08 jan

Meio século de formação

O ano de 1963 foi marcado por transformações políticas e culturais. Foi neste ano que chegaram ao Brasil os primeiros imigrantes coreanos; nasceu a personagem Mônica, do cartunista Maurício de Sousa; a gaúcha Ieda Maria Vargas venceu o concurso de Miss Universo e, nas rádios, a canção Please Please Me, do primeiro álbum dos The Beatles, alcançou o primeiro lugar nas paradas britânicas e lançou a banda para o mundo. Em novembro daquele ano, uma turma de estudantes recebeu o diploma de Engenharia Química e Mecânica da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI).

Para comemorar os 50 anos de formatura, parte da turma de 1963 se reuniu em um animado almoço, dia 12 de novembro. Na confraternização estavam 22 ex-alunos – dos 40 que se formaram –, 13 esposas e o paraninfo da turma, o professor Luiz Novaes Ferreira França. “Antigamente, as turmas eram pequenas e havia muito entrosamento entre os estudantes”, destaca o engenheiro mecânico Detlef Werner Schultze, organizador do encontro. Segundo o ex-aluno, os estudantes da FEI constituíam um retrato do que era o Brasil na época, com representantes de diferentes grupos políticos e religiosos, ascendências e nacionalidades.

Presidente da Associação Atlética Acadêmica de Engenharia Industrial (AAAEI) em 1960 e 1961, Detlef Schultze lembra a importância do esporte na Instituição, com relevantes resultados em competições de judô e beisebol, influenciados pela presença de estudantes de origem nipônica, além da chegada do handebol ao País na década de 1960 e de sua inserção em campeonatos universitários. Para o engenheiro mecânico Pedro Liguori, a oportunidade de reencontrar os amigos de faculdade 50 anos após a formatura é emocionante. Com carinho, o ex-aluno reforça a importância dos docentes para a sua formação técnica, humanística e ética.

Única mulher da turma, a engenheira química Maria Helena Andrade Orth era protegida pelos colegas, que a tratavam com carinho e respeito. Além dela, apenas duas outras mulheres cursavam a FEI na época. “Havia muita proximidade entre os alunos, éramos como uma família”, diz. Durante o quarto ano da graduação, a então estudante começou a trabalhar como aluna assistente de Química Geral e, em 1962, tornou-se docente na FEI, onde ministrou aulas de Química Geral e Química Orgânica, além de laboratório, até 1972.

Com bom humor, o engenheiro mecânico Nasser Chicani conta que passou no vestibular em 43º lugar, a última colocação daquele processo. “A FEI sempre foi referência em ensino e representava boas oportunidades profissionais. Eu tinha de estudar lá”, enfatiza. Naquele ano, 50 vagas foram abertas para o vestibular da FEI. Tal situação fez com que Nasser Chicani e outros estudantes, como o engenheiro mecânico e ex-presidente do Centro Acadêmico, Benedito Nicotero, se engajassem para a admissão de todos os estudantes aprovados no vestibular, especialmente os considerados ‘excedentes’. O professor Luiz Novaes Ferreira França, paraninfo da turma, formou-se engenheiro mecânico na FEI em 1951, deu aulas na Instituição. “A FEI representa um aspecto importante da minha vida profissional, gosto muito de lá”, afirma. Aos 86 anos de idade, o engenheiro ficou muito satisfeito em rever o grupo meio século após a colação de grau.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº17 (pág 12)

02 ago

FEI X-1, o primeiro protótipo da FEI

Em agosto de 1968, um clima de mistério tomou conta das redondezas do galpão da faculdade de Engenharia Mecânica. Tudo estava escondido atrás de tapumes, para que ninguém mais soubesse o que estava sendo construído lá dentro. Alunos entravam e saíam do galpão, despertando a curiosidade dos demais estudantes, mas nada era comentado. Naquele local ficava o Departamento de Estudos e Pesquisas de Veículos (DEPV), coordenado por Rigoberto Soler, professor de Carroceria do então curso de Engenharia Operacional na modalidade Mecânica Automobilística.

O resultado de tanto sigilo foi o que se considerou na época o carro do futuro: o FEI X-1, um veículo anfíbio de propulsão aerodinâmica para andar sobre rodas e sobre colchão de ar. Ele foi projetado e construído por Soler e os alunos que se dispuseram a passar os próximos 60 dias totalmente envolvidos com o veículo, que seria apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo.

O desafio era grande, pois o projeto disputaria a atenção do público e imprensa com os lançamentos das montadoras, que estavam se preparando há muito mais tempo para o evento. No entanto, os alunos da FEI não se intimidaram e lançaram-se ao trabalho, que ficou pronto antes do prazo estimado.

No chão e na água

O FEI X-1, primeiro protótipo saído do DEPV, era construído em madeira e pesava apenas 380 kg. Seu aspecto futurista vinha das linhas aerodinâmicas da carroceria, além da hélice e o leme colocados na traseira. Ele tinha rodas traseiras de Gordini e duas gêmeas de Kart na dianteira. A partir de determinada velocidade (60 km/h) a dianteira se levantava e o FEI X-1 passava a usar um colchão de ar, impulsionado pela hélice.

Seu motor era de Gordini e a transmissão tinha apenas duas marchas: uma para frente e outra à ré. Uma das grandes novidades do veículo estava na direção – em vez de um volante, o piloto o dirigia com um manche, como num avião. O FEI X-1 foi projetado também para andar sobre a água, em uma velocidade de 20 km/h. Na terra podia atingir 150 km/h, quando apoiado nas rodas traseiras. Embora fosse um protótipo, nenhum detalhe de acabamento foi esquecido. Com espaço para duas pessoas, tinha bancos reclináveis, com um painel que exibia seis mostradores redondos, colocados verticalmente no centro.

Como sempre aconteceria a partir de então, e numa prova da inesgotável criatividade daquela equipe, o protótipo foi construído com o material disponível na faculdade. Sua construção em menos de dois meses também era o prenúncio de outra “tradição” que tomaria conta do DEPV: as longas jornadas, nas quais os alunos, técnicos e engenheiros comandados pelo mestre Soler – como se referiam a ele – viveriam para os projetos.

Sucesso no Salão do Automóvel

Tanto trabalho valeu a pena: eles responderam ao desafio de desenvolver e apresentar o projeto em tempo recorde. A ideia era fazer o FEI X-1 chegar rodando ao Salão do Automóvel, e foi o que aconteceu. O protótipo foi pilotado pelo professor Soler, que o levou de São Bernardo do Campo para o Pavilhão da Bienal, no Parque do Ibirapuera, onde se realizava o Salão. Seria uma viagem inesquecível para todos.

A visão de um veículo que era um misto de carro, barco e avião chamou muito a atenção das pessoas. Um fato curioso ocorreu na saída da FEI, quando o cabo de acelerador quebrou, forçando o protótipo a parar. Um morador da região, a cavalo, perguntou assustado se Soler não tinha se machucado com a queda do “avião”. Essa passagem entrou para a coleção de histórias da Automobilística.


Alguns carros fizeram a escolta do FEI X-1, inclusive um carro da Polícia Rodoviária, até o Salão, aonde o protótipo chegou rodando sem problemas, a não ser pela atenção que chamava em todas as ruas por onde passou. Mas a maior surpresa foi quando o então prefeito de São Paulo, o brigadeiro Faria Lima, perguntou se ele poderia dirigir o veículo. O prefeito, que era piloto de avião, deu uma volta no FEI X-1 e ficou bastante satisfeito com seu desempenho, embora fosse apenas uma demonstração do protótipo.

Ao se abrirem as portas do Salão do Automóvel de 1968, o protótipo da FEI fez bonito: considerado o veículo mais revolucionário daquela edição do evento, atraiu a atenção do grande público e da mídia especializada o tempo todo.

Marca genética

O desenho criado por Rigoberto Soler foi um prenúncio dos próximos projetos que sairiam do DEPV, como o FEI X-2, o FEI X-3 e o TALAV. Ele já trazia em si a marca genética dos veículos produzidos no departamento: a preocupação com a aerodinâmica, o cuidado com os “sagrados cânones”, como Soler chamava as leis da Mecânica e as da Segurança, pois de nada adiantava um projeto visionário, futurista, se ele não respeitasse essas leis.

Pensando nisso, o grupo do DEPV – que passou por diversas mudanças na equipe com o passar do tempo, mas sempre mantendo o mesmo espírito inovador e empreendedor do início – partiu para novos projetos, como o FEI X-2, o FEI X-3 e o TALAV. Todos esses projetos tinham um “ancestral” em comum: o FEI X-1.

18 dez

31ª Expo MecPlena da FEI apresenta projetos de Formandos da Engenharia Mecânica Plena

Formandos do curso de Engenharia Mecânica Plena da FEI se reuniram na noite da última sexta, 14 de Dezembro, para apresentar os projetos de formatura durante a 31ª Expo MecPlena. Ideias criativas, inovadoras e promissoras puderam ser conferidas nos 12 projetos expostos no ginásio do Centro Universitário da FEI.

Um dos projetos que ganhou destaque durante a Expo MecPlena foi o Hydro Lifter, uma plataforma feita de aço inoxidável para cadeirantes que, ao ser acionada por uma alavanca, se deslocará até 1,5 metro de profundidade na piscina. O projeto foi desenvolvido pensando na acessibilidade para auxiliar àqueles com mobilidade reduzida no acesso à piscina.

Antes mesmo de expor o trabalho na Instituição, o Hydro Lifter repercutiu em diversos veículos de comunicação, como O Jornal.net, Maxpress e também no renomado portal Instituto de Engenharia.

Um dos diferenciais do projeto é o baixo custo. Outros equipamentos já existentes no mercado chegam a custar até R$10 mil e são hidráulicos ou mecânicos, enquanto o Hydro Lifter custaria cerca de R$ 5 mil, trazendo como vantagem a plataforma mecânica, que deixa o valor mais em conta.

Projeto Hydro Lifter facilita acesso de cadeirantes à piscina

Durante a exposição, os projetos foram avaliados por um júri técnico de acordo com os seguintes quesitos:

• Avaliação técnica e funcional – Viabilidade técnica e construtiva, forma e princípio de funcionamento.

• Projeto do conjunto – Análise de conjunto, layout, interação entre componentes e ergonomia (quando aplicáveis).

• Detalhamento – Cálculo, métodos de projeto, dimensionamento e especificações.

• Benefícios – Vantagem diferenciada, estudo de impacto ambiental e descarte.

• Apresentação – Clareza na definição de objetivos e na apresentação dos projetos, organização.

Os vencedores da noite foram:

1º Lugar: Bio Energia

O projeto visa o desenvolvimento da engenharia básica de um reator de biodigestão, permitindo o aproveitamento energético de resíduos orgânicos, aliado ao correto tratamento dos mesmos.

2º Lugar: Fricsolda

Equipamento de solda por fricção (ou atrito) para junção de topo de chapas de liga de alumínio de pequena espessura, baseando-se no processo Friction Stir Welding, que consiste em uma ferramenta rotativa que se desloca linearmente ao longo da junção de solda, aquecendo o metal base por atrito.

3º Lugar: MEP

A proposta do MEP (Máquina de Ensaio de Pneus) é elaborar a engenharia básica de um equipamento de ensaio, capaz de obter a resposta das forças atuantes em uma família de pneus trafegando em pisos macios.

Projetos vencedores


Infraestrutura da Instituição contribuiu para a realização dos trabalhos

Társis Tezza, um dos idealizadores do Fricsolda, conta que utilizou a estrutura da Instituição para testar a proposta: “Para validar nosso projeto fizemos diversos experimentos dentro dos laboratórios da FEI. Com certeza o mercado aceitaria este trabalho”.

Criadores do Fricsolda comemoram o sucesso do projeto

Uma das responsáveis pelo projeto Hydro Lifter, Karina Rossi Nagano, também ressalta que a Instituição auxiliou o grupo com todas as informações para que o trabalho saísse do papel: “A FEI prestou toda a orientação necessária. Os professores estavam sempre disponíveis a esclarecer qualquer dúvida, onde conseguir materiais, empresas que podiam nos ajudar, indicação de especialistas para conversarmos, além do auxílio na construção do estande”, ressaltou.

Karina ainda contou que, muitas empresas visitam a exposição para conferir o trabalho dos formandos: “Os profissionais perguntam sobre os nossos projetos, qual o diferencial e isso é muito importante, porque vemos que as empresas estão olhando o que estamos fazendo e que os alunos da FEI estão mesmo preparados para o mercado de trabalho”.

Formandos responsáveis pelo Hydro Lifter tiveram destaque na mídia pela construção do projeto

O professor e coordenador da Expo MecPlena, Arthur Tamasauskas, confirma a declaração da aluna, “As empresas esperam que o aluno tenha condições de desenvolver um projeto e a Expo MecPlena atende perfeitamente esse objetivo. É uma simulação dentro da Instituição do que pode ocorrer na empresa”, diz.

Arthur conta ainda que alguns alunos chegam até a conquistar uma oportunidade de trabalho durante a Expo MecPlena: “Quando uma empresa vê o envolvimento do aluno, abrem-se as portas do mercado para ele ”, afirma.

Professor Arthur Tamasauskas conta que Expo MecPlena abre portas para o mercado de trabalho

Segundo Tamasauskas, a FEI avalia para um futuro próximo, a possibilidade dos projetos da MecPlena se tornarem um produto vinculado à empresas que procuram o Centro Universistário da FEI durante a exposição.

02 ago

FEI está entre os 10 melhores Fórmula do mundo

Pela segunda vez, equipe de estudantes do Centro Universitário da FEI leva o Brasil a figurar entre as 10 melhores do mundo na competição de carros fórmula da SAE International. Os alunos da FEI conquistaram a 8ª colocação na classificação geral da Fórmula SAE de Lincoln, Nebraska, realizada em julho nos Estados Unidos, e contou com mais de 80 equipes do México, Estados Unidos, Japão, Canadá, Porto Rico e Brasil.

Na prova de Custo, o projeto da FEI conquistou o 2º lugar, Consumo 10º, Apresentação de Marketing, 27º, Design 7º, Aceleração 13º, Autocross 22º e Enduro 11º. “Na prova de Skid Pad, ficamos no 4º lugar. Foi um ótimo resultado e em uma das voltas viramos abaixo dos 5s”, destaca o capitão da equipe, Lucas Kira.

A equipe da FEI é formada por 18 estudantes dos cursos de Engenharia Mecânica e Elétrica. A primeira vez que uma equipe do Brasil, no caso da FEI, ficou entre as 10 melhores foi em 2009, na 10ª posição, em competição realizada em Michigan, nos Estados Unidos.

25 maio

FÓRMULA FEI PROMETE SUPERAR MARCA CONQUISTADA EM 2009

Feianos aplicam conhecimentos adquiridos no curso de engenharia e constroem um carro mais leve com tração inteligente

Protótipo de Fórmula SAE da Equipe FEI (2009)

A equipe da Fórmula FEI é pentacampeã nacional e participará da Fórmula SAE Lincoln entre os dias 20 e 23 de junho. Os estudantes da Instituição apostam na construção de um carro mais leve. Segundo o capitão da Fórmula FEI, Lucas Kira, a equipe conseguiu diminuir 10% do peso total do veículo por meio da redução de chassi.

Outro fator que auxiliou na diminuição de peso e no desempenho das curvas, foram alterações no conjunto de amortecedores e molas, que agora está posicionado na parte inferior do veículo.

O carro, movido a etanol, pesa aproximadamente 160 kg e atinge velocidade máxima de 120 km/h.  A fim de garantir o bom desempenho e enfrentar condições de perigo, como as de chuva, o veículo da FEI possui controle de tração inteligente, capaz de inspecionar o torque do motor, controlando as velocidades das quatro rodas.

Ainda não satisfeitos com as mudanças, os feianos redimensionaram o radiador do veículo para que a potência em médias e altas rotações aumentasse. De acordo com Kira, as modificações foram realizadas para que a equipe possa superar a própria marca de 10º colocado mundial, posição conquistada em Michigan, há 03 anos.

O protótipo Fórmula FEI, projetado e desenvolvido por alunos dos cursos de graduação e mestrado de Engenharia Mecânica e Elétrica, competirá com mais de 80 carros originários dos EUA, México, Japão, Canadá e Índia.

Para saber mais sobre os cursos de Engenharia Mecânica e Elétrica, ministrados no Centro Universitário da FEI (campus SBC), acesse www.fei.edu.br.

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