30 abr

Conheça o curso de Ciência da Computação da FEI

O curso de Ciência de Computação existe na FEI desde 2009 e vem formando profissionais de qualidade desde então. Em 2014, o curso recebeu quatro estrelas na avaliação do Guia do Estudante e é referência em projetos de robótica, programação e desenvolvimento de programas.

Os alunos de Ciência da Computação da FEI compõem projetos importantes de pesquisa científica e avanço tecnológico, como o Futebol de Robôs. Bicampeões latino-americanos e tricampeões brasileiros na categoria Small Size em 2014, o time de Futebol de Robôs da FEI está entre as dez melhores equipes do mundo.

Robôs categoria Small Size do Futebol de Robôs.

Robôs categoria Small Size do Futebol de Robôs.

O coordenador do curso, Professor Flavio Tonidandel fala sobre a experiência dos alunos nos projetos de robótica desenvolvidos na FEI: “Nossos robôs humanoides e da categoria RoboCup Small Size foram muito bem projetados e estão entre os melhores robôs de suas categorias. Participar de um projeto como este é poder aprender e trabalhar com o que há de mais avançado em tecnologia de robôs móveis inteligentes no mundo e ter contato com pesquisa e ciência de ponta. Sem dúvida, isso permite aos alunos avançarem na fronteira do conhecimento na área, muito além daquela aprendida apenas em sala de aula. ”.

Além da RobôFEI, os alunos de Ciência da Computação também se dedicam à Maratona de Programação. Atualmente o projeto da FEI com o maior número de alunos participantes, a Maratona de Programação disponibiliza, em média, quinze bolsas institucionais para o projeto que contribui para um melhor desempenho acadêmico dos alunos participantes. A equipe foi campeã regional em 2008, 2009, 2011 e 2014 e se prepara diariamente para a competição desse ano.

O coordenador da Maratona de Programação com os alunos bolsistas. O treino acontece todos os dias por cinco horas.

O coordenador da Maratona de Programação com os alunos bolsistas. O treino acontece todos os dias por cinco horas.

O Curso de Ciência da Computação também ganhou destaque na mídia no começo de 2015 pelo Trabalho de Conclusão de Curso de quatro alunos da graduação que desenvolveram, sob orientação do Professor Rodrigo Filev, um sistema que identifica potenciais pedófilos em conversas na web e que funciona em tempo real. O algoritmo criado pelos alunos é mais um exemplo de que pesquisa, dedicação e inovação são essenciais para projetos de sucesso.

O projeto Robô FEI é coordenador pelos departamentos de Ciência da Computação e Engenharia Elétrica.

O projeto Robô FEI é coordenador pelos departamentos de Ciência da Computação e Engenharia Elétrica.

Visando um desenvolvimento profissional ainda maior de nossos alunos, o Centro Universitário da FEI e o New York Institute of Technology firmaram um acordo em que os alunos de Ciência da Computação, podem cursar um ano e meio no Brasil, um ano e meio nos Estados Unidos e finalizar o último ano na FEI, obtendo o diploma reconhecido nos dois países. Formado profissional da ciência da computação pela FEI em 2004, o ex-aluno Fernando Babadopolus fala sobre o mercado de trabalho: “Nesta área é muito importante estar sempre atualizado, pois as coisas mudam muito rápido e novas ferramentas e sistemas são constantemente necessários para atender às demandas do mercado”.

O Centro Universitário da FEI está com as inscrições abertas para o segundo semestre do Vestibular 2015. Se inscreva!  http://bit.ly/1DEIu4i

18 mar

Aluno de Engenharia Civil retorna ao Brasil e fala sobre o intercâmbio nos Estados Unidos

Estudante do 7º ciclo de Engenharia Civil, Romário Nogueira retoma os estudos no Centro Universitário da FEI após um ano e quatro meses em West Virginia, EUA, pelo programa Ciência sem Fronteiras. O aluno conta como foi sua experiência como estudante internacional na Marshall University, as dificuldades enfrentadas durante o intercâmbio e compara a atitude dos alunos nos dois países.

 

O que é o programa Ciência sem Fronteiras?

O Programa Ciência sem Fronteiras é um programa do Governo Federal, relativamente novo, que oferece bolsas de estudo internacionais com tudo pago. A universidade seleciona os alunos através de mérito acadêmico como suas notas, suas atividades, se você faz iniciação cientifica, etc. Não é uma bolsa por classe social, é por mérito.

Como foi sua preparação para o intercâmbio?

A princípio eu me inscrevi para estudar em Portugal, uma vez que eu não falava inglês. Mas depois que meu processo foi aprovado as bolsas para Portugal foram canceladas e, por ter acontecido esse rompimento na minha chamada, o Governo pagaria um curso de inglês por dois semestres para aprender inglês antes de ingressar na universidade americana. Se eu já soubesse falar inglês na época, eu teria escolhido outro país, poderia ter ido para a França ou para a Alemanha, países que têm uma tradição maior em engenharia. Foram dois meses entre ser aprovado e sair do país.

Quais dificuldades você teve com o idioma?

Todas. As universidades lá são extremamente organizadas, mas eu acho que estava em uma maré de azar então esqueceram de me buscar no aeroporto. É até engraçado, mas cheguei no aeroporto, sentei e fiquei esperando por duas horas alguém chamar meu nome e ninguém chamou. Tentei me comunicar com um homem para pedir ajuda, mas não entendi nada do que ele falou e ele também não entendeu nada do que eu falei. Pensei, “Meu Deus, o que eu vou fazer?”, então mandei mensagem para o meu irmão no Brasil e pedi para ele entrar em contato com as pessoas da universidade que eu tinha os nomes. Meia hora depois uma pessoa que falava espanhol foi me buscar e nós conseguimos nos comunicar um pouco, foi a minha sorte.

Romário Nogueira em frente à Marshall University em março de 2014.

Romário Nogueira em frente à Marshall University em março de 2014.

Sentiu dificuldade em sala de aula por conta do idioma?

O meu inglês evoluiu muito durante o curso de idioma, mas quando entrei na universidade, por incrível que pareça, praticamente parei de falar inglês. Existiam professores que compreendiam que alguns termos técnicos os alunos estrangeiros não entendiam, mas outros fingiam que nós não existíamos na sala, faziam perguntas só para os alunos americanos, davam exemplo ou contavam histórias que não entendíamos o contexto. Eu estava esperando por esse tipo de barreira, esperava que seria ainda pior, mas quando essa dificuldade surgiu durante as aulas os brasileiros se uniram e passaram a estudar juntos. Um faz um exercício, o amigo faz o outro, dividíamos os capítulos que tínhamos que ler e nos ajudávamos.

Como foi a adaptação para fazer amizades sendo que você não falava a língua?

A minha sorte foi que eu tive bons amigos lá, mas como eu conheci eles? Primeiro que me senti privilegiado por estar em uma cidade pequena, porque eu era novidade então as pessoas eram muito simpáticas comigo. Eu tinha um amigo de Belém do Pará que saía muito comigo então nossa rede de contatos aumentou muito. Conheci pessoas na igreja e na fraternidade e quando você conhece alguém de fraternidade, todo mundo vira seu amigo, te respeita, você entra em qualquer lugar e todos te cumprimentam.

Você sentiu alguma barreira por ser estrangeiro?

Eles eram muito abertos a estrangeiros. Eu acho que eu não encontrei bloqueio para conversar com ninguém, às vezes sinto mais bloqueio em conversar com pessoas aqui no Brasil que se acham superiores, do que lá. Eu fui para os Estados Unidos esperando uma coisa e foi outra completamente diferente, foi melhor.

O que foi mais difícil de se adaptar, além do idioma?

Além do idioma, acho que a comida foi a parte mais complicada para mim. Comíamos no restaurante do campus universitário mas o cardápio era muito diferente, bastante comida oleosa, feijão doce, realmente não sei como eles comem aquilo.

O que o intercâmbio te acrescentou?

Além do meu ganho profissional em dizer que eu estudei numa universidade americana, o ganho pessoal foi muito grande. Eu conversei com outros amigos meus que participaram do programa e todos concordaram comigo, é um amadurecimento diferente, um sentimento diferente. Não existem mais desafios para você. Hoje eu já não tenho medo de ficar sozinho, porque você sabe que você não é de vidro, que você vai se virar, vai correr atrás. Acho que esse foi o maior ganho, eu fui uma pessoa e voltei outra completamente diferente.

 Romario 2

Se pudesse, você ficaria por mais tempo?

Mesmo se pudesse ficar, eu não continuaria. Nunca tive o sonho americano. O mais triste é deixar seus amigos lá e ver eles sofrendo pela sua partida. O que mais dói é dar tchau para as pessoas que você sabe que talvez nunca mais irá ver. Tem um amigo meu com o qual eu me identifiquei muito, ele era da Coréia do Sul que foi embora antes de mim e eu fiquei muito triste de me despedir dele porque eu sabia que não ia vê-lo de novo.

Existe alguma experiência que tenha te marcado ao longo desse tempo fora do Brasil?

Acho que uma conversa com um amigo meu do Iraque. Quando você vê na televisão as pessoas morrendo no Oriente Médio você tem um sentimento de que é algo distante da sua realidade. Esse meu amigo me falou das dificuldades que eles tinham, como foi a infância dele, como foi crescer em meio à guerra, como foi perder gente próxima. Isso mexeu comigo porque até então o pensamento que você tem é “Ah, é o Oriente Médio, as pessoas de lá se matam desde sempre” e tudo muda quando você conhece alguém de lá e vê que ele é igual você, pensa igual a você, tem a cultura dele, mas não é alguém alienado. Ele me contou que um dia acordou e olhou para a casa do seu melhor amigo e estava toda cheia de tiros, e só por isso ele já sabia que todos tinham sido mortos: a mãe, o pai, o melhor amigo dele e a irmãzinha de três meses. Aí te bate a curiosidade, “Por que você está aqui nos Estados Unidos? Você não tem raiva de americano?”. E ele me respondeu que Deus sabe o que faz. Até então você acha que tem fé, mas depois que escuta isso de uma pessoa como ele, você avalia se sua fé seria tão grande assim caso tivesse visto tudo o que ele viu na vida.

Você se sente privilegiado por ter vivido essa experiência?

Muito. A universidade fechava no período de férias e eu aproveitava esse tempo para pegar o carro e viajar, conhecer outros lugares. Uma vez, aluguei um carro e estava dirigindo para Indianapolis, meus amigos dormindo no carro e eu me peguei pensando que muita gente gostaria de estar no meu lugar. As pessoas estudam e trabalham um ano todo para ter quinze dias de férias fazendo exatamente aquilo que eu estava fazendo. Ali eu me senti sortudo.

Sente falta de alguma coisa dos Estados Unidos?

Educação hoje me incomoda, na verdade a falta dela. É raro você ver um americano que passe por você e não fale com licença ou bom dia e aqui as pessoas com mais orientação, parecem ser as menos educadas.

Qual a diferença entre as universidades de lá e aqui?

O aluno de engenharia durante jogo de futebol americano do time da universidade.

O estudante durante o jogo do time de futebol americano da universidade

Acho que a maior diferença não é na universidade em si, mas no pensamento dos alunos. Não digo todos, mas a maioria dos alunos está aqui para se formar, não para aprender. Se lá você for para a aula para passar de semestre apenas, você vai ser só mais um, talvez você nem venha a trabalhar na sua área como engenheiro, vai trabalhar com outras coisas, aceitar o que vier. As construtoras vão escolher os melhores da sala e eles sabem disso. O nível de conteúdo do curso da FEI é o mesmo de lá, mas aqui os alunos ficam felizes porque tiraram uma nota 6, lá o aluno que tirou 8.5 vai discutir com o professor porque não merece aquela nota. Se você não consegue uma nota boa na média geral, você talvez não consiga fazer uma pós-graduação porque não será aceito. Para mim, uma aula enriquecedora é quando você está ali absorvendo a experiência de um professor que trabalha na área há mais de 30 anos. Temos um professor aqui na FEI que trabalha com barragens, você coloca o nome dele no Google e ele está ali posando com o ministro e em vez de ouvir o que ele tem a dizer, o aluno interrompe para perguntar se aquilo cai na prova. Essa diferença para mim é triste.

Como foi o retorno para a FEI?

O meu foco lá era cursar matérias diferentes que eu não teria aqui, fiz francês que eu sempre tive vontade de aprender então quando eu voltei minha grade ficou meio bagunçada. Eu poderia fazer dois semestres ao mesmo tempo, de manhã e à tarde, mas optei por continuar no mesmo semestre em que eu tinha parado para não sacrificar um período que eu poderia estagiar.

Se pudesse aconselhar outros alunos sobre fazer um intercâmbio, o que você diria?

Eu sugiro que todos que puderem, vivam essa experiência. Acho que o mais legal é a noção que você ganha do seu país. Quando eu cheguei lá nós éramos em vinte e cinco brasileiros e só eu era de São Paulo. O pessoal aqui de São Paulo acha que o Brasil gira em torno da gente e não é. Quando você vai pra fora, não interessa da onde você veio, você não é paulista, você é brasileiro e isso te faz mais humilde e te enriquece muito como pessoa. Sem dúvida, é uma experiência incrível.

Você faz algum balanço do programa Ciência sem Fronteiras?

Falando especificadamente de engenharia, sabe-se que engenheiros não são aptos à mobilidade. Por exemplo, engenheiros paulistas se formam e querem ficar ali na sua região enquanto o Brasil sofre muito porque não tem disponibilidade de pessoas se deslocando para outros estados que precisam desses profissionais. Eu pude provar e sentir que o programa vai trazer uma geração de pessoas mais flexíveis quanto à mobilidade, mais aptas a mudar de estado e trabalhar em qualquer lugar do Brasil. Volta a questão do desafio, você vê que nada é tão assustador assim e que mudar não dói, sua perspectiva muda. Você vai encontrar pessoas iguais a você em qualquer lugar.

 Romario 4

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