05 Sep

Tradição e modernidade em duas rodas

Esboços encontrados em 1966 indicam que Leonardo da Vinci pode ser um dos criadores da bicicleta. Segundo dados da International Cycling Fund, o protótipo atribuído ao italiano é da década de 1490 e um dos mais antigos projetos sobre o qual se têm notícias. O modelo apresenta duas importantes características: os sistemas de tração e de direção com guidão. Com um primitivo sistema de transmissão com pedais, coroa e pinhão ligados por meio de uma cinta de couro perfurada, a bicicleta de Leonardo da Vinci é um dos modelos recriados pelo professor Ricardo Bock, do Departamento de Engenharia Mecânica, expostos na Semana Cultural da Velocidade (Velocult), entre os dias 9 e 29 de março no Conjunto Nacional, em São Paulo.

Com tradição e experiência na criação e exposição de veículos com quatro rodas, o Centro Universitário da FEI expandiu sua excelência para o desenvolvimento de modelos com duas rodas com a confecção de quatro protótipos de bicicletas, sendo duas réplicas de projetos antigos e dois modelos futuristas. “O interesse em desenvolver projetos de duas rodas surgiu há mais de um ano, pela possibilidade de participar de eventos do segmento”, explica o professor Ricardo Bock. Além da bicicleta de Leonardo da Vinci, o docente recriou o modelo proposto pelo francês Conde Mede de Sivrac, em 1790, ambos considerados arrojados para os períodos em que foram executados.

Construída em madeira, a bicicleta de Leonardo da Vinci apresenta mais recursos do que o modelo do Conde Mede de Sivrac, criado 300 anos mais tarde. “O projeto de autoria do francês também é feito em madeira e se assemelha mais às bicicletas comuns, entretanto, é mais rudimentar que o de Leonardo da Vinci, pois não possui pedais nem dispositivo para a mudança de direção”, explica o docente. O modelo é conhecido como Celerífero e tem como inspiração o cavalo. Os dois projetos foram desenvolvidos e executados pelo professor da FEI, que consultou especialistas em bicicletas para realizá-los, uma vez que sua área de atuação é a de veículos de quatro rodas.

Já as bicicletas com design futurista foram construídas com diferentes materiais. O modelo FB1 foi concebido em alumínio, cromo-mobilidênio e fibra de vidro. O FB2 foi feito de uma mistura de alumínio, fibra de carbono e fibra de vidro e possui inspiração nos anéis de fada, circunferências de origem desconhecida identificadas em plantações. A tecnologia empregada para confecção dos modelos é nacional e, dentre os recursos utilizados, destaca-se a tinta usada para a pintura das bicicletas, de alto valor comercial. A bicicleta FB1, de cor verde, por exemplo, recebeu 18 camadas de tinta para adquirir o efeito desejado.

Para executar o projeto das duas bicicletas, o professor Ricardo Bock recebeu o apoio dos estudantes Felipe Ramos Caiado (formado em 2013) e Haroldo Vinícius Ferrari, que cursa o 9º ciclo de Engenharia Mecânica. O aluno interessou-se em participar do projeto por causa do desenvolvimento acadêmico proporcionado pela iniciativa, além da utilização de software de criação e da construção de peças usinadas e laminadas. “Gostei de ter acompanhado a parte de criação, com o desenvolvimento do sistema de transmissão”, afirma o jovem.

Complemento

Um uniforme para ciclistas foi confeccionado especialmente para a Velocult pelo Departamento de Engenharia Têxtil da FEI e emprega tecnologias que promovem a melhora do desempenho dos atletas. A peça possui poucas costuras, a fim de reduzir a resistência do ar e promover ganhos de velocidade. Nas áreas do corpo de maior transpiração que têm contato com o tecido foi utilizada poliamida, caracterizada pelo bom transporte de umidade e que também recebeu pequenos orifícios a laser. Na região em que se concentra o atrito do corpo do ciclista foi utilizado forro em formato ergonômico em tecido de elasticidade e efeito bactericida, além de duas camadas de espuma com diferentes densidades, para melhor absorção de impacto.

_____________

Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº19 (pág 14)

02 Sep

Fundamentais para a reciclagem

Apenas uma pequena parcela do lixo produzido no Brasil é seletivamente coletado, sendo a maior parte da reciclagem feita por catadores autônomos que têm uma atividade insalubre, baixa remuneração e nenhuma qualificação profissional, além de ser um grupo marginalizado pela sociedade. No entanto, essas pessoas são fundamentais para a cadeia produtiva da reciclagem em termos econômicos, ambientais e sociais. A cadeia de reciclagem no País pode ser comparada a uma pirâmide: na base está o catador independente, nos degraus acima, as cooperativas, os sucateiros, o reciclador que transforma os resíduos em matéria-prima e, por fim, as empresas que compram o material.

A importância dos catadores autônomos e dos catadores organizados para o funcionamento da cadeia de reciclagem brasileira é o ponto de discussão do livro ‘Cadeia de reciclagem: um olhar para os catadores’, de autoria do professor doutor Jacques Demajorovic, do Programa de Pós-graduação em Administração do Centro Universitário da FEI, e ilustrado com uma série de imagens feitas pela fotógrafa Márcia Lima. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que 1 milhão de indivíduos compõem o universo de catadores no Brasil, mas, deste total, só 10% são cooperados, de acordo com o Movimento Nacional de Catadores de Materiais Recicláveis. Os demais ficam à mercê dos intermediários, que pagam o valor que julgam melhor pelo material coletado.

“Os catadores são os que coletam a maior parte dos resíduos que entram na cadeia de reciclagem, mas os que recebem a menor parcela do valor gerado nessa cadeia”, revela o docente da FEI. No livro, o autor defende o trabalho nas cooperativas, que ajudam a transformar o catador independente, que não tem como negociar, em um cooperado com melhores condições de trabalho, maior quantidade coletada de resíduos e a possibilidade de vender diretamente para um intermediário ou para as empresas recicladoras, ganhando mais pelo produto comercializado. O docente afirma que, além de gerar renda, as cooperativas contribuem para a inclusão social dessa parcela da população.

Embora a reciclagem no Brasil seja retratada de forma eficiente – o País é recordista na coleta e reciclagem das latinhas de alumínio, com 98% de material reaproveitado –, essa realidade só é possível devido ao quadro de pobreza que permite que um grande contingente de trabalhadores faça o trabalho de coleta por um preço muito baixo. “Em países desenvolvidos, ao contrário do Brasil, é necessário contar com empresas privadas para a coleta de todos os resíduos recicláveis, pois não existem catadores que façam este trabalho em volume significativo”, enfatiza. Para o professor Jacques Demajorovic, o sucesso da reciclagem das latinhas de alumínio também é reflexo do valor que têm no mercado, por ser um material com alto valor agregado e que, para ser produzido, tem custo elevado de energia e geração de resíduos. No livro, o docente cita exemplos que comprovam como as cooperativas são importantes para dar melhores condições de trabalho aos catadores, bem como o papel dessas organizações em termos econômicos, ambientais e sociais.

Responsabilidade compartilhada

A Cooperativa Vira Lata foi inserida no fluxo de logística reversa de três grandes empresas. Em uma delas, a cooperativa é o elo entre a seguradora Porto Seguro, uma grande geradora de sucatas em suas oficinas, e a Gerdau, a maior indústria de siderurgia do País. Neste trabalho, os coletores retiram o material doado pela seguradora, separam e vendem para a siderúrgica. “Desta forma, os catadores conseguem um valor alto pelo produto, a seguradora não corre o risco de ter as peças destinadas ao mercado paralelo, além da certeza de que seus resíduos têm um destino ambientalmente correto, e a Gerdau recebe um material de qualidade”, enumera o docente.

Outra experiência de sucesso é o acordo fechado com a Diageo, maior empresa de bebidas alcoólicas do mundo, para a logística reversa das garrafas vazias. A Cooperativa Vira Lata retira os frascos nos locais indicados pela empresa, tritura em sua sede e vende a matéria-prima para a empresa recicladora que faz as novas garrafas da Diageo. Com isso, ocorre a chamada logística reversa em circuito fechado. “Além de contribuir ambientalmente, esse trabalho garante que as garrafas vazias não sejam utilizadas no mercado de bebidas falsificadas”, acrescenta o professor da FEI.

Essa iniciativa mostrou que, mesmo materiais antes deixados em segundo plano – como o vidro, que é pesado e tem baixo valor econômico –, quando trabalhado em grande quantidade pode ter um preço de venda elevado. Hoje, quase 20% da receita anual da Cooperativa Vira Lata está ligada às duas experiências, sendo 12% das sucatas e 8% do vidro. “Os casos demonstram o papel efetivo dos catadores e porque são importantes na cadeia produtiva da reciclagem. É um trabalho de responsabilidade compartilhada no qual a empresa, a cooperativa, o poder público e os cidadãos podem intervir para viabilizar um sistema mais justo, que gere mais inclusão social, melhor beneficio econômico, ambiental e social”, enfatiza o professor Jacques Demajorovic.

_____________

Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº19 (pág 36)

22 May

CURSOS DA FEI ESTÃO ENTRE OS MELHORES DO PAÍS

O Processo Seletivo da FEI para o 2º semestre será em 02 e 03 de junho, às 8h30. A Instituição oferece aos alunos a oportunidade de se candidatarem a cursos bem avaliados.

Segundo pesquisas, a FEI está entre as melhores universidades com cursos tops no País. A lista inclui cursos com nota 04 e 05 no Enade (as mais altas) das instituições mais bem avaliadas pelo Ministério da Educação, com 04 e 05 no IGC (Índice Geral de Cursos).

A FEI já formou mais de 50 mil engenheiros, administradores de empresas e profissionais da Ciência da Computação. Confira matéria que saiu dia 20 de maio na Folha de S. Paulo, clicando aqui

08 May

FEI RECEBERÁ O VI ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISADORES EM GESTÃO SOCIAL

De 21 a 23 de maio, Encontro discutirá formas de Gestão Social em São Paulo

Por Rudson Mazzorana

O Centro Universitário da FEI receberá dia 21 de maio, no campus de São Paulo, o VI Encontro Nacional de Pesquisadores em Gestão Social (ENAPEGS). Nos dias 22 e 23, o encontro será realizado na PUC São Paulo.

A FEI é uma das organizadoras do evento, que terá como tema: “Gestão Social: mobilizações e conexões”, o qual contará com a presença de pesquisadores, estudantes e profissionais com experiências em diversas áreas de gestão social.

A Instituição apresentará trabalhos como: as cooperativas de catadores de papel, voluntariado empresarial e erradicação do trabalho escravo no Brasil, oriundos de alunos e professores dos cursos de graduação e mestrado de administração da FEI.

O encontro também abordará temas como: economia solidária e cooperativismo, gestão social, políticas públicas e território, ensino, pesquisa e extensão em gestão social, sustentabilidade, mercado e sociedade, inovações e tecnologias sociais.

Veja a programação completa em www.fei.edu.br em Enapegs. As inscrições estão abertas e custam 150 para estudantes de graduação, R$ 200 para estudantes de pós-graduação e R$ R$ 250,00 para professores e profissionais.

Obs. A organização do evento é feita pela FEI, PUC-SP e EACH-USP (Escola de Artes, Ciências e Humanidades).

21 Sep

Inverno é um período chocante

Você sabia que em função da baixa umidade do ar, as chances de um motorista ser surpreendido por um choque quando tocar na carroceria ao descer de seu carro aumentam?

Esse inconveniente é causado pela energia eletrostática resultante do atrito entre o tecido do banco do automóvel e a roupa dos ocupantes.

De acordo com o chefe do Departamento de Física do Centro Universitário da FEI, Prof. Dr. Vagner Barbeta, para evitar que isso aconteça, antes de sair do veículo o motorista deve segurar alguma parte da carroceria, como a moldura da porta por exemplo, e só retirar a mão quando o pé estiver no chão. Outra saída é encostar somente nas partes não metálicas da porta ou dar preferência à utilização de roupas de algodão, que não retêm carga. O uso de calçados de couro também ajuda a dissipar a corrente.

Fonte – Entrevista do Prof. Vagner Barbeta a Revista Carro Hoje, edição n.º 03, de 12 de setembro de 2011.

Curta nossa página no Facebook

Twitter