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Como as expedições lunares contribuíram para a ciência moderna?

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49 anos após a primeira viagem do homem à Lua, tecnologias espaciais são adaptadas para uso na Terra

Por Prof. Dr. Roberto Baginski, Chefe do Departamento de Física do Centro Universitário FEI

No dia 20 de julho de 1969, o astronauta Neil Armstrong entrou para história ao se tornar o primeiro homem a pisar em solo lunar, dando um “gigantesco salto para a humanidade”.

A alunissagem da missão tripulada Apollo 11 projetou a imagem de que tudo era possível em um mundo que se tornava tecnologicamente avançado. Além disso, a corrida espacial se processava no contexto da Guerra Fria, e a viagem à Lua representava a vitória do capitalismo sobre o comunismo soviético. Porém, do ponto de vista científico, se o dinheiro e os esforços investidos na missão tivessem sido direcionados para sondas automatizadas, teríamos obtido muito mais conhecimento sobre o nosso satélite natural do que o obtido pelas pequenas quantidades de rochas trazidas pelos astronautas. Mas é muito provável que um programa para exploração do espaço exclusivamente por meios não tripulados não conseguisse grande apoio popular, muito menos um financiamento.

Nos três anos seguintes após o inédito feito, mais dez pessoas, em cinco missões diferentes, tiveram a oportunidade de visitar a Lua, até que o interesse do público rapidamente diminuiu e, com isso, o orçamento do governo americano dedicado à NASA (sigla em inglês de National Aeronautics and Space Administration – Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço) também foi reduzido, inviabilizando a continuação do programa de missões espaciais tripuladas e acarretando na priorização de programas de exploração e ocupação orbitais, como os ônibus espaciais e as estações espaciais Skylab e ISS (Estação Espacial Internacional).

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 Como a Estação Espacial Internacional contribui para a ciência?

A Estação Espacial Internacional (ISS) oferece um ambiente único de microgravidade, permitindo a melhoria da qualidade de experimentos que envolvem cristalização de proteínas, crescimento de células e tecidos, reações químicas ou processos bioquímicos. Um exemplo disso é o experimento MEK (Efeito da Microgravidade na Cinética das Enzimas Lipase e Invertase), realizado pela FEI em 2006 a bordo da ISS.

Além disso, a ISS proporciona condições ideais para experimentos sobre a capacidade de adaptação humana ao espaço. Estes experimentos, que analisam as mudanças fisiológicas em nossos corpos submetidos à microgravidade e a um ambiente com mais radiação espacial do que o encontrado na superfície da Terra, também estuda o ecossistema que seria necessário para uma viagem espacial de longa duração.

Em uma viagem espacial curta, é possível embarcar todos os alimentos necessários, mas em uma missão longa, seria necessário realizar agricultura a bordo da espaçonave e, portanto, é preciso saber como plantas e outros organismos se desenvolvem neste tipo de ambiente e quais medidas devem ser tomadas para garantir as condições de saúde da tripulação.

Tecnologias espaciais são adaptadas para uso na Terra

Há um fluxo constante de tecnologias espaciais na Terra. Por exemplo, as técnicas que permitem a operação de braços robóticos no espaço (os mais conhecidos são os braços robóticos do deck de cargas dos ônibus espaciais) são as mesmas que permitiram que robôs fossem utilizados na realização de cirurgias. Algumas invenções possuem conexão mais evidente com o espaço, como sistemas de localização e de navegação (GPS), mas há também tecnologias mais surpreendentes, usadas para detecção e combate a incêndios ou para tratamento de águas servidas e outros resíduos; estas tecnologias foram testadas na ISS nos últimos dez anos e podem encontrar uso na Terra em breve.

Devemos nos preparar para viver em outro planeta?

A exploração espacial nos ensinou que a Terra é pequena, frágil e muito distante de qualquer outro possível habitat, por isso, estamos muito longe de ter chances reais de iniciar a colonização de outro planeta. Ao contrário das grandes navegações europeias do século XV, em que as naves podiam percorrer oceanos desconhecidos, mas que ainda pertenciam a um ambiente propício à vida, precisaríamos criar todo um ecossistema autossuficiente em outro planeta ou até mesmo dentro da espaçonave, se o local a ser colonizado fosse exterior ao Sistema Solar. Neste caso, apenas a viagem poderia demorar centenas de gerações.

Portanto, em vez de empregar recursos, esforços e talentos para encontrar meios de sair da Terra e destruir algum outro planeta, deveríamos utilizá-los para reduzir o dano que causamos ao nosso lar, garantindo que a vida na Terra seja possível a longo prazo.

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E você sabia? Em 20 de julho de 1969, em decorrência da ida do homem à Lua, criou-se o Dia do Amigo, que explicamos neste post aqui.

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Dia do Amigo: você sabe a origem desta data?

Dia do Amigo Linkedin

Todo ano, em 20 de julho, inúmeras mensagens celebrando o Dia do Amigo tomam conta do nosso círculo social, seja na faculdade, no trabalho ou até mesmo em casa. Nas redes sociais, usuários entram no clima da comemoração e não faltam memes, vídeos, homenagens bonitas – às vezes, irônicas e com sátiras saudáveis, mas ainda assim, homenagens e uma série de expressões midiáticas que dominam a língua dos usuários na Internet.

Mas em meio à todas essas saudações divertidas, você alguma vez já se perguntou: qual a origem desta data? Por que 20 de julho é considerado o Dia do Amigo? O Blog da FEI, então, responde!

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Por muito tempo, iniciativas distintas espalhadas pelo mundo sugeriram uma data para celebrar o Dia do Amigo. No entanto, nenhuma delas foi oficialmente adotada como cultura. Nos Estados Unidos e em parte da Ásia, por exemplo, a data chegou a ser comemorada no 1º domingo de agosto.

Em 20 de julho de 1969, o mundo presenciava o famoso feito do astronauta Neil Armstrong, primeiro homem a andar na lua, como um “gigante salto para a humanidade”. Diante da ocasião, um médico argentino chamado Enrique Ernesto Febbraro resolveu enviar cerca de 4 mil cartas para diversos países, de diversos idiomas, com o intuito de instituir o Dia do Amigo. Segundo Enrique, o feito de ir até à lua demonstra que se o homem se unir aos seus semelhantes, não há objetivos impossíveis.

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Após 10 anos de muita insistência por parte de Febbraro, em 1979, a Argentina decretou oficialmente o Dia do Amigo, sendo este em 20 de julho. De lá, a data e a cultura foram se espalhando pelo mundo todo.

Outras comemorações: em 27 de abril de 2011, durante a 65ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, o tratamento da “Cultura de Paz” reconheceu “a pertinência e a importância da amizade como sentimento nobre e valioso na vida dos seres humanos de todo o mundo“. Assim sendo, decidiram designar o dia 30 de julho como o “Dia Internacional da Amizade”. A proposta foi apresentada ao lado de 43 países (incluindo o Brasil) e todos concordaram com a iniciativa.

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No Brasil, é comum encontrar comemorações do Dia do Amigo no dia 18 de abril, porém, grande parte do País vem adotando 20 de julho como a data oficial.

Mas claro, datas e histórias à parte, o mais importante é celebrar e valorizar as amizades que conquistamos no dia a dia. Elas são como pontes que sustentam nossa vida e nos motivam a seguir em frente. A vida universitária é fonte de grandes amizades!

Feliz Dia do Amigo!

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