17 out

Alunos apresentam seus projetos de pesquisa no SICFEI

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No último dia 29 de setembro, no campus São Bernardo do Campo, aconteceu o VII SICFEI – Simpósio de Iniciação Científica, Didática e de Ações Sociais de Extensão da FEI.

O evento reuniu os principais projetos de pesquisa desenvolvidos por alunos, de todos os cursos, que participam do Programa de Iniciação Científica da FEI. Há algum tempo já listamos, aqui neste post, as principais vantagens e atribuições do programa.

O SICFEI congrega 4 vertentes em suas apresentações. São elas:

– Iniciação Científica;

– Iniciação Tecnológica e de Inovação;

– Didática;

– Ações de Extensão.

Para a exposição, os estudantes escrevem os seus trabalhos, apresentando as etapas das pesquisas já desenvolvidas e os resultados obtidos, sempre com orientação de um professor. Os melhores projetos são selecionados e levados ao evento, que reúne alunos, professores e uma banca avaliadora, formada por profissionais do mercado, alguns deles ex-alunos da Instituição.

“Alguns desses projetos estão ligados ao empreendedorismo, eles têm um viés de inovação”, comenta a Professora Michelly de Souza, da comissão organizadora.

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O grande destaque para os participantes fica por conta do crescimento, pessoal e profissional, diante dos desafios de um projeto de pesquisa. O aluno de Engenharia de Produção, Guilherme Garcia, comenta: “Com a Iniciação Científica eu pude descobrir novos métodos de buscas. Antes eu ficava limitado à poucas bases de dados, com a iniciação eu descobri que há um mundo bem maior por trás disso. ”

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Diferente do que muitas pessoas pensam, participar do programa de iniciação científica não deixa o aluno preparado somente para o meio acadêmico, mas também o prepara e o coloca em contato com o mercado de trabalho. No SICFEI, isso acontece na prática: avaliadores externos, da indústria e academia, classificam os melhores trabalhos que recebem prêmios no fim do evento.

“Eu achei muito bons os trabalhos. Eles estão tendo uma participação muito ativa da indústria, que é um conceito muito forte da FEI. Alguns trabalhos estão bem destinados à solução de problemas propostos pela indústria. ” – Comenta Fernando Garcia Nicodemos, ex-aluno e avaliador do evento.

Se você é aluno e tem interesse em participar do Programa de Iniciação FEI, a Profª Michelly tem um recado:

“A dica principal é conhecer os programas. Nós temos a secretaria, as coordenadoras dos programas que estão à disposição para falar sobre cada um deles (programas) e apresentar quais são as ideias. O aluno também pode entrar no site da FEI e consultar quais são os projetos que estão em andamento, os professores que orientam e o tipo de trabalho que é desenvolvido em cada área. ”

Assista a reportagem feita durante o evento:

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21 ago

Vantagens do Programa de Iniciação

Confira neste texto as vantagens em participar de um Programa de Iniciação. 

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Vivemos hoje em um cenário que, cada vez mais, exige conhecimento de um estudante universitário. Entretanto, essa demanda nem sempre pode ser atendida apenas com o conteúdo lecionado em sala de aula. É preciso buscar o saber a partir de perguntas. O estudante que assume o papel de questionador e busca solucionar problemas, tem vantagens que podem servir para o seu crescimento, pessoal e profissional, destacando-se no mercado de trabalho.

Para isso, participar de um Programa de Iniciação é uma das melhores maneiras de manter o conhecimento em constante mudança, sempre em alta.

Ao participar do projeto, o aluno desenvolverá uma pesquisa sobre algum tema, relacionado ao seu curso, orientado por professores, mestres e doutores. Uma chance ímpar de trocar experiências.

Listamos aqui 3 grandes vantagens que todo aluno tem, ao ingressar em um Programa de Iniciação. Confira

– Aumento da Empregabilidade

Diferente do que muita gente pensa (ou associa), participar de um Programa de Iniciação durante a faculdade não significa seguir somente a carreira acadêmica. As empresas e seus recrutadores valorizam quem participa desses projetos, uma vez que é necessário ser responsável, ter um olhar crítico e propor soluções de problemas.

– Networking e troca de conhecimento

Imagine que você, ainda no primeiro ano da graduação, já tem em mãos um projeto de estudo no qual precisará o tempo todo estar em contato com professores e alunos da graduação, pós-graduação e, indo além, mestrado e doutorado. Essa é mais uma rica vantagem em participar do Programa de Iniciação, onde o networking profissional vem de forma natural, assim como o conhecimento.

– Apoio para o curso de graduação

Todo o resultado que você obtém com seu projeto de pesquisa, durante a Iniciação, pode ser utilizado de diversas formas. Uma delas é durante o seu próprio curso de graduação, por exemplo: no TCC – Trabalho de Conclusão de Curso. Os dados obtidos, respostas e conclusões sobre determinados assuntos, podem servir de embasamento para o seu projeto no fim do curso, enriquecendo novamente para o seu currículo, voltando ao primeiro item que listamos aqui. Incrível, não é mesmo? Vantagens do conhecimento.

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No próximo dia 23 de agosto, no campus São Bernardo do Campo da FEI, haverá uma palestra apresentando os Programas de Iniciação da Instituição. Participe e venha evoluir seus conhecimentos!

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30 maio

Iniciação Científica, Certificado de Mérito, Estágio, SARAU e aluno de Administração da FEI

A entrevista de hoje é com o aluno de Administração do campus São Paulo, Clayton William e Vencedor do Hackathon Kimberly – Clark Edição Huggies. Saiba como ele participa de todas essas atividades dentro da FEI e quais as expectativas para a viagem aos EUA, prêmio da competição.

Por que escolheu cursar Administração?

No começo, eu queria cursar Engenharia Química, por ser a minha matéria preferida no colégio e quando conheci mais o curso, através de uma amiga, vi que não era muito bem o que eu queria. Fiz um estágio no ensino médio onde pude perceber um pouco da rotina administrativa, mas só tive certeza que tinha feito a escolha certa quando comecei a cursar Administração e fui descobrindo as diversas oportunidades de atuação que este curso oferece.

Por que optou pela FEI?

Sou de Taubaté, interior da cidade de São Paulo, por isso não conhecia muito a FEI, nem tinha muito conhecimento das universidades de São Paulo. Um amigo da minha cidade que veio morar em São Paulo me indicou a FEI, falando da qualidade do ensino e do reconhecimento do mercado. Ganhei bolsa integral pelo PROUNI e fiquei encantado pela estrutura da Faculdade e de como era elogiada pelas pessoas.

Cleyton William (12)

O que você falaria do curso de Administração da FEI?

O curso de Administração da FEI é excelente e pioneiro no método formal dos estudos específicos de Administração no país. Os Professores são bem reconhecidos e qualificados, em cada conceito dado em sala de aula são apresentados exemplos nas organizações que facilitam o entendimento. Os trabalhos acadêmicos são diferenciados: temos que realizar entrevistas com gestores, criar empresas, inovar um produto. Esse tipo de atividade nos faz colocar em prática os conceitos vistos em sala de aula.

Como o curso é visto pelo mercado de trabalho?

Em termos de Mercado, posso dizer que grandes empresas, de nacionais a multinacionais, reconhecem o potencial do ensino da FEI. Já realizei entrevistas nas quais os gestores foram formados pela FEI e meus amigos falam que alunos da FEI são requisitados onde trabalham. Na empresa em que faço estágio, o Analista de Projetos também fez Administração na FEI. A Faculdade é reconhecida, cabe ao aluno dar o seu melhor, a fim de ser um excelente profissional na área de seu interesse.

0X9A9289No ano passado, você recebeu o Certificado de Mérito, como foi essa sensação?

Quando recebi o e-mail falando que tive o melhor desempenho do campus São Paulo, eu fiquei extremamente feliz. A sensação de que valeu a pena querer aprender, e também, querer ensinar. Quando aprendo bem determinado assunto, gosto de ajudar alguém que tenha dificuldade e que queira reforçar essa matéria. A FEI tem o programa de monitoria, que acho muito importante porque facilita esse apoio fora de sala de aula.

Quais projetos, festivais ou atividades dentro da FEI você já participou ou ainda participa?

Faço Iniciação Científica com orientação da Prof.ª Fernanda Ribeiro e posso dizer que realizar um projeto de pesquisa como este melhorou muito meu desempenho em sala. Nosso senso crítico e analítico tem uma boa evolução, tanto que ganhei o Certificado de Mérito no mesmo período que estava fazendo Iniciação.

Já participei do FEIstival de música e cantei no Sarau da FEI – SP junto com amigos convidados e outros estudantes que se empenharam para formar uma banda e fazer uma apresentação linda, organizada pela Profª Giselle Agazzi.

0X9A3850Você considera importante se engajar em atividades dentro da faculdade?

Sim, isso é fundamental dentro na Faculdade. No campus SP tem a FEI Júnior e a Atlética que são conduzidas pelos próprios alunos. Para o Sarau, tive que chamar alguns alunos da FEI para as apresentações musicais. É aí que você percebe que existem vários talentos que querem e estão dispostos a continuar com os ensaios, a fazer mais apresentações, etc. Criar um projeto oficial nesta linha cultural dentro da FEI SP é algo a ser estudado. Já temos o apoio do Coordenador e estamos entusiasmados para a evolução disso. Vejo várias vantagens em um projeto como esse: os alunos, ao cantarem em público, eliminam um pouco da vergonha para outros tipos de apresentações (trabalhos, entrevistas, etc); podem ser feitos eventos ao público externo divulgando mais o campus SP porque a maioria das pessoas conhece só o campus de SBC.

Quais foram as etapas do processo para participar do Hackathon Kimberly?

Soube do Hackathon da Kimberly-Clark via e-mail da FEI e também pelo pôster do evento no mural da FEI. Este Hackathon foi divulgado nas melhores universidades do Brasil e os alunos interessados tinham que encaminhar um currículo e um breve resumo profissional e acadêmico.

Quais eram as suas expectativas quando se inscreveu?

Este Hackathon foi o primeiro em que me inscrevi. A princípio, achei que todos que se inscrevessem fossem automaticamente selecionados para participar, mas na realidade não era bem assim. Foram quase quatrocentos inscritos, mas apenas quarenta foram selecionados, formando dez equipes. Já fiquei feliz só de ter sido chamado.

Quais as maiores lições que tirou desse projeto?

O trabalho em equipe é a estrutura do negócio, o cliente é a luz. Minha equipe tinha eu como administrador, um químico, um engenheiro de comunicação, uma designer e uma mãe publicitária. Desenvolver um produto, ou inová-lo, requer atenção a uma frase que vejo muito em Marketing: “ENTENDER PARA ATENDER”. De nada adianta o produto ser inovador, se o cliente não tem percepção disso. Este Hackathon me apresentou pessoas fantásticas, como estudantes, profissionais, gestores internacionais e nacionais da Kimberly. Recebemos orientações desde do início do programa, o que fez toda diferença para apresentar a nossa ideia aos jurados.

13288910_956499057782801_1545545727_nComo se sente sendo parte da equipe campeã?

Me sinto realizado como estudante e vejo isso como um reflexo de me tornar um grande profissional. Como premiação, vamos ao Centro de Inovação da Kimberly nos EUA e ter a oportunidade de ajudar uma ONG entregando os produtos da Kimberly. Fazer parte do grupo campeão na 1ª edição no Brasil é um marco na minha história, que me incentiva a participar de outros eventos como estes e ter como benefício, não só premiações, mas também acréscimo de conhecimento e poder colocar em prática aquilo que vemos em teoria.

Quais são seus sonhos e planos futuros?

Até o momento quero seguir na área financeira porque gosto de exatas, mas também tenho vontade de ser professor. Em termos sociais, quero conseguir atingir o máximo de crianças e adolescentes de baixa renda no sentido de impulsionar seus estudos, aumentando a possiblidade de inclusão no mercado de trabalho. Tenho muita vontade de realizar um intercambio e estou lutando para conseguir isso, vejo como possibilidade de melhorar a fluência em um segundo idioma e conhecer a cultura de outro país que eu goste. E, por fim, com meu crescimento, ajudarei meus familiares que me apoiam muito a estar aqui. Morar fora de casa para estudar é um desafio para muitos universitários, mas que vale a pena quando se conclui com sucesso.

 

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24 maio

Da Iniciação Científica ao Doutorado: conheça a história da aluna Bruna Paz

A aluna Bruna Paz começou sua história na FEI quando ingressou no Curso de Engenharia Elétrica. Continuou sua vida acadêmica na FEI, fez Mestrado também em Elétrica e, hoje, aos 25 anos, é aluna de Doutorado em Engenharia Elétrica, na área de Dispositivos Eletrônicos Integrados.

O interesse da Bruna pela carreira acadêmica começou ainda na graduação, quando decidiu participar da Iniciação Científica e, essa, abriu muitas portas para um caminho já marcado por muito sucesso e que, temos certeza, será brilhante.

Confira a entrevista com a aluna que se prepara para mais um novo desafio, um estágio de um ano, na França:

 

BrunaPazPor que decidiu participar da Iniciação Científica quando ainda era aluna da graduação?

Durante o terceiro ano da Graduação em Engenharia Elétrica, após experiências com monitorias, optei por fazer uma Iniciação Científica na área de Microeletrônica, pois queria uma atividade complementar remunerada que permitisse aprofundar os meus conhecimentos em uma área de meu interesse, agregasse valor ao meu currículo profissional e que fosse conciliável com os meus estudos da graduação.

Que tipo de contribuições um projeto como a Iniciação Científica traz ao aluno?

O projeto te dá a oportunidade de ter contato com profissionais mais importantes da área e participar de conferências nacionais e internacionais. A iniciação científica me permitiu estudar tecnologias da fronteira do conhecimento, então desenvolvi um interesse muito grande por nanotecnologia e optei por continuar meus estudos através do Mestrado.

Quais as vantagens das bolsas do CNPq sobre as demais?

A bolsa de Iniciação Científica do CNPq tem grande visibilidade em âmbito nacional e mérito científico mais reconhecido. Possuir uma bolsa do CNPq confere um status de excelência ao projeto desenvolvido e ao aluno beneficiário. No meu caso, ser bolsista CNPq durante a graduação foi um fator muito importante para a obtenção de bolsas de Mestrado e Doutorado de qualidade e, portanto, para a realização dos estágios de pesquisa no exterior.

Como a Iniciação Científica pode contribuir para o currículo de uma pessoa que não seguirá a vida acadêmica?

A Iniciação Científica permite uma formação complementar que conta como um adicional importante ao currículo. Demonstra interesse por atividades extracurriculares e, portanto, proatividade. Permite o desenvolvimento de diversas competências necessárias para a vida profissional, tais como: desenvolvimento de oralidade, aperfeiçoamento de escrita, estruturação de ideias, prática para apresentação de trabalhos em português e em inglês, capacidade de solução de problemas, habilidades para buscar referências e conteúdos diversos, além de conhecimentos técnicos em softwares específicos.

Agora falando sobre sua vida acadêmica. Por que escolheu fazer seu Mestrado e Doutorado na FEI?

A FEI possui convênios com grandes universidades e laboratórios de pesquisa em outros países. Realizei estágios internacionais, sendo um deles de seis meses, na França, em um dos laboratórios de microeletrônica mais avançados do mundo. Finalizei o Mestrado e estou cursando o Doutorado, através do qual realizarei outro estágio na França, com duração de um ano.

Se você fosse dar uma dica para os alunos que ponderam sobre participar da Iniciação Científica, qual seria?

O aluno deve aproveitar o período da graduação, o contato com os professores e a infraestrutura que a FEI proporciona para se desenvolver ao máximo, de modo a destacar-se em relação aos outros profissionais que já estão no mercado. Uma Iniciação Científica abre muitas portas e é uma ótima oportunidade para adquirir experiências.

 

O Processo Seletivo para as bolsas CNPq 2016/2017 está aberto e as inscrições vão até o dia 31 de maio!

Público: Alunos a partir do 2º ciclo

Mais informações, acesse o Portal do Aluno ou procure diretamente a secretaria de Iniciação Científica no campus São Bernardo do Campo.

>>> PIBIC CNPQ 2016/2017 – INICIAÇÃO CIENTÍFICA

>>> PIBIC CNPQ 2016/2017 – INICIAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E INOVAÇÃO

02 jul

Indústria contrata cada vez mais profissionais pesquisadores

O Brasil passou por muitas décadas de mercado protegido e reduzida concorrência, o que fez com que a busca por excelência e competitividade nas soluções de engenharia não fosse prioridade. Este cenário fez com que as atividades de pesquisa e a formação nos níveis de mestrado e doutorado fossem indevidamente vistas como porta de entrada exclusiva para a academia e atuação docente, diferentemente do que já ocorria nos países desenvolvidos. Mas o cenário mudou drasticamente nas últimas duas décadas.

Além da docência nas Instituições de Ensino Superior e atuação em centros de pesquisa públicos e privados, as empresas de médio e grande porte já preferem mestres e doutores nos seus Centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no país, em especial nos setores aeroespacial, de óleo e gás, metalurgia, saúde, farmacêutico e também automotivo.

Segundo o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da FEI, Gustavo Donato, esta percepção tem ampliado muito as possibilidades de carreira e destacado os alunos que se envolvem em pesquisa desde a graduação (por exemplo, nos programas de iniciação científica) até a pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado); e a explicação é simples: “Durante os projetos de pesquisa estes profissionais são expostos a desafios expressivos e multidisciplinares, que só podem ser resolvidos com suporte nos fundamentos, pesquisa bibliográfica, flexibilidade intelectual, senso crítico e uma metodologia estruturada de solução de problemas”, explica o professor que também coordena o programa de iniciação científica da FEI.

No exterior, a maioria dos mestres e doutores está inserida nos centros de pesquisa das indústrias e uma minoria nas universidades formando novos profissionais de alto nível. Além disso, os desenvolvimentos de ponta são usualmente baseados no binômio Universidade-Empresa e muitos dos centros de pesquisa que ficam dentro das instituições de ensino e pesquisa são patrocinados pelas corporações.

Já no Brasil, existe grande concentração dos mestres e doutores na academia, pois estes eram vistos pelas indústrias centralmente como educadores. Mas felizmente o cenário vem mudando; as empresas notaram que somente manufaturar produtos no Brasil agrega pouco valor e não traz competitividade. “Neste cenário, as empresas passaram a ver o profissional/pesquisador como um ativo valioso e passaram a valorizar o seu comportamento curioso, flexível, analítico e inovador. Isto, combinado com a pró-atividade de cada indivíduo (atitude), pode fazer deste profissional verdadeira referência dentro dos setores nos quais atua. O foco não está mais somente no título (engenheiro, mestre, etc.), mas principalmente no que o indivíduo é capaz de desenvolver e inovar com base em seus conhecimentos, métodos e competências de alto nível”, explica o professor.

 

Pesquisador desde a graduação

 

Um bom exemplo desse novo perfil de profissional é o ex-aluno da FEI, Francisco Ferreira, graduado em Engenharia Elétrica com ênfase em computadores e Mestre em Engenharia Elétrica na área de dispositivos eletrônicos integrados, também pela FEI. Ainda na graduação, Francisco fez iniciação científica e assim que se formou começou o mestrado. Sua carreira profissional foi construída toda na LG, desde o estágio até hoje, como coordenador de uma área de desenvolvimento de projetos. O Engenheiro explica que embora tenha trabalhado em áreas completamente distintas na indústria, ele garante que não estaria onde está se não fosse o mestrado e o envolvimento com a pesquisa. “O mestrado me deu ferramentas para encarar melhor a indústria, saber analisar criticamente os problemas, apresentar minhas ideias, escrever relatórios, enfim, me fez um profissional melhor”, explicou Francisco.

O interesse de Francisco pela pesquisa surgiu da curiosidade em entender como as coisas funcionam. “Saber que existia um chip que fazia as contas no computador não era suficiente para mim, queria entender como um processador funcionava desde seu componente fundamental” comenta o engenheiro que acredita também que a tendência é que a indústria contrate profissionais cada vez mais especializados. “Na LG temos vários projetos com instituições de pesquisas, pois ela entende que isso é o fundamento da inovação. Em um mercado competitivo como o nosso uma empresa não sobrevive fazendo sempre a mesma coisa, precisa se reinventar, se superar, inovar, por isso a importância da pesquisa.”

A importância dos Programas de Iniciação

 

Os programas de Iniciação Científica são a porta de entrada natural dos alunos de graduação para a área de pesquisa avançada. E isso não foi diferente com o engenheiro mecânico formado pela FEI, com mestrado e doutorado em metalurgia, Rodrigo Liberto. Atualmente trabalhando na Villares Metals, na função de Gerente de Engenharia de O&G/Energia, Rodrigo conta que a Iniciação Científica foi fundamental para despertar o interesse pela pesquisa. Logo que se formou ingressou no mestrado e na sequência fez o doutorado, sempre na área de metalurgia. “Durante parte da minha jornada profissional fiz pesquisas em paralelo com outra atividade profissional que não tinha relação nenhuma com a pesquisa que estava conduzindo, pelo fato de não ter conseguido uma bolsa durante o doutorado. Pouco tempo depois, já com bolsa da CAPES, tive a oportunidade de atuar na indústria como pesquisador”, explicou o engenheiro.

Segundo Rodrigo, uma das grandes vantagens de quem escolhe a pesquisa como carreira é ter a oportunidade de estar sempre aprendendo, por ser uma profissão que sempre vai trazer desafios. “O meu conselho para quem tem vontade de ingressar na área de pesquisa é começar o quanto antes a Iniciação Científica, pois ela pode aflorar ou não o desejo de atuar como pesquisador”, aconselha o engenheiro.

Rodrigo também comenta que embora as estatísticas apontem para uma abertura da indústria em relação à contratação de pesquisadores, ainda existem poucas empresas que valorizam a pesquisa e o desenvolvimento. “O pesquisador tem plena condição de atuar em várias áreas dentro da indústria, basta a empresa dar oportunidade para estes profissionais. A nossa indústria ainda tem na cabeça que o pesquisador é uma pessoa que não vai conseguir conduzir/resolver os problemas de forma rápida e prática, o que não é verdade”, alerta Rodrigo.

A carreira acadêmica

 

A iniciação científica e o mestrado também foram incentivos para a escolha profissional da professora do Departamento de Engenharia Elétrica e ex-aluna da FEI, Michelly Souza. A professora conta que tinha necessidade de compartilhar com outras pessoas todo conhecimento que ela adquiria com suas pesquisas; foi então que percebeu que a área acadêmica seria a alternativa certa para isso. “Eu digo que a área acadêmica foi uma consequência na minha vida, mas uma boa consequência, pois eu adoro dar aula, ensinar aquilo que eu sei, sobre o que estou pesquisando, poder desenvolver esses conhecimentos em laboratório junto com os alunos, e compartilhando daquilo que eu aprendi e ainda aprendo, pois a busca pelo conhecimento é infinita”, explicou a professora, que também orienta alunos de mestrado na FEI.

A professora lembra que a pesquisa não se baseia apenas em um tema inovador a ser explorado. É um conjunto de aprendizados que envolvem desde a metodologia, escrita, formalização, dentre outros que contribuem para o desenvolvimento tanto de um aluno que está em uma iniciação científica como um profissional da indústria que realiza um mestrado, um doutorado. “Quem se envolve com a pesquisa só tem a ganhar, pois, o conhecimento que se adquire faz de você um profissional diferenciado, e o que o mercado mais procura hoje são profissionais diferenciados”, indica a professora Michelly.

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Matéria publicada no jornal Circuito FEI – Nº15 (pág 12)

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