19 nov

Quer uma meia-calça indestrutível? Professor de Engenharia Têxtil da FEI explica como

A gente sabe: meia-calça, com sorte, dura poucos dias intacta. É fácil enroscar a unha, o anel, esfregar em algum lugar e o fim da peça é certo. A boa nova para que a peça dure mais veio em publicação recente do jornal inglês Daily Mail, que afirmava que congelar a meia antes do uso aumentava consideravelmente a vida útil.

Fernando de Barros Vasconcelos (122)Boato de internet ou realidade? Perguntamos para Fernando Barros, professor e coordenador do curso de Engenharia Têxtil da FEI, que confirmou a jogada. “A técnica consiste em congelar a meia-calça molhada, antes do uso. O jeito certo é molhar a peça, colocar dentro de um saco plástico e levar ao congelador. Depois é só descongelar e deixar secar à sombra”, esclarece o professor.

A função da água é modificar as moléculas do fio da meia-calça, que originalmente formam uma malha e ficam tramados mais ou menos com o formato de uma ferradura. Nessa posição, qualquer material está mais sujeito à tensão, pois não segue a linha reta do fio – por isso aqueles desfiados imensos quando a meia-calça fura.

O segredo do congelamento é que o fio de poliamida da meia-calça, apesar de sintético, absorve água e aumenta de volume. “Essa nova reação das móleculas faz com que as ligações deixem o fio menos tensionado e mais resistente a um possível corte, que costuma ocorrer em áreas onde ele fica mais esticado, como nas coxas”, explica o professor.

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Agora, a técnica que é baratinha não garante uma meia eternamente à prova de rasgos. Primeiro, porque dependendo do atrito, a peça sempre pode rasgar. Segundo, que a cada lavagem, a “mágica” vai desaparecer e precisar de uma nova ida ao freezer. Mas não custa tentar, certo?

Autor: Bianca Luisi

Fonte: chic.uol.com.br

03 set

Evento científico na área têxtil

Há três anos, a Associação Brasileira de Tecnologia Têxtil, Confecção e Moda (ABTT) criou o Congresso Científico Têxtil e de Moda (Contexmod) com o objetivo de compartilhar as pesquisas científicas acadêmicas relacionadas com a cadeia produtiva têxtil e da moda. O encontro une diferentes profissionais do segmento têxtil e é uma oportunidade de as instituições de ensino demonstrarem seus estudos na área. O Centro Universitário da FEI, que tem o curso pioneiro de Engenharia Têxtil do Brasil, atua de forma intensa no congresso e, neste ano, foi apoiador e coordenador do Comitê Científico de Tecnologia.

20150818_100800O 3º Contexmod foi realizado em agosto, em Fortaleza, Ceará, e teve apresentações de trabalhos de pesquisa científica e tecnológica relacionados com os temas Tecnologia Têxtil, Moda, e Gestão da Cadeia Têxtil e de Confecção. Cerca de 80 trabalhos de todo o país foram inscritos, e 44 foram selecionados e apresentados para, posteriormente, serem publicados na Revista ABTT, veículo em formato eletrônico com publicações científicas. A professora doutora do Departamento de Engenharia Têxtil da FEI, Camilla Borelli, coordenadora do Comitê Científico de Tecnologia do congresso, afirma que o evento é uma grande oportunidade de discutir temas importantes e saber o que está sendo feito no País.

“A participação da FEI no Contexmod é muito importante, por ser pioneira no ensino na área têxtil e referência em tecnologia”, enfatiza, ao lembrar que, no evento, é possível criar uma rede de colaboração e firmar parcerias com pesquisadores de outras instituições para alavancar a tecnologia nacional. O congresso da ABTT também teve a parceria do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e da Escola de Artes Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo (EACH/USP).

03 jun

Demanda em infraestrutura e tecnologia abre perspectivas no mercado de trabalho para engenheiros

O campo da Engenharia tem se expandido para atender às necessidades do País e à modernização dos processos construtivos, de produção e planejamento, em diversas áreas da atividade econômica. Nesse cenário, o engenheiro exerce um papel de grande relevância. Segundo a Vice-Reitora de Extensão e Atividades Comunitárias do Centro Universitário da FEI, professora doutora Rivana Marino, atualmente o País carece de uma grande demanda por obras de infraestrutura. “Estamos em um momento de expansão com construções de estradas, aeroportos e redes elétricas, por exemplo; nessa demanda, o engenheiro tem espaço garantido”, afirma.

Há 13 anos na Vice-Reitoria, formada em Engenharia Química pela FEI, com Doutorado e Mestrado, e pertencente ao corpo docente da Instituição desde 1992, a Profa. Rivana acompanha de perto as mudanças na área de Engenharia e as tendências na formação acadêmica. Respaldada por essa vivência, acredita que este ano será ainda mais promissor para a carreira de Engenharia: a profissão terá um novo impulso com a demanda por profissionais para os setores de infraestrutura e tecnologia. “Para suprir essas demandas, é fundamental que o profissional esteja bem-preparado, atualizado e tenha o conhecimento necessário para propor inovações”, afirma a Vice-Reitora. “A tecnologia é feita de ciência, portanto é preciso dominá-la para produzir e ousar para o novo, ir além do conhecimento adquirido nos livros e na sala de aula”.

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Capacidade para inovar é um diferencial cada vez mais requerido aos engenheiros.

O mercado é muito disputado. De acordo com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea houve um aumento em torno de 230% de profissionais registrados nos últimos 10 anos. Em 2004 estavam registrados 31.357mil profissionais e, em 2014, o número saltou para 103.340 mil em todo o País. Por outro lado, embora os dados sejam controversos, existe um consenso de que faltam engenheiros em número suficiente para atender à demanda da indústria brasileira. Segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI o Brasil ainda é o que menos forma engenheiros anualmente, entre os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). São cerca de 30 mil ao ano. A FEI forma cerca de 220.

Para formar profissionais capacitados e com perfil adequado ao novo cenário brasileiro, a FEI oferece aos alunos a oportunidade de aplicar suas habilidades nos laboratórios em aulas práticas, o que favorece o desenvolvimento técnico e contribui para o raciocínio científico. Estimula a pesquisa e a inovação por meio de vários projetos e disciplinas.

Aos interessados em participar do processo seletivo do segundo semestre de 2015 tem até o dia 5 de junho para se inscrever nas seguintes habilitações: Mecânica, Mecânica com ênfase em Automobilística, Elétrica, Elétrica com ênfase em Eletrônica, em Computadores e em Telecomunicações; além de Engenharia Têxtil, Química, Civil, de Materiais, de Produção e de Automação e Controle. As provas serão nos dias 13 e 14 de junho. Informações e inscrições pelo site: www.fei.edu.br ou nas secretarias dos campi da Instituição.

13 abr

Engenheira têxtil pela FEI é gerente de produção na área de vestuário em multinacional de artigos esportivos

Poucos são os privilegiados que conseguem unir o hobby com a profissão, garantindo satisfação ao trabalhar e transformando as metas em algo prazeroso de se alcançar. A engenheira têxtil Camila Roseane Kolososki, de 29 anos, faz parte do seleto grupo de profissionais que têm a oportunidade de se dedicar integralmente à área que admira, e ainda pode colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos durante a graduação. Apaixonada por diferentes modalidades esportivas, a ex-aluna do Centro Universitário da FEI é gerente de produção na área de vestuário da Decathlon, rede multinacional varejista de artigos esportivos.

Formada em Engenharia Têxtil em 2007, Camila Kolososki é responsável pelo gerenciamento dos fornecedores de artigos de vestuário da empresa. Coordenadora de uma equipe formada por 16 profissionais, a engenheira faz acompanhamento de todas as etapas produtivas, que incluem a escolha dos fornecedores, preparação para auditorias, negociação de preços e gestão das entregas. “Temos 20 marcas exclusivas, que são a força da nossa empresa e representam 70% do volume de vendas, e trabalho para viabilizar a produção no Brasil, garantindo que os produtos tenham o melhor custo-benefício do mercado. Além disso, temos a loja virtual, 15 unidades físicas espalhadas pelo País e mais duas que serão inauguradas ainda neste ano, o que significa o aumento no volume de produção”, explica.

Embora seja ainda muito jovem, a carreira decolou porque a engenheira sempre trabalhou muito, de forma responsável e cumprindo metas profissionais e pessoais. Camila Kolososki entrou na FEI em 2003 com o objetivo de cursar Engenharia Química, mas, durante o ciclo básico, ao conversar com os professores, fazer pesquisas sobre a área e assistir algumas aulas, conheceu e optou pela Engenharia Têxtil. “Trata-se de uma área cujo mercado é desafiador e ainda com poucos profissionais, mas com boas oportunidades e empresas em atuação. Como sempre gostei de esportes, logo pensei que seria interessante construir uma carreira dentro da área de vestuário esportivo”, ressalta. A jovem conta que gostou do curso desde a primeira aula, na qual já teve contato com diferentes tipos de fios e tecidos, e que a área a cativou bastante porque envolve muitas atividades que gosta, como mecânica, química e vestuário.

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Camila Roseane Kolososki coordena uma equipe formada por 16 profissionais na Decathlon.

A vontade de aliar o hobby com o trabalho aconteceu logo que a jovem começou a participar dos processos seletivos e foi chamada para fazer estágio na Decathlon, em fevereiro de 2006, no departamento de produção. Durante um ano, trabalhou na área de qualidade e, embora não tivesse experiência, se destacou por colocar em prática as ferramentas e o ensino que a FEI propiciava. Como a empresa incentiva a autonomia do colaborador, no início de 2007, ainda no departamento de produção, Camila Kolososki foi para a área de desenvolvimento de produto, na qual auxiliava a engenheira responsável no gerenciamento dos fornecedores.

Ao finalizar o curso, foi convidada para permanecer na área e ser responsável pela produção de meias e artigos sintéticos, onde ficou por dois anos e meio. Em março de 2010 recebeu o convite para assumir a área de vestuário do departamento de produção e o cargo de gerente. “Fiquei bem surpresa, porque tinha apenas 24 anos e assumi uma grande responsabilidade. Mas era uma oportunidade única. Acredito que o que colaborou muito com a minha trajetória foi o fato de poder unir a cultura da empresa com minhas características pessoais, ou seja, o dinamismo e os esportes”, enfatiza, ao reforçar que também dominava o idioma inglês e estudava francês, o que ajudou na escolha da empresa.

 

Evolução Contínua

 O período em que estudou na FEI também colaborou para que Camila Kolososki obtivesse uma série de respostas às suas questões, propiciando experiências que hoje são colocadas em prática na vida profissional. Além de atuar na Atlética e participar de todos os campeonatos esportivos representando o Centro Universitário, a então aluna participou de um Projeto de iniciação científica – que, coincidentemente, era sobre meias – com a professora Toshiko Watanabe, realizou viagens organizadas pelo Departamento de Engenharia Têxtil da FEI para visitar fábricas e recebeu todo o suporte necessário do corpo docente do curso, que está sempre preocupado com a evolução dos alunos.

A paixão pelo compartilhamento do conhecimento despertou, ainda, a vontade de seguir a carreira acadêmica, por isso, Camila fez mestrado em Engenharia Mecânica na FEI, na área de Produção, em 2010, e pretende, em um futuro próximo, cursar o doutorado. “Dar aulas é algo que quero realizar paralelamente à minha carreira na empresa. Além disso, dentro da Decathlon espero ter a oportunidade de assumir mais responsabilidades e ter experiência no exterior, já que a organização onde trabalho está presente em 20 países. Claro que todos esses projetos têm de envolver a Engenharia Têxtil”, pontua.

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ENGENHARIA TÊXTIL NA JORNADA DAS OPÇÕES

Laboratório de Tecelagem – E0-13 e Laboratório de Malharia – E0-31
Data: 13/04/2015
Das 13h30 às 17h00

Experimento com Corantes Naturais G0-22 e G0-23
Data: 13/04/2014
Das 14h00 às 16h00

Esporte e materiais técnicos: as novas tecnologias de produtos têxteis
Prof. Fernando Barros de Vasconcelos
Data: 14/04/2015
Horário: 14h00
Auditório Valentim dos Santos Diniz

Laboratório de Tecelagem – E0-13 e Laboratório de Malharia – E0-31
Data: 16/04/2014
Das 13h30 às 17h00

22 ago

Curso de Engenharia Têxtil da FEI é o primeiro do Brasil a ter validade nos países do Mercosul

A FEI acaba de receber a acreditação para o curso de Engenharia Têxtil, instituída pelo sistema Acreditação Regional de Cursos de Graduação – ARCU-SUL. Concedido pelo Ministério da Educação – MEC, esse é um reconhecimento necessário para que a formação obtida no curso tenha validade nos países integrantes do Mercosul: Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile.

Além de ampliar as perspectivas de trabalho dos diplomados pela FEI em Engenharia Têxtil, a acreditação representa um certificado de qualidade, que torna a Instituição referência número 1 no setor, no Brasil e também na América Sul.

Engenharia Têxtil e Engenharia Mecânica foram os primeiros cursos de graduação da FEI a obter essa certificação, que é um importante reconhecimento, principalmente para os estudantes. “Essa acreditação é um certificado de qualidade e mostra que estamos dentro dos critérios exigidos para que nossos alunos atuem nos países do Mercosul e em outros países agregados ao sistema ARCU-SUL”, diz a profa. Camilla Borelli, coordenadora do curso de Engenharia Têxtil do Centro Universitário da FEI. “Passamos a ser referência no Brasil e na América do Sul e com esse padrão de educação podemos influenciar o desenvolvimento da indústria têxtil e da economia na região”, completa.

Para obter o reconhecimento, o curso passou por uma avaliação rigorosa, que incluiu entrevistas com alunos, ex-alunos, corpo docente e pessoal técnico-administrativo da Instituição. Foram considerados também os bons resultados alcançados no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes –  Enade. Uma comissão do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira — INEP, entidade reguladora desse processo de avaliação no Brasil, verificou, junto a executivos do setor têxtil, se as competências apresentadas pelos egressos da FEI estavam de acordo com as necessidades do mercado de trabalho.

Outro ponto importante dessa acreditação é a possibilidade de intensificar o intercâmbio de alunos, professores e de projetos de inovação. “Queremos colaborar com o desenvolvimento dos dois setores no Brasil e também na América do Sul, formando profissionais cada vez melhor qualificados e com diploma válido para outros países, ampliando as oportunidades de trabalho”, afirma a professora Rivana Basso Fabbri Marino, vice-reitora de Extensão e Atividades Comunitárias do Centro Universitário da FEI.

 

 

Sobre o ARCU-SUL

O sistema visa a estabelecer e assegurar critérios regionais de qualidade para a melhoria permanente da formação em nível superior, necessária para a promoção do desenvolvimento educacional, econômico, social, político e cultural dos países da região. A implantação do sistema ARCU-SUL contribui para desenvolver as capacidades institucionais de cada país em avaliar a educação superior de qualidade no nível da graduação e permite trabalhar de forma recíproca a aferição da qualidade dos cursos ofertados nos países membros do Mercosul e associados. Para saber mais, acesse http://portal.mec.gov.br/.

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