25 Oct

Uma dose de café e muito conhecimento, por favor ;)

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Na última segunda-feira, 23 de outubro, uma manhã muito agradável e cheia de conhecimento marcou mais uma edição do Café com a Engenharia Química, onde alunos e professores da FEI receberam a palestrante Maria Cristina Nascimento, presidente da ABEQ – Associação Brasileira de Engenharia Química.

O objetivo desse encontro foi promover aos alunos um diálogo com o mercado de trabalho, sobretudo o papel do Engenheiro Químico no desenvolvimento de processos e produtos na indústria. A convidada, Maria Cristina, trouxe duas apresentações com diversos exemplos práticos sobre o tema, abrindo espaço para perguntas de todos os tipos.

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 Maria Cristina Nascimento

Presidente da ABEQ – Associação Brasileira de Engenharia Química

Os questionamentos mais comuns entre os estudantes foram sobre conquistar um emprego e como ser inovador para atender as demandas exigentes em um Engenheiro Químico. Apesar de ser uma área exata, Cristina afirma que é preciso ser inovador e criativo.

“O profissional que vai trabalhar em inovação tem que ser curioso, tem que querer entender melhor, saber melhor. Esse é o perfil. É um profissional que busca alternativas, que não se prende em estudar somente aquilo que lhe foi demandado. Ele também precisa conhecer além do espaço dele, como que o trabalho vai impactar os outros, além da flexibilidade e boa relação interpessoal”, comentou a palestrante.

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Segundo Cristina, as grandes empresas têm apostado muito em perfis jovens em suas equipes, justamente pela inovação das ideias, mas ao mesmo tempo, como um ponto de equilíbrio, sempre haverá dois ou três engenheiros mais experientes.

Essas palestras funcionam como uma janela para o amplo (e concorrido) mercado de trabalho. Mais que isso, os alunos percebem o valor de poderem conversar com profissionais expressivos sobre a área que estudam, como forma de influência nas decisões futuras sobre carreira.

A aluna do 7º ciclo de Engenharia Química, Caroline Alfredo da Silva, comenta: “Ajudou muito a ter uma noção de como funciona na prática, não só para mim, mas principalmente para o pessoal novo da Engenharia Química. Acho que a faculdade permite ter uma visão muito técnica de como o Engenheiro Químico trabalha, então eu acho primordial esse tipo de conversa, poder ter esse bate papo informal, a liberdade de saber como é o dia a dia e se é isso o que queremos para as nossas vidas”.

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O encontro terminou com diversas fotos para recordação, uma visita de Maria Cristina aos laboratórios de Engenharia Química da FEI e uma certeza: compartilhar conhecimento é sempre válido, melhor ainda quando acompanhado de um bom café!

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Vestibular

03 Jun

Demanda em infraestrutura e tecnologia abre perspectivas no mercado de trabalho para engenheiros

O campo da Engenharia tem se expandido para atender às necessidades do País e à modernização dos processos construtivos, de produção e planejamento, em diversas áreas da atividade econômica. Nesse cenário, o engenheiro exerce um papel de grande relevância. Segundo a Vice-Reitora de Extensão e Atividades Comunitárias do Centro Universitário da FEI, professora doutora Rivana Marino, atualmente o País carece de uma grande demanda por obras de infraestrutura. “Estamos em um momento de expansão com construções de estradas, aeroportos e redes elétricas, por exemplo; nessa demanda, o engenheiro tem espaço garantido”, afirma.

Há 13 anos na Vice-Reitoria, formada em Engenharia Química pela FEI, com Doutorado e Mestrado, e pertencente ao corpo docente da Instituição desde 1992, a Profa. Rivana acompanha de perto as mudanças na área de Engenharia e as tendências na formação acadêmica. Respaldada por essa vivência, acredita que este ano será ainda mais promissor para a carreira de Engenharia: a profissão terá um novo impulso com a demanda por profissionais para os setores de infraestrutura e tecnologia. “Para suprir essas demandas, é fundamental que o profissional esteja bem-preparado, atualizado e tenha o conhecimento necessário para propor inovações”, afirma a Vice-Reitora. “A tecnologia é feita de ciência, portanto é preciso dominá-la para produzir e ousar para o novo, ir além do conhecimento adquirido nos livros e na sala de aula”.

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Capacidade para inovar é um diferencial cada vez mais requerido aos engenheiros.

O mercado é muito disputado. De acordo com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea houve um aumento em torno de 230% de profissionais registrados nos últimos 10 anos. Em 2004 estavam registrados 31.357mil profissionais e, em 2014, o número saltou para 103.340 mil em todo o País. Por outro lado, embora os dados sejam controversos, existe um consenso de que faltam engenheiros em número suficiente para atender à demanda da indústria brasileira. Segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI o Brasil ainda é o que menos forma engenheiros anualmente, entre os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). São cerca de 30 mil ao ano. A FEI forma cerca de 220.

Para formar profissionais capacitados e com perfil adequado ao novo cenário brasileiro, a FEI oferece aos alunos a oportunidade de aplicar suas habilidades nos laboratórios em aulas práticas, o que favorece o desenvolvimento técnico e contribui para o raciocínio científico. Estimula a pesquisa e a inovação por meio de vários projetos e disciplinas.

Aos interessados em participar do processo seletivo do segundo semestre de 2015 tem até o dia 5 de junho para se inscrever nas seguintes habilitações: Mecânica, Mecânica com ênfase em Automobilística, Elétrica, Elétrica com ênfase em Eletrônica, em Computadores e em Telecomunicações; além de Engenharia Têxtil, Química, Civil, de Materiais, de Produção e de Automação e Controle. As provas serão nos dias 13 e 14 de junho. Informações e inscrições pelo site: www.fei.edu.br ou nas secretarias dos campi da Instituição.

08 May

De mãe para filha: Engenharia Química na FEI

Alguns herdam o nariz, outros o gosto por música clássica. Às vezes herdamos a paciência, ou talvez a falta dela. Pode ser também que você herde a vocação, ou a profissão.

Nesse Dia das Mães, escolhemos a história da Gorette e da Nathalia, mãe e filha formadas em Engenharia Química pela FEI, para homenagear aquelas que, de uma maneira ou de outra, sempre deixam um pouquinho de si em nós.

 

diadasmaes“Sou Feiana da turma de Engenharia Química de dezembro de 1986 e o pai da Nathalia, também engenheiro químico, se formou em junho de 1986. Me casei com esse Feiano na Capela da FEI em janeiro de 1988.
Nossos dois filhos Thiago e Nathalia são engenheiros. A Nathalia bem que tentou fazer farmácia, mas a engenharia falou mais alto no seu coração (o caso deve ter explicação genética) e ela entrou de cabeça na Engenharia.

Considero a formação da nossa filha na FEI a prova viva de um processo de melhoria contínua, pois ela foi muito, mas muito melhor do que eu e o pai dela juntos! Foi reconhecida como melhor aluna de Engenharia Química no ano de 2011 e recomendada pela FEI para participar da primeira turma do Ciências sem Fronteiras em 2012. Formou-se no ano seguinte. Já formada, em 2014 conseguiu uma bolsa para mestrado em Processos Químicos na FEI e na Washington University – St Lous – Missouri, EUA, na área de Energias.

A Nathalia só retorna para o Brasil em dezembro, mas nesse Dia das Mães eu vou visita-la e passaremos o dia juntas. Sei que o mundo está cada vez menor para essa geração de profissionais que, quando se entregam com paixão por suas escolhas, possuem oportunidades fantásticas de aprendizado profissional, cultural e pessoal em outros lugares, mas não vejo a hora de tê-la de volta ao Brasi! Nessas horas o coração de mãe fala mais alto.”

Maria Gorette, ex-aluna da FEI, engenheira química e Mãe da Nathalia

 

08 Jan

Meio século de formação

O ano de 1963 foi marcado por transformações políticas e culturais. Foi neste ano que chegaram ao Brasil os primeiros imigrantes coreanos; nasceu a personagem Mônica, do cartunista Maurício de Sousa; a gaúcha Ieda Maria Vargas venceu o concurso de Miss Universo e, nas rádios, a canção Please Please Me, do primeiro álbum dos The Beatles, alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas e lançou a banda para o mundo. Em novembro daquele ano, uma turma de estudantes recebeu o diploma de Engenharia Química e Mecânica da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI).

Para comemorar os 50 anos de formatura, parte da turma de 1963 se reuniu em um animado almoço, dia 12 de novembro. Na confraternização estavam 22 ex-alunos – dos 40 que se formaram –, 13 esposas e o paraninfo da turma, o professor Luiz Novaes Ferreira França. “Antigamente, as turmas eram pequenas e havia muito entrosamento entre os estudantes”, destaca o engenheiro mecânico Detlef Werner Schultze, organizador do encontro. Segundo o ex-aluno, os estudantes da FEI constituíam um retrato do que era o Brasil na época, com representantes de diferentes grupos políticos e religiosos, ascendências e nacionalidades.

Presidente da Associação Atlética Acadêmica de Engenharia Industrial (AAAEI) em 1960 e 1961, Detlef Schultze lembra a importância do esporte na Instituição, com relevantes resultados em competições de judô e beisebol, influenciados pela presença de estudantes de origem nipônica, além da chegada do handebol ao País na década de 1960 e de sua inserção em campeonatos universitários. Para o engenheiro mecânico Pedro Liguori, a oportunidade de reencontrar os amigos de faculdade 50 anos após a formatura é emocionante. Com carinho, o ex-aluno reforça a importância dos docentes para a sua formação técnica, humanística e ética.

Única mulher da turma, a engenheira química Maria Helena Andrade Orth era protegida pelos colegas, que a tratavam com carinho e respeito. Além dela, apenas duas outras mulheres cursavam a FEI na época. “Havia muita proximidade entre os alunos, éramos como uma família”, diz. Durante o quarto ano da graduação, a então estudante começou a trabalhar como aluna assistente de Química Geral e, em 1962, tornou-se docente na FEI, onde ministrou aulas de Química Geral e Química Orgânica, além de laboratório, até 1972.

Com bom humor, o engenheiro mecânico Nasser Chicani conta que passou no vestibular em 43º lugar, a última colocação daquele processo. “A FEI sempre foi referência em ensino e representava boas oportunidades profissionais. Eu tinha de estudar lá”, enfatiza. Naquele ano, 50 vagas foram abertas para o vestibular da FEI. Tal situação fez com que Nasser Chicani e outros estudantes, como o engenheiro mecânico e ex-presidente do Centro Acadêmico, Benedito Nicotero, se engajassem para a admissão de todos os estudantes aprovados no vestibular, especialmente os considerados ‘excedentes’. O professor Luiz Novaes Ferreira França, paraninfo da turma, formou-se engenheiro mecânico na FEI em 1951, deu aulas na Instituição. “A FEI representa um aspecto importante da minha vida profissional, gosto muito de lá”, afirma. Aos 86 anos de idade, o engenheiro ficou muito satisfeito em rever o grupo meio século após a colação de grau.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº17 (pág 12)

15 Aug

Solventes do futuro

Líquidos iônicos (ILs) são, geralmente, líquidos que consistem somente de íons, definidos como sais cujo ponto de fusão é menor do que 100ºC. Dentre os ILs, encontram-se os líquidos iônicos à temperatura ambiente (RTILs), que são sais líquidos à temperatura ambiente. Os RTILs são constituídos de cátions orgânicos assimétricos relativamente grandes e ânions orgânicos ou inorgânicos relativamente pequenos e que são líquidos na temperatura ambiente devido ao fato de sua entalpia de fusão ser relativamente baixa e da sua entropia de fusão ser elevada. Isso resulta em uma baixa temperatura de fusão. Entre as diversas aplicações estão o uso desses compostos como lubrificantes, fluidos térmicos, líquidos eletricamente condutores em eletroquímica, em catálise e biocatálise e em síntese de nanomateriais. As perspectivas do uso dos líquidos iônicos na Engenharia Química têm como objetivo principal utilizar esses compostos como substitutos dos solventes convencionais.

“A principal característica dos RTILs como solventes é a possibilidade de sintetizar um que apresente as propriedades necessárias para uma aplicação específica. A escolha do cátion e do ânion proporciona a característica particular do RTILs. Estudos na literatura estimam que o número possível de líquidos iônicos é da ordem de 109”, explica o professor doutor Ricardo Belchior Tôrres, chefe do Departamento de Engenharia Química e coordenador de projetos com líquidos iônicos no Centro Universitário da FEI. Segundo o docente, a possibilidade de combinação de milhares de cátions e ânions, juntamente com o aproveitamento de suas propriedades para um determinado processo, proporcionam aos ILs propriedades extraordinárias, que são extremamente importantes em várias aplicações tecnológicas.

As pesquisas envolvendo líquidos iônicos no Departamento de Engenharia Química da FEI começaram em 2010 após a aprovação do projeto ‘Propriedades volumétricas, de transportes e acústicas de sistemas binários contendo líquidos iônicos: estudo experimental e modelagem’, financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), sob a coordenação do professor Ricardo Belchior Tôrres. Com a aprovação do projeto e a aquisição de equipamentos, foi possível realizar medidas experimentais de propriedades termodinâmicas de sistemas líquidos contendo líquidos iônicos. O líquido iônico estudado foi o 1-butil-3-metil-imidazólio hexafluorfostato [BMIM][PF6].

A partir de 2012, as pesquisas se intensificaram com a participação da professora doutora Andreia de Araújo Morandim-Giannetti, e o professor doutor Rodrigo Cella, integrado recentemente ao corpo docente do Departamento de Engenharia Química, que também fará parte do grupo de pesquisa. Agora, o grupo trabalha com o objetivo de sintetizar e caracterizar novos líquidos iônicos ainda desconhecidos e não apenas na determinação experimental desses compostos. “Nosso objetivo atual é estudar a possibilidade de sintetizar líquidos iônicos relativamente baratos, pois os existentes no mercado ainda são muito caros. Com a redução dos custos, esses compostos poderão substituir, no futuro, os solventes convencionais na indústria química e petroquímica. Isso abrirá caminhos para uma grande linha de pesquisa no departamento”, explica o coordenador.

Congresso

Os resultados conquistados pelas pesquisas até o momento estão sendo apresentados em conferências internacionais e submetidos para publicação em revistas internacionais. O estudo ‘Syntheses and characterization of new ionic liquids from carboxylic acids and aliphatic amines’ será apresentado no 9th World Congress of Chemical Engineering, entre os dias 18 e 23 de agosto na cidade de Seul, na Coreia do Sul.

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