28 Aug

Aluno de Engenharia Elétrica ganha intercâmbio na China e conta sua experiência

Vinicius Cunha, aluno de Engenharia Elétrica da FEI, foi selecionado para um intercâmbio de duas semanas na China

1 Seeds

Vinicius Cunha, aluno de Engenharia Elétrica da FEI

Tão logo um estudante inicia sua vida universitária, uma série de desafios começa a se formar e, aos poucos, vai tomando conta da caminhada acadêmica. Cada oportunidade de crescimento deve ser valorizada e pequenos passos podem fazer uma grande diferença.

O aluno Vinicius Cunha, do 12º ciclo de Engenharia Elétrica, com ênfase em Telecomunicações, está se formando na Instituição e já possui incríveis histórias para contar, além de um jovem currículo promissor.

Como prêmio por seu bom desempenho durante o estágio, Vinicius foi escolhido e participou do programa “Seeds for the Future”, promovido pela empresa onde trabalha, a Huawei, fornecedora líder mundial de soluções e tecnologia da informação e comunicação.

O programa visa incentivar estudantes oferecendo um estágio de duas semanas na China, conhecendo todas as instalações da sede da empresa, aprendendo sobre as principais tendências e tecnologias que ainda não fazem parte do mercado. Uma experiência única!

4 seeds

O Blog da FEI conversou com Vinícius para saber mais sobre a viagem. Confira:

– Visitando a China, o que você notou de diferença cultural no aspecto profissional?

O ritmo de trabalho chinês é maçante, porém muito produtivo. Conheci alguns casos de estudantes que, durante o estágio de férias escolares, realizam uma jornada de 6 dias de trabalho por semana, por um período de 12 horas cada dia. Um hábito que achei muito interessante e eficiente é o uso de 2 horas para o almoço, sendo uma parte dedicada para um cochilo. A eficiência do trabalho após o horário de almoço é muito maior por conta deste tempo de descanso.

3 Seeds

– Você visitou modernos laboratórios e centros tecnológicos voltados para a Engenharia Elétrica, com ênfase em Telecomunicações. O que mais chamou sua atenção no que diz respeito às novidades?

O que mais me chamou atenção foram as soluções para a implementação das redes 5G, e como sua velocidade de conexão atingida é fundamental para a construção de Smart Cities. Com a chegada prevista do 5G em 2020, o uso de carros autônomos, por exemplo, será muito mais viável e seguro, além de soluções apresentadas para as áreas de segurança e saúde que serão possíveis de implementar, tornando assim tudo conectado.

Tive a oportunidade de conhecer o Exhibition Center da Huawei, onde pude experimentar em primeira mão um jogo multiplayer de realidade virtual através de uma conexão 5G. A experiência além de muito divertida foi impecável tratando-se de performance e tempo de resposta.

7 seeds

– Fazer um estágio tem como objetivo desenvolver o estudante para integrá-lo ao mercado de trabalho, ainda na graduação. Qual dica você daria para os estudantes que ainda não começaram a estagiar?

Atualmente está muito difícil de conseguir se colocar no mercado de trabalho por consequência da crise econômica que enfrentamos no País, portanto, é importante que desde o início da graduação, o aluno busque adquirir experiência profissional. A dica que dou é de que os alunos priorizem o estágio ao tempo de formação, buscando cursar uma área ou em um período que dê flexibilidade para uma dedicação maior ao estágio, pois essa experiência se tornará um diferencial no futuro.

 Além da experiência profissional, o aluno precisa se qualificar para poder competir no mercado, que está a cada dia mais exigente em relação à certificações e a nível de conhecimento. É interessante que o aluno tenha em mente a área em que deseja atuar e pesquise quais as certificações necessárias para se destacar nessa área, obtendo assim mais oportunidades de trabalho.

No meu caso, iniciei a graduação no período diurno, mas para que fosse viável realizar um estágio, realizei a troca para o período noturno, atrasando assim a minha formação em um semestre por conta de conflito de cronograma entre os períodos. Sem dúvida foi a melhor escolha a ser feita, porque se não fosse por isso, eu não teria tido a oportunidade de estar na Huawei e de participar deste programa.

5 seeds

– Como a FEI contribui para a sua formação? Você percebe que ser aluno da Instituição o valoriza no mercado de trabalho?

Nós nunca estaremos totalmente preparados para enfrentar algo novo, mas a FEI nos capacita para enfrentar novos desafios.

Acredito que a FEI realiza muito bem o seu papel e serve como uma grande escada para alcançarmos nossos objetivos, mas nós que precisamos dar os passos. Ser aluno da Instituição valoriza ao ingressar no mercado de trabalho, mas devemos sempre estar nos atualizando sobre os assuntos da área e buscando certificações para nos tornar profissionais diferenciados.

– Dentro de alguns meses você concluirá a graduação. Quais os seus planos para o futuro?

Após me formar este ano, pretendo estudar uma nova língua e espero alcançar a tão sonhada contratação. O programa me instigou a estudar mandarim, e estão em meus planos também alguns cursos referentes as áreas de TI e de redes.

Me preocupa muito, tendo em vista a situação atual do país, o meu futuro profissional, mas não irei parar de me capacitar e de lutar pelos meus sonhos.

8 seeds

O Blog da FEI deseja muito sucesso ao Vinicius! E que sua história compartilhada aqui sirva de inspiração para todos os estudantes da Instituição: acreditem no seu potencial e não parem de buscar seus objetivos!

Até o próximo post 😀

20 Jun

Projeto PACE-FEI – Imersão de tecnologia e futuro

Pace

Projeto REVO, desenvolvido pelo PACE-FEI, em exposição.

Os alunos do Centro Universitário FEI contam com sete projetos institucionais, como Fórmula FEI, Baja, Aero Design entre outros, que proporcionam o desenvolvimento profissional em diversas áreas. Um desses projetos é o PACE-FEI, que surgiu a partir de uma parceria firmada entre a General Motors (GM) e a Instituição.

Essa parceria permitiu aos alunos participarem do programa global “Partners for the Advancement of Collaborative Engineering Education” (PACE), que possui hoje diversas universidades do mundo inteiro e somente duas brasileiras, já incluindo a FEI.

O programa PACE permite que os alunos desenvolvam novas ideias para o setor automotivo, de maneira atualizada com tecnologias modernas e mão de obra qualificada. Esse desafio é encarado com seriedade, afinal, é preciso que os estudantes analisem os custos, viabilidade e projeto de fabricação, além de trabalharem em equipe com alunos de outras universidades que também fazem parte do programa. Uma imersão de aprendizado e olhar no futuro.

Em 2015 a equipe PACE-FEI participou de sua primeira competição com dois temas diferentes. Esses temas mudam de dois em dois anos, assim como os times globais formados pelo PACE, permitindo assim uma interação entre todas as 58 universidades participantes.

Pace 2

Projeto REVO – Elaborado para transportar de uma a três pessoas.

O projeto apresentado na imagem acima, Revo, foi elaborado para transportar de uma a três pessoas e possui um bagageiro. Sua produção foi feita a mão com placas de poliuretano e apresentado em escala 1:3.

De acordo com seus idealizadores, ele é para uso público e pode ser alugado por determinado trecho e período.

PAce3

Parte da equipe PACE-FEI com o projeto Revo.

Se interessou? Confira mais sobre o projeto no vídeo abaixo:

 Até o próximo post 🙂

 

07 Jun

Entrevista com Rodrigo Metedieri – Vencedor do Inovathon Scania 2016

“Todo mundo tem ideias. A diferença está em quem decide concretizá-las” –  Charles Watson – Especialista em processos criativos.

Diariamente milhares de jovens universitários trabalham em ideias, conceitos e projetos inovadores em sala de aula ou laboratórios. Ideias que podem mudar o mundo e servir de inspiração para todos. Pensando nisso, a Scania promove o Inovathon Logistics Challenge, competição que busca jovens universitários para colocarem em prática suas ideias inovadoras e soluções.

Além de todo o aprendizado e contato com outros profissionais durante a competição, os vencedores do Inovathon ainda ganham uma viagem para a Suécia para conhecerem a sede global da Scania. Foi o caso do aluno de Engenharia de Produção da FEI, Rodrigo Metedieri, um dos vencedores da edição 2016, viajando então para a Europa em março de 2017.

Rodrigo 2

O Blog da FEI conversou com Rodrigo sobre como foi o desafio, suas inspirações e experiência na Suécia. Confira:

  1. Conte-nos um pouco sobre o seu projeto, vencedor da edição 2016 do Inovathon.

Como a prestação de serviços no lugar da venda de um certo produto é tendência hoje, idealizamos um novo serviço para a Scania. Que consiste no aluguel de caminhões elétricos e autônomos para frotistas, fornecendo mapeamento de toda a frota via satélite e suporte individual de drones para os caminhões. Foi pedida uma solução para daqui a 20 anos adiante, então pensamos que o aluguel e o mapeamento podem ser efetuados ainda com os caminhões à combustão, e a introdução dos veículos elétricos e autônomos seria feita no decorrer dessa revolução que está ocorrendo gradativamente dentro do nosso contexto histórico. Para os veículos mais rodados, pensamos numa logística reversa, com venda em mercados secundários; assim minimizaríamos as perdas da companhia. Acredito que essa possibilidade de implementação imediata tenha sido uma das vantagens da nossa equipe para levar o prêmio.

  1. Conte um pouco sobre como foi a sua viagem, principalmente a visita à fábrica da Scania.

Estocolmo 1

Chegamos a Estocolmo e fomos ao Icebar, encerrando a noite comendo num dos restaurantes do chef Jamie Oliver. No dia seguinte bem cedo, nos deslocamos de trem até Södertälje, cidade onde está localizada a matriz da Scania. Lá tivemos a oportunidade de conhecer o museu da companhia, que também inclui um espaço para sua visão de futuro. Curiosamente tal visão se assemelha em muitos fatores à proposta que criamos no desafio. Neste mesmo dia tivemos uma reunião com Christopher Podgorski, Vice-presidente da companhia na Suécia que, apesar do nome, é brasileiro. Então tivemos uma visita guiada pela fábrica de chassis e a área de outbound, tudo em inglês (a experiência foi muito boa para praticar o idioma, já que todo mundo lá fala inglês fluentemente).

Museu Scania

Rodrigo Metedieri, no meio, junto de sua equipe visitando o museu da Scania, na Suécia.

Pela noite jantamos num bar viking num bairro histórico da cidade. Voltando ao hotel, ficamos sabendo que nos levariam para Paris como uma surpresa a mais.

Na manhã seguinte, voltamos cedo para Södertälje, agora ao Demo Center para pilotarmos a nova geração de caminhões e também ônibus. Depois conhecemos a Control Tower, onde é mapeada e desenvolvida toda a estratégia de operação logística da companhia em território europeu. Conhecemos o museu Vasa que possui um navio do século XVII “desnaufragado” e, à noite, jantamos com Fábio Castello, brasileiro (FEIANO) vice-presidente de logística da Scania.

Screenshot_2

Rodrigo e equipe em Södertälje, na Suécia.

Agora era hora de partirmos para a França. De madrugada fomos ao aeroporto para que já cedo pudéssemos começar a aproveitar o dia. O primeiro programa foi visitar um cliente da Scania, a Staff, principal companhia responsável por transportes refrigerados na área metropolitana de Paris. Tivemos o prazer de nos reunirmos com o presidente da empresa e seus dois filhos, também executivos.

De parte técnica já estava de bom tamanho. Daí em diante conhecemos pontos turísticos de Paris como o museu do Louvre, o Arco do Triunfo, a Torre Eiffel, catedral de Notre Dame…e utilizamos o tempo restante para comer e admirar o que a cidade oferece de melhor.

Estocolmo 2

  1. Qual a importância que essa experiência trouxe para sua vida? Seja acadêmica ou profissional?

O Inovathon foi importante para clarear que cada vez mais empresas buscam estreitar o contato com a universidade, e o quanto valorizam estudantes de perfil motivado e inovador. Percebi que dentro das empresas também há muito espaço para se empreender, mais ainda, há a necessidade de que isso ocorra para que se atinjam diferenciais competitivos, tanto da empresa para/com seus concorrentes, como entre os profissionais que buscam crescer dentro das corporações. Ter participado do desafio foi de enorme impulso para que eu continue buscando desenvolver um perfil empreendedor.

  1. O que você mais destacaria nessa viagem?

Foi muito interessante observar a quantidade de profissionais brasileiros que trabalham na Scania da Suécia e de toda a Europa, e principalmente notar que eles atingem cargos de liderança e são valorizados pelo nosso perfil. Às vezes nos desmotivamos pensando que temos desvantagens competitivas quanto a profissionais estrangeiros, mas há características que são exclusivas dos brasileiros e sem dúvidas são tidas como diferenciais de mercado em diversos lugares do mundo.

Screenshot_3

Se inspirou com a história do Rodrigo? Então coloque suas ideias em prática!

O Inovathon Scania 2017 está com inscrições abertas.

Para mais informações, visite a página oficial do projeto no Facebook

17 Jun

Do ABC à Las Vegas – Conheça a história do Diogo dos Santos

Diogo dos Santos tem 24 anos, é bolsista integral na FEI e aluno do 9º ciclo de Engenharia Mecânica. A FEI era um sonho que se tornou realidade após conseguir uma bolsa de estudos integral. Através do Programa Ciências sem Fronteiros, o Diogo passou a sonhar mais alto e um pouquinho mais distante também. Foi para Las Vegas, EUA e estudou lá por dezessete meses. Saiba mais sobre suas experiências e tudo o que ele têm para contar sobre o período em que morou fora do país.

O Grand Canyon era um dos lugares que o estudante mais sonhava em conhecer.

O Grand Canyon era um dos lugares que o estudante mais sonhava em conhecer.

Por que escolheu fazer engenharia?

Sempre fui apaixonado por Engenharia desde criança. Já tive o sonho de ser piloto de retroescavadeira e de carro de corrida. Desde o dia que soube o que era faculdade e que um dia teria que escolher uma profissão, já sabia que a escolha seria Engenharia Mecânica.

Por que escolheu fazer FEI?

Quando eu estava no oitavo ano do colégio, conheci o Fórmula FEI através de um vídeo no Youtube. Desde então, estudar na FEI se tornou um objetivo de vida. Costumo falar que mesmo antes de começar a estudar aqui, eu já era aluno da FEI, pois eu sabia de toda sua história e fama como uma das melhores faculdades de Engenharia do país.

Você é bolsista na FEI. O que representou a conquista dessa bolsa?

Sou bolsista pelo Pro Uni. Ser bolsista na FEI representa uma das maiores conquistas que já consegui, assim como para os meus pais. Minha mãe era dona de casa e meu pai um metalúrgico aposentado, então a renda que tínhamos em casa era praticamente o valor da mensalidade da FEI. Tentei por três vezes entrar a FEI como bolsista e não consegui. O dia em que pisei na FEI como aluno regularmente matriculado se tornou o dia mais feliz da vida deles e uma das poucas vezes que vi meu pai chorar.

Quais as dificuldades que os calouros enfrentam?

Na FEI, a maiorias das matérias não cobram lição de casa ou trabalhos, como é feito no colégio, então cabe ao aluno ter autodisciplina para garantir uma boa performance no curso. Desde o início, tento ao máximo me dedicar com seriedade e manter uma postura positiva, o que, no meu caso, vem me ajudando até hoje. Uma dica para os calouros: estude para todas as provas mirando um 10, e assim, mesmo que algum deslize ocorra, você não se sairá totalmente mal.

Quais outras atividades dentro da FEI que você participou ou participa? 

Para mim, atividades extracurriculares são muito importantes para alunos de graduação, então sempre estive envolvido com atividades que possibilitam meu desenvolvimento. Já fiz Iniciação Científica durante um ano e, atualmente, faço parte da monitoria. Estar envolvido com essas atividades dentro FEI me ajudam a manter o foco na graduação.

Diogo e a namorada tailandesa, Hannah , no Havaí.

Diogo e a namorada tailandesa, Hannah , no Havaí.

Você morou nos Estados Unidos por um ano e meio. Como ficou sabendo do Programa Ciência sem Fronteiras?

Fiquei sabendo do Programa Ciência sem Fronteiras pelo site e meios de comunicação da FEI. O único problema era que eu só falava português, então comecei a me dedicar para aprender inglês e me inscrever para universidades norte-americanas. De novo, foram mais três tentativas de conseguir uma bolsa de estudos em uma dessas universidades.

Que tipo de dificuldades encontrou durante o intercâmbio?

Quando saí do país, meu nível de inglês era básico e eu tinha muita dificuldade de me comunicar, mas sempre tentava ao máximo me relacionar com alunos estrangeiros. Algo que me ajudou a aperfeiçoar o idioma foi namorar alguém de outro país, porque passava a maior parte do tempo com ela e era obrigado a falar o inglês.

Se você pudesse apontar o que você mais aprendeu durante o intercâmbio, o que seria?

Eu criei mais responsabilidades, porque além de ser um estudante e ter que me preocupar com o meu desempenho acadêmico eu tinha que ir ao banco, pagar contas, fazer compras. Coisas que até então não estava acostumado a fazer.

Estagio

Diogo posa em frente ao Laboratório em que estagiava.

Você estagiou fora do país. Como foi essa experiência?

Comecei a me inscrever para vagas de estágio com seis meses de antecedência e nesse período fiz duas entrevistas Em uma delas, cheguei até a última fase e na outra, fui contratado. A experiência de poder estagiar foi uma das melhores que já tive, pois tinha muito apoio e autonomia por parte dos meus colegas de trabalho. Estagiei como Engenheiro Mecânico em um laboratório que fazia projetos na área de entretenimento. Projetava peças e ferramentas utilizando o CAD software (software de desenho), impressora 3D e máquinas de usinagem.

O que mudou no Diogo depois do intercâmbio?

Agora eu me sinto muito mais independente e pronto para aprender algo novo. Sem contar que o intercâmbio contribui muito para eu me relacionar com pessoas de culturas e mundos diferentes do meu. O intercâmbio pode ser uma das maiores experiências durante a vida acadêmica.

San Franciso

Universidade

08 Mar

Aluna de Administração participa de evento do Santander sobre mobilidade internacional

A ex-aluna, formada em Administração pela FEI, Jacqueline de Oliveira Dias dos Santos, participou de um evento no dia 16 de fevereiro com o Diretor Global do Santander Universidades, José Antônio Villasante Cerro. Confira a entrevista com a ex-aluna sobre sua experiência durante o intercâmbio na Espanha:

Qual programa de mobilidade internacional você participou?

Participei do Programa TOP ESPANHA – Edição 2014, promovido pelo Santander Universidades, no qual fui contemplada com uma bolsa de estudos para Curso de Idioma e Cultura Espanhola, no período de 3 semanas, na cidade de Salamanca.


Como ficou sabendo do intercâmbio?

Recebi uma comunicação via e-mail em maio de 2014 com informações sobre a  bolsa e prazo de inscrição para o programa, assim como, dois arquivos informativos: Edital Interno FEI e Princípios do Programa. O processo durou aproximadamente duas semanas. As inscrições no site do Santander Universidades ficaram abertas no mês de maio, o edital da FEI foi publicado em 21 de maio de 2014 e recebi um e-mail confirmando que fui selecionada para a bolsa em 03 de junho. Os critérios de seleção eram atribuídos por cada universidade participante. No caso da FEI, além dos requisitos do candidato, os critérios eram estar no ciclo de curso mais adiantado e ter o melhor índice de desempenho acadêmico. Foram selecionados apenas dois alunos (um do campus de SBC e outro de SP).

Momento da entrega do certificado de conclusão dos cursos de Língua Espanhola e Espanhol dos Negócios na USAL, com classificação “Sobresaliente” (Excelente).

Momento da entrega do certificado de conclusão dos cursos de Língua Espanhola e Espanhol dos Negócios na USAL, com classificação “Sobresaliente” (Excelente).

Quais eram suas expectativas em relação ao intercambio? Elas foram supridas?

Minhas expectativas eram grandes! Recebi a notícia que havia sido contemplada com a bolsa no começo de junho e desde então a ansiedade só aumentava. Eu ficava imaginando como seria o lugar, a cidade, a universidade, os alunos e professores, as atividades que iríamos ter, entre outras coisas. As expectativas foram supridas, todos os detalhes da viagem foram melhores do que eu imaginava, a cidade é encantadora, as construções parecem cenário de filme, a universidade bem estruturada e os professores amáveis e atenciosos.

Onde você estudou e como foi a adaptação na universidade?

Estudei na Universidade de Salamanca (USAL). A adaptação foi tranquila, pois tanto o curso quanto à universidade eram próximos do que estávamos acostumados no Brasil. O processo de aprendizado na sala de aula é bastante similar, o professor explana os assuntos enquanto os alunos vão interagindo durante a aula.  Além das aulas de espanhol, tínhamos uma terceira aula com opção de livre escolha, eu optei por “Espanhol dos Negócios”, foram aulas muito enriquecedoras pois a classe era mista com alunos de diversos países, logo, aprendi não apenas termos da minha área em outro idioma, mas também pude conhecer como é a função de Administração na Espanha e em outros países, o que complementou minha formação acadêmica.

Como foi a adaptação com o idioma? Encontrou alguma dificuldade em relação a isso ou alguma outra?

Assim que chegamos em Salamanca, sentimos certa dificuldade com o idioma pois os espanhóis falavam muito rápido e no começo foi mais difícil de compreender, porém em poucos dias fomos nos familiarizando com a sonoridade da língua e foi ficando cada vez mais fácil compreender o que os professores falavam, as explicações dos guias turísticos, conversa com outros alunos e até mesmo comerciantes da cidade.  Na segunda semana de intercâmbio, percebemos que podíamos compreender o que os espanhóis falavam, porém, em muitas vezes eles não nos compreendiam, foi quando percebemos que precisávamos praticar mais a fala, porque mesmo o espanhol sendo próximo do português não é tão simples manter um diálogo quando se está no país estrangeiro, porém com o tempo a adaptação ao idioma vai ficando mais natural.

Como essa experiência te amadureceu ou transformou de alguma forma?

Amadureci no âmbito profissional, pois um intercâmbio agrega muito ao currículo, principalmente no caso de recém-formados, que podem não possuir muita experiência na área de atuação, mas ter uma vivência internacional sem dúvida propicia uma bagagem valiosa para o crescimento profissional. Ao ser contemplada com essa bolsa, por mérito, não por sorte, enriquece ainda mais a experiência que vivi e me garante que todo esforço e dedicação valem a pena. Observei também que voltei com uma visão mais ampla do meu curso, da universidade, da minha profissão, das pessoas próximas e do mundo como um todo, notei que existem muitas coisas além do que temos ao nosso redor simplesmente, percebi o quão pequena eu sou e o quanto ainda preciso aprender e descobrir, tanto no aspecto pessoal quanto profissional.

Foto tirada na última noite em Salamanca, Espanha.

Foto tirada na última noite em Salamanca, Espanha.

Sentiu diferença entre os estudantes de outros países?

Conhecemos estudantes de outros países, como Alemanha, China, Áustria, França, etc.  Não percebi diferença entre os estudantes, mas foi possível notar que os chineses são muito dedicados e cobram muito de si mesmos para alcançarem os objetivos.

Como foi o encontro com o diretor do Santander e outros estudantes?

Recebi um convite para participar de um encontro com diretor do Santander Universidades no dia 16 de fevereiro desse ano. O evento ocorreu na Torre Santander, em São Paulo, e promoveu um encontro com bolsistas dos programas de mobilidade internacional, estagiários e executivos do Banco Santander.  Tivemos um bate-papo muito agradável no qual aproveitamos para compartilhar experiências vivenciadas no exterior, trocar conhecimentos e explorar a importância do intercâmbio para os universitários.

Quão importante você considera uma experiência internacional?

Uma experiência internacional é muito enriquecedora para qualquer pessoa, não apenas universitários ou profissionais, mas seria interessante se todos tivessem a oportunidade de conhecer outro país. A bagagem de conhecimento e experiências proporcionadas por um intercâmbio são imensuráveis, viver algo novo, conhecer lugares e culturas diferentes nos torna, não apenas profissionais melhores, mas pessoas melhores. Eu fiquei lisonjeada com a experiência que me proporcionaram, não tenho palavras para expressar a emoção que tive ao receber a bolsa para esse intercâmbio, somente quem participa de um programa como esse pode entender o sentimento de alegria, orgulho e gratidão que nos envolve durante e após a vivência no exterior.

Encontro com Vilassante: evento na Torre Santander, com os diretores Global e local do Santander Universidades e bolsistas dos programas de mobilidade internacional.

Encontro com Vilassante: evento na Torre Santander, com os diretores Global e local do Santander Universidades e bolsistas dos programas de mobilidade internacional.

Curta nossa página no Facebook

Twitter