04 jul

Notícias da França

Além do Programa Ciência sem Fronteiras, que já enviou mais de 130 alunos para realizar intercâmbio estudantil em países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra e Alemanha, o Centro Universitário da FEI também possui convênios com instituições internacionais para dupla diplomação, como o ICAM – Institut Catholique D´Arts et Métiers – França, onde seis alunos de Engenharia de Produção da FEI estão estudando desde junho de 2013, por meio do Programa CAPES-BRAFITEC.

Recentemente, o professor João Chang Junior, do Departamento de Engenharia de Produção da FEI e coordenador do programa de dupla diplomação com a França esteve em Lille para visitar os alunos Rodrigo del Monaco de Maria, Larissa Moreira Carneiro Rezeck, Marília Buchhorn Cintra Damião, Ahmad Amame, Gabriel Cesar Prédivi e Mariana Forte de Souza, para saber como os alunos estão evoluindo.

A visita foi acompanhada pelo professor Xavier Lefranc (coordenador do programa no ICAM) e o Pe. Olivier Barreau (diretor geral de estudos do ICAM) que apresentaram o campus ao professor Chang, que também visitou a Academia Internacional da Université Lille Nord de France – PRES. A Sra. Florence Bouvet, diretora da instituição e responsável pelo curso intensivo de francês que todos os intercambistas da região norte da França realizam elogiou muito os alunos da FEI, pelo rápido aprendizado da língua ao ponto de ser possível o acompanhamento das aulas nos cursos do ICAM. “Ela nos forneceu uma planilha com as notas e o desempenho de todos os intercambistas, ressaltando que a maior nota foi de uma aluna da FEI, a Marília Buchhorn Cintra Damião (72,5 pontos em 100 pontos), isso nos orgulha muito”, comentou o professor Chang.

Firmado em setembro de 2012, o convênio com o ICAM possibilita a realização de intercâmbios com seis meses ou um ano de duração, além da dupla diplomação, que regulariza o exercício da profissão tanto na Europa como no Brasil.

Conversamos com o aluno Rafael Trentin, que também faz parte do grupo de alunos que estão na França para saber mais como tem sido a experiência no país, tanto acadêmica como pessoal. Confira:

O intercâmbio

“Está sendo bem interessante até o momento (8 meses completados no final de fevereiro), e acredito que só tem a melhorar. Eu amadureci muito com relação a algumas posturas que eu tinha, acho que em uma experiência como esta você precisa, acima de tudo, procurar conhecer gente nova, trocar ideias e querer interagir. Aqui o seu senso de independência desenvolve exponencialmente, mesmo eu que sempre tive uma certa liberdade dada pelos meus pais, no começo foi um choque de experiência pessoal gigante. Fora que eu estou aprendendo de fato uma língua nova. Algumas vezes ainda é complicado entender as gírias mas, de maneira geral, dá pra sobreviver.”

Os estudos

“As matérias das aulas não são semanalmente fixas, igual na FEI. Toda semana muda, mas você acostuma. No primeiro semestre eu estudei matérias mais gerais, um pouco de elétrica, materiais, mas agora estou estudando coisas mais específicas de Produção, como gerência da cadeia de suprimentos, logística… O segundo semestre está bem mais interessante e mais proveitoso. O grande problema mesmo é só o idioma francês. Existem algumas palavras que às vezes queremos dizer e não sabemos, mas os alunos que saem da FEI pra fazer intercâmbio chegam bem preparados aqui e como temos o hábito de estudar muito, acabamos transferindo boa parte desse esforço para o aprendizado do idioma, pois temos muitas apresentações de projetos. Ah, e tem uma tarde na semana que não tem aula, é um tempo pessoal que eles deixam para organização escolar. Aqui também não se pode chegar um minuto atrasado; teve o caso de um estrangeiro que chegou um minuto e meio atrasado e a porta estava trancada.”

Amizades

“Os colegas de classe franceses são bem fechados para amizade, se fosse na FEI eu iria querer saber tudo sobre a cultura e iria ficar perguntando. Por sinal, a grande parte dos nossos amigos franceses que fizemos estão aí na FEI agora.”

Sobrevivência

“Estou ficando em um alojamento estudantil que é super tranquilo, a maioria dos estrangeiros são bacanas. Com o tempo fui aprendendo a cozinhar, pois eu saí do Brasil com quase zero de conhecimento em cozinha, mas aqui ou eu me virava ou passava fome. Dei sorte porque a mãe de uma amiga nossa da FEI que estava aqui de férias por umas semanas me salvou de um iminente desastre! Eu aprendi a cozinhar o básico com ela, depois fui usando a criatividade para não comer a mesma coisa sempre… O primeiro mês é o mais complicado na fase de adaptação no exterior, depois você acaba se acostumando, mas com toda a certeza é impossível voltar a mesma pessoa. Aqui mesmo já dá pra sentir que as coisas mudaram, por exemplo, o valor que se dá, principalmente à família e ao skype! O senso de proatividade e resiliência ficam em um patamar diferente.”

Motivos e expectativas

“Eu vim para a França porque eu queria ampliar meus horizontes, não só pessoal, mas profissional também. Conhecer as universidades e os métodos de ensino, assim como uma empresa e sua cultura organizacional. Acho que será um diferencial para ampliar minha visão profissional, ajudando a complementar o meu perfil e tornar mais próximo do que eu quero para mim.”

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Matéria publicada no jornal Circuito FEI – Nº15 (pág 10)

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