30 May

Iniciação Científica, Certificado de Mérito, Estágio, SARAU e aluno de Administração da FEI

A entrevista de hoje é com o aluno de Administração do campus São Paulo, Clayton William e Vencedor do Hackathon Kimberly – Clark Edição Huggies. Saiba como ele participa de todas essas atividades dentro da FEI e quais as expectativas para a viagem aos EUA, prêmio da competição.

Por que escolheu cursar Administração?

No começo, eu queria cursar Engenharia Química, por ser a minha matéria preferida no colégio e quando conheci mais o curso, através de uma amiga, vi que não era muito bem o que eu queria. Fiz um estágio no ensino médio onde pude perceber um pouco da rotina administrativa, mas só tive certeza que tinha feito a escolha certa quando comecei a cursar Administração e fui descobrindo as diversas oportunidades de atuação que este curso oferece.

Por que optou pela FEI?

Sou de Taubaté, interior da cidade de São Paulo, por isso não conhecia muito a FEI, nem tinha muito conhecimento das universidades de São Paulo. Um amigo da minha cidade que veio morar em São Paulo me indicou a FEI, falando da qualidade do ensino e do reconhecimento do mercado. Ganhei bolsa integral pelo PROUNI e fiquei encantado pela estrutura da Faculdade e de como era elogiada pelas pessoas.

Cleyton William (12)

O que você falaria do curso de Administração da FEI?

O curso de Administração da FEI é excelente e pioneiro no método formal dos estudos específicos de Administração no país. Os Professores são bem reconhecidos e qualificados, em cada conceito dado em sala de aula são apresentados exemplos nas organizações que facilitam o entendimento. Os trabalhos acadêmicos são diferenciados: temos que realizar entrevistas com gestores, criar empresas, inovar um produto. Esse tipo de atividade nos faz colocar em prática os conceitos vistos em sala de aula.

Como o curso é visto pelo mercado de trabalho?

Em termos de Mercado, posso dizer que grandes empresas, de nacionais a multinacionais, reconhecem o potencial do ensino da FEI. Já realizei entrevistas nas quais os gestores foram formados pela FEI e meus amigos falam que alunos da FEI são requisitados onde trabalham. Na empresa em que faço estágio, o Analista de Projetos também fez Administração na FEI. A Faculdade é reconhecida, cabe ao aluno dar o seu melhor, a fim de ser um excelente profissional na área de seu interesse.

0X9A9289No ano passado, você recebeu o Certificado de Mérito, como foi essa sensação?

Quando recebi o e-mail falando que tive o melhor desempenho do campus São Paulo, eu fiquei extremamente feliz. A sensação de que valeu a pena querer aprender, e também, querer ensinar. Quando aprendo bem determinado assunto, gosto de ajudar alguém que tenha dificuldade e que queira reforçar essa matéria. A FEI tem o programa de monitoria, que acho muito importante porque facilita esse apoio fora de sala de aula.

Quais projetos, festivais ou atividades dentro da FEI você já participou ou ainda participa?

Faço Iniciação Científica com orientação da Prof.ª Fernanda Ribeiro e posso dizer que realizar um projeto de pesquisa como este melhorou muito meu desempenho em sala. Nosso senso crítico e analítico tem uma boa evolução, tanto que ganhei o Certificado de Mérito no mesmo período que estava fazendo Iniciação.

Já participei do FEIstival de música e cantei no Sarau da FEI – SP junto com amigos convidados e outros estudantes que se empenharam para formar uma banda e fazer uma apresentação linda, organizada pela Profª Giselle Agazzi.

0X9A3850Você considera importante se engajar em atividades dentro da faculdade?

Sim, isso é fundamental dentro na Faculdade. No campus SP tem a FEI Júnior e a Atlética que são conduzidas pelos próprios alunos. Para o Sarau, tive que chamar alguns alunos da FEI para as apresentações musicais. É aí que você percebe que existem vários talentos que querem e estão dispostos a continuar com os ensaios, a fazer mais apresentações, etc. Criar um projeto oficial nesta linha cultural dentro da FEI SP é algo a ser estudado. Já temos o apoio do Coordenador e estamos entusiasmados para a evolução disso. Vejo várias vantagens em um projeto como esse: os alunos, ao cantarem em público, eliminam um pouco da vergonha para outros tipos de apresentações (trabalhos, entrevistas, etc); podem ser feitos eventos ao público externo divulgando mais o campus SP porque a maioria das pessoas conhece só o campus de SBC.

Quais foram as etapas do processo para participar do Hackathon Kimberly?

Soube do Hackathon da Kimberly-Clark via e-mail da FEI e também pelo pôster do evento no mural da FEI. Este Hackathon foi divulgado nas melhores universidades do Brasil e os alunos interessados tinham que encaminhar um currículo e um breve resumo profissional e acadêmico.

Quais eram as suas expectativas quando se inscreveu?

Este Hackathon foi o primeiro em que me inscrevi. A princípio, achei que todos que se inscrevessem fossem automaticamente selecionados para participar, mas na realidade não era bem assim. Foram quase quatrocentos inscritos, mas apenas quarenta foram selecionados, formando dez equipes. Já fiquei feliz só de ter sido chamado.

Quais as maiores lições que tirou desse projeto?

O trabalho em equipe é a estrutura do negócio, o cliente é a luz. Minha equipe tinha eu como administrador, um químico, um engenheiro de comunicação, uma designer e uma mãe publicitária. Desenvolver um produto, ou inová-lo, requer atenção a uma frase que vejo muito em Marketing: “ENTENDER PARA ATENDER”. De nada adianta o produto ser inovador, se o cliente não tem percepção disso. Este Hackathon me apresentou pessoas fantásticas, como estudantes, profissionais, gestores internacionais e nacionais da Kimberly. Recebemos orientações desde do início do programa, o que fez toda diferença para apresentar a nossa ideia aos jurados.

13288910_956499057782801_1545545727_nComo se sente sendo parte da equipe campeã?

Me sinto realizado como estudante e vejo isso como um reflexo de me tornar um grande profissional. Como premiação, vamos ao Centro de Inovação da Kimberly nos EUA e ter a oportunidade de ajudar uma ONG entregando os produtos da Kimberly. Fazer parte do grupo campeão na 1ª edição no Brasil é um marco na minha história, que me incentiva a participar de outros eventos como estes e ter como benefício, não só premiações, mas também acréscimo de conhecimento e poder colocar em prática aquilo que vemos em teoria.

Quais são seus sonhos e planos futuros?

Até o momento quero seguir na área financeira porque gosto de exatas, mas também tenho vontade de ser professor. Em termos sociais, quero conseguir atingir o máximo de crianças e adolescentes de baixa renda no sentido de impulsionar seus estudos, aumentando a possiblidade de inclusão no mercado de trabalho. Tenho muita vontade de realizar um intercambio e estou lutando para conseguir isso, vejo como possibilidade de melhorar a fluência em um segundo idioma e conhecer a cultura de outro país que eu goste. E, por fim, com meu crescimento, ajudarei meus familiares que me apoiam muito a estar aqui. Morar fora de casa para estudar é um desafio para muitos universitários, mas que vale a pena quando se conclui com sucesso.

 

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25 May

Dicas para se dar bem no ENEM e usar sua nota para entrar na FEI

O Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) é composto por quatro provas objetivas e por uma redação. As provas objetivas são realizadas em dois dias e cada uma contém 45 questões de múltipla escolha. No sábado, são realizadas as provas de Ciências humanas e suas tecnologias e de Ciências da natureza e suas tecnologias com 4h30min de duração. No domingo, é dia das provas de Linguagens, códigos e suas tecnologias e de Matemática e suas tecnologias. A redação é realizada no domingo e por este motivo o exame de domingo tem duração de 5h30min.

Atualmente, as provas do ENEM estão muito parecidas com as provas de vestibulares tradicionais e exigem interpretação de texto, raciocínio lógico, conhecimentos específicos sobre os diversos componentes curriculares e capacidade de argumentação e de expressão (na redação). A preparação para a redação do ENEM exige que o participante leia muito, se informe sobre as notícias e reflita e argumente sobre elas na forma escrita, sempre que possível.

Dicas para estudar e aprender:

 

  • Comece agora. Aprendizagem exige tempo.

 

  • Aprendizagem é mais profunda e mais durável quando a situação de aprendizagem exige esforço. Se está parecendo muito fácil, é provável que você não esteja aprendendo de verdade, mas apenas sofrendo da ilusão da aprendizagem.

 

  • Puxar da memória fatos, conceitos e técnicas torna a aprendizagem mais duradoura.

 

  • Prática espaçada, intercalada e variada é mais eficaz para a aprendizagem a longo prazo do que a prática de um único assunto por longos intervalos de tempo.

 

  • Tentar resolver um problema antes que a solução seja ensinada leva a uma aprendizagem superior, mesmo que erros sejam cometidos no caminho.

 

  • Aprendizagem é melhor quando o aprendiz emprega suas múltiplas inteligências em vez de ficar confinado ao estilo de aprendizagem com o qual se sente mais confortável.

 

  • Tentar identificar princípios gerais é mais importante para a aprendizagem do que tentar colecionar as soluções a diversos tipos de problemas.

 

  • É importante se testar com regularidade para identificar fraquezas.

 

  • Toda aprendizagem requer uma fundação de conhecimento prévio. Se você está com dificuldade para enteder algum conteúdo, pode ser necessário voltar às bases que sustentam este conhecimento.

 

  • Atribuir significado ao novo material ao expressá-lo em suas próprias palavras (elaboração), relacionar o novo material com conhecimento já adquirido e colocar o novo material em um contexto mais geral são três processos que auxiliam a aprendizagem.

 

  • Organizar as idéias-chave do novo material em modelos mentais e relacionar estes modelos mentais com o conhecimento já adquirido permite aprendizagem de assuntos complexos.

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Dicas para os dias das provas:

 

  • Prepare o material necessário
    • Caneta esferográfica preta fabricada em material transparente é o único instrumento de escrita aceito no ENEM.
    • Documento original de identificação dentro do prazo de validade.
    • Água e um lanchinho leve, mas não exagere, pois você não vai querer perder preciosos minutos de prova indo ao banheiro ou ficando sonolento.

 

  • Saiba onde vai fazer sua prova e chegue com antecedência ao local
    • Cuidado com o despertador (é bom ter um de reserva).
    • Cuidado com o trânsito (conheça o caminho e programe-se para chegar 30 minutos antes do horário de abertura dos portões).

 

  • Mantenha-se relaxado e concentrado
    • Evite aglomerações e agitações na frente do prédio ou na frente da sala: agitação libera epinefrina (adrenalina), que bloqueia a memória e o raciocínio no cérebro (“deu branco”).
    • Evite aquela revisão de última hora: você só vai ficar nervoso.
    • Evite conversar demais nos minutos que antecedem o início da prova: é hora de se concentrar.
    • Respirar profundamente, usando o diafragma e a musculatura do abdome, por 1 minuto ajuda a relaxar e a ficar concentrado (não, não é uma contradição).
    • Use uma roupa confortável, que não vá fazê-lo passar calor ou frio, nem aperte demais nem … bom, você entendeu.

 

  • Use o tempo a seu favor
    • Em média, você terá entre 2 e 3 minutos para cada questão, já reservando 20 minutos para o preenchimento do cartão de respostas e 1 hora para a redação.
    • Há um procedimento simples para resolver as provas objetivas de forma eficaz (mas não é milagre, você precisar ter estudado ao longo do ano):
      1. No caderno de questões, se tiver certeza da resposta de uma questão, marque-a claramente para não precisar mais voltar à questão; se tiver dúvida entre duas ou três alternativas, indique-as para voltar à questão posteriormente e decidir; se não tiver ideia da resposta correta, marque a questão com um ponto de interrogação.
      2. Volte às questões em que você tem dúvida e às questões em que você não tem ideia da resposta. Se conseguiu descobrir a resposta correta nesta segunda leitura, marque-a; se está em dúvida entre duas ou três alternativas, indique-as. Aidna não tem ideia da resposta? Deixe o ponto de interrogação.
      3. Faça uma pausa breve, se alongue, relaxe os músculos, faça um lanchinho ou vá ao banheiro.
      4. Repita o passo 2. É possível que mesmo assim ainda tenham sobrado questões em que você tem dúvida entre duas ou mais alternativas e, com sorte, poucas questões em que você não tem ideia sobre qual seria a resposta correta, mas agora é hora de preencher o cartão de respostas.
      5. Transcreva suas respostas para o cartão de respostas; em caso de dúvida sobre a resposta correta, você terá de “chutar,” mas não deixe nenhuma questão sem resposta.
      6. Tome cuidado para não anular uma questão marcando duas respostas para a mesma questão em seu cartão de respostas.

 

    • No caso da redação:
      1. Leia todos os textos de apoio. Eles não estão lá para ocupar espaço na página.
      2. Aproveite e destaque as informações que avaliou como importantes nos textos de apoio, mas não copie trechos deles em sua redação (isso é plágio e você receberá nota zero). Você pode, porém, citar dados dos textos de apoio em sua redação.
      3. Não fuja do tema nem banque o engraçadinho (hino de time de futebol, receita de bolo, protesto partidário ou similares em sua redação). O resultado será nota zero.
      4. Faça uma lista curta dos tópicos que pretende abordar em seu texto. Adote uma posição, argumente a favor desta posição e conclua com uma proposta de intervenção, mas não desrespeite as pessoas nem faça apologia de condutas criminosas, como o desrespeito aos direitos humanos,  à democracia, em sua redação.

 

Procure seguir a norma culta da língua portuguesa, mas cuidado: os avaliadores não se impressionam com mesóclises e linguagem arcaica. Seu texto deve ser compreendido.

Vai dar tudo certo. Boa sorte!

Professor Roberto Baginski

 

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25 May

Corpus Christi, uma festa diferente

A festa de Corpus Christi é celebrada em uma data que se altera a cada ano, em razão da data da Páscoa, que é marcada no ano lunar e não no ano civil.

Realiza-se na quinta-feira após o encerramento litúrgico do tempo pascal, depois da festa de Pentecostes, sessenta dias depois da Páscoa.

É uma solene e piedosa homenagem a Jesus Cristo que, no Calvário, entregou seu corpo e sangue para a libertação da humanidade.

Por que numa quinta-feira?

Porque foi na véspera da paixão, uma quinta-feira, que Jesus se reuniu com os discípulos para celebrarem a páscoa judaica. Seria também seu jantar de despedida.

A liturgia contida dos dias da Semana Santa não favorece a celebração do que de mais importante aconteceu nessa Última Ceia: a instituição da Eucaristia e a promulgação do novo mandamento que Jesus deixava aos discípulos: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Não existe amor maior do que aquele que dá a vida pelos outros”.

A celebração do Corpus Christi começou no século 13, em 1243, na Bélgica, por iniciativa de uma religiosa agostiniana, Juliana de Mont Cornillon. Em suas meditações, sentia um apelo de Jesus para que a Igreja celebrasse a Eucaristia com mais festa e em dia especial.

O que aconteceu em nível local, começou a se espalhar a partir do reconhecimento da data escolhida para a festa, que ficou chamada de Corpus Christi. O Papa Urbano 4, em 1264, a oficializou e a estabeleceu para toda a Igreja.

A importância foi reconhecida começando pela introdução de um feriado no calendário, que no Brasil é civil e religioso. Às missas solenes, seguem-se cerimônias de adoração ao Santíssimo e as procissões pelas ruas da cidade.

Os colonizadores portugueses trouxeram a tradição da confecção dos tapetes com motivos eucarísticos formados por flores e diversos tipos de material colorido.

O que era restrito às comunidades interioranas ganhou espaço nos meios de comunicação em reportagens sobre como o Dia de Corpus Christi foi festejado em todo o Brasil.

As imagens das ruas enfeitadas mostram a fé e piedade do povo ao fazer a memória do que se passou na Última Ceia.

A missa destaca-se pela riqueza teológica dos textos litúrgicos.

Segundo a história, Santo Tomás de Aquino foi um dos que pediram ao Papa Urbano 4 que estendesse a festa de Corpus Christi para toda Igreja. Depois de pensar, o Papa acatou o que pedia o grande teólogo com a condição de que compusesse o texto.

Do Antigo Testamento a liturgia traz o misterioso rei e sacerdote Melquisedeque que acolheu Abraão e, com pão e vinho, ofereceu um sacrifício em ação de graças pela sua vitória contra os inimigos.

padrepauloNa segunda leitura, São Paulo comenta o que recebeu dos apóstolos sobre a instituição da Eucaristia na última ceia, chamando a atenção da comunidade sobre o significado e consequência desse gesto de Jesus e a responsabilidade dos que dela se aproximam.

O Evangelho narra uma das cenas da multiplicação dos pães. Jesus é o pão vivo que desceu do céu para a vida do mundo. Quem dele comer terá a vida eterna…

Antes de proclamá-lo, a liturgia convida a comunidade a um momento de reflexão com o grande hino eucarístico de louvor composto por Santo Tomas, em que a profundidade do teólogo e a sensibilidade do poeta se completam:

 

“Bom pastor, pão de verdade, piedade, Jesus, piedade! Conservai-nos na unidade, extingui nossa orfandade: Transportai-nos para o Pai…”

Por Pd. Paulo D’Elboux

24 May

Da Iniciação Científica ao Doutorado: conheça a história da aluna Bruna Paz

A aluna Bruna Paz começou sua história na FEI quando ingressou no Curso de Engenharia Elétrica. Continuou sua vida acadêmica na FEI, fez Mestrado também em Elétrica e, hoje, aos 25 anos, é aluna de Doutorado em Engenharia Elétrica, na área de Dispositivos Eletrônicos Integrados.

O interesse da Bruna pela carreira acadêmica começou ainda na graduação, quando decidiu participar da Iniciação Científica e, essa, abriu muitas portas para um caminho já marcado por muito sucesso e que, temos certeza, será brilhante.

Confira a entrevista com a aluna que se prepara para mais um novo desafio, um estágio de um ano, na França:

 

BrunaPazPor que decidiu participar da Iniciação Científica quando ainda era aluna da graduação?

Durante o terceiro ano da Graduação em Engenharia Elétrica, após experiências com monitorias, optei por fazer uma Iniciação Científica na área de Microeletrônica, pois queria uma atividade complementar remunerada que permitisse aprofundar os meus conhecimentos em uma área de meu interesse, agregasse valor ao meu currículo profissional e que fosse conciliável com os meus estudos da graduação.

Que tipo de contribuições um projeto como a Iniciação Científica traz ao aluno?

O projeto te dá a oportunidade de ter contato com profissionais mais importantes da área e participar de conferências nacionais e internacionais. A iniciação científica me permitiu estudar tecnologias da fronteira do conhecimento, então desenvolvi um interesse muito grande por nanotecnologia e optei por continuar meus estudos através do Mestrado.

Quais as vantagens das bolsas do CNPq sobre as demais?

A bolsa de Iniciação Científica do CNPq tem grande visibilidade em âmbito nacional e mérito científico mais reconhecido. Possuir uma bolsa do CNPq confere um status de excelência ao projeto desenvolvido e ao aluno beneficiário. No meu caso, ser bolsista CNPq durante a graduação foi um fator muito importante para a obtenção de bolsas de Mestrado e Doutorado de qualidade e, portanto, para a realização dos estágios de pesquisa no exterior.

Como a Iniciação Científica pode contribuir para o currículo de uma pessoa que não seguirá a vida acadêmica?

A Iniciação Científica permite uma formação complementar que conta como um adicional importante ao currículo. Demonstra interesse por atividades extracurriculares e, portanto, proatividade. Permite o desenvolvimento de diversas competências necessárias para a vida profissional, tais como: desenvolvimento de oralidade, aperfeiçoamento de escrita, estruturação de ideias, prática para apresentação de trabalhos em português e em inglês, capacidade de solução de problemas, habilidades para buscar referências e conteúdos diversos, além de conhecimentos técnicos em softwares específicos.

Agora falando sobre sua vida acadêmica. Por que escolheu fazer seu Mestrado e Doutorado na FEI?

A FEI possui convênios com grandes universidades e laboratórios de pesquisa em outros países. Realizei estágios internacionais, sendo um deles de seis meses, na França, em um dos laboratórios de microeletrônica mais avançados do mundo. Finalizei o Mestrado e estou cursando o Doutorado, através do qual realizarei outro estágio na França, com duração de um ano.

Se você fosse dar uma dica para os alunos que ponderam sobre participar da Iniciação Científica, qual seria?

O aluno deve aproveitar o período da graduação, o contato com os professores e a infraestrutura que a FEI proporciona para se desenvolver ao máximo, de modo a destacar-se em relação aos outros profissionais que já estão no mercado. Uma Iniciação Científica abre muitas portas e é uma ótima oportunidade para adquirir experiências.

 

O Processo Seletivo para as bolsas CNPq 2016/2017 está aberto e as inscrições vão até o dia 31 de maio!

Público: Alunos a partir do 2º ciclo

Mais informações, acesse o Portal do Aluno ou procure diretamente a secretaria de Iniciação Científica no campus São Bernardo do Campo.

>>> PIBIC CNPQ 2016/2017 – INICIAÇÃO CIENTÍFICA

>>> PIBIC CNPQ 2016/2017 – INICIAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO TECNOLÓGICO E INOVAÇÃO

20 May

Mulheres ao ataque: a participação feminina nos projetos institucionais da FEI

De uma média de oito mil estudantes, hoje, o Centro Universitário FEI tem aproximadamente duas mil alunas. Apesar de ser um ambiente ainda majoritariamente masculino, as mulheres vêm conquistando seu espaço em cursos e profissões que antes eram consideradas apenas para homens. Nos projetos institucionais, esse crescimento não poderia ser diferente.

As integrantes femininas do PACE-FEI.

As integrantes femininas do PACE-FEI.

A FEI possui sete projetos institucionais compostos por alunos da graduação: AeroDesign, FEI Baja, Fórmula FEI, Maratona de Programação, ROBOFEI, Projeto APO e PACE-FEI. Os projetos ensinam lições de trabalho em equipe, gestão de prazos, comunicação e expressão, além de permitirem maior conexão entre a teoria de sala de aula com a prática. Segundo a Presidente do PACE e aluna de Engenharia Mecânica Automobilística, Ana Cox, os projetos não atrapalham o desempenho acadêmico dos alunos. “Depois que comecei a trabalhar no PACE, aprendi a gerenciar melhor meu tempo. Fazer um cronograma é essencial para se organizar durante o semestre. ”.


Mulheres nos Projetos

Apesar das equipes contarem com membros femininos, a participação das alunas ainda é pequena perto da masculina. Segundo a aluna Giulia Amatruda, membro da Equipe FEI Baja, ela sempre passava pela oficina e se interessava pelo projeto, mas tinha muita vergonha de participar porque não existia nenhuma menina.

O Coordenador do curso de Ciência da Computação e da ROBOFEI, Flávio Tonidandel, conta que quando se trata de Robótica, existe um interesse muito grande das mulheres pelo tema. “Temos meninas no grupo de futebol de robôs desde o seu início, em 2003. Robôs atraem o interesse não só dos homens, como das mulheres. Basta ver que na Olimpíada Brasileira de Robótica, desde 2013, a relação entre meninos e meninas, do ensino fundamental e médio, é de 55% meninos para 45% de meninas, na modalidade teórica. ”.

As alunas Jade e Marina fazem parte da ROBOFEI e estudam Engenharia Mecânica.

As alunas Jade e Marina fazem parte da ROBOFEI e estudam Engenharia Mecânica.

Membro da ROBOFEI e trabalhando diretamente no desenvolvimento da Robô Judith, a aluna Marina Gonbata, concorda com o Coordenador Flávio Tonidandel. “Nunca tive nenhum problema dentro da equipe por ser mulher. O pessoal aqui valoriza a eficiência e a eficácia. ”. Jade Gali participa da ROBOFEI, mas na equipe dos Robôs Humanoides, e afirma que a maior pressão parte dela mesma: “Eu tinha visto algumas fotos do projeto e não vi nenhuma mulher, fiquei um pouco tensa com isso porque eu sempre tenho a sensação de que por ser mulher eu preciso provar mais que os demais. ”.

A equipe FEI AeroDesign é o projeto com o maior número de alunas participantes. A aluna de Engenharia Mecânica, Ligia Canassa, conta que as meninas são tratadas de igual para igual: “Carregamos peso, nos sujamos, no AeroDesign não existe diferença entre homem e mulher na hora de trabalhar. ”. Também parte do Aero, Ligia Garcia, conta que pessoas de fora fazem comentários machistas. “Nunca senti nenhuma resistência por participar dos projetos, mas sempre acontecem perguntas do tipo ‘Nossa, mas você sabe mexer com isso?’, ou, ‘Será que a equipe vai para frente com esse monte de mulher agora?’ É melhor rir para não chorar. ”.

A aluna Joice Laiane, da equipe Baja, acredita que as mulheres ainda enfrentam um "machismo mascarado".

A aluna Joice Laiane, da equipe Baja, acredita que as mulheres ainda enfrentam um “machismo mascarado”.

Coordenador do Curso de Engenharia Mecânica da FEI, o Professor Gustavo Donato fala o quanto a participação das meninas nos projetos agrega positivamente para o desenvolvimento das equipes “Uma maior participação das alunas já vem ocorrendo nos últimos anos, não só nos projetos como na engenharia mecânica. Não existe qualquer impedimento à atuação de excelência das alunas, seja nos projetos ou no mercado de trabalho. O trabalho das mesmas tem sido de muita dedicação, contribuição e qualidade, o que naturalmente demonstra a igualdade de condições e a meritocracia do processo. ”.

O Coordenador acredita que embora exista uma predominância dos rapazes nos projetos, a divulgação do sucesso das alunas nas equipes reverberará favoravelmente a um aumento ainda mais acentuado na participação.

Machismo em pauta

Segundo a aluna Vitória Migliano, de Automação e Controle e membro do Fórmula FEI, muitas vezes, a engenharia e os projetos que a envolvem são mais frequentados por homens, justamente porque existe um receio em ingressar em um ambiente predominantemente masculino, mas reforça que essa objeção é um equívoco, uma vez que não há uma diferença negativa por parte dos rapazes da equipe. “Quando eu ingressei no Fórmula FEI, percebi que os meninos sempre se preocuparam em me orientar ou me repreender de uma forma delicada. Eu acho que isso é um sinal de respeito e que faz com que eu me sinta acolhida em um ambiente ao qual eu não estava acostumada. ”.

Mayara Lumi, faz parte do Projeto APO e é estudante de Engenharia Civil. “A adaptação na equipe é baseada em adquirir responsabilidades ao longo do tempo e não existe um tratamento diferente por ser mulher. ”.

As quatro integrantes da Equipe Fórmula FEI e Fórmula FEI Elétrico.

As quatro integrantes da Equipe Fórmula FEI e Fórmula FEI Elétrico.

Ambas alunas de Engenharia de Produção e parte do Fórmula FEI, Isabela Manis e Catharine Corá concordam que a maioria das pessoas reagem com surpresa quanto à participação delas na equipe. “Particularmente acho engraçado, não vale a pena se aborrecer por isso. ”, diz Catharine.

Apesar de todas as meninas concordarem que dentro dos projetos não existe diferença entre gêneros, a grande maioria relata situações em que a escolha pelos cursos de Engenharia foi questionada apenas por serem mulheres. Me falaram que eu não ia conseguir emprego porque entre uma mulher e um homem para mexer em um carro, qualquer um escolheria um homem”, conta Giulia, que estuda Engenharia Mecânica.  Lígia Garcia completa: “Já ouvi coisas como “vocês, meninos, que andavam de bicicleta e já passaram óleo na corrente.”, como se nenhuma menina nunca tivesse andado de bicicleta na vida. ”.

A conclusão de todas é uma só: não se deve abandonar o que se gosta por medo da reação e julgamento de terceiros, afinal, é essa escolha que define com o que você trabalhará por toda a vida. Para Camilla Marianno, do PACE, praticar o respeito é a melhor forma de se enfrentar situações desagradáveis.

Aero

A Equipe FEI AeroDesign tem o maior número de representantes mulheres. Ao todo, são oito alunas.

“Queremos ser respeitadas e tratadas igualmente e isso inclui fazer engenharia, fazer parte de um projeto da faculdade, ganhar o mesmo salário e, principalmente, poder andar sozinha sem medo nas ruas.”, fala Lígia Garcia.

Jade Gali deixa um recado a todas as alunas que ainda sentem receio na escolha do curso e em participar de projetos como esses: “Se der medo, vai com medo mesmo, muitas já passaram por isso e outras muitas vão passar e, se precisar de ajuda, eu e todas as outras vamos estar com os braços abertos para ajudar. Vai dar receio de não saber se é a escolha certa, mas vai em frente assim mesmo, não pode desistir sem tentar. ”.

Muque

 

Alunas Entrevistadas: Amanda Giordano, Andressa Badú, Ana Cox, Camila Marianno, Catharine Corá, Giovanna Coelho, Giulia Amatruda, Isabela Manis, Jade Gali, Jessica Ikuta, Joice Laiane, Ligia Canassa, Lígia Garcia, Marina Gonbata, Mônica Américo, Mayara Lumi, Nathália Andrade e Vitória Migliano. 

 

 

 

 

 

 

 

 

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