… O segundo semestre está bem mais interessante e mais proveitoso. O grande problema mesmo é só o idioma francês. Existem algumas palavras que às vezes queremos dizer e não sabemos, mas os alunos que saem da FEI pra fazer intercâmbio chegam bem preparados aqui e como temos o hábito de estudar muito, acabamos transferindo boa parte desse esforço para o aprendizado do idioma, pois temos muitas apresentações de projetos. Ah, e tem uma tarde na semana que não tem aula, é um tempo pessoal que eles deixam para organização escolar. Aqui também não se pode chegar um minuto atrasado; teve o caso de um estrangeiro que chegou um minuto e meio atrasado e a porta estava trancada.”

Amizades

“Os colegas de classe franceses são bem fechados para amizade, se fosse na FEI eu iria querer saber tudo sobre a cultura e iria ficar perguntando. Por sinal, a grande parte dos nossos amigos franceses que fizemos estão aí na FEI agora.”

Sobrevivência

“Estou ficando em um alojamento estudantil que é super tranquilo, a maioria dos estrangeiros são bacanas. Com o tempo fui aprendendo a cozinhar, pois eu saí do Brasil com quase zero de conhecimento em cozinha, mas aqui ou eu me virava ou passava fome. Dei sorte porque a mãe de uma amiga nossa da FEI que estava aqui de férias por umas semanas me salvou de um iminente desastre! Eu aprendi a cozinhar o básico com ela, depois fui usando a criatividade para não comer a mesma coisa sempre… O primeiro mês é o mais complicado na fase de adaptação no exterior, depois você acaba se acostumando, mas com toda a certeza é impossível voltar a mesma pessoa. Aqui mesmo já dá pra sentir que as coisas mudaram, por exemplo, o valor que se dá, principalmente à família e ao skype! O senso de proatividade e resiliência ficam em um patamar diferente.”

Motivos e expectativas

“Eu vim para a França porque eu queria ampliar meus horizontes, não só pessoal, mas profissional também. Conhecer as universidades e os métodos de ensino, assim como uma empresa e sua cultura organizacional. Acho que será um diferencial para ampliar minha visão profissional, ajudando a complementar o meu perfil e tornar mais próximo do que eu quero para mim.”

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Matéria publicada no jornal Circuito FEI – Nº15 (pág 10)

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