07 Jun

Entrevista com Rodrigo Metedieri – Vencedor do Inovathon Scania 2016

“Todo mundo tem ideias. A diferença está em quem decide concretizá-las” –  Charles Watson – Especialista em processos criativos.

Diariamente milhares de jovens universitários trabalham em ideias, conceitos e projetos inovadores em sala de aula ou laboratórios. Ideias que podem mudar o mundo e servir de inspiração para todos. Pensando nisso, a Scania promove o Inovathon Logistics Challenge, competição que busca jovens universitários para colocarem em prática suas ideias inovadoras e soluções.

Além de todo o aprendizado e contato com outros profissionais durante a competição, os vencedores do Inovathon ainda ganham uma viagem para a Suécia para conhecerem a sede global da Scania. Foi o caso do aluno de Engenharia de Produção da FEI, Rodrigo Metedieri, um dos vencedores da edição 2016, viajando então para a Europa em março de 2017.

Rodrigo 2

O Blog da FEI conversou com Rodrigo sobre como foi o desafio, suas inspirações e experiência na Suécia. Confira:

  1. Conte-nos um pouco sobre o seu projeto, vencedor da edição 2016 do Inovathon.

Como a prestação de serviços no lugar da venda de um certo produto é tendência hoje, idealizamos um novo serviço para a Scania. Que consiste no aluguel de caminhões elétricos e autônomos para frotistas, fornecendo mapeamento de toda a frota via satélite e suporte individual de drones para os caminhões. Foi pedida uma solução para daqui a 20 anos adiante, então pensamos que o aluguel e o mapeamento podem ser efetuados ainda com os caminhões à combustão, e a introdução dos veículos elétricos e autônomos seria feita no decorrer dessa revolução que está ocorrendo gradativamente dentro do nosso contexto histórico. Para os veículos mais rodados, pensamos numa logística reversa, com venda em mercados secundários; assim minimizaríamos as perdas da companhia. Acredito que essa possibilidade de implementação imediata tenha sido uma das vantagens da nossa equipe para levar o prêmio.

  1. Conte um pouco sobre como foi a sua viagem, principalmente a visita à fábrica da Scania.

Estocolmo 1

Chegamos a Estocolmo e fomos ao Icebar, encerrando a noite comendo num dos restaurantes do chef Jamie Oliver. No dia seguinte bem cedo, nos deslocamos de trem até Södertälje, cidade onde está localizada a matriz da Scania. Lá tivemos a oportunidade de conhecer o museu da companhia, que também inclui um espaço para sua visão de futuro. Curiosamente tal visão se assemelha em muitos fatores à proposta que criamos no desafio. Neste mesmo dia tivemos uma reunião com Christopher Podgorski, Vice-presidente da companhia na Suécia que, apesar do nome, é brasileiro. Então tivemos uma visita guiada pela fábrica de chassis e a área de outbound, tudo em inglês (a experiência foi muito boa para praticar o idioma, já que todo mundo lá fala inglês fluentemente).

Museu Scania

Rodrigo Metedieri, no meio, junto de sua equipe visitando o museu da Scania, na Suécia.

Pela noite jantamos num bar viking num bairro histórico da cidade. Voltando ao hotel, ficamos sabendo que nos levariam para Paris como uma surpresa a mais.

Na manhã seguinte, voltamos cedo para Södertälje, agora ao Demo Center para pilotarmos a nova geração de caminhões e também ônibus. Depois conhecemos a Control Tower, onde é mapeada e desenvolvida toda a estratégia de operação logística da companhia em território europeu. Conhecemos o museu Vasa que possui um navio do século XVII “desnaufragado” e, à noite, jantamos com Fábio Castello, brasileiro (FEIANO) vice-presidente de logística da Scania.

Screenshot_2

Rodrigo e equipe em Södertälje, na Suécia.

Agora era hora de partirmos para a França. De madrugada fomos ao aeroporto para que já cedo pudéssemos começar a aproveitar o dia. O primeiro programa foi visitar um cliente da Scania, a Staff, principal companhia responsável por transportes refrigerados na área metropolitana de Paris. Tivemos o prazer de nos reunirmos com o presidente da empresa e seus dois filhos, também executivos.

De parte técnica já estava de bom tamanho. Daí em diante conhecemos pontos turísticos de Paris como o museu do Louvre, o Arco do Triunfo, a Torre Eiffel, catedral de Notre Dame…e utilizamos o tempo restante para comer e admirar o que a cidade oferece de melhor.

Estocolmo 2

  1. Qual a importância que essa experiência trouxe para sua vida? Seja acadêmica ou profissional?

O Inovathon foi importante para clarear que cada vez mais empresas buscam estreitar o contato com a universidade, e o quanto valorizam estudantes de perfil motivado e inovador. Percebi que dentro das empresas também há muito espaço para se empreender, mais ainda, há a necessidade de que isso ocorra para que se atinjam diferenciais competitivos, tanto da empresa para/com seus concorrentes, como entre os profissionais que buscam crescer dentro das corporações. Ter participado do desafio foi de enorme impulso para que eu continue buscando desenvolver um perfil empreendedor.

  1. O que você mais destacaria nessa viagem?

Foi muito interessante observar a quantidade de profissionais brasileiros que trabalham na Scania da Suécia e de toda a Europa, e principalmente notar que eles atingem cargos de liderança e são valorizados pelo nosso perfil. Às vezes nos desmotivamos pensando que temos desvantagens competitivas quanto a profissionais estrangeiros, mas há características que são exclusivas dos brasileiros e sem dúvidas são tidas como diferenciais de mercado em diversos lugares do mundo.

Screenshot_3

Se inspirou com a história do Rodrigo? Então coloque suas ideias em prática!

O Inovathon Scania 2017 está com inscrições abertas.

Para mais informações, visite a página oficial do projeto no Facebook

03 Jun

Demanda em infraestrutura e tecnologia abre perspectivas no mercado de trabalho para engenheiros

O campo da Engenharia tem se expandido para atender às necessidades do País e à modernização dos processos construtivos, de produção e planejamento, em diversas áreas da atividade econômica. Nesse cenário, o engenheiro exerce um papel de grande relevância. Segundo a Vice-Reitora de Extensão e Atividades Comunitárias do Centro Universitário da FEI, professora doutora Rivana Marino, atualmente o País carece de uma grande demanda por obras de infraestrutura. “Estamos em um momento de expansão com construções de estradas, aeroportos e redes elétricas, por exemplo; nessa demanda, o engenheiro tem espaço garantido”, afirma.

Há 13 anos na Vice-Reitoria, formada em Engenharia Química pela FEI, com Doutorado e Mestrado, e pertencente ao corpo docente da Instituição desde 1992, a Profa. Rivana acompanha de perto as mudanças na área de Engenharia e as tendências na formação acadêmica. Respaldada por essa vivência, acredita que este ano será ainda mais promissor para a carreira de Engenharia: a profissão terá um novo impulso com a demanda por profissionais para os setores de infraestrutura e tecnologia. “Para suprir essas demandas, é fundamental que o profissional esteja bem-preparado, atualizado e tenha o conhecimento necessário para propor inovações”, afirma a Vice-Reitora. “A tecnologia é feita de ciência, portanto é preciso dominá-la para produzir e ousar para o novo, ir além do conhecimento adquirido nos livros e na sala de aula”.

iStock_000010853952Medium

Capacidade para inovar é um diferencial cada vez mais requerido aos engenheiros.

O mercado é muito disputado. De acordo com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia – Confea houve um aumento em torno de 230% de profissionais registrados nos últimos 10 anos. Em 2004 estavam registrados 31.357mil profissionais e, em 2014, o número saltou para 103.340 mil em todo o País. Por outro lado, embora os dados sejam controversos, existe um consenso de que faltam engenheiros em número suficiente para atender à demanda da indústria brasileira. Segundo dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – MCTI o Brasil ainda é o que menos forma engenheiros anualmente, entre os países do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). São cerca de 30 mil ao ano. A FEI forma cerca de 220.

Para formar profissionais capacitados e com perfil adequado ao novo cenário brasileiro, a FEI oferece aos alunos a oportunidade de aplicar suas habilidades nos laboratórios em aulas práticas, o que favorece o desenvolvimento técnico e contribui para o raciocínio científico. Estimula a pesquisa e a inovação por meio de vários projetos e disciplinas.

Aos interessados em participar do processo seletivo do segundo semestre de 2015 tem até o dia 5 de junho para se inscrever nas seguintes habilitações: Mecânica, Mecânica com ênfase em Automobilística, Elétrica, Elétrica com ênfase em Eletrônica, em Computadores e em Telecomunicações; além de Engenharia Têxtil, Química, Civil, de Materiais, de Produção e de Automação e Controle. As provas serão nos dias 13 e 14 de junho. Informações e inscrições pelo site: www.fei.edu.br ou nas secretarias dos campi da Instituição.

13 Jan

O intercâmbio que se transformou em contratação profissional na Austrália

A experiência de um inter­câmbio é algo inesquecível, como já relatado outras vezes por alguns alunos da FEI neste espaço, mas para a ex-aluna de Engenharia de Produção Mireille Santos, formada em 2012, a viajem para a Aus­trália foi tão marcante que a engenheira decidiu esticar a sua permanência no outro lado do mundo por tempo indeterminado. Mireille enca­rou o desafio de procurar em outro país uma oportunidade de emprego, e na área na qual é formada.

Após um ano de estágio no Brasil, na empresa CSN, Mireille decidiu fazer um in­tercâmbio na Austrália para aperfeiçoar o inglês e, durante o período em que esteve lá, percebeu que o país sofria com a carência de engenhei­ros, então decidiu ficar e ten­tar conquistar uma oportuni­dade profissional. Mas não foi tão fácil assim conseguir a tão sonhada oportunidade, que só veio mesmo após um longo período e devido à interferência de uma pessoa muito querida por Mireille, sua mãe, que, por um acaso conhe­ceu aqui no Brasil a esposa de um ex-aluno da FEI que trabalha na Austrália e que deu a oportunidade para a ex-aluna. “Assim como a minha mãe, a FEI também foi fundamental para que eu conseguisse essa oportunidade, pois o Paulo Correia, ex-aluno da FEI que me contratou, disse que só confiava porque eu havia me formado na FEI. Ele disse: – Não te conheço, não sei quem você é, mas eu estou te contratando porque você é formada pela FEI, isso significa que você tem potencial – A credibilidade da FEI é algo que ecoa por todo o mundo e abre portas”, relatou a ex-aluna que está em uma empresa que produz plásticos.

Assim como morar em outro país, convivendo com outras culturas, língua e es­tilos, a vida profissional fora do Brasil também não é muito fácil. Segundo Mireille é preciso ter muita força de vontade e não ter medo, principalmente de expor suas ideias. “A grande diferença aqui na Austrália, em relação às empresas do Brasil, é a oportunidade que você tem em poder expor com liberdade as ideias sem ser criticada. Não importa se a sua pronúncia sai com alguns erros, ao menos você está tentando e se esfor­çando, isso é muito valorizado por todos aqui, a determina­ção”, explica Mireille.

Outra diferença que a en­genheira percebeu foi em relação aos gestores das em­presas, que procuram sempre estar mais próximos de seus colaboradores e participarem de simples atividades, como por exemplo, pegar o próprio café, tirar cópia de um docu­mento, sem que isso o des­mereça, atitudes simples que muitos gestores do Brasil não se sujeitam a fazer. “Uma vez perguntei para um dos meus gestores o porquê eles tem essa postura e ele me disse: ‘é simples, se está ai é porque alguém tem que fazer’, é uma posição que os gestores de lá têm e que não afeta em nada o respeito que todos os colaboradores têm pela hierarquia”, comentou Mireille.

Troca de experiências
Recentemente a ex-aluna visitou o campus de São Bernardo do Campo e compartilhou com alunos do curso de Engenharia de Produção um pouco de toda essa experiência que a engenheira tem vivido na Austrália. No bate-papo com os alunos, Mireille fez questão de reforçar a importância em se fazer estágios. Para ela, quanto mais tempo estagiar, melhor, mesmo que for por tempo determinado ou sem ser remunerado, o importante é o conhecimento e a experiência que se adquire.

Além disso, Mireille fez questão de re­forçar a importância que a FEI teve em toda essa experiência. “A FEI é uma escola que não ensina apenas a ser um profis­sional, ela te ensina a crescer como pessoa também. Eu saí daqui da FEI uma pessoa muito mais forte, mais preparada e pronta para construir tudo o que eu consegui até agora. O nome dessa Instituição está me levando onde eu estou hoje e sei que me levará para mais longe ainda”, disse Mireille.

_____________

Matéria publicada no jornal Circuito FEI – Nº14 (pág 13)

07 Nov

Marketing de Resultados

Desde que entrou no Centro Universitário da FEI para cursar Engenharia de Produção, aos 18 anos de idade, Daniela Tavares já tinha como meta conseguir uma formação abrangente e que propiciasse visão ampla, embora com conhecimento específico que fizesse a diferença no mercado de trabalho. Na época, a jovem era bailarina e jogava handebol, mas, sempre que tinha um tempo livre viajava para aprender idiomas e participava de alguns estágios. Graças a essa dedicação, logo que se formou passou por diferentes empresas e cargos até assumir, no começo deste ano, a diretoria de Marketing da área de tintas decorativas da Suvinil, uma das empresas da multinacional alemã BASF. Aos 37 anos de idade, Daniela Tavares é responsável por todas as áreas e projetos de marketing da marca, que incluem produto, trade, estratégia, inovação e comunicação. A engenheira começou sua carreira na BASF em novembro de 2006, onde atuou na área de consultoria estratégica para desenvolvimento de mercado e inovação. Depois, passou pelo processo de integração da CIBA e foi gerente de negócios em EM (Care Chemicals) para produtos de higiene, beauty care solutions e global key accounts. Além disso, foi gerente de Planejamento Estratégico e Informação para tintas decorativas (ECD) e repintura (ECR), quando liderou as áreas de SAC, análise de performance e sistemas de informação de mercado. “Atuar na divisão de tintas decorativas é um novo desafio e certamente acrescentará muito à minha trajetória profissional”, afirma. Daniela Tavares conta que sempre quis trabalhar em empresas com equipes grandes e complexas, e também em áreas próximas ao mercado consumidor, embora use os conhecimentos da Engenharia no dia a dia, especialmente a visão sistêmica e a capacidade de levar em consideração o setor de produção. “Nunca tomo uma decisão de mercado ou comercial sem levar a fábrica ou a logística em consideração”, assegura. Durante a carreira, a executiva também atuou em empresas como Amcham, Coca-Cola/Panamco e Rhodia. Além disso, trabalhou na FIFA durante a Copa das Confederações e na Copa do Mundo de 2006, ambas na Alemanha. “Na mesma época, participei de uma experiência enriquecedora na ONG Kieler Tafel”, complementa. A executiva, que gosta de desafios e da complexidade do trabalho em equipe pela busca de resultados, pretende seguir atuando em diversos negócios na carreira. Para isso, aproveita os ensinamentos que adquiriu na FEI, no MBA em Marketing Estratégico e na especialização na Center of Creative Leadership, em Bruxelas. “Sempre busquei fazer o que gosto e, em todas as funções, me dediquei a aprender e entregar o melhor. Por isso, em minha trajetória sempre procurei me aproximar das pessoas e buscar resultados através da contribuição de cada um”, acrescenta, ao adiantar que, para o futuro, pretende estar à frente de mais negócios na BASF.

_____________

Saiba mais sobre o curso de Engenharia de Produção e se inscreva no Vestibular 2014! Clique aqui!

_____________

Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº16 (pág 20)

07 Aug

O melhor entre os melhores

Entre sete mil inscritos para o processo seletivo de trainees da empresa de consultoria KPMG, o aluno do 12° ciclo de Engenharia de Produção do Centro Universitário da FEI, Luiz Constâncio, destacou-se entre os melhores classificados na etapa final do processo. Integrando um time de quatro trainees, o aluno venceu a seletiva nacional da competição de cases promovida pela empresa e, com isso, ganhou o direito de disputar a etapa internacional. A etapa nacional consistiu na análise de cases reais do mercado e, durante um período de três horas, era preciso identificar os problemas, analisar os riscos, propor e implementar soluções para uma banca de jurados formada por sócios da empresa.

“Foi uma competição que exigiu uma linha de raciocínio rápido e o conteúdo visto na FEI ajudou a criar as soluções”, explica o estudante que, após vencer a fase nacional, foi efetivado na empresa. Na fase internacional, os finalistas, de 23 países, receberam o desafio de desenvolver soluções para situações reais de negócios. Além de ter novos cases para serem solucionados, a meta de Luiz Constâncio era estar entre as melhores equipes do mundo. A 10ª edição da International Case Competition (KICC), realizada em Madri, na Espanha, atraiu mais de 15 mil estudantes, de aproximadamente 400 universidades.

O aluno ressalta que, apesar de a equipe brasileira não ter ganhado a final em Madri, foi uma grande oportunidade de iniciar a carreira. “É muito gratificante receber o reconhecimento de uma das maiores organizações de auditoria e assessoria do mundo”, enfatiza o jovem, para quem o conteúdo do curso de Engenharia de Produção da FEI é uma bagagem de conhecimento utilizada diariamente na carreira. Esta é a segunda vez que um aluno da FEI participa do KICC e vence a etapa nacional. Em 2012, a ex-aluna de Engenharia de Produção, Larriane Moreira Lopes, participou da competição e foi para Hong Kong representar o Brasil.

Segundo o coordenador do curso de Engenharia de Produção da FEI, professor doutor Alexandre Massote, estes prêmios refletem a qualidade dos alunos do Centro Universitário da FEI, cujo perfil condiz com as expectativas de empresas de ponta como a KPMG. Para a coordenadora de Recursos Humanos da KPMG, Ana Carolina Coelho, os estudantes da Instituição se destacam por três vertentes importantes. “Por serem jovens, apresentam uma visão sistemática do mercado e conseguem abordar outros temas e debates”. Além disso, vêm preparados tanto de forma técnica como comportamental, sabem lidar com a competitividade, conseguem trabalhar sob pressão e com prazo curto, ações que fazem parte do nosso processo seletivo. E, por último, possuem raciocínio lógico rápido, o que se torna um grande diferencial. Acredito que isso é devido à grade curricular da Instituição, que prepara o aluno para atuar para muito além do que lhe é proposto. “Com isso, enquanto muitos acessam o Google, os alunos da FEI pensam e agem”, resume.

Curta nossa página no Facebook

Twitter