16 Jun

Saiba como nasceu a Robô Judith

0X9A5071Em fevereiro de 2013, depois de terminar seu mestrado em Engenharia Elétrica pela FEI, o Engenheiro Elétrico Andrey Masiero e o Profº Dr. Plinio Aquino , perceberam a ascensão das pesquisas em Interação Humano Robô e decidiram que essa também seria a área de pesquisa do Doutorado de Andrey.

Algum tempo depois, Andrey foi apresentado à categoria RoboCup @Home, da competição mundial de robótica. Essa categoria era voltada para ambientes com interação social, como residência, hospitais, asilos, etc. “É primordial que, como um agente social, o robô saiba se relacionar e tratar bem as pessoas, além de auxiliar em caso de doenças e cuidados com a casa. ”, conta Andrey.

E foi assim, que em 2014, depois de uma busca por todos os robôs que a FEI já possuía, o doutorando e o Coordenador do Curso de Ciência da Computação, Prof.º Flávio Tonidandel, encontraram o PeopleBot, uma plataforma robótica desenvolvida justamente para interação humano robô, por conta de sua altura e da possibilidade de colocar um monitor em seu topo para transmitir informações às pessoas a sua volta. Mais tarde essa plataforma seria completamente adequada para a categoria @Home e passaria a se chamar Judith.

Andrey conta que o começo do trabalho foi difícil, pois o robô não conseguia fazer nada do que era pedido pela equipe e todos os testes davam errado. “Um dia, estávamos trabalhando para que o robô realizasse a primeira tarefa da competição e alguém falou ‘Parece a Judith, não faz nada direito! ’, fazendo alusão a um vídeo bem famoso do canal Porta dos Fundos. Ali, o nosso robô passou a ser a robô Judith. O mais legal é que o nome ficou bem famoso na competição latino-americana e o público vinha perguntar pela Judith. ”.

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Em outubro de 2015, a equipe embarcou para a primeira competição da robô, em Uberlândia, e conquistou o terceiro lugar, o que foi uma completa surpresa uma vez que o objetivo da participação era apenas aparecer pela primeira vez em uma competição @Home. Toda a equipe que fez a primeira versão da Judith esteve presente na competição: dois alunos Engenharia Mecânica, responsáveis pela adaptação de um braço robótico, construção de um suporte para o microfone e o tablet que representam o ouvido e a face do robô, respectivamente, dois alunos de Engenharia Elétrica, dois de Automação e Controle, um mestrando em Engenharia Elétrica e O Andrey, doutorando em Engenharia Elétrica. Enfim, todos os responsáveis pelo cérebro (os programas) e a alimentação (energia) do robô.

DSCN1236Em 2016, a equipe conseguiu se classificar para o Campeonato Mundial, que ocorreu em Leipzig, Alemanha, no final de junho de 2016.

“O nosso objetivo é fazer com que a Judith consiga recepcionar as pessoas na FEI, fazer e oferecer cafezinhos aos visitantes e também conduzir um tour pelo campus, sempre pensando no conforto da pessoa que interage com ela. ”. Desejamos muita sorte para a equipe na RoboCup 2017.

 

 

 

 

23 Feb

Engenharia de Automação e Controle da FEI é nota máxima no ENADE e no Guia do Estudante

Nota máxima nas avaliações do ENADE e do Guia do Estudante, o curso de Engenharia de Automação e Controle da FEI é coordenado pelo Professor Renato Giacomini. Conversamos com o Coordenador para entender as características do curso, o perfil dos alunos e falar um pouco sobre o mercado de trabalho para profissionais formados nessa área:

O que chama atenção no curso de Engenharia de Automação e Controle?

A possibilidade de aprender e trabalhar com conhecimentos diversificados ligados às tecnologias mais recentes, como robótica, sistemas controlados remotamente e automação é o que mais chama atenção no curso. É o curso mais recente da FEI e foi o único criado desde o início do Centro Universitário, por isso, também tem um perfil mais moderno.

Qual a importância da pesquisa nesse curso?

A pesquisa é fundamental. O curso tem ligação direta com os programas de mestrado e doutorado da FEI, então está sempre atualizado e é alimentado com novas ideias e tecnologias.

Qual a diferença de Automação e Controle para Engenharia Elétrica?

Engenharia Elétrica é um curso mais focado em eletrônica, telecomunicações e princípios tecnológicos mais específicos, com maior aprofundamento nessas áreas. Automação e Controle é um curso transversal que envolve, além de elétrica, assuntos de mecânica, computação e produção. É uma formação mais generalista.

iStock_000011328387LargeEm quais projetos da FEI o aluno de Automação e Controle pode participar? E qual a contribuição diferenciada que o aluno traz para esse projeto?

Os alunos de Automação e Controle podem participar de praticamente todos os projetos. Nossos alunos já participaram de projetos da SAE, como Baja e Fórmula, assim como participam dos projetos de competições robóticas e trabalham nos projetos de pesquisa das empresas presentes no campus, como SMS e Metro.

Como é o Mercado de Trabalho?

Há uma particularidade interessante nessa área. Em épocas de crescimento, na montagem das novas plantas industriais, surgem muitas oportunidades para os engenheiros de automação. Por outro lado, em épocas de crise, o investimento em automação permite aumento de produtividade, mesmo com baixos investimentos. Trata-se, portanto, de uma área menos susceptível ao humor do mercado.

Quais características se espera de um profissional dessa área?

Arrojo, espírito inovador, paixão por tecnologia e interesse em se envolver em assuntos de outras áreas do conhecimento, em equipes multidisciplinares.

O curso conquistou 5 estrelas no Guia do Estudante e nota 5 no ENADE. A que você atribui esses bons resultados?

Os alunos de automação são desafiados a criar e sintetizar soluções para problemas parcialmente abertos, desde o princípio do curso. As disciplinas já do terceiro e quarto ciclo são muito desafiadoras e exigem autonomia. Com isso, os alunos vão tomando para si a responsabilidade do aprendizado, amadurecem mais cedo, são mais contestadores e críticos. Nossa intenção é que este curso adquira a reputação de ser o melhor do país e nossos alunos também têm feito a parte deles. Serão profissionais reconhecidos pelo comprometimento com objetivos das instituições e empresas a que estarão ligados.

23 Jan

Especialização permite formação generalista

Com o mercado globalizado, as empresas procuram aumentar sua competitividade investindo na automação dos seus processos e plantas industriais. Com isso, cresce a demanda por especialistas com perfil generalista capazes de desempenhar diferentes atividades dentro da função. Voltado para profissionais, principalmente engenheiros eletricistas, eletrônicos ou mecânicos que atuam ou desejam trabalhar na automação ou no controle de sistemas industriais, nos quais a robótica é um dos pontos centrais, o curso de pós-graduação em Automação Industrial e Sistemas de Controle do Centro Universitário da FEI, que teve início em 1996, já formou 27 turmas, totalizando mais de 500 profissionais.

Com seis disciplinas, todas com abordagem de conhecimentos gerais, o aluno aprende sobre controladores lógicos programáveis (CLP), microprocessadores, sistemas hidráulicos e pneumáticos, controle de sistemas, instrumentação e robótica. “Com esse conteúdo, o curso forma especialistas em automação capazes de desempenhar diversas funções e de encontrar soluções rápidas e precisas”, garante o professor doutor Agenor de Toledo Fleury, coordenador do curso de especialização em Automação Industrial e Sistemas de Controle e do Programa de Pós-graduação, nível Mestrado, de Engenharia Mecânica da FEI.

Ao final do curso, o aluno apresenta uma monografia com base em um dos temas abordados durante a especialização. “Os trabalhos são de muito bom nível e os alunos têm mostrado grande dedicação, o que é resultado de uma rica grade curricular e, principalmente, de um corpo docente de primeira linha, constituído por professores titulados e por especialistas em áreas específicas com experiência na indústria, em pesquisa e novas tecnologias”, reflete o coordenador. Segundo o professor, essa especialização ‘abre mentes’, pois aborda pontos específicos de mais de uma Engenharia.

Para manter os profissionais afinados com o mercado, o curso é constantemente atualizado, incorporando novas metodologias de ensino. “Por ser mais curta e de aplicação mais imediata, a especialização tem como característica acompanhar mais rapidamente as necessidades dos profissionais do setor, assim como o mercado e como as tecnologias se desenvolvem”, enfatiza o professor, ao explicar que o curso possui um viés moderno e há uma procura cada vez mais significativa.

Mais qualificação

A escolha da FEI pela reputação e pela excelência em ensino superior foram os fatores que motivaram o engenheiro Carlos Henrique Santos a vir de Minas Gerais para cursar a especialização em Automação Industrial e Sistemas de Controle. “O ambiente é fantástico e as aulas excelentes, pois são ministradas por professores ligados à indústria e com carga de conhecimento e experiência muito elevadas, o que me motiva a ser mais confiante para buscar melhores oportunidades na minha área de atuação”, assegura o engenheiro que, atualmente, ocupa a função de gerente de produção na Chama Indústria e Comércio.

Formado em Engenharia Elétrica pela FEI, Leonardo Navarenho de Souza Fino cursou a especialização, pois sentiu a necessidade de ampliar seu conhecimento em busca de uma melhor colocação profissional. “O ambiente da Instituição, a qualificação dos professores e a grade curricular foram essenciais para minha escolha. O curso foi excelente pelo ganho de experiência e, principalmente, por conseguir aplicar o conhecimento adquirido na minha rotina de trabalho”, explica o engenheiro de produto do departamento Teardown & VAVE (Value Analysis & Value Engineering) da General Motors. A excelência do curso o motivou a investir na pesquisa. O engenheiro finalizou o mestrado e cursa o doutorado em Dispositivos Eletrônicos Integrados, também na FEI.

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Saiba mais sobre o curso de Especialização – Automação Industrial e Sistemas de Controle clicando aqui!

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº15 (pág 36)

12 Sep

A evolução da robótica

Considerada a terceira revolução industrial, a robótica está amplamente presente na indústria – de carros a alimentos –, nas quais os robôs são responsáveis por tarefas que exigem extrema precisão, como soldas, forjas e pinturas. Além disso, está entre as mais modernas ferramentas da Medicina e propicia que máquinas e médicos dividam os centros cirúrgicos, permitindo que os procedimentos sejam muito mais seguros e menos invasivos. Agora, tem início uma nova revolução da robótica, com o desenvolvimento de pesquisas que visam deixar os robôs ainda mais próximos das pessoas. O Brasil tem aumentado as pesquisas relacionadas à robótica, tecnologia e Inteligência Artificial nas últimas décadas e, com isso, começa a se tornar referência internacional. O desafio dos próximos anos é aliar a produção científica ao desenvolvimento tecnológico, já que os sistemas robóticos deixam de ser máquinas com operações específicas e pré-programadas para serem capazes de se locomover e interagir com objetos e indivíduos. Referência por manter importantes estudos nesta área, o Centro Universitário da FEI trabalha com linhas de pesquisas para fazer robôs atuarem de forma mais autônoma. Com o tema ‘Raciocínio espacial para múltiplos robôs’, o projeto coordenado pelo professor doutor Paulo Eduardo Santos, docente do Departamento de Engenharia Elétrica da FEI, e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), tem como objetivo implantar um sistema robótico com múltiplos pontos de vista de robôs autônomos. “Um robô terrestre terá determinado ponto de vista da cena e vai traduzi-lo em informação para guiar o posicionamento e a navegação dos robôs aéreos que, simultaneamente, farão o mesmo. A soma dessas informações resultará em uma base de conhecimento único, capaz de extrair informações e executar inferências”, explica. Segundo o professor, embora seja direcionada para a comunidade científica mundial, a indústria também poderá se beneficiar desta pesquisa e aplicá-la em inúmeros ambientes. “É possível utilizar este conhecimento em uma linha de montagem com sensores que precisam se comunicar, em sistemas de comunicação aérea, em veículos autônomos não tripulados na busca e no resgate de pessoas, no patrulhamento de florestas, na vigilância das fronteiras marítimas e terrestres e, em longo prazo, até mesmo no desenvolvimento de um sistema automático de monitoramento em, por exemplo, grandes eventos esportivos”, enumera. A pesquisa, que teve início em agosto de 2012 e tem participação de alunos de Iniciação Científica, mestrado e doutorado, assim como pesquisadores de pós-doutorado, está direcionada a várias vertentes que se somarão no decorrer do processo. “Há diversos trabalhos em desenvolvimento, entre eles sistemas de comunicação e controle automático dos robôs aéreos, proposta de sistemas de satisfação de restrições espaciais e sistema que identifica e faz com que os robôs se reconheçam”, pontua o coordenador. Os estudos sobre a semântica dos comandos já começaram e, com base nos dados dos robôs, já foi definido um conjunto de expressões espaciais. O próximo passo é captar a imagem do campo de visão e traduzir expressões em termos de lógica probabilística.

Conhecimento compartilhado

Lucas Malassise Argentim, do 7º ciclo de Engenharia de Automação e Controle, é um dos alunos de Iniciação Científica participantes do estudo. “Tenho pesquisado de que forma os robôs aéreos podem cumprir as tarefas designadas sem que haja interferência humana. O quadrirotor deve ser capaz de voar autonomamente dadas quaisquer condições do ambiente. Como aluno de Iniciação Científica, busco extrair o máximo dessa pesquisa para meu crescimento em áreas não percorridas durante a graduação”, relata. Já o aluno de mestrado em Engenharia Elétrica, Abel Augusto Ribeiro Guimarães, está trabalhando na visão dos robôs e sua pesquisa consiste em avaliar como poderão enxergar a mesma cena e se comunicar para a troca de informações. Para o estudante, o mais importante desta participação é o alcance de conhecimento que a pesquisa vai possibilitar, o que complementará de forma robusta seu aprendizado. Doutoranda da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (POLI-USP), a estudante Valquíria Fenelon desenvolve seu trabalho nos laboratórios da FEI com coorientação do professor doutor Paulo Eduardo Santos. “Estou em um momento que preciso encontrar algo novo que contribua efetivamente para a robótica, ampliando informações e agregando valores”, afirma a aluna, cuja função no projeto é trabalhar na interpretação de imagens para deixar os robôs mais autônomos. Embora não esteja totalmente vinculado ao projeto, o pós-doutorando Murilo Martins utiliza a FEI como instituição sede para o desenvolvimento da sua linha de pesquisa. O pesquisador trabalha no desenvolvimento de software e algoritmos buscando aplicações e resultados práticos. “Depois de passar por todas as etapas de aprendizado, vejo que cada processo foi fundamental para meu crescimento profissional. Ser pesquisador em tempo integral me permite contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento da Ciência”, ressalta.

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Clique aqui para saber mais sobre o Robô FEI

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº15 (pág 24)

24 Oct

Equipe da FEI é bicampeã latino-americana e tri brasileira em competições de robótica

FEI conquistou os títulos na categoria Small Size, em competições que terminaram neste domingo (21), em Fortaleza (CE)

 

 

São Bernardo do Campo, outubro de 2012 – O time de futebol de robôs do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) conquistou neste último domingo (21) dois títulos importantes na área da robótica: bicampeão latino-americano e tricampeão brasileiro na categoria Small Size, durante a X Competição Brasileira de Robótica (CBR) e a XI Latin American Robotics Competition (LARC). As duas competições aconteceram na Universidade de Fortaleza, em Fortaleza, Ceará, e reuniram em diversas modalidades mais de 100 equipes de várias universidades do Brasil e Exterior.

A equipe RoboFEI, da FEI, enfrentou adversários tradicionais, como o time Furgbol, da Universidade Federal do Rio Grande, sete vezes campeã brasileira da categoria. O jogo contra a equipe gaúcha foi de alto nível e o time da FEI superou o adversário ao golear por 4 a 0, na semifinal. Já na final, a equipe RoboFEI enfrentou o mesmo adversário de 2011, a equipe RoboIME, do IME (Instituto Militar de Engenharia), do Rio de Janeiro.

“Diferente de 2011, quando a equipe da FEI venceu fácil por 7 a 0, o jogo deste ano foi disputadíssimo, truncado e muito bem marcado pelas duas equipes”, destaca o professor e coordenador da equipe de futebol de robôs da FEI, Flavio Tonidandel. No tempo regulamentar, o placar terminou empatado em 1 a 1 e o jogo foi para a prorrogação, mas terminou sem gols. Com o empate, a final foi decidida nos pênaltis e na última cobrança o time da FEI marcou e defendeu a cobrança da RoboIME, resultado que levou a equipe da FEI aos títulos.

Em junho deste ano, pela primeira vez, o time de futebol de robôs da FEI avançou para as quartas de final na RoboCup 2012, realizada no México, e encerrou a participação na competição mundial de robótica entre os oito melhores times.

Na categoria Small Size, cada time é composto por seis robôs, de até 15 cm de altura. A equipe RoboFEI conta com 12 estudantes dos cursos de Ciência da Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica e Engenharia de Automação e Controle. Cada robô possui cinco motores e quatro rodas, que garantem estabilidade e aceleração mais uniformes em qualquer direção, além de quatro baterias, de 7,4 volts.

As partidas acontecem num campo com 17,5 m², onde os robôs são comandados por programa de computador executado em tempo real. Duas câmeras, instaladas a quase 4 m de altura, captam as imagens da partida e enviam ao computador, que controla os robôs via radiofrequência.

A categoria Small Size é bastante desenvolvida em todo o mundo por equipes norte-americanas, europeias e asiáticas, e é utilizada como plataforma de desenvolvimento e pesquisa em universidades. A RoboCup busca fomentar e promover a educação, desenvolvimento e a pesquisa em robótica e inteligência artificial.

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