09 mar

Impactos da Digitalização e Indústria 4.0

IPEI in Foco

Com o propósito de manter os alunos do Centro Universitário FEI alinhados às demandas e megatendências do mercado, mais uma edição do IPEI in Foco, ciclo de palestras sobre inovação, foi realizado na última quarta-feira, 7 de março.

Na ocasião, dois grandes líderes da Atlas Schindler, formados em Engenharia pela FEI, conduziram uma palestra sobre os Impactos da Digitalização nos processos e na vida de um Engenheiro. Na verdade, mais que o título, sabe-se que a Digitalização, Internet da Coisas e Indústria 4.0, já têm transformado toda a sociedade e seus hábitos. E as mudanças vão continuar. O mundo tende a se tornar um lugar cada vez mais conectado.

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Fabio Mezzarani, Head de Operações para Américas da Schindler, comenta: “No dia a dia a gente já interage bastante através dos Smartphones e Computadores. Mas os eletrodomésticos, equipamentos industriais, elevadores e escadas rolantes, tudo isso estará conectado. Então, é um mundo totalmente integrado onde teremos mais flexibilidade e transparência nas atividades em geral”.

Conectada à esta realidade também está a formação dos alunos FEIanos, haja vista que, de acordo com a Plataforma de Inovação, um dos objetivos da Instituição é formar profissionais que serão protagonistas das mudanças do futuro. De acordo com Flávio Silva, presidente da Atlas Schindler, o estudante hoje tem que ser estudante sempre, para acompanhar e fazer parte dessas mudanças. “O estudante deve continuar nessa vertente de resiliência, de se adaptar às condições socioeconômicas que o mercado vai oferecer”, completa o executivo.

Assista no vídeo abaixo a entrevista completa feita durante o evento:

Até o próximo post 😉

07 fev

Engenharia voltada ao interesse social

Dados do Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que o Brasil possui 45,6 milhões de habitantes com pelo menos uma deficiência. Destes, aproximadamente 13,3 milhões têm dificuldades de locomoção temporárias ou permanentes, causadas por doenças, lesões medulares, acidentes, agressões ou quedas, entre outras. Além disso, não é pequeno o número de pessoas que precisam de auxílio para se movimentar devido a problemas inerentes ao processo de envelhecimento. Embora seja expressiva a parcela da população com dificuldades de locomoção, os principais equipamentos usados para ajudar na mobilidade – cadeira de rodas, muleta, bengala – não receberam, ao longo de décadas, grandes evoluções.

Preocupados em aliar a tecnologia à qualidade de vida, professores pesquisadores e alunos do Centro Universitário da FEI vêm realizando estudos com objetivo de desenvolver dispositivos que possam ajudar a melhorar a mobilidade e, ainda, evitar os problemas causados pelo uso repetitivo desses equipamentos.

Na colisão da muleta com o solo, por exemplo, o peso corporal chega a dobrar, o que pode levar o usuário a desenvolver trombose, aneurisma e paralisia por pressionamento de feixes nervosos que passam pelas axilas, especialmente quando as muletas são usadas de forma repetida. Já os cadeirantes tendem a desenvolver problemas nos ombros, porque o sistema de impulsão da cadeira faz uma sobrecarga nos braços.

O professor doutor Marko Ackermann, dos cursos de graduação e mestrado em Engenharia Mecânica da FEI, estuda as questões da locomoção humana há alguns anos e, agora, investiga métodos que possam ser aplicados na área de reabilitação. Dois dos trabalhos orientados pelo docente consistem na adição de mola a muletas convencionais para reduzir tanto os impactos transmitidos aos membros superiores quanto o gasto energético. “A mola armazena energia ao ser comprimida contra o solo e libera esta energia por meio de um impulso, o que pode diminuir o esforço do usuário na fase seguinte do movimento”, detalha.

O princípio é o mesmo usado nas próteses utilizadas por atletas paraolímpicos, quando as lâminas fazem a função da mola. Em indivíduos sem restrições, esta função é naturalmente desenvolvida pelo tendão de Aquiles, que funciona como mola que armazena a energia na fase de apoio e a libera na propulsão. A ideia das molas não é nova e há algumas pesquisas que estudam como diminuir a magnitude da força em pessoas com mobilidade reduzida. No entanto, são estudos mais subjetivos e com resultados inconclusivos. “Até onde sabemos o único trabalho abrangente desenvolvido até agora com rigor científico é o da FEI”, informa o docente.

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A matéria acima foi retirada e editada da Revista Domínio FEI, destinada aos ex-alunos. Caso seja ex-aluno e queira receber as edições na sua casa, envie um e-mail para: redacao@fei.edu.br ou acesse as edições anteriores no site da FEI: http://portal.fei.edu.br/pt-BR/noticias/PublicacoesInstitucionais/Paginas/RevistaDominioFEI.aspx

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