08 Sep

Começa neste 8 de setembro o mais importante fórum sobre formação e profissão de Engenheiro

Com o tema central “Aprendizagem Ativa: Engenheiros Colaborativos para um Mundo Competitivo”, a 43ª edição do Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia acontece este ano no ABC paulista, na Universidade Federal do ABC, de 8 a 11 de setembro próximo.

Estão confirmados três conferencistas internacionais e quatro visitas técnicas a empresas líderes, além de minicursos, Feira Tecnológica e apresentações de dezenas de trabalhos em sessões técnicas e pôsteres. Entre os trabalhos apresentados encontram-se os desenvolvidos por dez professores do Centro Universitário da FEI, além da apresentação do Professor Kurt Aman, chefe do Departamento de Engenharia Civil da FEI, no painel Fórum de dirigentes 4.

No dia da abertura, 8 de setembro, a programação prevê 4 Fóruns de Dirigentes e 4 Fóruns de Estudantes reunidos em debate sobre os currículos dos cursos de Engenharia presenciais e a distância (EAD). Já no dia 10 as sessões plenárias da manhã colocarão no centro das discussões o “Ensino de Engenharia e as Necessidades do Mercado”.  Na sexta-feira, 11 de setembro, estão previstos 8 minicursos gratuitos aos participantes, com temas como “Educação Ambiental a Partir de Oficina de Reciclagem”, “Seis Sigma, o Método Mais Eficaz para Solução de Problemas” e “Introdução a Geodésia e aos Sistemas de Posicionamento/Navegação por Satélites”.

cobengeO tema central “Aprendizagem Ativa: Engenheiros colaborativos para um mundo competitivo”, busca atender à demanda por um engenheiro mais bem preparado para lidar com as necessidades do mundo atual. A Aprendizagem Ativa, o Ensino Baseado em Problemas e o Ensino Baseado em Projetos extrapolam a atividade intelectual, estando vinculados às estratégias práticas desenvolvidas pelo mercado.

O Cobenge é considerado o mais importante fórum de discussão sobre formação e exercício profissional em Engenharia no Brasil, realizado anualmente desde 1973 pela Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge). A FEI é uma das cinco escolas de Engenharia da região que organizaram a edição 2015.

10 Aug

Empresas exigem engenheiros com competências múltiplas

Entre vários pré-requisitos, de 1.132 anúncios em jornais em busca de engenheiros em Portugal, uma pesquisa da Universidade do Minho constatou que haviam 1.658 exigências de conhecimento técnico na área, mas quase o triplo apontavam para a necessidade de competências transversais como liderança, línguas, comunicação e trabalho em equipe. Ou seja, as empresas acreditam que as escolas estão certificando profissionais com todas essas habilidades, mas ficou a pergunta: será que estão mesmo?

Professor Rui Lima, da Universidade do Minho participará do workshop sobre Aprendizagem Ativa e PBL, do COBENGE.

Professor Rui Lima, da Universidade do Minho participará do workshop sobre Aprendizagem Ativa e PBL, do COBENGE.

É certo que o mercado demanda mais do que especialistas em uma única área, responde o professor Rui Lima da Universidade do Minho, que esteve na Universidade Federal do ABC no dia 3 de agosto para palestra sobre a implantação do método PBL (Problem Based Learning, ou Aprendizado Baseado em Problemas) na instituição.

O coração da estratégia do PBL parece simples: desde o primeiro semestre o aluno tem oportunidade de investigar protótipos e estabelece contato privilegiado com o setor produtivo ao longo da graduação para desenvolver trabalhos práticos, além de uma formação mais interdisciplinar. Significa que cada trabalho tem interação com professores de várias disciplinas, como matemática, física, química, cálculos e biologia, por exemplo, e não somente com o titular de uma área.

Engenheiro eletrotécnico, Rui Lima é do Departamento de Produção e Sistemas da Escola de Engenharia do Minho e falará no COBENGE-2015 (Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia), que este ano será sediado na UFABC, em São Bernardo do Campo. Ele participará de sessão plenária na manhã de 9 de setembro e em workshop dia 11 de setembro sobre Aprendizagem Ativa e PBL.

Outros quatro conferencistas internacionais são aguardados para o evento: Gregory James Light, da Northewestern University de Chicago (EUA); Maria Weurlander, do Royal Institute of Technology da Suécia; Diana Mesquita, também da Universidade do Minho; e Erik de Graaff, da Aalborg University (Dinamarca). Veja a programação completa em http://www.abenge.org.br/cobenge-2015/2015/programacao_9

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COBENGE 2015

O Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia é o mais importante fórum de discussão sobre formação e exercício profissional em Engenharia no Brasil, realizado anualmente desde 1973 pela Associação Brasileira de Educação em Engenharia (ABENGE). Este ano ocorre de 8 a 11 de setembro próximo. As inscrições vão até 2 de setembro para o Congresso e até 16 de agosto para participar de visitas técnicas, minicursos e workshops.

XLIII Congresso Brasileiro de Educação em Engenharia

Quando: 8 a 11 de setembro de 2015

Onde: Universidade Federal do ABC, campus São Bernardo do Campo (SP), Rua Arcturus, 03, Jardim Antares

Tema: Aprendizagem Ativa: Engenheiros Colaborativos para um Mundo Competitivo

Inscrições: até 2 de setembro pelo http://www.abenge.org.br/cobenge-2015/  e até 16 de agosto para minicursos, visitas técnicas e workshops

Organização: Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana), Universidade Metodista de São Paulo, Centro Universitário Fundação Santo André, Centro Universitário do Instituto Mauá de Tecnologia, Universidade Federal do ABC.

Promoção: Associação Brasileira de Educação em Engenharia (ABENGE).

 

14 May

Evento debate a implantação de ciclovias na cidade de São Paulo

Aconteceu ontem no Campus São Paulo a mesa-redonda “Mobilidade Urbana: Ciclovias em debate”. O Centro Universitário da FEI recebeu quatro convidados, liderados pelo Professor Dr. Jacques Demajorovic, para falar sobre os diversos aspectos que envolvem e impactam a construção de ciclovias na cidade de São Paulo.

O primeiro a falar foi o Superintendente de Planejamento da CET, Ronaldo Tonobohn, que apresentou os números que envolvem as ciclovias paulistas como os quilômetros recém construídos, as vagas para bicicletas nos terminais de ônibus, ciclo passarelase o orçamento real de todo o projeto. Segundo Ronaldo, o conceito principal para a implantação das ciclovias é a sustentabilidade, tendo como princípio a segurança do ciclista.

Os quatro convidados à esquerda e o mediador do debate, Prof. Dr. Jacques Demajorovic, à direita.

Os quatro convidados à esquerda e o mediador do debate, Prof. Dr. Jacques Demajorovic, à direita.

O Superintendente da CET ainda falou um pouco sobre o projeto “Bike Sampa”, parceria do banco Itaú com a prefeitura, que espalha bicicletas compartilhadas pela cidade. A Gerente de Relações Governamentais e Institucionais do Banco Itaú, Simone Gallo Azevedo, não pôde comparecer para apresentar o programa.

Professora do Departamento de Patologia da Universidade de São Paulo, Thais Mauad falou sobre a saúde e o impacto da poluição das grandes cidades aos ciclistas.

O debate teve ainda a participação do jornalista do Estadão, José Roberto de Toledo, que falou sobre as e-bikes, as bicicletas elétricas que têm o motor acionado pela força do pedal. A bicicleta é uma alternativa para quem mora perto de ladeiras, uma vez que nivela o terreno como se o ciclista estivesse pedalando em um terreno plano, sem exigir um desgaste físico maior da pessoa.

Para fechar as apresentações, o arquiteto e urbanista Ricardo Correa, falou sobre a importância da educação no trânsito e da formação do condutor de bicicletas como base para tornar São Paulo uma cidade ciclável. Para Ricardo, o entendimento de todos em relação ao seu papel no trânsito, seja como motorista, ciclista ou pedestre, caminha junto às obras de infraestrutura e é um dos muitos recursos que podem garantir a segurança do ciclista.

Para finalizar o debate, os convidados responderam algumas perguntas da palestra e falaram sobre a utilização das ciclovias por cadeirantes, fiscalização para os usuários das ciclovias e multas para ciclistas e continuidade do projeto de ciclovias após troca de gestão.

Muitas pessoas vieram  de bicicleta assistir à palestra.

Muitas pessoas vieram de bicicleta assistir à palestra.

20 Dec

43ª Elexpo apresenta trabalhos de conclusão de curso dos alunos da Engenharia Elétrica

Nove projetos dos formandos do curso de Engenharia Elétrica da FEI foram expostos na última terça, 18 de dezembro, no ginásio da Instituição, durante a Elexpo, exposição que apresenta os trabalhos de conclusão de curso (TCC) realizados pelos alunos.

Tecnologias criadas para facilitar o cotidiano de pessoas com deficiência, como o aparelho portátil para cegos,que identifica quando uma fruta está pronta para consumo , e uma versão digital de exercícios para pacientes com Síndrome de Down, foram alguns dos projetos apresentados na exposição.

A preocupação com a segurança em residências e apartamentos também foi um dos temas abordados pelos alunos.

O projeto “Segurança para condomínios”, por exemplo, prioriza a melhora da segurança na entrada de prédios por meio de algumas ferramentas, como o reconhecimento facial e travamento de portões pelo controle automático quando a pessoa não é reconhecida.

Rodrigo Kenji Susuki, um dos idealizadores do projeto, conta como o dispositivo de segurança funciona no dia a dia: “Após o acionamento do controle pelo condutor, o carro passa pelo primeiro portão do prédio. Em seguida, o motorista é reconhecido facialmente e comparado com um banco de imagens que o sistema já possui. Se reconhecido, é aberto o segundo portão. Caso contrário, os dois portões travam e a pessoa precisa aguardar o porteiro”. O processo parece longo, mas o aluno diz que o reconhecimento e destravamento dos portões levam em torno de 5 segundos.

Outro diferencial é o custo do equipamento. Segundo Susuki, o software sairia por R$ 1.500, e não teria a necessidade de manutenção mensal.

Projeto “Segurança para condomínios” otimiza segurança na entrada de condomínios

Já pensando em promover a praticidade, conforto e acessibilidade de pessoas com dificuldade de locomoção, um dos grupos de formandos idealizou o “Controle residencial por voz”, sistema de controle por comandos de voz de dispositivos domiciliares, como torneira, sanitário, iluminação, janelas ou até mesmo ventilador. De acordo com o aluno Marcos Fukazawa, é possível abrir e fechar uma janela pela voz, por exemplo.

O conhecimento colocado em prática

Para a construção de todos esses projetos, os alunos recebem dos professores as orientações necessárias, desde o nascimento da ideia, até o dia da exposição. E precisam, inclusive, usar aprendizados iniciais do curso: “Os alunos utilizam nesses projetos todos os ensinamentos obtidos em sala de aula, até mesmo disciplinas do ciclo básico, como por exemplo, métodos numéricos, cálculo, estatística, entre outros”, diz o professor da FEI e coordenador da Elexpo, Dr. Aldo Artur Belardi.

Dr. Aldo Artur Belardi diz que alunos usam conhecimentos do ciclo básico do curso de Engenharia Elétrica para criar os projetos da Elexpo

Durante a Elexpo, os projetos foram avaliados por uma banca de jurados formada por professores, ex-alunos e empresários do setor. Os cinco melhores trabalhos foram premiados com troféus e medalhas pelo Centro Universitário da FEI. Veja abaixo a colocação e a descrição de cada projeto.

1º lugar: Sistema de frenagem eletromagnética microcontrolado

Sistema destinado a veículos de tração traseira, como caminhonetes e vans, até ônibus e caminhões de grande porte, cuja frenagem auxiliar é feita por meio de um disco metálico acoplado ao cardan. Este sistema é formado por duas partes principais: unidade de controle e de frenagem.

2º lugar: Economia de energia em máquina sopradora

Além da economia de energia quando há o desligamento do motor hidráulico da máquina durante o período de sopro (quando não há movimentos hidráulicos) e religar um segundo antes do reinício dos movimentos, os alunos destacam aumento do fator de potência e também a prevenção do sobreaquecimento do óleo na linha hidráulica.

3º lugar: Reconhecimento de traço em dispositivo touch screen

O aplicativo visa à replicação de exercícios de fisioterapia em um sistema digital (tablete) que ajuda a medir o desempenho e evolução do paciente ao longo do tratamento, possibilitando ainda o arquivamento de todos os resultados. O projeto pode ajudar pessoas com Síndrome de Down, Paralisia Cerebral, Doença de Parkinson ou que sofreram Acidente Vascular Encefálico (AVE).

4º lugar: Medidor de rotação para motores CC a partir da análise da corrente de excitação

O projeto mede a rotação de um motor de corrente contínua pela análise da forma de onda da corrente de excitação.

5º lugar: Luva mouse microcontrolada

O dispositivo evita movimentos repetitivos do mouse convencional e aumenta a interatividade do usuário de computador com a interface de manipulação do cursor. O dispositivo é desenvolvido em um formato de luva para que os movimentos da mão possam controlar o ponteiro do mouse.

Para ver as fotos da 43ª Elexpo, acesse o álbum da fanpage da FEI no Facebook: http://goo.gl/hGUAI

18 Dec

31ª Expo MecPlena da FEI apresenta projetos de Formandos da Engenharia Mecânica Plena

Formandos do curso de Engenharia Mecânica Plena da FEI se reuniram na noite da última sexta, 14 de Dezembro, para apresentar os projetos de formatura durante a 31ª Expo MecPlena. Ideias criativas, inovadoras e promissoras puderam ser conferidas nos 12 projetos expostos no ginásio do Centro Universitário da FEI.

Um dos projetos que ganhou destaque durante a Expo MecPlena foi o Hydro Lifter, uma plataforma feita de aço inoxidável para cadeirantes que, ao ser acionada por uma alavanca, se deslocará até 1,5 metro de profundidade na piscina. O projeto foi desenvolvido pensando na acessibilidade para auxiliar àqueles com mobilidade reduzida no acesso à piscina.

Antes mesmo de expor o trabalho na Instituição, o Hydro Lifter repercutiu em diversos veículos de comunicação, como O Jornal.net, Maxpress e também no renomado portal Instituto de Engenharia.

Um dos diferenciais do projeto é o baixo custo. Outros equipamentos já existentes no mercado chegam a custar até R$10 mil e são hidráulicos ou mecânicos, enquanto o Hydro Lifter custaria cerca de R$ 5 mil, trazendo como vantagem a plataforma mecânica, que deixa o valor mais em conta.

Projeto Hydro Lifter facilita acesso de cadeirantes à piscina

Durante a exposição, os projetos foram avaliados por um júri técnico de acordo com os seguintes quesitos:

• Avaliação técnica e funcional – Viabilidade técnica e construtiva, forma e princípio de funcionamento.

• Projeto do conjunto – Análise de conjunto, layout, interação entre componentes e ergonomia (quando aplicáveis).

• Detalhamento – Cálculo, métodos de projeto, dimensionamento e especificações.

• Benefícios – Vantagem diferenciada, estudo de impacto ambiental e descarte.

• Apresentação – Clareza na definição de objetivos e na apresentação dos projetos, organização.

Os vencedores da noite foram:

1º Lugar: Bio Energia

O projeto visa o desenvolvimento da engenharia básica de um reator de biodigestão, permitindo o aproveitamento energético de resíduos orgânicos, aliado ao correto tratamento dos mesmos.

2º Lugar: Fricsolda

Equipamento de solda por fricção (ou atrito) para junção de topo de chapas de liga de alumínio de pequena espessura, baseando-se no processo Friction Stir Welding, que consiste em uma ferramenta rotativa que se desloca linearmente ao longo da junção de solda, aquecendo o metal base por atrito.

3º Lugar: MEP

A proposta do MEP (Máquina de Ensaio de Pneus) é elaborar a engenharia básica de um equipamento de ensaio, capaz de obter a resposta das forças atuantes em uma família de pneus trafegando em pisos macios.

Projetos vencedores


Infraestrutura da Instituição contribuiu para a realização dos trabalhos

Társis Tezza, um dos idealizadores do Fricsolda, conta que utilizou a estrutura da Instituição para testar a proposta: “Para validar nosso projeto fizemos diversos experimentos dentro dos laboratórios da FEI. Com certeza o mercado aceitaria este trabalho”.

Criadores do Fricsolda comemoram o sucesso do projeto

Uma das responsáveis pelo projeto Hydro Lifter, Karina Rossi Nagano, também ressalta que a Instituição auxiliou o grupo com todas as informações para que o trabalho saísse do papel: “A FEI prestou toda a orientação necessária. Os professores estavam sempre disponíveis a esclarecer qualquer dúvida, onde conseguir materiais, empresas que podiam nos ajudar, indicação de especialistas para conversarmos, além do auxílio na construção do estande”, ressaltou.

Karina ainda contou que, muitas empresas visitam a exposição para conferir o trabalho dos formandos: “Os profissionais perguntam sobre os nossos projetos, qual o diferencial e isso é muito importante, porque vemos que as empresas estão olhando o que estamos fazendo e que os alunos da FEI estão mesmo preparados para o mercado de trabalho”.

Formandos responsáveis pelo Hydro Lifter tiveram destaque na mídia pela construção do projeto

O professor e coordenador da Expo MecPlena, Arthur Tamasauskas, confirma a declaração da aluna, “As empresas esperam que o aluno tenha condições de desenvolver um projeto e a Expo MecPlena atende perfeitamente esse objetivo. É uma simulação dentro da Instituição do que pode ocorrer na empresa”, diz.

Arthur conta ainda que alguns alunos chegam até a conquistar uma oportunidade de trabalho durante a Expo MecPlena: “Quando uma empresa vê o envolvimento do aluno, abrem-se as portas do mercado para ele ”, afirma.

Professor Arthur Tamasauskas conta que Expo MecPlena abre portas para o mercado de trabalho

Segundo Tamasauskas, a FEI avalia para um futuro próximo, a possibilidade dos projetos da MecPlena se tornarem um produto vinculado à empresas que procuram o Centro Universistário da FEI durante a exposição.

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