03 Dec

Administrador de empresas com espírito empreendedor

Com apenas 29 anos de idade, o administrador de empresas Bruno Fermino Peres é exemplo de que, para ser empreendedor, não é necessário ter no currículo apenas experiência profissional, mas também a capacidade de acreditar e investir em nichos de mercado ainda não explorados. Com uma vontade insaciável de empreender, o ex-aluno do Centro Universitário da FEI, formado em 2007, é diretor administrativo financeiro de três startups que têm o faturamento multiplicado mês a mês, entre elas a empresa Coroas para Velório, e-commerce que entrega os produtos com prazo de até duas horas em todo o País. A trajetória de Bruno Peres na Administração começou antes mesmo de iniciar a graduação.

Assim que terminou o ensino médio, aos 17 anos, iniciou o curso de Ciência da Computação, no qual permaneceu apenas um ano, e logo começou a trabalhar no Unibanco como contínuo em áreas internas, fato que colaborou para a decisão de cursar Administração na FEI, em 2004. Ao iniciar o curso, o jovem percebeu como os ensinamentos da graduação poderiam colaborar, e muito, com a carreira profissional. “A primeira aula de Administração tinha como foco a importância e como criar as metas e traçar os objetivos, então, tracei dois planos para os cinco anos seguintes: tirar apenas nota acima de sete e ter um aumento no salário, ou uma promoção anual, até chegar ao cargo de gerente. E isso foi fundamental para o meu desenvolvimento”, afirma.

Com as metas planejadas e o início do curso, Bruno Peres conseguiu a primeira promoção e passou a assistente administrativo. Em pouco tempo, foi transferido para a área de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) da instituição, onde trabalhava com a parte financeira. “Mais uma vez tive a ajuda da FEI. Como meu trabalho era operacional no setor de cálculos e eu era um dos melhores alunos de Matemática Financeira, meu potencial foi reconhecido pelos superiores. Agradeço muito às aulas do professor Alberto Fossa, que é referência na área em todo o mercado”, pontua. Bruno Peres finalizou a graduação em 2007 com notas altas e com a carreira no banco conforme o planejado, mesmo com alguns obstáculos que surgiram, como o processo de adaptação que ocorreu com a fusão do Unibanco com o Itaú em 2008.

administrador bruno peresNo ano seguinte, o ex-aluno assumiu o cargo de gerente. Após um ano e meio na posição, o jovem foi convidado pelo amigo de infância Eduardo Gouveia para ser sócio no e-commerce de coroas de flores, pois o empreendedor precisava de um profissional de confiança com perfil analítico de processo e com embasamento financeiro, mas que ajudasse também na área comercial.

O administrador lembra que, com o convite, utilizou mais uma vez o que aprendeu na FEI durante as aulas de Teoria de Decisão, na qual são destacados os pontos fortes e fracos de uma situação para, então, fazer uma análise de risco. O jovem resolveu aceitar o convite e passou a fazer parte da startup em agosto de 2011.

Criações de sucesso

A empresa Coroas para Velório trabalha diretamente com um tema tabu – a morte –, mas a inovação de o consumidor comprar coroas de flores online e receber em qualquer lugar do Brasil com tempo determinado foi bem aceita e, desde a criação, em 2010, a empresa atende clientes mensalmente. Quando Bruno Peres passou a fazer parte da empresa eram comercializadas entre 250 e 300 peças por mês; hoje, a empresa vende 2,5 mil unidades mensais em todo o Brasil. Com a sociedade, o administrador passou a fazer parte também da Central da Fisioterapia, empresa de atendimento domiciliar particular na região metropolitana de São Paulo, Campinas e Santos. A empresa, desenvolvida por Eduardo Gouveia e pelo Fisioterapeuta Rodrigo Peres, irmão de Bruno Peres, nasceu em julho de 2011 e hoje totaliza 2 mil atendimentos por mês.

O sucesso da empresa de atendimento domiciliar impulsionou o ex-aluno e seu amigo de infância a criarem, em janeiro deste ano, a Central da Fonoaudiologia, também de atendimento domiciliar, que tem como sócia a fonoaudióloga Adriana Saad. O atendimento abrange a região metropolitana de São Paulo, Campinas e Santos e realiza cerca de 150 atendimentos mensais. Atualmente, as três empresas são referência e possuem escritório próprio com 35 empregados. Entretanto, a vontade de empreender continua e, em breve, chegará ao mercado o Grupo Laços Flores, que vai incorporar à Coroas para Velórios outras duas empresas: a Laços Corporativos e a Arranjos para Maternidade, que oferecem entrega de flores para empresas e hospitais, respectivamente. “No ano passado, a Coroas para Velório e a Central da Fisioterapia cresceram 150% em faturamento e já são referência no mercado. Continuo criando metas e expectativas, mas, agora, de forma muito mais agressiva. Para os próximos anos queremos consolidar os grupos das empresas e abrir novos empreendimentos, aproveitando os nichos de mercado existentes e pouco explorados”, planeja Bruno Peres.
_____________

Artigo publicado na revista Domínio FEI – Nº20 (pág 18)

28 Aug

Dicas para quem quer participar de programas de trainee!

Entrar em um programa de Trainee pode ser uma grande oportunidade de começar a carreira com o pé direito. As oportunidades, na maioria das vezes, envolve um salário muito bom para recém-formados, treinamentos extensivos em diversas áreas da empresa e até um cargo gerencial no final do processo. Por conta de todos os benefícios, os programas de Trainee são muito procurados e a seleção pode envolver muitas etapas, presenciais e virtuais.

Por isso, preparamos algumas dicas para você mandar bem nos processos:

Capriche no currículo
O seu currículo é o seu cartão de visitas no processo. Quanto mais bem preparado, maiores serão suas chances. Com o nome da FEI, você já garante ótimos pontos na questão formação superior, mas outras habilidades também são importantes e podem variar de processo para processo. Enumere as experiências profissionais, cursos, línguas faladas e até projetos universitários, quando relevantes.

Mas cuidado para não cair na armadilha de incluir informações falsas. Mentir que fala inglês fluente, por exemplo, pode ser facilmente desmentido com uma entrevista ou até telefonema, enquanto em um curso que você nunca fez pode ser cobrado o certificado de conclusão.

Intercâmbios e projetos voluntários são ótimos pontos a favor que contam, além de suas experiências profissionais, um pouco sobre sua personalidade.

Esteja preparado para testes online
A grande maioria dos processos de seleção dos programas de trainee hoje em dia começa na internet. E, em alguns casos, mais de 90% dos candidatos são eliminados nesta fase, que podem incluir testes de inglês, lógica, matemática e até games interativos que mostrarão aos recrutadores quais candidatos têm as habilidades necessárias para os cargos.

Muitas vezes, estes testes são cronometrados, portanto, estar bem preparado é muito importante para conseguir resolver todas as questões.

As dinâmicas e sua imagem pessoal
Ok, você se candidatou, foi selecionado e mandou bem nos testes on-line. Chegou a hora das etapas presenciais! Agora os recrutadores poderão conhecer você pessoalmente e é muito importante passar a imagem certa.

Antes de tudo, certifique-se de conhecer tudo o que puder sobre a empresa em questão: sua história, valores, missão, mercado… toda informação é válida e pode ser utilizada em algum momento e os recrutadores estão atentos aos detalhes, que podem fazer a diferença.

Muito cuidado também com a aparência e postura. Mesmo as pessoas mais inteligentes podem passar uma imagem ruim em um processo seletivo, se não estiverem vestidas adequadamente. O ideal aqui é o bom senso: cada empresa tem uma característica e exige um dress code. Saiba escolher com cuidado.

Mas estar bem vestido não é o suficiente quando a postura e linguagem corporal não ajudam. Tome cuidado para não sentar de forma largada, dispense balas e chicletes e evite utilizar muitas gírias. Lembre-se, a primeira impressão é a que fica!

As dinâmicas servem para evidenciar nos candidatos algumas características, principalmente no que diz respeito ao trabalho em equipe: quem são os com perfil de liderança, os tímidos, os que não se dão tão bem trabalhando em grupo e até os que se “apoiam” no trabalho dos outros. Nesta fase, é importante saber demonstrar seu ponto de vista, sem tentar prejudicar os outros e trabalhando pela melhor performance do grupo.

As entrevistas individuais
Geralmente, as últimas fases dos seletivos são de entrevistas individuais, que podem ser com o setor de recursos humanos, com os gestores diretos e até com a direção da área pretendida. Em alguns casos, todas essas entrevistas podem acontecer! As dicas acima, de postura, vestimenta e imagem pessoal continuam válidas. E as entrevistas individuais são o momento ideal de você transmitir as qualidades que podem passar desapercebidas nos momentos da dinâmica. Principalmente quando envolverem os gestores da área pretendida procure mostrar que possui conhecimentos técnicos teóricos e práticos, e saiba evidenciar de forma positiva seus pontos fortes e também os fracos. O objetivo dos programas de trainee não é contratar um profissional super experiente e sim alguém com potencial que, após um intenso treinamento, possa ajudar no crescimento da empresa. Procure sempre falar com segurança e firmeza, utilizando dados numéricos e exemplos práticos, características que agradam os recrutadores.

Agora é só começar a se candidatar aos processos! Lembre-se das dicas e procure sempre dar o seu melhor, mas com sinceridade e transparência.

Boa sorte! 🙂

22 Jul

Juventude e maturidade

O Raccortubi Group é uma holding italiana com 60 anos de história, que fatura 60 milhões de euros por ano e está entre os líderes mundiais na fabricação e comercialização de conexões em aço inoxidável e ligas especiais utilizadas em aplicações em que altas resistências à temperatura, corrosão e pressão são necessárias, como plataformas de petróleo, refinarias, usinas de etanol, papel e celulose, entre outros. Ao decidir ampliar os negócios para fora da Itália, a empresa selecionou três países para instalar filiais e um deles é o Brasil. Para implantar o negócio no País, que deverá começar a operar em meados deste ano, a Raccortubi escolheu um engenheiro de Materiais de apenas 30 anos de idade, mas com grande vivência internacional.

Formado pela FEI em 2008, Pietro Federico Netto alia a ousadia da juventude a uma larga experiência de trabalho, inclusive no mercado internacional. Sua carreira começou ainda durante a faculdade, quando fez o primeiro estágio na planta de Cubatão da antiga Cosipa – hoje Usiminas – no segundo ano do curso. “Foi a partir dessa experiência que me decidi pela área de Materiais”, conta. Depois de passar pela área produtiva, estagiou em Vendas e Marketing e percebeu que também poderia atuar nesses setores depois de formado.

Ao sair da Cosipa seguiu para um novo estágio na Mangels Divisão Aços, na qual atuou com gerenciamento de projetos. Em agosto de 2008, antes da formatura, foi selecionado para um estágio na multinacional sueca Sandvik e, em dezembro, foi efetivado como engenheiro. Quando a empresa abriu um processo de trainee internacional participou, foi selecionado e, a partir daí, sua carreira deu um grande salto. “Segui para a matriz, na Suécia, em um processo de ‘job rotation’, no qual os trainees ficam 14 meses percorrendo as plantas de maior sucesso da empresa”, ressalta o diretor geral da Raccortubi no Brasil. Com isso, o jovem engenheiro também trabalhou nas unidades da Suíça, Alemanha, Inglaterra e Austrália.

O gestor da filial da Sandvik na Itália gostou do seu perfil e o convidou para trabalhar na planta como Business Developer Engineer, onde ficou como expatriado de maio de 2010 a dezembro de 2012. Com a ida desse gestor para a Raccortubi, o engenheiro acabou seguindo para novas oportunidades na indústria de metalurgia italiana. Agora, a saudade da família e do Brasil, e a vontade de enfrentar novos desafios na carreira, o levaram a aceitar a proposta para instalar a Raccortubi no País. “Fui convidado para ser o gestor da filial desde o start up até o estabelecimento da empresa aqui. Está sendo uma experiência nova e realmente desafiadora, pois, além de não conhecer o processo de implantação de empresas, estamos enfrentando a burocracia brasileira”, relata.

Formação

Apesar das dificuldades, o jovem está otimista com o mercado nacional e com a possibilidade de expandir os negócios, no futuro, para a América do Sul. Para Pietro Federico, a ascensão rápida na carreira deve-se, inicialmente, à sólida formação recebida no curso de Engenharia de Materiais da FEI, mas também foi influenciada pelo fato de ter estudado idiomas, nunca ter parado de se aprimorar, ter demonstrado vontade para sair da zona de conforto e ter tido a possibilidade da experiência internacional. “Como tenho maturidade profissional, muita vontade de aprender e conheço bem o Brasil, acredito que teremos sucesso aqui”, enfatiza.

_____________

Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº19 (pág 21)

17 Jul

O LinkedIn e o mercado de trabalho

Para ter uma carreira profissional de sucesso, é necessário dar atenção a uma palavra, que muitas vezes passa despercebida, mesmo sendo tão importante quanto técnica, estudos e dedicação: networking.

Ter uma rede de contatos profissionais bem estruturada é uma das formas mais efetivas de garantir que as boas oportunidades de carreira estarão sempre disponíveis. Cercar-se de pessoas habilidosas, influentes ou bem-sucedidas pode facilitar saltos na carreira e abrir muitas portas.

Com a internet, ficou muito mais fácil criar e alimentar uma rede de contatos que podem ser impulsionadores profissionais. E a melhor ferramenta para esta tarefa tem nome: LinkedIn. O LinkedIn é uma rede social que, diferentemente das mais populares, como Facebook ou Twitter, não foca na vida pessoal de seus usuários, e sim na vida profissional.

Servindo como uma espécie de “diretório virtual de profissionais”, o LinkedIn permite que você crie um perfil na rede, que funcionará ao mesmo tempo como cartão de visitas e currículo digital. Neste perfil, você acrescenta informações como experiências profissionais, projetos que participou e também sua formação acadêmica. A partir daí você começa a adicionar outros usuários como contatos: colegas e ex-colegas de curso ou trabalho, parceiros profissionais, clientes, fornecedores, etc.

As empresas também estão presentes no LinkedIn, divulgando notícias e, principalmente, vagas disponíveis. É possível seguir essas empresas para ficar por dentro das novidades. As universidades também possuem páginas especiais, onde estão reunidos alunos, ex-alunos e admiradores, como uma grande comunidade on-line. Se você ainda não está seguindo a FEI, acesse agora nossa University Page no LinkedIn e conecte-se! www.fei.edu.br/linkedin

Para turbinar seu perfil no LinkedIn, veja as dicas abaixo:

1 – Tenha uma boa foto
Essa é uma das dicas mais importantes. Segundo o próprio LinkedIn, perfis com fotos têm em média 11 vezes mais chances de serem abertos do que perfis sem fotos. Portanto, vale a pena perder alguns minutos escolhendo sua melhor foto. Claro, não vale aquela foto de você de bermuda e sem camisa na praia, já que essa é uma rede para profissionais, mas isso não quer dizer que você precisa estar de terno e gravata. Apenas escolha uma boa foto apresentável.

2 – Invista em um bom resumo
O seu resumo é a primeira coisa que alguém vai ler em seu perfil, e a primeira impressão é a que conta. Portanto, gaste um tempo montando um bom resumo. Você tem poucos segundos para cativar e prender a atenção de quem lê seu perfil, portanto seja breve e tente mostrar em poucas linhas quem você é e o que você faz.

3 – Foque em seus resultados
Ao descrever suas experiências de trabalho, foque principalmente nos seus resultados, e não apenas nas funções desenvolvidas naquele cargo. Utilize frases claras e sucintas, sem enrolar demais.

4 – Adicione competências
Uma das coisas mais importantes é conseguir ser encontrado pela busca do LinkedIn. Por isso, use o máximo possível de palavras-chave sobre sua atividade profissional, como TI, marketing, saúde, etc. Peça para seus contatos, principalmente colegas e ex-colegas de trabalho, te recomendarem para essas competências.

5 – Deixe seu perfil o mais completo possível
Quanto mais completo seu perfil, mais fácil será achá-lo. E depois de achá-lo, mais fácil será para a pessoa que o visualiza saber quem é você e o que você faz. Por mais chato que pareça, siga os passos que o próprio LinkedIn recomenda para preencher seu perfil com as melhores informações, mas sem ficar enrolando ou inventando coisas.

_____________

Fonte das dicas: http://bit.ly/1jCNq6O

02 Jul

Indústria contrata cada vez mais profissionais pesquisadores

O Brasil passou por muitas décadas de mercado protegido e reduzida concorrência, o que fez com que a busca por excelência e competitividade nas soluções de engenharia não fosse prioridade. Este cenário fez com que as atividades de pesquisa e a formação nos níveis de mestrado e doutorado fossem indevidamente vistas como porta de entrada exclusiva para a academia e atuação docente, diferentemente do que já ocorria nos países desenvolvidos. Mas o cenário mudou drasticamente nas últimas duas décadas.

Além da docência nas Instituições de Ensino Superior e atuação em centros de pesquisa públicos e privados, as empresas de médio e grande porte já preferem mestres e doutores nos seus Centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no país, em especial nos setores aeroespacial, de óleo e gás, metalurgia, saúde, farmacêutico e também automotivo.

Segundo o professor do Departamento de Engenharia Mecânica da FEI, Gustavo Donato, esta percepção tem ampliado muito as possibilidades de carreira e destacado os alunos que se envolvem em pesquisa desde a graduação (por exemplo, nos programas de iniciação científica) até a pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado); e a explicação é simples: “Durante os projetos de pesquisa estes profissionais são expostos a desafios expressivos e multidisciplinares, que só podem ser resolvidos com suporte nos fundamentos, pesquisa bibliográfica, flexibilidade intelectual, senso crítico e uma metodologia estruturada de solução de problemas”, explica o professor que também coordena o programa de iniciação científica da FEI.

No exterior, a maioria dos mestres e doutores está inserida nos centros de pesquisa das indústrias e uma minoria nas universidades formando novos profissionais de alto nível. Além disso, os desenvolvimentos de ponta são usualmente baseados no binômio Universidade-Empresa e muitos dos centros de pesquisa que ficam dentro das instituições de ensino e pesquisa são patrocinados pelas corporações.

Já no Brasil, existe grande concentração dos mestres e doutores na academia, pois estes eram vistos pelas indústrias centralmente como educadores. Mas felizmente o cenário vem mudando; as empresas notaram que somente manufaturar produtos no Brasil agrega pouco valor e não traz competitividade. “Neste cenário, as empresas passaram a ver o profissional/pesquisador como um ativo valioso e passaram a valorizar o seu comportamento curioso, flexível, analítico e inovador. Isto, combinado com a pró-atividade de cada indivíduo (atitude), pode fazer deste profissional verdadeira referência dentro dos setores nos quais atua. O foco não está mais somente no título (engenheiro, mestre, etc.), mas principalmente no que o indivíduo é capaz de desenvolver e inovar com base em seus conhecimentos, métodos e competências de alto nível”, explica o professor.

 

Pesquisador desde a graduação

 

Um bom exemplo desse novo perfil de profissional é o ex-aluno da FEI, Francisco Ferreira, graduado em Engenharia Elétrica com ênfase em computadores e Mestre em Engenharia Elétrica na área de dispositivos eletrônicos integrados, também pela FEI. Ainda na graduação, Francisco fez iniciação científica e assim que se formou começou o mestrado. Sua carreira profissional foi construída toda na LG, desde o estágio até hoje, como coordenador de uma área de desenvolvimento de projetos. O Engenheiro explica que embora tenha trabalhado em áreas completamente distintas na indústria, ele garante que não estaria onde está se não fosse o mestrado e o envolvimento com a pesquisa. “O mestrado me deu ferramentas para encarar melhor a indústria, saber analisar criticamente os problemas, apresentar minhas ideias, escrever relatórios, enfim, me fez um profissional melhor”, explicou Francisco.

O interesse de Francisco pela pesquisa surgiu da curiosidade em entender como as coisas funcionam. “Saber que existia um chip que fazia as contas no computador não era suficiente para mim, queria entender como um processador funcionava desde seu componente fundamental” comenta o engenheiro que acredita também que a tendência é que a indústria contrate profissionais cada vez mais especializados. “Na LG temos vários projetos com instituições de pesquisas, pois ela entende que isso é o fundamento da inovação. Em um mercado competitivo como o nosso uma empresa não sobrevive fazendo sempre a mesma coisa, precisa se reinventar, se superar, inovar, por isso a importância da pesquisa.”

A importância dos Programas de Iniciação

 

Os programas de Iniciação Científica são a porta de entrada natural dos alunos de graduação para a área de pesquisa avançada. E isso não foi diferente com o engenheiro mecânico formado pela FEI, com mestrado e doutorado em metalurgia, Rodrigo Liberto. Atualmente trabalhando na Villares Metals, na função de Gerente de Engenharia de O&G/Energia, Rodrigo conta que a Iniciação Científica foi fundamental para despertar o interesse pela pesquisa. Logo que se formou ingressou no mestrado e na sequência fez o doutorado, sempre na área de metalurgia. “Durante parte da minha jornada profissional fiz pesquisas em paralelo com outra atividade profissional que não tinha relação nenhuma com a pesquisa que estava conduzindo, pelo fato de não ter conseguido uma bolsa durante o doutorado. Pouco tempo depois, já com bolsa da CAPES, tive a oportunidade de atuar na indústria como pesquisador”, explicou o engenheiro.

Segundo Rodrigo, uma das grandes vantagens de quem escolhe a pesquisa como carreira é ter a oportunidade de estar sempre aprendendo, por ser uma profissão que sempre vai trazer desafios. “O meu conselho para quem tem vontade de ingressar na área de pesquisa é começar o quanto antes a Iniciação Científica, pois ela pode aflorar ou não o desejo de atuar como pesquisador”, aconselha o engenheiro.

Rodrigo também comenta que embora as estatísticas apontem para uma abertura da indústria em relação à contratação de pesquisadores, ainda existem poucas empresas que valorizam a pesquisa e o desenvolvimento. “O pesquisador tem plena condição de atuar em várias áreas dentro da indústria, basta a empresa dar oportunidade para estes profissionais. A nossa indústria ainda tem na cabeça que o pesquisador é uma pessoa que não vai conseguir conduzir/resolver os problemas de forma rápida e prática, o que não é verdade”, alerta Rodrigo.

A carreira acadêmica

 

A iniciação científica e o mestrado também foram incentivos para a escolha profissional da professora do Departamento de Engenharia Elétrica e ex-aluna da FEI, Michelly Souza. A professora conta que tinha necessidade de compartilhar com outras pessoas todo conhecimento que ela adquiria com suas pesquisas; foi então que percebeu que a área acadêmica seria a alternativa certa para isso. “Eu digo que a área acadêmica foi uma consequência na minha vida, mas uma boa consequência, pois eu adoro dar aula, ensinar aquilo que eu sei, sobre o que estou pesquisando, poder desenvolver esses conhecimentos em laboratório junto com os alunos, e compartilhando daquilo que eu aprendi e ainda aprendo, pois a busca pelo conhecimento é infinita”, explicou a professora, que também orienta alunos de mestrado na FEI.

A professora lembra que a pesquisa não se baseia apenas em um tema inovador a ser explorado. É um conjunto de aprendizados que envolvem desde a metodologia, escrita, formalização, dentre outros que contribuem para o desenvolvimento tanto de um aluno que está em uma iniciação científica como um profissional da indústria que realiza um mestrado, um doutorado. “Quem se envolve com a pesquisa só tem a ganhar, pois, o conhecimento que se adquire faz de você um profissional diferenciado, e o que o mercado mais procura hoje são profissionais diferenciados”, indica a professora Michelly.

_____________

Matéria publicada no jornal Circuito FEI – Nº15 (pág 12)

Curta nossa página no Facebook

Twitter