25 May

Corpus Christi, uma festa diferente

A festa de Corpus Christi é celebrada em uma data que se altera a cada ano, em razão da data da Páscoa, que é marcada no ano lunar e não no ano civil.

Realiza-se na quinta-feira após o encerramento litúrgico do tempo pascal, depois da festa de Pentecostes, sessenta dias depois da Páscoa.

É uma solene e piedosa homenagem a Jesus Cristo que, no Calvário, entregou seu corpo e sangue para a libertação da humanidade.

Por que numa quinta-feira?

Porque foi na véspera da paixão, uma quinta-feira, que Jesus se reuniu com os discípulos para celebrarem a páscoa judaica. Seria também seu jantar de despedida.

A liturgia contida dos dias da Semana Santa não favorece a celebração do que de mais importante aconteceu nessa Última Ceia: a instituição da Eucaristia e a promulgação do novo mandamento que Jesus deixava aos discípulos: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Não existe amor maior do que aquele que dá a vida pelos outros”.

A celebração do Corpus Christi começou no século 13, em 1243, na Bélgica, por iniciativa de uma religiosa agostiniana, Juliana de Mont Cornillon. Em suas meditações, sentia um apelo de Jesus para que a Igreja celebrasse a Eucaristia com mais festa e em dia especial.

O que aconteceu em nível local, começou a se espalhar a partir do reconhecimento da data escolhida para a festa, que ficou chamada de Corpus Christi. O Papa Urbano 4, em 1264, a oficializou e a estabeleceu para toda a Igreja.

A importância foi reconhecida começando pela introdução de um feriado no calendário, que no Brasil é civil e religioso. Às missas solenes, seguem-se cerimônias de adoração ao Santíssimo e as procissões pelas ruas da cidade.

Os colonizadores portugueses trouxeram a tradição da confecção dos tapetes com motivos eucarísticos formados por flores e diversos tipos de material colorido.

O que era restrito às comunidades interioranas ganhou espaço nos meios de comunicação em reportagens sobre como o Dia de Corpus Christi foi festejado em todo o Brasil.

As imagens das ruas enfeitadas mostram a fé e piedade do povo ao fazer a memória do que se passou na Última Ceia.

A missa destaca-se pela riqueza teológica dos textos litúrgicos.

Segundo a história, Santo Tomás de Aquino foi um dos que pediram ao Papa Urbano 4 que estendesse a festa de Corpus Christi para toda Igreja. Depois de pensar, o Papa acatou o que pedia o grande teólogo com a condição de que compusesse o texto.

Do Antigo Testamento a liturgia traz o misterioso rei e sacerdote Melquisedeque que acolheu Abraão e, com pão e vinho, ofereceu um sacrifício em ação de graças pela sua vitória contra os inimigos.

padrepauloNa segunda leitura, São Paulo comenta o que recebeu dos apóstolos sobre a instituição da Eucaristia na última ceia, chamando a atenção da comunidade sobre o significado e consequência desse gesto de Jesus e a responsabilidade dos que dela se aproximam.

O Evangelho narra uma das cenas da multiplicação dos pães. Jesus é o pão vivo que desceu do céu para a vida do mundo. Quem dele comer terá a vida eterna…

Antes de proclamá-lo, a liturgia convida a comunidade a um momento de reflexão com o grande hino eucarístico de louvor composto por Santo Tomas, em que a profundidade do teólogo e a sensibilidade do poeta se completam:

 

“Bom pastor, pão de verdade, piedade, Jesus, piedade! Conservai-nos na unidade, extingui nossa orfandade: Transportai-nos para o Pai…”

Por Pd. Paulo D’Elboux

18 Mar

Conhecimento compartilhado entre alunos

Projeto social da FEI realiza oficina de reforço escolar com alunos do ensino médio

Estudantes da Escola Estadual Dr. João Firmino

“O que falta me atormenta”. A célebre frase proferida pelo Padre Jesuíta Roberto Saboia de Medeiros, fundador do Centro Universitário FEI, resume o principal objetivo da Companhia de Jesus, que é utilizar a educação como meio para ajudar a sociedade. O Centro Universitário – Instituição de ensino ligada à Ordem Religiosa – segue o lema de seu fundador e tem procurado utilizar a educação para dar oportunidades a jovens de se formarem e aprenderem a ser cidadãos mais úteis à comunidade. Entre as ações desenvolvidas pelo Departamento de Ciências Sociais da Instituição estão oficinas de estudos para disciplinas básicas do ensino médio, como Matemática, Português, Física e Química, direcionadas a estudantes de escolas da rede pública.

A iniciativa começou em 2013, quando a professora Giselle Larizzatti Agazzi realizou oficinas de estudo com jovens internados em um abrigo situado nas proximidades da FEI que, ao completarem 18 anos, eram obrigados a se sustentar sozinhos. Daí surgiu a ideia de oferecer oficinas de Português, Matemática e Informática, a fim de ajudar os internos a desenvolverem conhecimentos e habilidades básicas para que conseguissem empregos ou prosseguissem nos estudos. No início de 2015, já sob a supervisão do professor Raúl Gouveia Fernandes e com a participação dos docentes Lania Stefanoni Ferreira e Diego Genu Klautau, todos do Departamento de Ciências Sociais, o projeto começou a tomar direções maiores. “Decidimos entrar em contato com os alunos do 3º ano do ensino médio da Escola Estadual Dr. João Firmino, que também fica próxima ao campus da FEI, para verificar o interesse de virem participar de aulas de reforço escolar, uma vez por semana, ao longo do semestre. Conseguimos formar uma turma inicial de aproximadamente 25 alunos, dos quais 17 acompanharam as atividades até o fim do semestre”, explica o professor.

Lania Stefanoni Ferreira ministrando uma das aulas

A pedido dos próprios estudantes, em julho o trabalho foi ampliado oferecendo também aulas de Física e Química. Para isso, os professores Roberto Baginski e Andreia de Araújo Morandim, das duas disciplinas, respectivamente, passaram a integrar a equipe de professores encarregada pelo projeto. Além disso, novas chamadas de alunos da escola estadual foram realizadas e, no segundo semestre, uma nova turma com 25 alunos, todos do 3º ano do ensino médio, começaram a ter aulas de reforço na FEI. As aulas são ministradas por oito alunos de Engenharia e Administração da FEI, bolsistas do Probase. Os graduandos dão aulas e também são responsáveis pela preparação do material didático, das listas de exercícios e por eventuais atividades extras, sempre supervisionados pelos professores envolvidos com o projeto. “Os alunos têm se mostrado muito envolvidos com o trabalho e, apesar de toda inexperiência e, às vezes, de certo nervosismo, têm se saído muito bem”, destaca o professor Raúl Gouveia Fernandes.

Além disso, vêm contribuindo com diversas ideias e iniciativas que resultaram em atividades extras, algumas realizadas ao longo do semestre passado e outras em planejamento. Ana Cristina Lima, do 7º ciclo de Engenharia Química, é uma das alunas voluntárias e conta que se interessou pelo projeto desde o primeiro dia em que recebeu o convite. A jovem já havia participado como voluntária em programas parecidos em outras instituições e, quando soube da oportunidade na FEI, não pensou duas vezes. “Além da possibilidade de realizar um trabalho voluntário, a experiência de estar à frente de uma sala de aula me fez entender melhor o método que os professores utilizam e o quanto é preciso se aprofundar em determinados temas para passar a informação da melhor maneira. Estudei no ensino público e sei como é difícil”, argumenta.

Para os estudantes da Escola Estadual Dr. João Firmino, as aulas têm sido um reforço importante, não só pela defasagem do ensino público, mas porque muitos estão em fase de prestar vestibular. “As aulas que temos aqui são totalmente diferentes das que recebemos no ensino público, porque aprendemos somente o básico para passar de ano. Com essa iniciativa da FEI, aprendemos conteúdos importantes e totalmente aplicáveis em vestibulares”, destaca o estudante Pedro Gabriel de Araujo Raniere, que vai prestar vestibular na FEI para Engenharia Química.

A aluna Milena Aparecida Pampifer também destaca como aprendizado o lado humanístico, por meio de projetos sociais desenvolvidos nas aulas e que colaboram para que sejam pessoas melhores. “O aprendizado que temos aqui é completo, tanto intelectual como humano. São alunos que realmente se preocupam com a gente, com o que mais estamos precisando aprender e se estamos entendendo. É uma atenção que não recebemos em qualquer lugar”, acentua.

Apoio
A coordenadora do ensino médio da Escola Estadual Dr. João Firmino, Marli Menezes, explica que o projeto realizado pela FEI tem sido muito importante para os alunos, principalmente os do 3º ano que estão em fase de vestibular, pois a grande maioria não tem condições de fazer um cursinho ou pagar aula particular. “É muito importante o reforço que esses jovens estão recebendo, pois o dia a dia na escola é muito corrido e, muitas vezes, não é possível se aprofundar em disciplinas básicas como Matemática, Português, Física e Química, matérias importantes e que são a base para qualquer vestibular”, acentua.

O coordenador do projeto acredita que o programa traz benefícios não só para os jovens atendidos, mas também para os alunos da FEI e para a própria Instituição, que busca realizar de forma mais plena sua missão, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e solidária. “A ideia é que o projeto continue nos próximos anos, ganhando inclusive mais corpo. Nosso objetivo em médio prazo é tentar criar uma estrutura mais permanente e organizada, que configure um verdadeiro ‘cursinho comunitário’, a exemplo dos que existem em várias outras instituições de ensino superior”, adianta o professor Raúl Gouveia Fernandes.

19 Feb

Pacto da Educação Brasileira contra o Zika Vírus 

Veja dicas de combate ao Mosquito da Dengue, Chikungunya e Zika

O Centro Universitário FEI sempre busca priorizar a formação integral do ser humano, a responsabilidade social, a ética e a cidadania. Por isso, convocamos toda a comunidade, a ingressar em uma das mais importantes campanhas do nosso País que é o Combate ao Mosquito da Dengue, Chikungunya e Zika.

mosquitoNo início deste mês, o Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (CRUB), assinou o Pacto da Educação Brasileira Contra o Zika Vírus. O documento foi assinado em conjunto com mais de 20 entidades e o Ministério da Educação, cujo objetivo é a mobilização de estudantes, professores e servidores da educação de todas as instituições de ensino brasileiras em prol ao combate do mosquito Aedes Aegypti.

A FEI faz parte deste grupo de instituições, pois sabe que pode contar com a sua ajuda neste desafio. Sendo assim, preste atenção em algumas dicas importantes do Ministério da Saúde e que são fundamentais para o combate ao mosquito transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus.


Dicas

Por mais que a preocupação com os focos do mosquito seja em ambientes externos, 2/3 dos criadouros do Aedes estão nas residências. Então, se você quer manter-se livre do mosquito, tome os seguintes cuidados:

  • Tampe os tonéis, caixas d’água e todo tipo de recipiente com água parada;
  • Mantenha as calhas sempre limpas;
  • Deixe garrafas sempre viradas com a boca para baixo;
  • Mantenha lixeiras bem tampadas;
  • Deixe ralos limpos e com aplicação de tela;
  • Limpe semanalmente ou preencha pratos de vasos de plantas com areia;
  • Limpe com escova ou bucha os potes de água para animais;
  • Retire água acumulada atrás da máquina de lavar roupa;
  • Utilize roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporcionando alguma proteção às picadas e que podem ser adotadas principalmente durante surtos;
  • Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo;
  • Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos);
  • Se você identificou um foco do mosquito, mas que não pode ser eliminado por você ou moradores de um determinado local, a Secretaria Municipal de Saúde deve ser acionada.

Microcefalia – Uma doença que pode ser fatal

Além da Dengue, o mosquito Aedes Aegypti também é portador do Zika Vírus, uma ocorrência nova no Brasil que pode afetar as mulheres gestantes e causar consequências sérias e profundas no desenvolvimento de seus bebês, como a MICROCEFALIA; mas que também é possível prevenir. Se você conhece mulheres gestantes, repasse algumas dicas que podem ajudar na prevenção:

  • Em casa utilize telas em janelas e portas para evitar a entrada do mosquito;
  • Use roupas compridas – calças e blusas – e, se vestir roupas que deixem áreas do corpo expostas, aplique repelente nessas áreas;
  • Fique, preferencialmente, em locais com telas de proteção, mosquiteiros ou outras barreiras disponíveis.

Cuidados com a transmissão do vírus

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, divulgou a constatação da presença do vírus Zika ativo (com potencial de provocar a infecção) em amostras de saliva e de urina de pacientes. A evidência, no entanto, não é suficiente para afirmar que a presença do vírus na saliva pode infectar outras pessoas. No entanto, a recomendação neste momento é cautela e prevenção, com orientações conhecidas para outras doenças, como evitar compartilhar objetos de uso pessoal (escovas de dente e copos, por exemplo) e lavar as mãos. Os maiores cuidados devem ser tomados pelas grávidas, que já devem se proteger contra o mosquito Aedes Aegypti.

São atitudes que embora pareçam simples, fazem muita diferença na prevenção do combate do mosquito, e que precisam ser passadas adiante e compartilhadas com seus pais, irmãos, vizinhos e amigos.

Contamos com você!

Fonte: Site da Campanha de Combate ao Mosquito – Ministério da Saúde: www.combateaedes.saude.gov.br.

25 Sep

Doe sangue, salve vidas!

A princípio, qualquer pessoa pode doar sangue, basta levar um documento oficial com foto e órgão expedidor (RG ou documento oficial equivalente) e se apresentar aos postos de coleta.

Porém, é importante observar algumas restrições que visam manter a saúde de quem doa e de quem recebe o sangue, tais como:

 

  • Estar em boas condições de saúde.
  • Ter entre 16 e 69 anos de idade, sendo que a primeira doação deve ter sido feita antes dos 60 anos. Para doadores entre 16 e 17 anos, a doação só poderá ser realizada mediante consentimento formal por escrito dos representantes legais.
  • Ter peso igual ou superior a 50 kg.
  • Estar alimentado, aguardando 2 horas após o almoço.
  • Ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas.
  • Não ter feito exames/procedimentos com utilização de endoscópio nos últimos 6 meses.
  • Não ter diabetes com uso de insulina e epilepsia.
  • Não ter tido hepatite após os 11 anos de idade.
  • Não ter feito tatuagem e/ou piercing nos últimos 6 meses.

 

Você sabia?

 

  • Ninguém contrai doenças doando sangue.
  • Todo o material da coleta é descartável e estéril.
  • A cada doação são realizados exames laboratoriais para a detecção de doenças infecto-contagiosas, independente de doações anteriores.
  • Os resultados dos exames são sigilosos e são entregues única e exclusicamente ao doador.
  • O organismo compensa a quantidade de sangue doada. Pouco tempo depois, o volume de sangue será o mesmo.
  • Doar sangue não faz com que o organismo produza maior quantidade de sangue.
  • Doar não faz com que o sangue “engrosse” ou ”afine”.
  • Doar sangue não engorda ou emagrece.
  • Doar sangue não vicia.

A coleta de sangue na FEI acontecerá nos dias 05 e 06 de outubro de 2015, das 9h às 16h na BO-32 e BO-34 e é promovida pelo Diretório Acadêmico de Engenharia da FEI.

 

17 Sep

O menino da praia…

Há meses, diariamente, os jornais da TV trazem cenas de barcos à deriva com centenas de refugiados em uma fuga desesperada em busca de sobrevivência em outros países. Já são milhares os que se aventuraram, entre eles, os que conseguiram seu intento e os que ficaram no caminho vítimas da tempestade, da fome, da doença e do cansaço.

Essas imagens passaram a ser mais uma notícia entre tantas outras negativas que se sucedem e já não nos chamam a atenção, geram maior compaixão e alguma revolta. Apenas mais uma reportagem das agências a se repetir em toda a mídia, matérias para preencher o espaço, criar sensacionalismo.

No dia, porém, a foto foi impactante, traumatizando o mundo. Não foi a destruição dos monumentos de uma das mais antigas relíquias do patrimônio histórico da humanidade pelas marretas da intolerância cultural. Foi simplesmente o corpo de um garotinho deixado pelo mar à beira da praia.

Parecia dormir, solitário, acariciado apenas pelo vai e vem das ondas que delicadamente envolviam o seu corpo inocente. Um aviso, um recado da natureza?

Num instante, a imagem espalhou-se por todo o mundo. A foto foi estampada nas primeiras páginas dos jornais, a cena exibida repetitivamente nos noticiários da televisão com análises dos comentaristas e virou assunto de conversa entre as pessoas em casa e no trabalho. Por que apenas o sofrimento dos inocentes pode sensibilizar o mundo?

A dor tem a força de desmontar toda e qualquer filosofia, religião ou ideologia comportamental. Ela não tem fronteiras, não tem limites. Somente o choro compulsivo desesperado, as lágrimas por vidas perdidas têm o dom de tocar o sentimento das pessoas com maior profundidade. A sociedade que não leva em consideração o sofrimento torna-se desumana. Só a consideração com o sofrimento faz com que se tenha consciência da realidade.

Foi preciso um garotinho ser encontrado morto na praia para que a humanidade se desse conta do absurdo das fronteiras fechadas, dos muros e cercas de arame farpado.

IMG_8595Infelizmente, daqui a algumas semanas, será só mais uma imagem que foi para o arquivo do esquecimento substituída por outras inevitáveis tragédias. Para a mídia, serão novas reportagens sensacionalistas. Para os cristãos, é a confirmação e programa de ação traçado por Jesus Cristo.

Através das obras de misericórdia, da sensibilidade para o sofrimento e da identificação com os que sofrem, todo aquele que entendeu sua mensagem sabe que é por esse caminho que passa a recuperação do humanismo.

Não interessa para quem o soldado entregou o corpo do menino. Foi entregue a cada um de nós.

 

                                                                                           Paulo D’Elboux –setembro 2015

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