06 Jul

FEI avança nas pesquisas relacionadas à Indústria 4.0

Com inauguração do Laboratório de Manufatura Digital, Centro Universitário dispõe de ferramentas inovadoras para preparar os alunos e intensificar a aproximação com empresas do segmento industrial  

Atualmente, o conceito de Internet das Coisas visa conectar os equipamentos domésticos do dia a dia à rede mundial de computadores. Essa mesma concepção deve chegar à indústria, atrelando máquinas e matérias-primas entre si e com o world wide web (www). Esse tipo de conexão consiste em um dos pilares da chamada Indústria 4.0, ou quarta revolução industrial. A manufatura digital emerge como mais um desses pontos, trazendo o projeto do produto e da fábrica para um ambiente digital, buscando otimizar os processos e aprimorar a qualidade dos produtos.

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Essa visão inovadora de se projetar e planejar uma fábrica, bem como a expertise e o avanço em pesquisas conquistados pelo Centro Universitário FEI nos últimos anos, motivou a Instituição a inaugurar o Laboratório de Manufatura Digital, um espaço moderno, dotado de equipamentos, robôs e softwares de última geração, cujo objetivo é gerar novos estudos na área de projetos, planejamento e gestão do ciclo de vida de produtos. Dessa forma, os alunos, professores e pesquisadores do Centro Universitário poderão vivenciar a operação de uma plataforma que, em breve, será tendência em linhas de produção de diversos segmentos e que, atualmente, já é utilizada em empresas automobilísticas e na indústria aeroespacial.

Inaugurado no dia 2 de fevereiro, após três anos desde sua idealização até implantação final, o espaço contou com investimento total da ordem de 5,5 milhões. A Siemens PLM Software, unidade de negócios da Siemens Digital Factory Division, líder no fornecimento global de software e serviços de gerenciamento do ciclo de vida do produto (PLM) e de plataformas de gerenciamento de operações de manufatura (MOM), e parceira da FEI na instalação do laboratório forneceu 100 licenças do portfólio Tecnomatix que incluem pacotes de softwares de planejamento de processos de manufatura.

Além disso, a infraestrutura do Laboratório conta com uma célula robotizada, que permite a validação de processos industriais automatizados ou voltados para ergonomia. Tanto essa célula quanto as definições da concepção e da configuração do espaço contaram com o apoio da SPI Integradora de Sistemas, companhia com mais de 20 de anos de mercado com foco no fornecimento de projetos de Automação Industrial voltados ao aumento de produtividade, atendimento às regulamentações de sustentabilidade.

A empresa possui grande conhecimento das principais necessidades e carências das indústrias e esta experiência foi incorporada no projeto do laboratório. Marcos Barbosa, diretor executivo da SPI Integradora, ressaltou, na cerimônia de inauguração, o fato de poder contar com a FEI na busca por recursos humanos que estão alinhados às necessidades da indústria. Também sinalizou que, a partir de agora, os alunos terão um convívio ainda mais intenso com a tecnologia das empresas modernas no mundo e poderão trabalhar com mais eficiência, automação e processo de vanguarda.

Da esquerda para a direita: Profº Alexandre Massote, Reitor Fábio do Prado, Pe. Theodoro Peters, Rogério Albuquerque (Siemens PLM Software), Marcos Barbosa (SPI Integradora) e o Coordenador do Curso de Engenharia de Produção da FEI Dário Alliprandini.

Da esquerda para a direita: Profº Alexandre Massote, Reitor Fábio do Prado, Pe. Theodoro Peters, Rogério Albuquerque (Siemens PLM Software), Marcos Barbosa (SPI Integradora) e o Coordenador do Curso de Engenharia de Produção da FEI Dário Alliprandini.

A otimização da linha de produção é uma das ferramentas contempladas no conceito de digitalização da manufatura. Isso significa que as operações da fábrica podem ser simuladas no próprio computador, para que análises de cenários sejam manipuladas, diminuindo o tempo da produção final. “As empresas podem, no laboratório, visualizar o resultado do projeto em um ambiente digital antes de sua implantação, além de contar com as ferramentas necessárias para analisar se as linhas de produção, por exemplo, devem ser operadas por pessoas ou robôs. A automação é uma alternativa, a digitalização é o meio que o laboratório permite”, explica o Coordenador do Curso de Engenharia de Produção da FEI, Profº Dário Alliprandini.

Com a possibilidade de avaliar e realizar diversos testes do projeto no ambiente virtual, não há necessidade de investimentos desnecessários no chão de fábrica, o que permite uma economia considerável.  Segundo Rogério Albuquerque, executivo de Vendas da Siemens PLM Software, antes da implementação, o produto já foi testado e modificado diversas vezes. Com isso, é possível evitar atrasos no cronograma em até 80% e possíveis erros na linha de produção.

Os professores do curso de Engenharia de Produção da FEI, Fabio Lima e Alexandre Augusto Massote, ambos idealizadores do projeto, comentam sobre o pioneirismo da FEI no desenvolvimento do Laboratório e da necessidade das empresas por mão de obra qualificada. “Essa infraestrutura é um espaço de ponta, com softwares de alta tecnologia considerados referência para os sistemas de manufatura industriais. Com o lançamento do Laboratório, a FEI dispõe de ferramentas inovadoras para preparar os alunos e intensificar a aproximação com empresas do segmento industrial, além de firmar parcerias em projetos de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico. A instituição será uma potencial formadora de líderes para as empresas nessa área, já que os alunos estarão em contato com tecnologias que serão utilizadas cada vez mais no futuro”, comenta o docente Fabio Lima.

Já o professor Massote destacou que os engenheiros formados pela FEI, cada vez mais, estão garantindo um espaço de destaque nas indústrias e, com a inauguração do Laboratório, os novos alunos poderão aprender, na prática, como funciona uma linha de produção que incorpora os conceitos de manufatura digital, passo importante para a concretização da quarta revolução industrial. Isso porque, há a preocupação em manter os equipamentos e softwares atualizados constantemente, além de incorporar novas tecnologias para que sempre seja ofertado um ensino inovador e, por isso, as parcerias têm papel fundamental nesse projeto.

27 Apr

A VERDADE SOBRE A ENGENHARIA DE PRODUÇÃO

Coordenador da Disciplina de Gerenciamento da Qualidade do Curso de Engenharia de Produção da FEI esclarece o que vem a ser a profissão.

Engenharia de Produção é uma área muito questionada pelos estudantes em relação ao seu conceito, objetivo e funcionalidade. Por desconhecerem o real significado e importância, muitos criam uma imagem equivocada sobre o setor. “Engenheiro de Produção é um engenheiro como outro qualquer”, afirma o prof. Dr. Wilson Castro Hilsdorf, que também coordena o curso de Pós Graduação – “Estratégias para a Qualidade e Competitividade – no Instituto de Especialização em Ciências Administrativas e Tecnológicas – IECAT, localizado no Centro Universitário da FEI.

A formação de um engenheiro de produção está direcionada a viabilizar a produção de projetos realizados por outras engenharias. Segundo o Dr. Hilsdorf, um erro comum é achar que o profissional desta área é um administrador apenas. “Apesar de ter noções de economia e finanças para realizar avaliação de custos, o engenheiro de produção tem a mesma base tecnológica dos demais”, explica.

De acordo com o professor, o equívoco sobre a profissão acontece devido ao fato de ter uma interface grande com aspectos de gestão. “Um engenheiro de produção não produz apenas para montar fábrica, e sim faz um estudo aprofundado sobre o que e onde produzir, analisa qual será o tipo de fábrica, assim como a linha de produção a ser utilizada, a mão-de-obra, as máquinas, entre outras funções”, esclarece.

Prof. Dr. Wilson Castro Hilsdorf

O profissional da área faz com que a indústria se desenvolva com produtividade, qualidade e competitividade. “Ele participa de todo o ciclo de desenvolvimento de uma indústria, desde sua concepção até sua implantação e operação”, completa.

O Curso de Engenharia de Produção na FEI é ministrado no campus SBC, sendo dez semestres para o curso no período Diurno; e doze semestres no período Noturno. Mais informações pelo www.fei.edu.br.

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