13 fev

Encontro anual há 37 anos

Há exatos 37 anos, os engenheiros mecânicos plenos formados pela antiga Faculdade de Engenharia Industrial (FEI) mantém uma tradição: no fim de ano, o grupo se reúne para lembrar histórias, contar as novidades e confraternizar. O encontro é promovido ininterruptamente desde que a turma se graduou, em 1976, com pelo menos a metade dos 70 formandos. A última confraternização foi realizada em 22 de novembro no bar e restaurante Estalagem, em São Paulo, que há mais de 20 anos é o local escolhido pelo grupo para o evento.

Identificados com crachás que contêm os nomes e números de matrícula na FEI – turma 24 mil –, os engenheiros afirmam que o interesse coletivo em manter contato é um dos fatores que possibilita a realização anual do encontro. Alguns ex-alunos, graduados em 1975, também participam, como o professor José Agostinho Baitello, atualmente docente do curso de Engenharia de Produção do Centro Universitário da FEI. “O encontro é uma ótima oportunidade para estreitar os laços e é muito divertido”, afirma.

Além de atualizaram os acontecimentos, os engenheiros aproveitam para recordar algumas histórias dos tempos de faculdade. O grupo acompanhou algumas transformações no ensino da Engenharia, dentre as quais a inserção da régua de cálculo em sala de aula, até então inexistente. “A prova de Dinâmica das Máquinas era feita em dois períodos. Um para os alunos que tinham a régua de cálculo e outro para os que não tinham”, recorda o engenheiro Rui Rodrigues. Segundo o ex-aluno Roberto Gremmelmaier, a ausência do instrumento permitiu o aprendizado das fórmulas e o desenvolvimento do raciocínio lógico para a resolução de problemas.

Música e esportes também foram alguns aspectos que se destacaram entre os anos de 1972 e 1976, período em que o grupo estudou na FEI. Segundo os engenheiros Salim Lamha Neto, José Roberto Florido e Carlos Machado, alguns nomes importantes da música brasileira se apresentaram na Instituição, como Elis Regina, Gonzaguinha, Pepeu Gomes e Baby do Brasil, contratados pelo Centro Acadêmico. “O cantor João Bosco, antes de se tornar um artista famoso, se apresentava próximo ao refeitório, em um jardim apelidado de Babilônia”, recorda Carlos Machado.

A turma também possuía bons jogadores de futebol de salão, o que os levou a montar uma equipe para disputar os campeonatos internos da modalidade, até então dominados pelo time da Atlética. O ‘Sifunia’ tinha apenas um jogador de outra turma, o goleiro, que era aluno de Engenharia Química Têxtil e tinha experiência em defesas de handebol. “O time foi o primeiro a quebrar a hegemonia de oito anos da equipe da Atlética. Foi muito gratificante e fizemos um churrasco para comemorar”, acrescenta o engenheiro José Carlos Jodar Lopes.

A turma também esteve envolvida na organização do torneio Inter República, que reunia os estudantes vindos de outras cidades para estudar na FEI. “Futebol de salão, vôlei, basquete e handebol eram as modalidades disputadas na competição”, informa Salim Lamha Neto, que veio do Rio de Janeiro para estudar na Instituição e participou da organização do evento esportivo. O engenheiro lembra, ainda, que uma das regras da competição era que os times fossem formados por moradores da mesma república.

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