08 maio

De mãe para filha: Engenharia Química na FEI

Alguns herdam o nariz, outros o gosto por música clássica. Às vezes herdamos a paciência, ou talvez a falta dela. Pode ser também que você herde a vocação, ou a profissão.

Nesse Dia das Mães, escolhemos a história da Gorette e da Nathalia, mãe e filha formadas em Engenharia Química pela FEI, para homenagear aquelas que, de uma maneira ou de outra, sempre deixam um pouquinho de si em nós.

 

diadasmaes“Sou Feiana da turma de Engenharia Química de dezembro de 1986 e o pai da Nathalia, também engenheiro químico, se formou em junho de 1986. Me casei com esse Feiano na Capela da FEI em janeiro de 1988.
Nossos dois filhos Thiago e Nathalia são engenheiros. A Nathalia bem que tentou fazer farmácia, mas a engenharia falou mais alto no seu coração (o caso deve ter explicação genética) e ela entrou de cabeça na Engenharia.

Considero a formação da nossa filha na FEI a prova viva de um processo de melhoria contínua, pois ela foi muito, mas muito melhor do que eu e o pai dela juntos! Foi reconhecida como melhor aluna de Engenharia Química no ano de 2011 e recomendada pela FEI para participar da primeira turma do Ciências sem Fronteiras em 2012. Formou-se no ano seguinte. Já formada, em 2014 conseguiu uma bolsa para mestrado em Processos Químicos na FEI e na Washington University – St Lous – Missouri, EUA, na área de Energias.

A Nathalia só retorna para o Brasil em dezembro, mas nesse Dia das Mães eu vou visita-la e passaremos o dia juntas. Sei que o mundo está cada vez menor para essa geração de profissionais que, quando se entregam com paixão por suas escolhas, possuem oportunidades fantásticas de aprendizado profissional, cultural e pessoal em outros lugares, mas não vejo a hora de tê-la de volta ao Brasi! Nessas horas o coração de mãe fala mais alto.”

Maria Gorette, ex-aluna da FEI, engenheira química e Mãe da Nathalia

 

13 abr

Engenheira têxtil pela FEI é gerente de produção na área de vestuário em multinacional de artigos esportivos

Poucos são os privilegiados que conseguem unir o hobby com a profissão, garantindo satisfação ao trabalhar e transformando as metas em algo prazeroso de se alcançar. A engenheira têxtil Camila Roseane Kolososki, de 29 anos, faz parte do seleto grupo de profissionais que têm a oportunidade de se dedicar integralmente à área que admira, e ainda pode colocar em prática todos os conhecimentos adquiridos durante a graduação. Apaixonada por diferentes modalidades esportivas, a ex-aluna do Centro Universitário da FEI é gerente de produção na área de vestuário da Decathlon, rede multinacional varejista de artigos esportivos.

Formada em Engenharia Têxtil em 2007, Camila Kolososki é responsável pelo gerenciamento dos fornecedores de artigos de vestuário da empresa. Coordenadora de uma equipe formada por 16 profissionais, a engenheira faz acompanhamento de todas as etapas produtivas, que incluem a escolha dos fornecedores, preparação para auditorias, negociação de preços e gestão das entregas. “Temos 20 marcas exclusivas, que são a força da nossa empresa e representam 70% do volume de vendas, e trabalho para viabilizar a produção no Brasil, garantindo que os produtos tenham o melhor custo-benefício do mercado. Além disso, temos a loja virtual, 15 unidades físicas espalhadas pelo País e mais duas que serão inauguradas ainda neste ano, o que significa o aumento no volume de produção”, explica.

Embora seja ainda muito jovem, a carreira decolou porque a engenheira sempre trabalhou muito, de forma responsável e cumprindo metas profissionais e pessoais. Camila Kolososki entrou na FEI em 2003 com o objetivo de cursar Engenharia Química, mas, durante o ciclo básico, ao conversar com os professores, fazer pesquisas sobre a área e assistir algumas aulas, conheceu e optou pela Engenharia Têxtil. “Trata-se de uma área cujo mercado é desafiador e ainda com poucos profissionais, mas com boas oportunidades e empresas em atuação. Como sempre gostei de esportes, logo pensei que seria interessante construir uma carreira dentro da área de vestuário esportivo”, ressalta. A jovem conta que gostou do curso desde a primeira aula, na qual já teve contato com diferentes tipos de fios e tecidos, e que a área a cativou bastante porque envolve muitas atividades que gosta, como mecânica, química e vestuário.

Camila

Camila Roseane Kolososki coordena uma equipe formada por 16 profissionais na Decathlon.

A vontade de aliar o hobby com o trabalho aconteceu logo que a jovem começou a participar dos processos seletivos e foi chamada para fazer estágio na Decathlon, em fevereiro de 2006, no departamento de produção. Durante um ano, trabalhou na área de qualidade e, embora não tivesse experiência, se destacou por colocar em prática as ferramentas e o ensino que a FEI propiciava. Como a empresa incentiva a autonomia do colaborador, no início de 2007, ainda no departamento de produção, Camila Kolososki foi para a área de desenvolvimento de produto, na qual auxiliava a engenheira responsável no gerenciamento dos fornecedores.

Ao finalizar o curso, foi convidada para permanecer na área e ser responsável pela produção de meias e artigos sintéticos, onde ficou por dois anos e meio. Em março de 2010 recebeu o convite para assumir a área de vestuário do departamento de produção e o cargo de gerente. “Fiquei bem surpresa, porque tinha apenas 24 anos e assumi uma grande responsabilidade. Mas era uma oportunidade única. Acredito que o que colaborou muito com a minha trajetória foi o fato de poder unir a cultura da empresa com minhas características pessoais, ou seja, o dinamismo e os esportes”, enfatiza, ao reforçar que também dominava o idioma inglês e estudava francês, o que ajudou na escolha da empresa.

 

Evolução Contínua

 O período em que estudou na FEI também colaborou para que Camila Kolososki obtivesse uma série de respostas às suas questões, propiciando experiências que hoje são colocadas em prática na vida profissional. Além de atuar na Atlética e participar de todos os campeonatos esportivos representando o Centro Universitário, a então aluna participou de um Projeto de iniciação científica – que, coincidentemente, era sobre meias – com a professora Toshiko Watanabe, realizou viagens organizadas pelo Departamento de Engenharia Têxtil da FEI para visitar fábricas e recebeu todo o suporte necessário do corpo docente do curso, que está sempre preocupado com a evolução dos alunos.

A paixão pelo compartilhamento do conhecimento despertou, ainda, a vontade de seguir a carreira acadêmica, por isso, Camila fez mestrado em Engenharia Mecânica na FEI, na área de Produção, em 2010, e pretende, em um futuro próximo, cursar o doutorado. “Dar aulas é algo que quero realizar paralelamente à minha carreira na empresa. Além disso, dentro da Decathlon espero ter a oportunidade de assumir mais responsabilidades e ter experiência no exterior, já que a organização onde trabalho está presente em 20 países. Claro que todos esses projetos têm de envolver a Engenharia Têxtil”, pontua.

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ENGENHARIA TÊXTIL NA JORNADA DAS OPÇÕES

Laboratório de Tecelagem – E0-13 e Laboratório de Malharia – E0-31
Data: 13/04/2015
Das 13h30 às 17h00

Experimento com Corantes Naturais G0-22 e G0-23
Data: 13/04/2014
Das 14h00 às 16h00

Esporte e materiais técnicos: as novas tecnologias de produtos têxteis
Prof. Fernando Barros de Vasconcelos
Data: 14/04/2015
Horário: 14h00
Auditório Valentim dos Santos Diniz

Laboratório de Tecelagem – E0-13 e Laboratório de Malharia – E0-31
Data: 16/04/2014
Das 13h30 às 17h00

06 mar

Única mulher na primeira turma

Maristela AfonsoAté alguns anos, os cursos de Engenharia de modo geral tinham baixa procura por mulheres, mas, na década de 1960, era uma ousadia e um pioneirismo uma moça escolher estudar Engenharia Elétrica entre uma maioria de rapazes. E foi exatamente isso que fez Maristela Afonso de André, a única mulher da primeira turma de Engenharia Elétrica da FEI. A engenheira conta que optou pela carreira porque queria uma profissão que lhe proporcionasse independência financeira.

Na época, além dela, havia apenas mais três alunas em toda a faculdade. Apesar disso, Maristela Afonso garante que jamais sofreu qualquer tipo de discriminação por parte dos colegas ou professores e que era muito bem tratada por todos. A engenheira dedicou-se à carreira por alguns anos e depois partiu para a área de Economia. Maristela Afonso fez curso de mestrado em Economia na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e doutorado em Economia Política na University College London, na Inglaterra. Em 1970, ingressou no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “O IBGE está diretamente relacionado ao papel e ao lugar das políticas públicas nas transformações economias e sociais”, afirma. O trabalho da engenheira foi destaque por seu envolvimento com o processo de formação de um sistema de estatística nacional que espelhasse o funcionamento da economia, evidenciasse o fenômeno social e servisse de base para análises e planejamento governamental.

Maristela Afonso 1

 

Entrevista publicada na revista Domínio FEI – Nº 05 (página 37)

03 dez

Administrador de empresas com espírito empreendedor

Com apenas 29 anos de idade, o administrador de empresas Bruno Fermino Peres é exemplo de que, para ser empreendedor, não é necessário ter no currículo apenas experiência profissional, mas também a capacidade de acreditar e investir em nichos de mercado ainda não explorados. Com uma vontade insaciável de empreender, o ex-aluno do Centro Universitário da FEI, formado em 2007, é diretor administrativo financeiro de três startups que têm o faturamento multiplicado mês a mês, entre elas a empresa Coroas para Velório, e-commerce que entrega os produtos com prazo de até duas horas em todo o País. A trajetória de Bruno Peres na Administração começou antes mesmo de iniciar a graduação.

Assim que terminou o ensino médio, aos 17 anos, iniciou o curso de Ciência da Computação, no qual permaneceu apenas um ano, e logo começou a trabalhar no Unibanco como contínuo em áreas internas, fato que colaborou para a decisão de cursar Administração na FEI, em 2004. Ao iniciar o curso, o jovem percebeu como os ensinamentos da graduação poderiam colaborar, e muito, com a carreira profissional. “A primeira aula de Administração tinha como foco a importância e como criar as metas e traçar os objetivos, então, tracei dois planos para os cinco anos seguintes: tirar apenas nota acima de sete e ter um aumento no salário, ou uma promoção anual, até chegar ao cargo de gerente. E isso foi fundamental para o meu desenvolvimento”, afirma.

Com as metas planejadas e o início do curso, Bruno Peres conseguiu a primeira promoção e passou a assistente administrativo. Em pouco tempo, foi transferido para a área de Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) da instituição, onde trabalhava com a parte financeira. “Mais uma vez tive a ajuda da FEI. Como meu trabalho era operacional no setor de cálculos e eu era um dos melhores alunos de Matemática Financeira, meu potencial foi reconhecido pelos superiores. Agradeço muito às aulas do professor Alberto Fossa, que é referência na área em todo o mercado”, pontua. Bruno Peres finalizou a graduação em 2007 com notas altas e com a carreira no banco conforme o planejado, mesmo com alguns obstáculos que surgiram, como o processo de adaptação que ocorreu com a fusão do Unibanco com o Itaú em 2008.

administrador bruno peresNo ano seguinte, o ex-aluno assumiu o cargo de gerente. Após um ano e meio na posição, o jovem foi convidado pelo amigo de infância Eduardo Gouveia para ser sócio no e-commerce de coroas de flores, pois o empreendedor precisava de um profissional de confiança com perfil analítico de processo e com embasamento financeiro, mas que ajudasse também na área comercial.

O administrador lembra que, com o convite, utilizou mais uma vez o que aprendeu na FEI durante as aulas de Teoria de Decisão, na qual são destacados os pontos fortes e fracos de uma situação para, então, fazer uma análise de risco. O jovem resolveu aceitar o convite e passou a fazer parte da startup em agosto de 2011.

Criações de sucesso

A empresa Coroas para Velório trabalha diretamente com um tema tabu – a morte –, mas a inovação de o consumidor comprar coroas de flores online e receber em qualquer lugar do Brasil com tempo determinado foi bem aceita e, desde a criação, em 2010, a empresa atende clientes mensalmente. Quando Bruno Peres passou a fazer parte da empresa eram comercializadas entre 250 e 300 peças por mês; hoje, a empresa vende 2,5 mil unidades mensais em todo o Brasil. Com a sociedade, o administrador passou a fazer parte também da Central da Fisioterapia, empresa de atendimento domiciliar particular na região metropolitana de São Paulo, Campinas e Santos. A empresa, desenvolvida por Eduardo Gouveia e pelo Fisioterapeuta Rodrigo Peres, irmão de Bruno Peres, nasceu em julho de 2011 e hoje totaliza 2 mil atendimentos por mês.

O sucesso da empresa de atendimento domiciliar impulsionou o ex-aluno e seu amigo de infância a criarem, em janeiro deste ano, a Central da Fonoaudiologia, também de atendimento domiciliar, que tem como sócia a fonoaudióloga Adriana Saad. O atendimento abrange a região metropolitana de São Paulo, Campinas e Santos e realiza cerca de 150 atendimentos mensais. Atualmente, as três empresas são referência e possuem escritório próprio com 35 empregados. Entretanto, a vontade de empreender continua e, em breve, chegará ao mercado o Grupo Laços Flores, que vai incorporar à Coroas para Velórios outras duas empresas: a Laços Corporativos e a Arranjos para Maternidade, que oferecem entrega de flores para empresas e hospitais, respectivamente. “No ano passado, a Coroas para Velório e a Central da Fisioterapia cresceram 150% em faturamento e já são referência no mercado. Continuo criando metas e expectativas, mas, agora, de forma muito mais agressiva. Para os próximos anos queremos consolidar os grupos das empresas e abrir novos empreendimentos, aproveitando os nichos de mercado existentes e pouco explorados”, planeja Bruno Peres.
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Artigo publicado na revista Domínio FEI – Nº20 (pág 18)

22 jul

Juventude e maturidade

O Raccortubi Group é uma holding italiana com 60 anos de história, que fatura 60 milhões de euros por ano e está entre os líderes mundiais na fabricação e comercialização de conexões em aço inoxidável e ligas especiais utilizadas em aplicações em que altas resistências à temperatura, corrosão e pressão são necessárias, como plataformas de petróleo, refinarias, usinas de etanol, papel e celulose, entre outros. Ao decidir ampliar os negócios para fora da Itália, a empresa selecionou três países para instalar filiais e um deles é o Brasil. Para implantar o negócio no País, que deverá começar a operar em meados deste ano, a Raccortubi escolheu um engenheiro de Materiais de apenas 30 anos de idade, mas com grande vivência internacional.

Formado pela FEI em 2008, Pietro Federico Netto alia a ousadia da juventude a uma larga experiência de trabalho, inclusive no mercado internacional. Sua carreira começou ainda durante a faculdade, quando fez o primeiro estágio na planta de Cubatão da antiga Cosipa – hoje Usiminas – no segundo ano do curso. “Foi a partir dessa experiência que me decidi pela área de Materiais”, conta. Depois de passar pela área produtiva, estagiou em Vendas e Marketing e percebeu que também poderia atuar nesses setores depois de formado.

Ao sair da Cosipa seguiu para um novo estágio na Mangels Divisão Aços, na qual atuou com gerenciamento de projetos. Em agosto de 2008, antes da formatura, foi selecionado para um estágio na multinacional sueca Sandvik e, em dezembro, foi efetivado como engenheiro. Quando a empresa abriu um processo de trainee internacional participou, foi selecionado e, a partir daí, sua carreira deu um grande salto. “Segui para a matriz, na Suécia, em um processo de ‘job rotation’, no qual os trainees ficam 14 meses percorrendo as plantas de maior sucesso da empresa”, ressalta o diretor geral da Raccortubi no Brasil. Com isso, o jovem engenheiro também trabalhou nas unidades da Suíça, Alemanha, Inglaterra e Austrália.

O gestor da filial da Sandvik na Itália gostou do seu perfil e o convidou para trabalhar na planta como Business Developer Engineer, onde ficou como expatriado de maio de 2010 a dezembro de 2012. Com a ida desse gestor para a Raccortubi, o engenheiro acabou seguindo para novas oportunidades na indústria de metalurgia italiana. Agora, a saudade da família e do Brasil, e a vontade de enfrentar novos desafios na carreira, o levaram a aceitar a proposta para instalar a Raccortubi no País. “Fui convidado para ser o gestor da filial desde o start up até o estabelecimento da empresa aqui. Está sendo uma experiência nova e realmente desafiadora, pois, além de não conhecer o processo de implantação de empresas, estamos enfrentando a burocracia brasileira”, relata.

Formação

Apesar das dificuldades, o jovem está otimista com o mercado nacional e com a possibilidade de expandir os negócios, no futuro, para a América do Sul. Para Pietro Federico, a ascensão rápida na carreira deve-se, inicialmente, à sólida formação recebida no curso de Engenharia de Materiais da FEI, mas também foi influenciada pelo fato de ter estudado idiomas, nunca ter parado de se aprimorar, ter demonstrado vontade para sair da zona de conforto e ter tido a possibilidade da experiência internacional. “Como tenho maturidade profissional, muita vontade de aprender e conheço bem o Brasil, acredito que teremos sucesso aqui”, enfatiza.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº19 (pág 21)

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