17 jul

O LinkedIn e o mercado de trabalho

Para ter uma carreira profissional de sucesso, é necessário dar atenção a uma palavra, que muitas vezes passa despercebida, mesmo sendo tão importante quanto técnica, estudos e dedicação: networking.

Ter uma rede de contatos profissionais bem estruturada é uma das formas mais efetivas de garantir que as boas oportunidades de carreira estarão sempre disponíveis. Cercar-se de pessoas habilidosas, influentes ou bem-sucedidas pode facilitar saltos na carreira e abrir muitas portas.

Com a internet, ficou muito mais fácil criar e alimentar uma rede de contatos que podem ser impulsionadores profissionais. E a melhor ferramenta para esta tarefa tem nome: LinkedIn. O LinkedIn é uma rede social que, diferentemente das mais populares, como Facebook ou Twitter, não foca na vida pessoal de seus usuários, e sim na vida profissional.

Servindo como uma espécie de “diretório virtual de profissionais”, o LinkedIn permite que você crie um perfil na rede, que funcionará ao mesmo tempo como cartão de visitas e currículo digital. Neste perfil, você acrescenta informações como experiências profissionais, projetos que participou e também sua formação acadêmica. A partir daí você começa a adicionar outros usuários como contatos: colegas e ex-colegas de curso ou trabalho, parceiros profissionais, clientes, fornecedores, etc.

As empresas também estão presentes no LinkedIn, divulgando notícias e, principalmente, vagas disponíveis. É possível seguir essas empresas para ficar por dentro das novidades. As universidades também possuem páginas especiais, onde estão reunidos alunos, ex-alunos e admiradores, como uma grande comunidade on-line. Se você ainda não está seguindo a FEI, acesse agora nossa University Page no LinkedIn e conecte-se! www.fei.edu.br/linkedin

Para turbinar seu perfil no LinkedIn, veja as dicas abaixo:

1 – Tenha uma boa foto
Essa é uma das dicas mais importantes. Segundo o próprio LinkedIn, perfis com fotos têm em média 11 vezes mais chances de serem abertos do que perfis sem fotos. Portanto, vale a pena perder alguns minutos escolhendo sua melhor foto. Claro, não vale aquela foto de você de bermuda e sem camisa na praia, já que essa é uma rede para profissionais, mas isso não quer dizer que você precisa estar de terno e gravata. Apenas escolha uma boa foto apresentável.

2 – Invista em um bom resumo
O seu resumo é a primeira coisa que alguém vai ler em seu perfil, e a primeira impressão é a que conta. Portanto, gaste um tempo montando um bom resumo. Você tem poucos segundos para cativar e prender a atenção de quem lê seu perfil, portanto seja breve e tente mostrar em poucas linhas quem você é e o que você faz.

3 – Foque em seus resultados
Ao descrever suas experiências de trabalho, foque principalmente nos seus resultados, e não apenas nas funções desenvolvidas naquele cargo. Utilize frases claras e sucintas, sem enrolar demais.

4 – Adicione competências
Uma das coisas mais importantes é conseguir ser encontrado pela busca do LinkedIn. Por isso, use o máximo possível de palavras-chave sobre sua atividade profissional, como TI, marketing, saúde, etc. Peça para seus contatos, principalmente colegas e ex-colegas de trabalho, te recomendarem para essas competências.

5 – Deixe seu perfil o mais completo possível
Quanto mais completo seu perfil, mais fácil será achá-lo. E depois de achá-lo, mais fácil será para a pessoa que o visualiza saber quem é você e o que você faz. Por mais chato que pareça, siga os passos que o próprio LinkedIn recomenda para preencher seu perfil com as melhores informações, mas sem ficar enrolando ou inventando coisas.

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Fonte das dicas: http://bit.ly/1jCNq6O

02 jul

Indústria contrata cada vez mais profissionais pesquisadores

O Brasil passou por muitas décadas de mercado protegido e reduzida concorrência, o que fez com que a busca por excelência e competitividade nas soluções de engenharia não fosse prioridade. Este cenário fez com que as atividades de pesquisa e a formação nos níveis de mestrado e doutorado fossem indevidamente vistas como porta de entrada exclusiva para a academia e atuação docente, diferentemente do que já ocorria nos países desenvolvidos. Mas o cenário mudou drasticamente nas últimas duas décadas.

Além da docência nas Instituições de Ensino Superior e atuação em centros de pesquisa públicos e privados, as empresas de médio e grande porte já preferem mestres e doutores nos seus Centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no país, em especial nos setores aeroespacial, de óleo e gás, metalurgia, saúde, farmacêutico e também automotivo.

Segundo o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da FEI, Gustavo Donato, esta percepção tem ampliado muito as possibilidades de carreira e destacado os alunos que se envolvem em pesquisa desde a graduação (por exemplo, nos programas de iniciação científica) até a pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado); e a explicação é simples: “Durante os projetos de pesquisa estes profissionais são expostos a desafios expressivos e multidisciplinares, que só podem ser resolvidos com suporte nos fundamentos, pesquisa bibliográfica, flexibilidade intelectual, senso crítico e uma metodologia estruturada de solução de problemas”, explica o professor que também coordena o programa de iniciação científica da FEI.

No exterior, a maioria dos mestres e doutores está inserida nos centros de pesquisa das indústrias e uma minoria nas universidades formando novos profissionais de alto nível. Além disso, os desenvolvimentos de ponta são usualmente baseados no binômio Universidade-Empresa e muitos dos centros de pesquisa que ficam dentro das instituições de ensino e pesquisa são patrocinados pelas corporações.

Já no Brasil, existe grande concentração dos mestres e doutores na academia, pois estes eram vistos pelas indústrias centralmente como educadores. Mas felizmente o cenário vem mudando; as empresas notaram que somente manufaturar produtos no Brasil agrega pouco valor e não traz competitividade. “Neste cenário, as empresas passaram a ver o profissional/pesquisador como um ativo valioso e passaram a valorizar o seu comportamento curioso, flexível, analítico e inovador. Isto, combinado com a pró-atividade de cada indivíduo (atitude), pode fazer deste profissional verdadeira referência dentro dos setores nos quais atua. O foco não está mais somente no título (engenheiro, mestre, etc.), mas principalmente no que o indivíduo é capaz de desenvolver e inovar com base em seus conhecimentos, métodos e competências de alto nível”, explica o professor.

 

Pesquisador desde a graduação

 

Um bom exemplo desse novo perfil de profissional é o ex-aluno da FEI, Francisco Ferreira, graduado em Engenharia Elétrica com ênfase em computadores e Mestre em Engenharia Elétrica na área de dispositivos eletrônicos integrados, também pela FEI. Ainda na graduação, Francisco fez iniciação científica e assim que se formou começou o mestrado. Sua carreira profissional foi construída toda na LG, desde o estágio até hoje, como coordenador de uma área de desenvolvimento de projetos. O Engenheiro explica que embora tenha trabalhado em áreas completamente distintas na indústria, ele garante que não estaria onde está se não fosse o mestrado e o envolvimento com a pesquisa. “O mestrado me deu ferramentas para encarar melhor a indústria, saber analisar criticamente os problemas, apresentar minhas ideias, escrever relatórios, enfim, me fez um profissional melhor”, explicou Francisco.

O interesse de Francisco pela pesquisa surgiu da curiosidade em entender como as coisas funcionam. “Saber que existia um chip que fazia as contas no computador não era suficiente para mim, queria entender como um processador funcionava desde seu componente fundamental” comenta o engenheiro que acredita também que a tendência é que a indústria contrate profissionais cada vez mais especializados. “Na LG temos vários projetos com instituições de pesquisas, pois ela entende que isso é o fundamento da inovação. Em um mercado competitivo como o nosso uma empresa não sobrevive fazendo sempre a mesma coisa, precisa se reinventar, se superar, inovar, por isso a importância da pesquisa.”

A importância dos Programas de Iniciação

 

Os programas de Iniciação Científica são a porta de entrada natural dos alunos de graduação para a área de pesquisa avançada. E isso não foi diferente com o engenheiro mecânico formado pela FEI, com mestrado e doutorado em metalurgia, Rodrigo Liberto. Atualmente trabalhando na Villares Metals, na função de Gerente de Engenharia de O&G/Energia, Rodrigo conta que a Iniciação Científica foi fundamental para despertar o interesse pela pesquisa. Logo que se formou ingressou no mestrado e na sequência fez o doutorado, sempre na área de metalurgia. “Durante parte da minha jornada profissional fiz pesquisas em paralelo com outra atividade profissional que não tinha relação nenhuma com a pesquisa que estava conduzindo, pelo fato de não ter conseguido uma bolsa durante o doutorado. Pouco tempo depois, já com bolsa da CAPES, tive a oportunidade de atuar na indústria como pesquisador”, explicou o engenheiro.

Segundo Rodrigo, uma das grandes vantagens de quem escolhe a pesquisa como carreira é ter a oportunidade de estar sempre aprendendo, por ser uma profissão que sempre vai trazer desafios. “O meu conselho para quem tem vontade de ingressar na área de pesquisa é começar o quanto antes a Iniciação Científica, pois ela pode aflorar ou não o desejo de atuar como pesquisador”, aconselha o engenheiro.

Rodrigo também comenta que embora as estatísticas apontem para uma abertura da indústria em relação à contratação de pesquisadores, ainda existem poucas empresas que valorizam a pesquisa e o desenvolvimento. “O pesquisador tem plena condição de atuar em várias áreas dentro da indústria, basta a empresa dar oportunidade para estes profissionais. A nossa indústria ainda tem na cabeça que o pesquisador é uma pessoa que não vai conseguir conduzir/resolver os problemas de forma rápida e prática, o que não é verdade”, alerta Rodrigo.

A carreira acadêmica

 

A iniciação científica e o mestrado também foram incentivos para a escolha profissional da professora do Departamento de Engenharia Elétrica e ex-aluna da FEI, Michelly Souza. A professora conta que tinha necessidade de compartilhar com outras pessoas todo conhecimento que ela adquiria com suas pesquisas; foi então que percebeu que a área acadêmica seria a alternativa certa para isso. “Eu digo que a área acadêmica foi uma consequência na minha vida, mas uma boa consequência, pois eu adoro dar aula, ensinar aquilo que eu sei, sobre o que estou pesquisando, poder desenvolver esses conhecimentos em laboratório junto com os alunos, e compartilhando daquilo que eu aprendi e ainda aprendo, pois a busca pelo conhecimento é infinita”, explicou a professora, que também orienta alunos de mestrado na FEI.

A professora lembra que a pesquisa não se baseia apenas em um tema inovador a ser explorado. É um conjunto de aprendizados que envolvem desde a metodologia, escrita, formalização, dentre outros que contribuem para o desenvolvimento tanto de um aluno que está em uma iniciação científica como um profissional da indústria que realiza um mestrado, um doutorado. “Quem se envolve com a pesquisa só tem a ganhar, pois, o conhecimento que se adquire faz de você um profissional diferenciado, e o que o mercado mais procura hoje são profissionais diferenciados”, indica a professora Michelly.

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Matéria publicada no jornal Circuito FEI – Nº15 (pág 12)

13 jun

Eficiência na indústria de transformação

Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indicam que a indústria de transformação fechou 2013 com crescimento de 3,8% em relação ao ano anterior. Segundo o órgão, o faturamento das empresas aumentou, no último ano, em 17 dos 21 segmentos monitorados, com destaque para os setores de máquinas e materiais elétricos, com 17,7%, e madeira, com 12,2%. A indústria de transformação representa um quarto da economia nacional e emprega um em cada quatro trabalhadores com carteira assinada no Brasil. Consciente da importância desse mercado, a FEI mantém um curso de pós-graduação em Gestão da Manutenção e de Ativos, que visa preparar engenheiros e tecnólogos para o gerenciamento desses processos nas empresas.

A gestão da manutenção e de ativos refere-se à administração dos elementos geradores de renda nas empresas, como equipamentos, ações e pessoas, e o gerenciamento eficiente fornece informações sobre os processos produtivos a fim de melhorá-los, por meio da redução de gastos com manutenção industrial, paralisações não previstas e diagnósticos preventivos de problemas. “A gestão de ativos tornou-se uma verdadeira prioridade nas empresas”, informa o professor Milton Augusto Galvão Zen, coordenador da especialização, ao acrescentar que a recente publicação das normas da série ISO NBR 55000, em 2013, que dispõem sobre a gestão de riscos e oportunidades nas organizações, irá estimular o cuidado das companhias com seus ativos.

A área exige conhecimentos multidisciplinares e, por esse motivo, a especialização na FEI está embasada em três pilares. Em Ferramentas de Produtividade na Manutenção são apresentados conteúdos sobre Manutenção da Produtividade Total, Mudanças na Produção, Terceirização, Organização da Manutenção e Execução e Controle da Manutenção. Em Estratégias e Gestão da Manutenção os profissionais são capacitados para projetos de Planejamento Estratégico, Gestão de Energia, Gestão de Meio Ambiente, Gestão de Higiene, Segurança no Trabalho, Gestão de Ativos, Tomada de Decisão e Análise de Problemas. Em Valorização da Manutenção são aprofundados conhecimentos sobre Informática da Manutenção, Administração de Estoques de Manutenção, Administração de Recursos Humanos, Conhecimento Humano na Manutenção e Serviços de Negociação. O corpo docente é composto por profissionais com alto grau de conhecimento técnico e humanístico, com mestres e doutores, além de uma base considerada de mercado, oriunda de empresas de ponta. A especialização permite a atuação não apenas na área de Manutenção, mas também em Planejamento, Produção, Recursos Humanos e setor Financeiro.

Crescimento Profissional

Oficial da Marinha Mercante, Paulino Soares Neto sempre trabalhou na área de Manutenção em embarcações, com o gerenciamento de frotas. Com experiência de 25 anos em uma empresa de transporte de cargas, o profissional redefiniu os rumos de sua carreira após a conclusão da pós-graduação em Gestão da Manutenção e de Ativos na FEI, em 2010. “O curso agregou conhecimentos e me abriu muitas portas. Ao final, recebi uma proposta para trabalhar na Coreia do Sul. Lá, participei da construção de dois navios que, atualmente, operam na região do pré-sal”, informa. Ao retornar ao Brasil, após um ano e meio, Paulino Soares Neto continuou no setor de petróleo. Hoje, atua na divisão de óleo e gás do Grupo Schahin, na área de manutenção, com a aplicação dos conteúdos adquiridos em plataformas em alto-mar. Segundo ele, além da estrutura física, com boas instalações e recursos, a pós-graduação oferecida pela FEI destaca-se pelo corpo docente, que apresenta sólidos conhecimentos técnicos e muitas informações sobre o mercado.

O interesse em adquirir conhecimentos de novas estratégias de mercado foi o que levou Lenise Bezerra Moraes de Lima a cursar a especialização em Gestão da Manutenção e de Ativos. Graduada em Logística em 2012, a profissional trabalha na empresa Tecfil Filtros com planejamento da execução da manutenção mecânica e eletrônica e acompanhamento dos indicadores de planejamento, com o propósito de garantir a disponibilidade e a confiabilidade dos ativos instalados e a otimização dos recursos disponíveis. “Aplico muitos conceitos aprendidos em sala de aula na minha rotina de trabalho e no desenvolvimento de minhas atividades”, destaca. Cursando o terceiro módulo da pós-graduação, Lenise Moraes ressalta a qualificação e a experiência profissional do corpo docente e a oportunidade de trocar experiências com professores e colegas.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº18 (pág 38)

21 maio

Desafios da inovação digital

O Índice Global Inovação de 2013 indica que o Brasil ocupa a 64ª colocação no ranking das nações inovadoras e aponta o País como o oitavo na América Latina e no Caribe no desenvolvimento de pesquisas e tecnologias. Dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA) também indicam que organizações com lideranças tecnológicas representaram, em 2011, 43,3% do faturamento da indústria brasileira e foram 2,6 vezes mais produtivas que as demais companhias, empregando 21% de toda a mão de obra disponível no País.

Em mercados muito competitivos e com produtos e serviços semelhantes, a inovação mostra-se um recurso essencial para que as empresas possam se diferenciar dos concorrentes, conquistar consumidores, manter clientes e atender aos anseios por novos serviços. É com a preocupação de garantir inovações para o mundo digital que Wesley Nogueira Schwab, de 34 anos de idade, ocupa o cargo de gerente sênior de Inovação e Novos Produtos na Telefônica/Vivo, multinacional espanhola de telecomunicações.

O profissional é responsável pela área de Open Innovation, o olhar para a inovação digital fora do mundo Telefônica/Vivo, com a procura por parcerias, projetos e eventos. O setor compreende equipes de User Experience, Quality Assurance e programadores, que desenvolvem e testam a usabilidade de novos produtos para ambientes WEB e Mobile. Dentre os projetos criados sob coordenação do engenheiro está a parceria com a FEI para o lançamento de um Centro de Pesquisa voltado para Internet das Coisas, revolução tecnológica que representa o futuro da computação e da comunicação e cujo desenvolvimento depende da inovação técnica dinâmica em campos importantes, como os sensores wireless e a nanotecnologia.

Engenheiro eletricista graduado pelo Centro Universitário da FEI em 2003, o profissional especializado em telecomunicações exerce a função há pouco mais de um ano e meio. “A inovação no mundo digital é desafiadora, pois exige profissionais com perfis específicos, difíceis de serem encontrados, além da criação de serviços inéditos com potencial de retorno financeiro”, afirma. Wesley Schwab trabalha há 12 anos na Telefônica/Vivo e seu primeiro cargo na organização foi como estagiário de Engenharia de Redes, área em que atendia clientes de grande porte com a configuração de redes.

Efetivado na companhia enquanto ainda cursava a graduação, o engenheiro migrou em 2004 para a área de Marketing Residencial, com a criação de produtos, da concepção à finalização. “Os conhecimentos técnicos obtidos durante a faculdade ofereceram o respaldo para minha interação com outras áreas e permitiu conhecer outras perspectivas dos clientes”, acentua. Em 2010, foi promovido a gerente de Marketing para Desenvolvimento Comercial, área na qual realizava ações para os produtos da empresa por meio de canais de televendas ativo, receptivo e de crosseling.

“Conhecer os produtos da companhia, seu business intelligence e o perfil dos clientes foi essencial para desempenhar esta função”, destaca. Seu passo seguinte foi o cargo ocupado atualmente. As possibilidades de migrar de área na mesma empresa e atender a diferentes públicos dão a Wesley Schwab a sensação de ter trabalhado em diferentes companhias. Além dos conhecimentos técnicos, o profissional destaca o interesse e a motivação para a gestão de pessoas, que o levaram a cursar MBA em Gestão Empresarial na Universidade de São Paulo (USP), em 2008. Na opinião do gerente, a formação em Engenharia Elétrica foi fundamental para o seu desenvolvimento profissional. “A Engenharia mudou a minha vida, por meio de um modelo de pensar rico e rebuscado”, ressalta.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº18 (pág 19)

29 jan

Tecnologia em iluminação

O Plano Nacional de Eficácia Energética do Ministério de Minas e Energia prevê a proibição da fabricação e da importação de lâmpadas incandescentes entre 61W e 100W no Brasil após o mês de dezembro deste ano. A iniciativa tem como objetivo reduzir o consumo de energia no País em 10% até 2030. O plano também prevê que, até 2017, seja planejada a suspensão da produção, importação e comercialização de iluminação incandescente em território nacional, considerada uma das vilãs do consumo energético. A intenção é substituir integralmente essas lâmpadas por opções mais sustentáveis, como as lâmpadas de LED, que são 80% mais econômicas.

Para o engenheiro eletricista Marlon Gaspar, graduado pelo Centro Universitário da FEI em 2011, a medida é sinônimo de trabalho. O profissional, que é gerente nacional para o canal OPTO Semicondutores – Divisão de Diodos LED da Osram, multinacional alemã fabricante de lâmpadas e artigos para iluminação, é o responsável pela avaliação e pelo planejamento de estratégias de vendas em setores em que são utilizados diodos de LED para a industrialização de produtos no País, como os segmentos automotivo e de iluminação. “Um dos desafios envolvidos em meu trabalho é a apresentação das tecnologias em LED aos clientes e ao mercado, uma vez que ainda estão acostumados às soluções antigas”, destaca.

Há seis meses, o engenheiro eletricista trabalha como interface da empresa junto aos públicos de interesse, administrando a cartela de clientes em projetos e demandas. Para desempenhar a função, a formação técnica adquirida ao longo da graduação é fundamental. “A confiança transmitida pela empresa é determinante para a realização da venda e, por isso, é muito importante conhecer os produtos, como funcionam e quais são as suas tecnologias, além de compreender quais são os objetivos dos clientes. A FEI, sem dúvida, é a grande responsável pelos conhecimentos técnicos que utilizo em meu trabalho”, observa.

Marlon Gaspar ingressou na Osram há dois anos e meio como engenheiro de vendas, cuja função era prestar suporte técnico e fazer prospecção e vendas de diodos de LED. “Quero contribuir para a educação das empresas para o uso de tecnologias de LED”, enfatiza, sobre as suas perspectivas profissionais, que compreendem, ainda, a ascensão a cargos de maiores responsabilidades na organização. As experiências profissionais anteriores do engenheiro são relacionadas à área de eletrônica, ênfase de sua formação acadêmica. Antes de integrar o quadro de profissionais da Osram, Marlon Gaspar foi estagiário em Engenharia e técnico em eletrônica na SMS Tecnologia, no Departamento de Engenharia de Desenvolvimento. No entanto, a carreira do engenheiro começou quando ainda tinha 16 anos de idade e trabalhava com máquinas de automação.

Até chegar à empresa alemã, outras três vivências profissionais o prepararam para o mercado de trabalho, com a realização de atividades de vendas técnicas e a calibração eletrônica de sensores de termometria. Para o engenheiro, estar aberto a diferentes possibilidades é uma forma de conhecer oportunidades que estão além do que é planejado, e adotar comportamentos humildes ao buscar projetos e se relacionar com as pessoas também é um princípio valioso para uma carreira bem sucedida. “É importante traçar metas e comprometer-se a seguir em frente. As adversidades e os aprendizados humanísticos e sociais vivenciados durante a minha passagem pelo Centro Universitário me prepararam para ser persistente e buscar meus objetivos”, acentua.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº17 (pág 19)

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