22 fev

Tecnologia da informação segue em alta no País

De acordo com último estudo do setor, a área movimentou mais de US$ 30 bilhões de dólares no Brasil. 

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De acordo com os dados mais recentes da Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) em parceria com a International Data Corporation (IDC), o setor de Tecnologia da Informação movimentou mais de US$ 39 bilhões de dólares, em 2016. O montante representa 2,1% do PIB brasileiro, fazendo com que o País ocupe o primeiro lugar no ranking de investimentos no setor na América Latina.  Apesar de estar em alta não só no Brasil como no mundo todo, ainda há muitas dúvidas sobre a atuação na área. Pensando nisso, convidamos o professor coordenador do MBA em Gestão de Tecnologia da Informação do Centro Universitário FEI, William Francini, para esclarecer as principais questões e trazer informações sobre a área. Confira!

O que é Gestão de Tecnologia da Informação?

Basicamente, é a capacidade de administrar equipes e projetos com foco em um conjunto de atividades que gerenciam a informação através de recursos computacionais. O setor se divide em três áreas de atuação: infraestrutura, software e banco de dados. “Podem ter mais subdivisões e a figura de um gerente capaz de administrar todas as etapas se faz extremamente necessária”, afirma o professor William Francini.

Qual a importância de se pensar e trabalhar a TI?

A Tecnologia da Informação tem participação crescente em todas as áreas do conhecimento. Jornalismo, Letras, Medicina, Engenharia, Gestão, Marketing e Comunicação são alguns exemplos de áreas que fazem uso intensivo de TI. “Todo profissional, de qualquer área, pode se beneficiar ao fazer uso inteligente de recursos tecnológicos e de seu tempo. A combinação de competências gera novas soluções e abre novas oportunidades – de negócios, de trabalho e de projetos”, explica o docente da FEI.

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Onde poderá atuar o profissional especializado em gestão de Tecnologia da Informação?

“Este profissional pode atuar de inúmeras formas. Pode ser um empreendedor, e criar seu próprio negócio – sendo este o trabalho de conclusão do MBA em Gestão de TI da FEI. Na FEI, a ideia é gerar um projeto de negócio ou empresa de base tecnológica (EBT)”, destaca Francini. Por outro lado, o profissional poderá ser um(a) executivo(a) com visão empreendedora e estratégica, com influência na estratégia empresarial e de inovação das empresas. Pode também ser um intraempreendedor, isto é, um executivo que gera novos projetos inovativos para empresa na qual trabalha. “Além, é claro, de poder assumir as principais posições profissionais de TI nas organizações”, destaca o professor.

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MBA em Gestão de Tecnologia da Informação

Atento às exigências do mercado, o Centro Universitário FEI está com inscrições abertas para o MBA em Gestão de Tecnologia da Informação no campus São Paulo. O curso foi desenvolvido por profissionais de TI com ampla experiência executiva em parceria com os professores do programa de pós-graduação em Administração da FEI e conta com parceria tecnológica da IBM. O programa foca em desenvolvimento da capacidade de tomada de decisão, resolução de problemas mal estruturados e imprecisos e visão empreendedora, associados aos conceitos da Ciência de Serviços.  As aulas são dinâmicas e contam com mapas conceituais, jogos de empresas, simuladores, além de leitura de artigos de negócios e acadêmicos e uso intensivo de tecnologias de informação como ferramentas de apoio. O público-alvo é formado por bacharéis em Administração, Ciências da Computação e Engenharias, dentre outras formações. As inscrições vão até 27 de abril e as aulas estão previstas para maio.

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Serviço – MBA em Gestão de Tecnologia da Informação – Centro Universitário FEI

Inscrições: Até 27/04

Site:   www.fei.edu.br

Contato: Secretaria do campus São Paulo: (11) 3274-5200 e iecatsp@fei.edu.br.

01 set

FEI é referência em workshop da Indústria 4.0

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No último dia 22 de agosto, em São Caetano do Sul, um workshop sobre a Indústria 4.0, chamado Tipping Point Talks, foi realizado pela empresa SPI, fornecedora de projetos voltados a aumento da produtividade e tecnologia.

A discussão teve como propósito provocar a reflexão entre profissionais, como engenheiros e técnicos, sobre as inovações da 4ª Revolução Industrial e seus principais desafios.

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Entre os palestrantes deste workshop, grandes nomes de indústrias e montadoras, como a General Motors e Siemens, estava o Professor Dr. Fábio do Prado, Reitor do Centro Universitário FEI, como único representante da classe acadêmica. O objetivo da palestra do Reitor foi apresentar o plano de inovação da FEI e como a Instituição está preparando os profissionais, que em poucos anos, entrarão no mercado de trabalho repleto de mudanças.

Assista no vídeo abaixo o depoimento do Reitor, sobre a importância da FEI em participar de um evento como este:

12 jul

Conheça o projeto Robô FEI

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Preparar o aluno na prática para o mercado de trabalho é um dos principais objetivos do Centro Universitário FEI. Para isso, o incentivo e investimento em projetos que permitem aos estudantes vivenciar o dia a dia como profissionais são constantes.

Essa é a realidade da equipe Robô FEI, formada em 2003, com a proposta de desenvolver projetos e aprimorar pesquisas de robótica e inteligência artificial. Para realização dos trabalhos, o projeto conta com alunos de Ciência da Computação e Engenharia.

Atualmente, os robôs são divididos em três categorias. São elas:

– Humanoide: robô com características humanas, projetado para jogar futebol de forma autônoma. Através de uma câmera integrada e programação previamente planejada, o robô deve calcular a distância de chute, espaço entre os adversários entre outros.

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– At home: robô doméstico que visa a interação entre humano e máquina. Conhecido como Judith, a robô é figura conhecia na FEI, sendo muito querida por alunos e professores. Sua principal função é identificar e auxiliar em casa, podendo, inclusive, identificar através de sua câmera quando alguém está caído no chão. Se for o caso, a robô faz uma ligação de emergência para um número previamente programado.

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– Small Size: nesta categoria, como o próprio nome diz, os robôs são pequenos e, assim como o Humanoide, jogam futebol. A dinâmica de jogo é diferente e mais planejada, além do campo e bola serem proporcionalmente menores devido ao tamanho dos robôs.

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Uma característica muito interessante do Robô FEI é a integração entre alunos da graduação, mestrado e doutorado. Esse intercâmbio permite o desenvolvimento do trabalho em equipe e troca de conhecimentos, teóricos e práticos.

“Na faculdade, geralmente, a gente aprende mais o lado teórico. No projeto [Robô FEI] a gente aprende a lidar tanto com o lado prático quanto com pessoas. Você precisa aprender a trabalhar em equipe, ajudar e transmitir conhecimento”, comenta Jade Cortez, aluna de Engenharia Mecânica da FEI e participante do projeto.

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Jade Cortez, aluna de Engenharia Mecânica, em entrevista para a TV Globo

Indo além do campus, o Robô FEI participa de competições de robótica, nacionais e internacionais, conquistando bons resultados. Esse ano, por exemplo, a equipe vai viajar até o Japão para participar da Robocup, copa mundial de robôs, que reúne instituições e equipes do mundo todo num torneio emocionante.

Atualmente, a FEI possui um dos melhores desenvolvimentos em robótica do País. Confira como é o trabalho da Robô FEI neste vídeo:

 

06 jul

FEI avança nas pesquisas relacionadas à Indústria 4.0

Com inauguração do Laboratório de Manufatura Digital, Centro Universitário dispõe de ferramentas inovadoras para preparar os alunos e intensificar a aproximação com empresas do segmento industrial  

Atualmente, o conceito de Internet das Coisas visa conectar os equipamentos domésticos do dia a dia à rede mundial de computadores. Essa mesma concepção deve chegar à indústria, atrelando máquinas e matérias-primas entre si e com o world wide web (www). Esse tipo de conexão consiste em um dos pilares da chamada Indústria 4.0, ou quarta revolução industrial. A manufatura digital emerge como mais um desses pontos, trazendo o projeto do produto e da fábrica para um ambiente digital, buscando otimizar os processos e aprimorar a qualidade dos produtos.

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Essa visão inovadora de se projetar e planejar uma fábrica, bem como a expertise e o avanço em pesquisas conquistados pelo Centro Universitário FEI nos últimos anos, motivou a Instituição a inaugurar o Laboratório de Manufatura Digital, um espaço moderno, dotado de equipamentos, robôs e softwares de última geração, cujo objetivo é gerar novos estudos na área de projetos, planejamento e gestão do ciclo de vida de produtos. Dessa forma, os alunos, professores e pesquisadores do Centro Universitário poderão vivenciar a operação de uma plataforma que, em breve, será tendência em linhas de produção de diversos segmentos e que, atualmente, já é utilizada em empresas automobilísticas e na indústria aeroespacial.

Inaugurado no dia 2 de fevereiro, após três anos desde sua idealização até implantação final, o espaço contou com investimento total da ordem de 5,5 milhões. A Siemens PLM Software, unidade de negócios da Siemens Digital Factory Division, líder no fornecimento global de software e serviços de gerenciamento do ciclo de vida do produto (PLM) e de plataformas de gerenciamento de operações de manufatura (MOM), e parceira da FEI na instalação do laboratório forneceu 100 licenças do portfólio Tecnomatix que incluem pacotes de softwares de planejamento de processos de manufatura.

Além disso, a infraestrutura do Laboratório conta com uma célula robotizada, que permite a validação de processos industriais automatizados ou voltados para ergonomia. Tanto essa célula quanto as definições da concepção e da configuração do espaço contaram com o apoio da SPI Integradora de Sistemas, companhia com mais de 20 de anos de mercado com foco no fornecimento de projetos de Automação Industrial voltados ao aumento de produtividade, atendimento às regulamentações de sustentabilidade.

A empresa possui grande conhecimento das principais necessidades e carências das indústrias e esta experiência foi incorporada no projeto do laboratório. Marcos Barbosa, diretor executivo da SPI Integradora, ressaltou, na cerimônia de inauguração, o fato de poder contar com a FEI na busca por recursos humanos que estão alinhados às necessidades da indústria. Também sinalizou que, a partir de agora, os alunos terão um convívio ainda mais intenso com a tecnologia das empresas modernas no mundo e poderão trabalhar com mais eficiência, automação e processo de vanguarda.

Da esquerda para a direita: Profº Alexandre Massote, Reitor Fábio do Prado, Pe. Theodoro Peters, Rogério Albuquerque (Siemens PLM Software), Marcos Barbosa (SPI Integradora) e o Coordenador do Curso de Engenharia de Produção da FEI Dário Alliprandini.

Da esquerda para a direita: Profº Alexandre Massote, Reitor Fábio do Prado, Pe. Theodoro Peters, Rogério Albuquerque (Siemens PLM Software), Marcos Barbosa (SPI Integradora) e o Coordenador do Curso de Engenharia de Produção da FEI Dário Alliprandini.

A otimização da linha de produção é uma das ferramentas contempladas no conceito de digitalização da manufatura. Isso significa que as operações da fábrica podem ser simuladas no próprio computador, para que análises de cenários sejam manipuladas, diminuindo o tempo da produção final. “As empresas podem, no laboratório, visualizar o resultado do projeto em um ambiente digital antes de sua implantação, além de contar com as ferramentas necessárias para analisar se as linhas de produção, por exemplo, devem ser operadas por pessoas ou robôs. A automação é uma alternativa, a digitalização é o meio que o laboratório permite”, explica o Coordenador do Curso de Engenharia de Produção da FEI, Profº Dário Alliprandini.

Com a possibilidade de avaliar e realizar diversos testes do projeto no ambiente virtual, não há necessidade de investimentos desnecessários no chão de fábrica, o que permite uma economia considerável.  Segundo Rogério Albuquerque, executivo de Vendas da Siemens PLM Software, antes da implementação, o produto já foi testado e modificado diversas vezes. Com isso, é possível evitar atrasos no cronograma em até 80% e possíveis erros na linha de produção.

Os professores do curso de Engenharia de Produção da FEI, Fabio Lima e Alexandre Augusto Massote, ambos idealizadores do projeto, comentam sobre o pioneirismo da FEI no desenvolvimento do Laboratório e da necessidade das empresas por mão de obra qualificada. “Essa infraestrutura é um espaço de ponta, com softwares de alta tecnologia considerados referência para os sistemas de manufatura industriais. Com o lançamento do Laboratório, a FEI dispõe de ferramentas inovadoras para preparar os alunos e intensificar a aproximação com empresas do segmento industrial, além de firmar parcerias em projetos de pesquisa e de desenvolvimento tecnológico. A instituição será uma potencial formadora de líderes para as empresas nessa área, já que os alunos estarão em contato com tecnologias que serão utilizadas cada vez mais no futuro”, comenta o docente Fabio Lima.

Já o professor Massote destacou que os engenheiros formados pela FEI, cada vez mais, estão garantindo um espaço de destaque nas indústrias e, com a inauguração do Laboratório, os novos alunos poderão aprender, na prática, como funciona uma linha de produção que incorpora os conceitos de manufatura digital, passo importante para a concretização da quarta revolução industrial. Isso porque, há a preocupação em manter os equipamentos e softwares atualizados constantemente, além de incorporar novas tecnologias para que sempre seja ofertado um ensino inovador e, por isso, as parcerias têm papel fundamental nesse projeto.

Em palestra realizada na FEI, o especialista internacional em automação, Elmar Büchler, comentou sobre a importância da Indústria 4.0. Confira:

24 jul

Engenharia colabora com gestão hospitalar

O avanço da tecnologia aplicada à Medicina permite cirurgias minimamente invasivas em áreas consideradas críticas, diagnósticos muito mais precisos e tratamentos que garantem maior índice de cura ou de sobrevida a pacientes. No entanto, mesmo os hospitais com equipamentos de última geração e equipe médica com expertise reconhecida internacionalmente podem ter problemas se os sistemas operacionais, gerenciais e organizacionais estiverem necessitando de uma visão mais sistêmica. Visando melhor eficiência do sistema e assistência aos pacientes, o Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (InCor/HC/FMUSP) mantém um convênio de cooperação científica com o Centro Universitário da FEI para o desenvolvimento de pesquisa envolvendo aplicação de tecnologia à Medicina.

Por meio de modelos matemáticos, o Departamento de Engenharia de Produção da FEI começa a otimizar o potencial dos recursos humanos e materiais do InCor. O Instituto, mantido pela USP e pela Fundação Zerbini, é um hospital público universitário de alta complexidade, especializado em Cardiologia, Pneumologia e cirurgias cardíaca e torácica. Além de ser um polo de atendimento – desde a prevenção até o tratamento –, o Instituto do Coração também se destaca como um grande centro de pesquisa e ensino. Em média, aproximadamente 80% do atendimento é dedicado a pacientes cujo tratamento é financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Convênio de Cooperação Científica e Tecnológica entre a FEI e a Fundação Zerbini/InCor, assinado em julho de 2012, permite o intercâmbio de conhecimento técnico-científico entre professores do Centro Universitário e médicos pesquisadores do hospital. Uma das atividades previstas no acordo é a ampliação das pesquisas na área de Engenharia de Produção, que tem viés nas Ciências Aplicadas. “O Centro Universitário da FEI considera a saúde um campo promissor, pois a maioria das pesquisas existentes na área de gestão hospitalar brasileira visa apenas o modo de gerir negócios, enquanto a proposta acordada entre as duas instituições tem como objetivo a melhoria dos processos, potencializando os recursos existentes – humanos e materiais – por meio de modelos matemáticos”, informa o professor doutor João Chang Junior, do Departamento de Engenharia de Produção e coordenador do programa na FEI.

Entre os benefícios gerados pela parceria estão a excelência na programação cirúrgica, melhor ocupação dos leitos e salas cirúrgicas, além da gestão desses processos para aprimorar os índices de qualidade, como o tempo de espera e o número de cirurgias, de atendimento e de mortalidade. O projeto tem diversos professores e pesquisadores de ambas instituições envolvidos, além de alunos de graduação, mestrado, doutorado e Iniciação Científica da FEI. “A proposta visa o desenvolvimento e a introdução de inovação em processo de gestão dinâmica do centro cirúrgico, apoiada em métodos de pesquisa operacional, estatísticos e econométricos, que serão monitorados e operacionalizados utilizando tecnologia da informação, de forma a facilitar o processo de tomada de decisão gerencial”, explica o docente.

Segundo o professor doutor Alexandre Massote, chefe do Departamento de Engenharia de Produção da FEI, os profissionais do InCor são altamente qualificados no aspecto da Medicina, mas os modelos de gestão e aumento da produtividade não são o foco desses profissionais e, por isso, muitos recursos talvez estejam sendo subutilizados. Por isso, o convênio com a FEI possibilita desenvolver modelos para o uso adequado dos recursos disponíveis. Até o momento, uma série de projetos foram desenvolvidos para o hospital e nenhum gera a necessidade de investimento financeiro. “A FEI tem um grande compromisso social e a missão de formar engenheiros que transformem o mundo em um local melhor. Todo uso da Engenharia em prol da melhoria da qualidade de vida e que traga benefícios para a humanidade é bem-vindo”, enfatiza.

Entre os trabalhos desenvolvidos está o modelo de gestão que otimiza o uso do centro cirúrgico para aumentar o número de cirurgias com o mesmo recurso existente. O professor Alexandre Massote acrescenta que essas ações repercutem em salvar vidas e, para os alunos envolvidos, é uma experiência espetacular por participarem de um projeto que vai ser implementado e que possibilita, ainda, perceber que a Engenharia pode ser utilizada em vários locais e áreas. “São exemplos que mostram como os problemas hoje são cada vez mais multidisciplinares e necessitam de conhecimento de diversas pessoas”, reforça. Outro benefício gerado pela parceria é a organização da grande massa de dados que o InCor possui e que pode servir de base para conclusões científicas e características da população, possibilitando a criação de novos procedimentos, técnicas e tratamentos. Um dos grandes desafios é tratar uma quantidade enorme de dados e tirar algum indicador que possa ser utilizado para otimizar os processos hospitalares. “Existe uma série de técnicas conhecidas para fazer esse tratamento de dados, mas vamos aplicar técnicas de inteligência computacional para ter melhores resultados com procedimentos já conhecidos”, explica o professor doutor Fábio Lima, também do Departamento de Engenharia de Produção da FEI.

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Matéria publicada na revista Domínio FEI – Nº19 (pág 26)

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